DANIEL CAETANO DE FIGUEIREDO

 

 

 

 

 

 

 

A Familia Saboia

(ESBOÇO DE GENEALOGIA)

1760-2006

 

ISBN: 85-87906-18-6

 

 

 

 

 

SOBRAL-CEARÁ- BRASIL

 ABRIL  DE 2006(Versão 2)

 

" Árvores seculares cobrem a região. Cedros, aroeiras, pau d'arco, freijó, pau branco, oiticicas, carnaubeiras, sabiás, umburanas, arapiracas, pereiros e muitas outras madeiras de lei formavam o rico tesouro de uma flora exuberante, quase despercebida hoje, protegendo o solo com a frescura de suas sombras, entre as quais vagueavam inúmeros representantes da nossa fauna, como sejam, onças, gatos maracajás, raposas, guaxinis, capivaras, pacas, veados, caititus, macacos, cotias, e um sem número de aves de toda espécie como emas, seriemas, sericóias, papagaios, jacús, maracanãs, araras, jandaias, periquitos, jaçanãs, etc, além de variados tipos de pássaros de lindas e variadas cores, como sejam cupidos, graúnas, corrupiões, canários, cabeças vermelhas ou galos de campina, sanhassús, bem-te-vís, pintassilgos, etc."

(Dom José Tupinambá da Frota in História de Sobral)

 

"A Nação compõe-se dos mortos que a fundaram e dos vivos que a mantêm" - (Ernesto Renan)

 

"Depois dos pais que recebem o nosso primeiro grito, o solo pátrio recebe os nossos primeiros passos" - (Manuel de Macedo)

 

"Escreva sobre tua aldeia e descreverás o mundo" - (Tchecov)

 

 

"Pensar que o homem nasceu sem uma história dentro de si próprio é uma doença. É absolutamente anormal, porque o homem não nasceu da noite para o dia. Nasceu num contexto histórico específico, com qualidades históricas específicas e, portanto, só é completo quando tem relações com essas coisas. Se um indivíduo cresce sem ligação com o passado, é como se tivesse nascido sem olhos nem ouvidos e tentasse perceber o mundo exterior com exatidão. É o mesmo que mutilá-lo."

CarlJung

A Excelência do amor fraternal

 

Cântico dos degraus, de Davi

 

133 OH! quão bom e quão 

suave é que os irmãos

 vivam em união.

2 É como o óleo precioso sobre a

cabeça, que desce sobre a barba, a

barba de Arão, e que desce à orla

das suas vestes.

3 Como o orvalho de Hermom, e

como o que desce sobre os montes

de Sião, porque ali o SENHOR

ordena a bênção e a vida para

sempre .

............

O Evangelho segundo Mateus

 

Genealogia de Jesus Cristo

1 LIVRO da geração de Jesus

Cristo, filho de Davi, filho de

Abraão.

2 Abraão gerou a Isaque; e

Isaque gerou a Jacó; e Jacó gerou a

Judá e seus irmãos;

3 E Judá gerou, de Tamar, a

Perez e a Zerá; e Perez gerou a

Esrom; e Esrom gerou a Arão;

4 E Arão gerou a Aminadabe; e

Aminadabe gerou a Naasssom; e

Naassom gerou a Salmon;

5 E Salmom gerou, de Raabe, a

Boaz; e Boaz gerou de Rute a

Obede; e Obede gerou a Jessé;

6 E Jessé gerou ao rei Davi, e o

rei Davi gerou a Salomão da que

foi mulher de Urias.

7 E Salomão gerou a Roboão; e

Roboão gerou a Abias; e Abias

Gerou a Asa;

8 E Asa gerou a Josafá; e Josafá

gerou a Jorão; e Jorão gerou a

Uzias;

9 E Uzias gerou a Jotão; e Jotão

gerou a Acaz; e Acaz gerou a

Ezequias;

10 E Ezequias gerou a Manassés;

e Manassés gerou a Amom; e

Amom gerou a Josias;

11 E Josias gerou a Jeconias e a

seus irmãos na deportação para

Babilônia.

12 E, depois da deportação para

a Babilônia, Jeconias gerou a Sala-

tiel; e Salatiel gerou a Zorobabel;

13 E Zorobabel gerou a Abiúde;

e Abiúde gerou a Eliaquim; e

Eliaquim gerou a Azor;

14 e Azor gerou a Sadoque; e

Sadoque gerou a Aquim; e Aquim

Gerou a Eliúde;

15 E Eliúde gerou a Eleázar; e

Eleázar gerou a Matã; e Matã

gerou a Jacó;

16 E Jacó gerou a José, marido

de Maria, da qual nasceu JESUS,

que se chama Cristo.

17 De sorte que todas as gera-

ções , desde Abraão até Davi, são

catorze gerações; e desde Davi até

 a deportação para a Babilônia,

catorze gerações; e desde a depor-

tação para a Babilônia até Cristo,

catorze gerações;

...............

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PREFÁCIO

 

 

       Esta publicação é fruto de vinte anos de pesquisa.                Ao chegar no Rio de Janeiro em 1972, quando ingressei no Colégio Naval, deparei-me, naquela cidade, com várias pessoas que possuíam o sobrenome SABOIA. Depois de alguma conversa, inevitavelmente acabávamos chegando a algum vínculo de parentesco.

     Percebí que quase todas possuíam suas origens em Sobral, o que levou-me a crer que, apesar de espalhada por este imenso País, a família SABOIA deveria ser única, e por isto os seus membros  teriam um ancestral comum; o que me fez despertar o interesse em iniciar o trabalho que ora dou por concluído.

       Em 1986, em messa de bares, no Rio de Janeiro, comecei a rabiscar  uma folha de papel, que depois foram duas, e com o passar do tempo e para a minha satisfação,  eis que agora a quantidade de folhas já se apresenta mais volumosa. Assim, nesses dezenove anos fui acumulando folhas e mais folhas, e, quando notei, possuia folhas suficientes em número para chegar a uma conclusão, e, se possível, publicá-la.

      Durante todo esse tempo, freqüentei bibliotecas - principalmente a da Universidade Estadual Vale do Acaraú -, lí e relí livros e documentos, fui à cartórios, igrejas, passei noites insônes. Nada mais fiz, contudo, do que procurar encaixar dados, nomes de pessoas, datas de nascimento, falecimento e  casamento, da forma mais correta possível, buscando sempre e acima de tudo a verdade histórica, na qual procurei fundamentar essas  linhas. Visitei pessoas e com elas conversei; encontrei pessoas e a elas pedí informações, muitas das quais importantes.

      A espinha dorsal do livro que ora termino só foi possível ser delineada a partir dos cinco volumes da CRONOLOGIA SOBRALENSE, do emérito historiador Cônego Francisco Sadoc de Araújo. Não fossem citados livros, esse trabalho nada mais seria que um acumulado de folhas dispersas.

       Suprimi alguns detalhes, é bem verdade. O que, convenhamos,  foi  opção do Autor. Visei com isto  evitar o constrangimento dos descendentes daqueles que poderiam ser, certamente, injustamente maculados. Mesmo porque o objetivo de nosso trabalho não é este. Muitos já repousam  em seus leitos eternos e não é boa norma perturbar-lhes o sono; além do mais seria antiético detratar os que já se foram, pois a estes não é dado o direito elementar de defesa. Aliás, para que citarmos certos fatos que nada acrescentariam aos nossos propósitos, se estes fazem parte das fraquezas do ser humano? Os antigos já afirmavam que errare humanum est. Louvemos e preservemos a Ética, pois.

      É importante frisarmos que esse trabalho certamente deve possuir algumas imperfeições - mesmo porque a Genealogia não é uma Ciência Exata, a exemplo da Matemática ou da Física, por exemplo -, imperfeições estas as quais de antemão compreendo, aceito e assumo; além do mais o Autor  não é Genealogista, muito menos Historiador- considero-me um principiante em tão nobre e profundo assunto, a Genealogia-, assunto esse que é por demais complexo. Mas tenho certeza de que, em sua maior parte, esse trabalho  apresenta-se correto.

      Aproveito a oportunidade para publicar algumas poesias de autoria de meu querido e saudoso pai, Cel. Caetano Figueiredo- que jamais as publicou certamente por excesso de  simplicidade e modéstia-, mas que sempre procurou dar o melhor de sí para os filhos, no  caso estudo e educação moral adequada, contribuindo assim para que o Autor se considere, hoje, um homem feliz.

      Agradeço antecipadamente as críticas construtivas que receberei, pois assim poderei aprimorar, no futuro, o meu trabalho. 

      Enfim, fiz o que pude. Quem puder, que o faça melhor.

 

 

DEDICO ESSE LIVRO

 

 

 

· a Deus , o Criador - Supremo Arquiteto do Universo- , que guiou, dirigiu e orientou  as minhas mãos na elaboração deste singelo trabalho;

 

· a Caetano Saboia de Albuquerque Figueiredo , meu querido pai e amigo insubstituível, que ensinou-me  o amor às letras e  aos números , à verdade e à justiça ;

 

· à Ana Frieda e Caetano  Neto , meus filhos queridos; eu diria razão do meu viver  e motivadores de minha existência  ;

 

· à minha mãe Maria Luiza Ferreira, às minhas irmãs Sara e Nazira e à minha  ex-mulher Maria Veralúcia;

 

· a Ernesto Saboia de Figueiredo , Maria Figueiredo Mendes (Ia)(i.m) , Antonina Figueiredo Frota (Nena)(i.m) e José  Albuquerque de  Figueiredo (Zéquinha)(i.m), meus tios;

 

· a Antônio de Paula Pessoa de Figueiredo(i.m) e Antônia Ernestina Saboia de Figueiredo (Totonha)(i.m), meus avós paternos;

 

· ao Coronel do Exército   Fernando Antônio Figueiredo Mendes(Jipão 42) e ao Capitão-de-Mar-e-Guerra Francisco José Passos Mota, companheiros de infância e de vida militar ;

 

· ao Magnífico Reitor da U.V.A  José Teodoro Soares, Apóstolo da Educação ,  e Maria Norma Maia Soares;

 

· ao Vice- Reitor da U.V.A  Evaristo Linhares Lima e Maria  Nilsa Brígido Linhares;

 

· A Dom José Tupinambá da Frota(i.m), pela obra gigantesca que fez por nosso Torrão Natal- Sobral;

 

· a Guiomar Saboia e ao Prof. Francisco das Chagas Saboia, que cederam-me gentilmente ricas informações acerca dos Saboia que tiveram suas origens em Crateús e Independência, no Ceará;

 

· aos : Almirante Julio Saboya de Araújo Jorge,  Ministro da Marinha Henrique Saboia(i.m), Dr. Carlos Ernesto Saboia de Albuquerque, José Alberto Dias Lopes(Zealberto), Profa. Belarmina Saboia, Domingos Gérson de Saboia Amorim , Prof. Fernando Antônio Saboia Leitão, Profa. Lygia Maria Maurity Saboia, Teresa Maria Frota Haguette(i.m); Maurício Mascarenhas Sanford;  Maria Julia Palhano de Saboia (i.m), Gláudia Saboya Graça de Figueiredo,  Raquel Saboia Rinaldi de Carvalho, Antonio Carlos Amaral Saboia(Tom Saboia), Milena Rodrigues Coelho  e Laura Kupac Saboya de Albuquerque pelas importantes informações cedidas ao autor, as quais muito  contribuíram para o aprimoramento desse trabalho;

 

· a Evaristo Linhares Lima Filho, Rosilene Aguiar Bezerrra e Evaristo Linhares Lima Neto;

 

· a todos aqueles que me prestaram importantes informações contidas nesse livro;

 

 

 · ainda  para:

 

ex-Ministro da Marinha  Henrique Saboia(i.m); Rosemarie Neves Saboia; Prof. Francisco Nazareno Oliveira; Herbene Feijão Oliveira;  Prof. José Maximino Barreto (Mr. Barreto)(i.m); Simone Paula Pessoa Barreto; Doremberg Sá ; Belarmina Saboia Dias Lopes; Dr. Pedro Olivar  Sousa Magalhães; Coronel Manoel Felizardo de Paula Pessoa Mendes(i.m); José Piragibe Figueiredo Mendes(Pira); Paulo César Figueiredo Mendes; Emanuel Felizardo Figueiredo Mendes; Vice-Almirante Júlio Saboia de Araújo Jorge;  Dr. José Figueira Saboia de Albuquerque (Figueirinha)(i.m); Frieda Saboia de Albuquerque(i.m); Lygia Saboia Castello Branco;  Juiz de Direito José Olavo Rodrigues Frota(i.m); Desembargador João Byron Figueiredo Frota; Silvio Geraldo Figueiredo Frota(i.m); Antônio Figueiredo Frota; José Figueiredo de Paula Pessoa (Zé Figueiredo)(i.m); Professora Maria Laís Souza de Paula Pessoa; Sérgio Ricardo de Oliveira; Cláudia Beatriz de Oliveira; Luis Carlos Souza de Paula Pessoa; Prof.a Miriam Maia Goersch; Aurineide Vieira Martins; Prof. Antonio Ilton Martins; Prof. Francisco Wellington Ximenes de Menezes; Prof.  Edson Andrade; Albetiza Aguiar Figueiredo; Ernesto Saboia de Figueiredo Jr.; Antônio Figueiredo Neto (Toni ); Maria Inês Figueiredo; Sandra Figueiredo; Silvana Figueiredo; Joyce Figueiredo; José Borges de Almeida Monte (Zé Monte); Dr. Massillon Saboia de Albuquerque(i.m);  Leonor Coelho Saboia de Albuquerque; Maria Lúcia Coelho Saboia(i.m); Rogério Coelho Saboia de Albuquerque; Leonardo Coelho Saboia de Albuquerque; Ernesto Deocleciano Coelho Saboia; José Carlos Coelho Saboia(i.m); Massillon Coelho Saboia de Albuquerque; Lucilia Coelho Saboia; Robert Collraine Barclay;     Leonor Coelho Saboia(Leonorzinha); Diogo Araújo; Lourdes Figueiredo Araújo(Lourdinha); Eduardo Figueiredo Araújo; Cristina Figueiredo Araújo; Paula Figueiredo Araújo; Carlos Alberto Mendes Forte; Dr. Luis D’Assenção Moraes de Aquino Jr.; Prof. Rômulo Carlos de Aguiar; Prof. Joaquim Mariano Neto; Areolina Lima Aguiar (Areó); Prof. Modesto Siebra Coelho; Aurélio Cavalcante da Ponte; Maria do Socorro Ponte; Victor Samuel Cavalcante da Ponte; Dr. João Conrado Cavalcante da Ponte; José Cavalcante da Ponte (Zèzinho); Aurélio Cavalcante da Ponte Filho (Aurelinho); Sávio Cavalcante da Ponte (Savinho)  e  irmãos; Engenheiro Francisco Figueiredo de Paula Pessoa(Kiko),; Prof. Ms. Petrônio Emanuel Timbó Braga; Prof. Petrônio Pinheiro(P.P); José Francisco do Nascimento ( Zé Piru ); Fábio Marinho Figueira de Saboia(i.m); Maria de Lourdes Sousa Saboia(i.m); Dr.  Manoel Marinho Sousa de Saboia ; Gilberto de Sousa Saboia; José de Sousa Saboia(Zèzinho); Artur de Sousa Saboia; Marlene de Sousa Saboia; Francisco Chucha Sousa Saboia; Raimunda Nonata de  Sousa Saboia; Maria de Fátima Sousa Saboia; Dr. Plinio Pompeu de Saboia Magalhães(i.m); Maria da Soledade Saboia (Mariinha)(i.m);  José  Saboia Neto(i.m) , Moacir Mendes Saboia (Moca); Plinio Pompeu de Saboia Magalhães Neto (Plininho); Patricia Lúcia Saboia Ferreira Gomes; Gilberto Saboia Pompeu(i.m); Carlos Henrique Saboia Pompeu; Ildefonso de Holanda Cavalcante(i.m); Arnaud Cavalcante; João Barbosa de Paula Pessoa Cavalcante e irmãos; Prof. Almino Rocha Filho; Carlos Janes; Pudenciana Saboia Alverne (Nasinha)(i.m); Glória Giovana Saboia Mont’Alverne Girão; Hilton Girão(i.m); Marta Saboia; Gilberto Napoleão Parente e Silva; Elsie Saboia Barreto; Martônio Barreto Lima(i.m); Dr. Paulo César Saboia Mont'Alverne; Roberto Vieira dos Santos; Charles Chan; Dr. Carlos Eduardo Tomé de Saboia(i.m); Jenni Araújo(i.m); Paulo Araújo Saboia; Ligia Saboia; Arlinda Saboia; José da Costa Monte; Carmita Saboia de Albuquerque Fiúza(i.m); Dulce Marcondes Ferraz; Francisco Fiuza; ex-Prefeito de Sobral José Euclides Ferreira Gomes Junior(i.m); ex- Governador e Ministro de Estado Ciro Ferreira Gomes; Prefeito Cid Ferreira Gomes; Ivo Ferreira Gomes; Víviam Trajano; Cesário Barreto Lima(i.m); Joaquim Barreto Lima(i.m); Ricardo Barreto Dias; ex-Prefeito de Sobral; ex-Prefeito de Sobral Jerônimo Medeiros Prado(i.m); Marcos da Cruz; Dr. Vicente Cristino de Menezes Neto; José Maria Linhares; Analdira Linhares; Luciano Linhares; Haroldo Linhares; Sérgio Linhares; José Fabião Vasconcelos Neto; Klaus Dieter; Gilbert Dieter; Paulo Graco; Sônia Saboia; Cícero (Beth Lanches); Prof. Francisco Rodrigues da Silva; Prof. Carlos Humberto de Sousa Andrade( Prof. Pepe)(i.m); Prof. Francisco Sampaio Sales; Prof. Delano Klinger Alves de Sousa; Prof. José Veras Gomes (Zeka); Prof. Adenilson Arcanjo de Moura; Prof. José Emilson Lima Saraiva; Prof. José Hamilton Máximo de Almeida; Prof. José Stálio Rodrigues dos Santos; Prof. Marcus Fábio Lima Ferreira(Bonet); Prof. Arry Rocha de Oliveira(i.m); Prof. Eduardo Mesquita; Totonha(UVA); Maria Lúcia de Oliveira Arruda; Liduíno Sá; Da Lineda Fialho; motorista Facilita -da UVA; Felipe (Bar); Tadeu Alves Medeiros; Prof. Francisco Luciano Feijão; Liduína Feijão; Prof. Dimas Morais; Prof Carpinelli; Prof. José Dimas de Carvalho Muniz; Prof. Franco Feitosa; Profa. Valéria ;Profa. Miriam Maia Goerch; Rodolfo Basílio; Edwar Paulino Dias; José Osmar de Albuquerque Filho; Raimundo Deocleciano Frota (Deoclécio); Néris Frota; Prof. Edgar de Albuquerque Neto; Profa. Nitinha; Profa. Neusita Tabosa; Benedito Lopes(Bené);  Prof. Luis Carlos de Mesquita e demais professores do Colégio Sobralense; Almirante Paulo Bonoso Duarte Pinto(i.m); Almirante Heitor Alves Barreira Júnior; Almirante (FN) Paulo Frederico Soriano Dobbin; Comandante Augusto César da Silva Figueira(i.m); Prof. Ednardo Silveira; Prof.  Gabriel (Biel); Maria Inês Pires de Saboia(i.m); Padre Domingos Gusmão de Saboia; Lourival  Gadelha Jr.; Prof. Marco Aurélio de Patrício Ribeiro; Cel. Adyr da Silva Sampaio; Cel. José Nunes de Melo(i.m); Cel. Carlos Alfredo Teixeira Mendes de Carvalho; Prof. José Amorim de Sousa; Dr. João Ribeiro Ramos(i.m); Dr. Francisco Antonio Tomás Ribeiro Ramos; Profa. Teresa Ramos Fonteles(Tia Teka); Dr. Afrânio Fonteles;  Dr. Aloísio Ribeiro da Ponte; Edite Vasconcelos; Dr. Tadeu Xerez; Vera Sanford Xerez; Dr. Vicente Abdias Fernandes; Dr. Jurandir Pontes Carvalho Filho; Dr. Domingos Barros de Melo Neto; Dr. Francisco Plácido Nogueira Arcanjo; Francisco Pais; Luis Augusto Lima Vieira da Rocha; Carlos Augusto Seabra Baptista; Raimundo Nonato Pimentel Gomes(i.m); Jacira Pimentel; José Mário Pimentel Gomes; Ebe Pimentel Luz; Valdenísio Luz; José Euclides Pimentel Gomes; Tonico Figueiredo(i.m); Dr. Pessoa(do Hemoce); Irismar Peter; Elizabeth  Andrade (Tia Bethu);  Hindenburg Aguiar; João Maia; João Sales (Bar Antárctica)(i.m); Ronaldo Leite; Vilemar Carneiro; Moacir Feijão; Chagas, do Exército-  companheiro de luta revolucionária de meu pai Caetano Figueiredo; Prof. Benedito Aguiar; Prof. Manoelito Peixoto(i.m); Margarida Damasceno Peixoto; Jerônimo Edgardo Damasceno Peixoto;  Maria Edgardina Damasceno Peixoto e irmãos; Enfermeiro Inácio(i.m); motorista Cita; motorista Bibiu(i.m); Raimundo Sales(Dico)(i.m); Vicente Saboia de Albuquerque Filho(i.m); Anastácia ( Uva); José Arteiro Quinto(Pirrita); Maestro José Wilson Brasil; Seu Zèquinha Martins(i.m); Jocely Dantas Filho; Dr. Ewerton Mendes Mont’Alverne(i.m); Dr. José Mendes Mont’Alverne(i.m); Pe. João Mendes Lira (Padre Lira); Pe. José Linhares(Padre Zé);  Pe. Osvaldo Chaves; Dr. Manoel Nobre; José Silvestre Cavalcante Coelho( Dr. Zèquinha Silvestre)(i.m); Alcides Andrade(Alcides Bôto)(i.m); Estrelinha Vasconcelos; Miguel Deroci Carneiro(i.m) e família; Francisco Antonio Andrade; Régis Ferreira Gomes(Régis Khan)(i.m); Eng. José Gerardo Arruda; Profa. Agnes Barbosa Peter;  Maria da Glória Bezerra Moraes; Rômulo Carlos de Aguiar; Profa. Ana Angélica Mendes Albuquerque; Profa. Célia Maria Gomes Bezerra; Geovana Maria Fonteles Sampaio; Profa. Maria do Carmo Cândido de Sousa; Maria do Socorro da Ponte Feijão; Profa. Maria de Fátima Ponte Ribeiro; Profa. Melina Ponte Ximenes; Profa. Maria Goretti Tavares Pereira Felipe; Profa. Germana Maria Cândido; Profa. Maria Neyly de Queiroz Ponte; Profa. Rosa Virginia do Vale Lima; Profa. Vanderly Gomes Ximenes; Profa. Sandra Maria Donato; Profa. Benedita Muniz Gomes; Profa. Sandra Maria Cândido; Profa. Suelane Gadelha; Sgt. Waumirtes; Profa. Ene Mendes de Medeiros; Profa. Ana Cristina Gomes de Sousa; Profa. Marly Costa Farias; Profa. Maria do Carmo Cunha de Carvalho;  Profa. Maria da Paz Rodrigues Veras(Paizinha); Profa. Juvenisia Maria Brandão Mendes(Tia Jujú); Profa. Lilian de Castro Neves; Profa. Joanita Rodrigues Albuquerque; Profa. Edna de Oliveira Frota; Prof. Giovanni Barros Gama;  Dr. Tomáz Correa Aragão(i.m); Profa. Minerva Sanford; Prof. Joahannes Peter Van Ool (Prof. Pedro); Gonçalo Américo Saboia; Pe. José Palhano de Saboia(i.m);  Prof. Antonio de Saboia Barros(i.m);Maria de Lourdes Saboia; Marcos da Cruz; Libia Saboia; Ariosto(UVA)(i.m); Antonio Luiz Saboia Alcanfôr; Gonçalo Saboia Roberto; Mara; Antônio de Saboia Roberto; Antônio Ivamar Saboia dos Reis; José Vieira Pires de Saboia(Sr. Pires)(i.m) e filhos; Jôiro Gomes da Silva; Liduíno Sá; Prof. Salmito Campos(UVA); Prof. Tupinambá Linhares e Alaíde; Profa. Eliete(Colégio Estadual); Prof. Carlos Eduardo Mesquita; Pe. Martins de Medeiros; Nemo Saboia de Albuquerque; Solange Moura; Capitão-de-Mar-e-Guerra (E.N)Francisco Roberto Portella Deiana; Dr. João Barbosa Pires de Paula Pessoa;Joab Aragão; Helena Mara; Joãozinho Feitosa; Caetano Thyene; Solange Saboia;  Germano Leôncio; Maurício Mascarenhas Sanford

 

· meus companheiros das turmas do Colégio Dr. Ribeiro Ramos(1965/67), Colégio Militar de Fortaleza (l968/1971 ), Colégio Naval ( l972 /1973), Escola Naval (l974) e Engenharia Civil ( Unifor , l978/1982 ) ;

 

· os Oficiais e Praças do Exército e da  Marinha  com os quais  tive a honra de servir à  nossa Pátria;

 

· minhas queridas Professoras do Curso Primário da Escola Dr. João Ribeiro Ramos : Da. Carolina Cavalcante, Da. Luana Rangel Borges e Da. Arminda, a quem muito devo  do pouco que hoje em dia sei ;

· os que se foram desta vida e hoje em dia nos inspiram o sentimento profundo da saudade;

· os estudiosos e genealogistas Cônego Francisco Sadoc de Araújo, Assis Arruda, Barão de Studart(i.m), Mário Linhares(i.m), Monsenhor Fortunato Alves Linhares(i.m), Zaqueu de Almeida Braga, Ismar de Melo Torres, Mons. Vicente Martins(i.m) e muitos outros cujos trabalhos foram fundamentais para a conclusão desse livro;

 

· Finalmente , dedico esse livro a todos os estudiosos do assunto, aos bem intencionados e a  VOCÊ, que o lê agora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

· AS PRIMEIRAS VILAS DO CEARÁ

 

1.a Aquirás - 25 de janeiro de 1700.

2.a Fortaleza- 13 de abril de 1726.

3.a Icó - 04 de maio de 1738.

4.a Aracati - 10 de fevereiro de 1748.

5.a Monte Novo - 14 de abril de 1764.

6.a Crato - 29 de junho de 1764.

7.a Sobral - 05 de Julho de 1773.

8.a Granja - 27 de junho de 1776.

9.a Quixeramobim - 13 de junho de 1789.

*Dados da História da Província do Ceará.(Conforme Ismar de Melo Torres, in GENEAGRAFIA E HISTÓRICO DE CRATEÚS.)

 

 

 

 

· NOMES ANTIGOS DE ALGUMAS CIDADES DO CEARÁ

 

Acaraú – Porto dos Barcos do Acaraú, Barra do Acaraú, Oficinas, Acaracu.

Alcântaras - Sítio São José, São José dos Alcântaras.

Barbalha- Salamanca, Cetama.

Bela Cruz- Alto da Genuveva, Santa Cruz.

Brejo- Brejo de Anapurus.

Capistrano - Riachão, Capistrano de Abreu.

Carnaubal – Carnaubal dos Estorgios.

Chaval- Ibuaçu.

Cariré- Lagoa do Mato.

Coreaú- Várzea Grande, Palma.

Crateús- Piranhas, Príncipe Imperial.

Crato- Missão do Miranda, Aldeia do Brejo, Vila Real do Crato.

Granja- Macaboqueira.

Ibiapina- São Pedro de Ibiapina.

Iguatú - Telha.

Ipu- Vila Nova do Ipu Grande.

Irauçuba- Cacimba do Meio.

Itapagé- Riacho do Fogo, São Francisco de Uruburetama.

Itapipoca- Imperatriz.

Jaguaretama – Riacho do Sangue, Frade.

Lavras de Mangabeira- Mangabeira, Lavras,São Vicente Ferrer, São Gonçalo das Lavras.

Limoeiro do Norte - Limoeiro.

Marco- Marco,  São Manoel de Marco.

Martinópole- Córrego da Angica.

Massapê- Massapê, Serra Verde.

Milagres- Povoação  Nossa Sra. dos Milagres, Vila dos Milagres.

Mombaça- Maria Pereira.

Moraújo - Pedrinhas.

Morrinhos- Alto das Flores, Morrinho Alto das Flores.

Nova Russas- Curtume.

Palmácia- Arraial das Palmeiras, Palmácea.

Paracuru - Alto Alegre do Parazinho.

Pentecostes- Barra da Conceição.

Reriutaba- Santa Cruz, Santa Cruz do Norte.

Russas - Russas, São Bernardo do Governador, São Bernardo de Russas.

Saboeiro- Santa Cruz, Caracará(Carcará).

Santana do Acarau- Olho d’Água, Curral Velho, Licânia,  Santana.

Santa Quitéria- fazenda Cascavel.

São Benedito- São Benedito da Ibiapaba.

São Gonçalo do Amarante- Anacetaba.

Sobral- Caiçara, Vila Distinta e Real de Sobral, Fidelíssima Cidade  Januária do Acaraú.

Tauá - São José do Príncipe, São João do Príncipe dos Inhamuns

Tianguá- Chapadinha, Barrocão.

Ubajara- Jacaré.

Uruburetama- Sítio Arraial, Vila de São João de Uruburetama, Arraial.

Viçosa- Vila Viçosa Real,Ibiapaba, Viçosa do Ceará.

 

*Conforme o Pe. e Historiador João Mendes Lira, em SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA ECLESIÁSTICA E POLÍTICA DO CEARÁ, 1984, Rio de Janeiro.

 

Acrescentaríamos  ainda:

 

Jucás - Vila de São Mateus.

Boa Viagem - Povoação de Cavalo Morto.

Independência - Pelo Sinal.

Groaíras - Riacho dos Guimarães.

Barroquinha - Paço Imperial.

Paracurú - Vila de Alto Alegre.

Apuiarés - Jacú.

Caucaia - Soure.

Meruoca - Beruoca.

Massapê - Vila Verdade.

*Algumas dessas últimas informações foram transmitidas ao autor pelo Prof. Universitário  Almino Rocha Filho.

 

 

 

· NOMES ATUAIS  DE ANTIGAS RUAS E PRAÇAS  DE SOBRAL

 

Rua Domingos Olímpio -  R. Marquês de Herval, Rua da Aurora, R. Desembargador Moreira da Rocha.

Rua Cel. Ernesto Deocleciano - Rua Nova do Rosário, Rua do Campelo.

Av. Dr. Guarany - Rua da Cruz das Almas, Boulevard Dom Pedro II.

Av. Dom José - Rua da Vitória,  Rua Senador Paula.

Rua Diogo Gomes - Rua dos Cocos.

Rua Pe. Fialho - Rua Nossa Senhora do Bom Parto, Rua Santo Antônio.

Praça Senador Figueira - Praça da Fortaleza, Praça Dr. João Tomé.

Praça Dr. José Saboia - Praça Barão do Rio Branco, Praça do Mercado, Praça da Coluna da Hora.

Rua Oriano Mendes - Rua do Oriente.

Rua Deolindo Barreto - Rua Maestro José Pedro.

Rua Conselheiro Rodrigues Júnior - Rua da Gangorra.

Rua Cel. José Saboia - Rua Velha do Rosário.

Praça Samuel Gomes da Ponte - Praça João Pessoa.

Rua Cel Joaquim Ribeiro - Rua do Cisco, Rua da Palma.

R. Conselheiro José Júlio - Rua Augusta, Rua Jacinto Tercio Gondim.

Rua das Dores - Rua do Rio.

Rua do Menino Deus - Rua Grande, Rua da Penha, Rua do Negócio.

Praça da Várzea - Rua Campina da Jurema.

Praça Duque de Caxias -  Praça  Imperial, conhecida comoPraça do Siebra, Praça do Bosque.

Praça Professor Arruda - Praça da Boa Vista, Pracinha do Amor.

Praça General Tibúrcio - Praça da Meruoca.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

· OS MENINOS" IMPERADORES "DE SOBRAL

 

      O historiador Alberto Amaral escreveu em sua excelente obra Para a História de Sobral, hoje rarissimamente encontrada :

      "É de 1918 o último "Imperador", extinguindo-se uma tradição que em Sobral provinha da primeira metade do século passado.

Consistia na escolha anual, por sorteio, de um menino que presidia simbolicamente as festividades do Divino Espírito Santo.

      Esta escolha, firmada no critério de recair sobre uma criança cujos pais se credenciavam à consideração dos paroquianos, excluia por outro lado a possibilidade  de contemplar mais de um filho do mesmo casal.

      No primeiro dia da novena de junho consagrada ao Divino Espírito Santo, tinha lugar na Matriz a entronização do “Imperador”, que, cingindo à testa sua famosa coroa, empunhava garbosamente o cetro.

      Era assim paramentado que ele, concluída a cerimônia na Igreja, voltava em cortejo à casa paterna, dando início às danças, que em alguns casos se repetiam todas as noite do período novenal.

      No dia seguinte ao da derrradeira novena, domingo do Espírito Santo, após a missa, realizava-se o sorteio do “Imperador” para o ano seguinte.

(...) A relação nominal dos “Imperadores”, de 1847 a 1918, que abaixo transcrevo, foi gentilmente enviada a meu pedido por S. Exa  Revma. D. José Tupinambá da Frota.(...).

Relação dos  meninos “Imperadores” e dos seus pais, a contar do ano em que  chegou à freguesia de Sobral o Vigário Francisco Jorge de Sousa.

1847 - Rufino,  filho  do Cel. Rufino Furtado de Mendonça.

1848 - José, filho  do Maj. Miguel Francisco do Monte.

1849 - Francisco, filho  do Maj. Joaquim Lopes dos Santos.

1850 - Estevão, filho  do Capitão Cesário Ferreira da Costa.

1851 - João, filho  do Major João Antonio  Cavalcante.

1852 - não houve.

1853 - João, filho  do Cel. João Thomé da Silva.

1854 - Vicente, filho  do Major Sancho Ferreira Gomes.

1855 - não houve.

1856 - Joaquim, filho  do Cel. Joaquim Lourenço Franca.

1857 - Emílio, filho  do Major Manoel Francisco de Morais.

1858 - José, filho do Capitão Galdino Alves Cavalcante.

1859 -Alfredo, filho do Capitão Manoel Marinho Lopes de Andrade.

1860 - Petronilho, filho do Major Trajano José Cavalcante.

1861 - João, filho  do Major Frederico Rodrigues Pimentel.

1862 - Candido, filho do Comendador João Mendes da Rocha.

1863 - João, filho do Dr. João Felipe  Bandeira de Melo.

1864 - não houve.

1865 - Diogo,  filho do Cel. Diogo Gomes Parente.

1866 - Thomaz, filho do Dr. Vicente Alves de Paula Pessoa.

1867 - Felinto, filho do Capitão Antonio Raymundo Cavalcante.

1868 -Pedro, filho do Coronel José Gomes Rodrigues de Albuquerque.

1869 - Vicente, filho do Major Vicente Severino Duarte.

1870 - Cesario, filho  do Capitão Cesario Ferreira Gomes.

1871 - Vicente, filho do Coronel Francisco Alves da Fonseca.

1872 - Francisco, filho do Conselheiro Antonio Joaquim Rodrigues Junior.

1873 - João, filho do  do Ten. Cel. Antonio Regino do Amaral.

1874 - Antonio, filho do Major João Ferreira da Rocha Frota.

1975 - Joaquim, filho do Major Joaquim Rodrigues de Albuquerque.

1876 - José, filho do Capitão Jacinto Tercio de Oliveira Gondim.

1877 - Julio, filho do Coronel Francisco de Albuquerque Rodrigues.

1878 - José, filho  do Major Joaquim da Frota Vasconcellos.

1879 - João, filho do Major Antonio Rangel do Nascimento.

1880 - Francisco, filho do Coronel João Evangelista da Frota.

1881 - Fenelon, filho  do Capitão Manoel Saboia de Castro.

1882 - Raimundo, filho  do Ten. Cel. João Felipe Frota.

1883 - João, filho do Maj. Manoel Felizardo Pereira Mendes.

1884 - Eurico, filho do Dr. João Francisco do Monte.

1885 - José, filho  do Cel. José Figueira de Saboia e Silva.

1886 - José, filho  do Sr. Manoel Arthur da Frota.

1887 - Luiz, filho  do Sr. José Silvestre Gomes Coelho.

1888 - Alexandre, filho  do Sr. Alexandre Mendes.

1889 - Antenor, filho  do Sr. José Vicente Franca Cavalcante.

1890 - Alarico, filho do Cel. Antonio Mont’Alverne.

1891 - Alfredo, filho  do Dr. Alfredo Marinho de Andrade.

1892 - Sergio, filho do Sr. Adolfo Saboia.

1893 - Não houve.

1894 - Massillon, filho  do Cel. Ernesto Deocleciano de Albuquerque.

1895 - Oscar, filho do Sr. José Porfirio de Paula.

1896 - Não houve.

1897 - Manoel , filho do Sr. Vicente Adeodato Carneiro.

1898 - Cesario, filho do Dr. Vicente Cesario Ferreira Gomes.

1899 -  Oscar, filho do Sr. Frederico Bessa .

1900 - Pedro, filho do Cel. José Ignacio  Parente.

1901 - Francisco, filho do Dr. João Julio de Almeida Monte.

1902 - José, filho do Coronel José Candido de Souza Carvalho.

1903 - José, filho do Sr. Francisco de Paula Pessoa.

1904 - Francisco, filho do Sr. Ernesto Esperidião Saboia de Albuquerque.

1905 - Thomaz , filho do Sr. Cesario Pompeu Magalhães.

1906 - Antonio, filho do Sr. Antonio Frutuoso  Frota.

1907 - Caetano, filho do Dr. Antonio de Paula Pessoa de Figueiredo.

1908 - Edson, filho  do Sr. Henrique Severino Duarte.

1909 - Nilo, filho do Sr. Domingos Deocleciano de Albuquerque.

1910 - Antonio, filho do Sr. Francisco Rodrigues dos Santos.

1911 - Ernesto, filho  do Dr. José Saboia de Albuquerque.

1912 - Ernesto, filho do Cel Vicente Saboia de Albuquerque.

1913 - Manoel, filho do Sr. Antonio Rodrigues dos Santos.

1914 - João, filho do Sr. Francisco Petronilho Gomes Coelho.

1915 - Humberto, filho do Sr. John Sanford.

1916 - José, filho do Sr. Francisco Porfírio da Ponte.

1917 - José, filho do  Sr. Oswaldo Rangel Parente.

1918 – Danilo, filho do Sr. Joaquim da Silveira Borges.

 

(Conforme  Alberto Amaral in Para a História de Sobral, R.J, 1951.)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

· BARÕES ANTIGOS

 

Barão de Aquiraz – Gonçalo Baptista Vieira.

Barão de Aracati – José Pereira da Graça.

Barão de Aratanha – José Francisco da Silva Albano.

Barão de Canindé – Paulino Franklin do Amaral.

Barão de Camocim – Geminiano Maia.

Barão do Crato – Bernardo Duarte Brandão.

Barão de Ibiapina – Joaquim da Cunha Freire.

Barão de Messejana – Antonio Candido Antunes de Oliveira.

Barão de S. Leonardo – Leonardo Ferreira Marques.

Barão de Sobral – José Júlio de Albuquerque Barros.

Barão de Studart – Guilherme Studart.

Barão de Vasconcelos – Rodolpho Smith de Vasconcelos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

· ORIGENS DA CIDADE DE SOBRAL

 

          Escreve Alberto Amaral em seu livro PARA A HISTÓRIA DE SOBRAL:

" DA CAIÇARA A SOBRAL

 

      O Capitão Antonio Rodrigues Magalhães e sua mulher Quiteria Marques de Jesus, além da fazenda do Macaco, onde moravam, possuiam na mesma Ribeira do Acaraú , povoação da Caiçara, um "sitio" de 100 braças de terra em quadro.

      Perante o tabelião Roque Correia Marreyros, por escritura de 6 de dezembro de 1756, fizeram doação do "sitio" para patrimônio de Nossa Senhora da Conceição, orago da freguesia da Caiçara.

      O documento indica as esquinas da antiga Capela como pontos de referência para a demarcação da área doada. Uma das confrontações rumava da esquina da sacristia à ribanceira do Acaraú.

      Segundo uma outra indicação veiculada pela tradição oral, consta que a atual rua do Portela é o logradouro mais antigo nas imediações, onde ficava a casa da Fazenda Caiçara. Havia tambem uma lagôa - a única, aliás, nas proximidades - "a lagôa da Fazenda" , assim chamada por fazer parte da estância.

      Caiçara, vocábulo indigena, quer dizer " cercado velho ".

      Na humilde condição de povoado, sem embargo de seu acelerado crescimento, permaneceu Caiçara até o ano de 1773.

      A 5 de julho de 1773 ganhou fóros de Vila, em cumprimento da Carta Régia de 22 de julho de 1776 expedida ao Governador de Pernambuco, Manoel da Cunha Menezes.

      Não havia especifica menção da Caiçara nessa Ordem Real. Seu propósito era dar corretivo aos nômades turbulentos que traziam em dasassossego a Capitania, "para que se ajuntassem em povoações com mais de cinquenta fogos, repartindo-se entre êles com justa proporção as terras adjacentes, sob pena dos refratários serem considerados inimigos e como tais punidos severamente".

      Demorou sete anos para que chegasse a vez da Caiçara tornar-se Vila.

      Mereceu a incumbência de erigi-la o Ouvidor Geral e Corregedor da Comarca do Ceará Grande, Dr. João da Costa Carneiro e Sá, que, congratulando-se com os novos municipes, foi buscar do logar em que nascera, no concelho ou distrito de Vizeu, ao norte de Portugal, o nome da vila recem-creada : SOBRAL, ou melhor- "Vila Distinta e Real de Sobral".

      Quando à septuagenária Vila foi outorgado o predicamento de Cidade, os sobralenses experimentaram uma surpresa e uma decepção.

      O presidente da provincia, José Martiniano de Alencar, estivera um mês antes em Sobral para sufocar a rebelião deflagrada pelas forças que seguiram para combater os balaios. Na noite de 11 de dezembro de 1840 o grupo sedicioso capitaneado por Francisco Xavier Torres tentou a deposição do presidente, que se hospedara na casa do Senador Francisco de Paula Pessoa, à rua da Vitória, hoje Senador Paula. A hospitaleira mansão, a que o destino reservara honrosas finalidades, pois veio a ser sede do Bispado de Sobral, e readaptada para modelar educandário, o "Ginásio Sant'Ana", ficou ainda em nossa história como "Residência do Govêrno do Ceará", tal qual precede a assinatura do presidente Alencar na Ordem de 12 de dezembro de 1840, adiando as eleições pelo tempo necessário à pacificação geral da Provincia.

      Um dos seus primeiros atos, de regresso à capital, foi dar andamento à lei elevando a vila à categoria de cidade, lei que tomou o no 229, de 12 de janeiro de 1841, com o seguinte texto:

      "Art o 1o - Fica elevada à categoria de Cidade a antiga vila de Sobral, com o titulo de - Fidelissima Cidade Januária do Acaraú.

      "Arto 2o - Revogam-se as disposições em contrário."

      Reconhecido embora à hospitalidade sobralense, o presidente provincial José Martiniano de Alencar denunciava por outro lado com seu ato o intuito de lisonjear a Familia Imperial, na pessoa da Princesa Januária, irmã de D. Pedro II.

      Os sobralenses, por seu turno, não lhe perdoaram a subalternidade, que lhe viria arrebatar o nome batismal da cidade,

      Ante a repulsa unânime da população sobralense, o artigo 2o da referida lei apenas conseguiu subsistir por um ano.

      Ao presidente Alencar sucedeu, na chefia do executivo provincial, o Dr. José Joaquim Coelho, que, sancionando a lei n.244, de 25 de outubro de 1842, devolveu à nossa Cidade o nome que pertencia à vila: " A cidade de Januária se denominará doravante Cidade de Sobral."

Rio de Janeiro, 10 de maio de 1950. "

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

· PREFEITOS DE SOBRAL

(Desde o advento da República)

 

Dr. Vicente Cesar Ferreira Gomes..........................................1890

Cel. José Ferreira Gomes................................................1891/1892

Rosendo Augusto de Siqueira........................................1892/1902

Dr. Alfredo Marinho de Andrade..................................1902/1904

Cel. José Ignacio Alves Parente.....................................1904/1908

Cel. Frederico Gomes Parente........................................1908/1912

Cel. José Candido Gomes Parente..................................1912/1914

Francisco Porfirio da Ponte.....................................................1914

Cel. Frederico Gomes Parente........................................1914/1916

Dr. José Jacome de Oliveira...........................................1916/1920

Henrique Rodrigues de Albuquerque.............................1920/1923

Antonio Mendes Carneiro.......................................................1923

Ernesto Marinho de Albuquerque Andrade.................1924/1928

Monsenhor Fortunato Alves Linhares.....................................1928

Dr. José Jacome de Oliveira...........................................1928/1930

Arthur da Silveira Borges...............................................1930/1932

Ten. Floriano Machado............................................................1932

Dr. Paulo de Almeida Sanford.................................................1932

Alpheu Ribeiro Aboim............................................................1933

Dr. Leocadio de Araujo Júnior.......................................1934/1935

Ataliba Daltro Barreto.............................................................1935

Vicente Antenor Ferreira Gomes....................................1935/1944

Dr. João de Alencar Mello..............................................1944/1945

Dr. Arnaud Ferreira Baltar.......................................................1945

Randal Pompeu de Saboya Magalhães .......................1945/1946

Dr. João de Alencar Mello.......................................................1946

Dr. José Gerardo Frota Parente................................................1947

Ataliba Daltro Barreto....................................................1947/1948

Dr. Jacyntho Antunes Pereira da Silva...........................1948/1951

Antonio Frota Cavalcante...............................................1951/1955

Dr. Paulo de Almeida Sanford........................................1955/1959

Pe. José Palhano de Saboia...........................................1959/1963

Cesário Barreto Lima.....................................................1963/1967

Jerônimo Medeiros  Prado..............................................1967/1971

Joaquim Barreto Lima(Quinca)......................................1971/1973

José Parente Prado..........................................................1973/1977

José Euclides Ferreira Gomes Junior.............................1977/1982

Joaquim Barreto Lima....................................................1983/1988

José Parente Prado..........................................................1989/1992

Francisco Ricardo Barreto Dias......................................1993/1994

Aldenor Façanha Junior..................................................1994/1996

Cid Ferreira Gomes........................................................1997/2000

Cid Ferreira Gomes........................................................2001/2004

Leônidas de Menezes Cristino..........................................2004/

 

*Conforme Giovana Saboia e Norma Soares em SOBRAL - HISTÓRIA E VIDA.

    A família Saboia deu, assim,  quatro Prefeitos para a Cidade de Sobral.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SOBRAL DE MINHA INFÂNCIA

 

      Nossa querida cidade sempre foi muito agradável e hospitaleira para os seus habitantes nativos, ou mesmo para aqueles que a elegeram por morada. O povo de Sobral é antes de tudo um povo amigo, pacato e ordeiro.

 Quando menino, lembro-me de uma  Sobral que possuia poucas ruas com asfalto, diferente da cidade  que encontramos hoje em dia. Na década de 60 as ruas Cel. José Saboia, Ernesto Deocleciano, trechos da Av. Dom José e uma ou duas travessas no centro da cidade, já possuiam revestimento asfáltico, e eram as únicas ruas de Sobral com estas características. Além delas, existia asfalto na pista que dá acesso à Serra da Meruoca, assim mesmo até uma certa altura, ou seja, até antes do início da subida da Serra.

      Sobral possuia três cinemas: Cine Alvorada, Cine Rangel - de bonita arquitetura e que, infelizmente, não foi preservado- e Cine São João, sendo que os dois primeiros eram os mais movimentados.

      A diversão dos meninos de minha idade era jogar futebol nas praças, tomar banho no Rio Acaraú e assistir ao cinema; brincar de espadas feitas de madeira, ou de "esconde e esconde" era também muito apreciado. Minha geração não teve a infelicidade de conviver com estes "agitos" malfadados dos adolescentes de hoje, nem com a violência que atualmente faz parte do cotidiano. Éramos amigos próximos uns dos outros, e a diferença de classes sociais não era tão gritante como nos dias atuais, caracterizada pela infame exclusão social, causa de quase todas as mazelas que nos atingem.

     Não tínhamos, felizmente, contato algum com as drogas, estando esta praga restrita aos marginais que muitas vezes iam fumá-la no morro do Alto do Cristo. É verdade que pitar um cigarro(Continental, BB, Minister, Hollywood) dava às mocinhas a falsa idéia de que estávamos amadurecendo, já quase adolescentes, portanto mais ajuizados( em muitas das vezes, um ledo engano...).

      Éramos bem servidos na área de educação, aliás, muito bem servidos. Existiam boas escolas, destacando-se o Colégio Sobralense, de gloriosas tradições e pelos bancos do qual passaram muitos dos filhos ilustres de Sobral; tínhamos o Colégio Estadual,  com um bom nível de ensino e também  o Colégio Dr. Ribeiro Ramos, que ficava na Praça do Hotel Municipal e era denominado Escolas Reunidas Dr. João Ribeiro Ramos; o Colégio Santana, de grande tradição, era outra escola de destaque; tínhamos também o Patronato, que funcionava no mesmo local de hoje e o Colégio Prof. Arruda, entre os que eu me recordo.

      A Fábrica de Cimento passou a existir a partir dos meados da década de 60, e lembro-me bem de alguns Engenheiros e Técnicos estrangeiros que a vieram montar.

      A Fábrica de Tecidos, que desempenhou papel vital para o desenvolvimento de Sobral e que foi fundada por Ernesto Deocleciano, citado neste trabalho, ainda emitia seus suspiros de esperança: refiro-me ao apito da citada fábrica, se não me engano por volta das 5 horas da manhã e depois às 17 horas.

      O casario de Sobral era muito bonito, e embora continue a sê-lo, muitos prédios foram criminosamente demolidos. Se tal fato não houvesse ocorrido, ainda hoje poderíamos desfrutar do prazer de ver o velho casario de nossos antepassados e mostrá-lo aos nossos filhos. O prédio do Cine Rangel era de uma arquitetura fabulosa; o mesmo acontecia com a "casa dos leões", onde residia a família do Dr. Fábio Saboia; subindo um pouco, e já atrás dos Correios, podíamos encontrar várias casas muito bonitas com azulejos portuguêses nas paredes;  Infelizmente estas construções foram destruídas pela ganância, pela insensibilidade e pela ignorância peculiares àqueles que não possuem formação cultural adequada, o que nos faz lembrar do perigo de " darmos pérolas aos porcos".

      As festas de Carnaval eram memoráveis. Quando ainda menino, lembro-me de dois blocos marcantes e que praticamente monopolizavam o carnaval sobralense: refiro-me aos Contras e aos Abutres.Os que integraram estes blocos eram mais velhos que os meninos de minha geração: devem ter hoje em dia idade superior a 55 anos.

      Outro fato que marcou minha infância e que me causava medo, era ver na rua o carro preto que levava os mortos para o cemitério e que era chamado de "funeral". Porém, mesmo o carro citado, apesar de lúgubre, trouxe-me ensinamento importante e válido, qual seja o de pensar na brevidade desta existência, evitar o mal e procurar fazer, se possível,  apenas o bem.

      Vizinho ao Cine Alvorada, de inesquecíveis matinês, ficava o Bar Crepúsculo, de um lado, e, do outro, a Livraria Feira do Livro. Atravessando a rua tínhamos a sempre tradicional Padaria Princesa do Norte e, quase vizinho a esta, a lanchonete Serve Bem, que pertencia ao Sr. Bismarck e fazia sanduíches(americano, principalmente) maravilhosos.

      Andando na mesma calçada da Princesa do Norte, em direção ao Rio Acaraú, encontrávamos o Bar Antárctica, do João Sales, mas a idade não nos permitia freqüentá-lo, ainda. Onde hoje fica o Focus Studio, que revela fotografias, se encontrava a mercearia do Dico, que era muito sortida, e lembro-me bem ainda de como, quando criança, empezinhava o meu pai em busca de bombons.

      As temporadas na Serra da Meruoca eram muito boas. Naqueles idos de 60, a Serra ainda não fora devastada pelo desmatamento. Existiam muitos pássaros, os cajueiros e as mangueiras eram frondosos e na serra ainda fazia bastante frio, que começávamos a sentir logo quando a subíamos. Hoje em dia, a perniciosidade característica da mente dos que só visam auferir lucros, de preferência fáceis, conseguiu reduzir a vegetação da Serra da Meruoca a um monte de arbustos. As árvores grandes e antigas, que o tempo levou anos e anos para formar, foram em sua maioria derrubadas por pessoas irresponsáveis: chamam a isto de "progresso".

 

 

SOBRAL DE MINHA MOCIDADE

A Sobral de minha mocidade pouco se diferenciou da de minha infância. Estudei de 1968 a 1971 no Colégio Militar de Fortaleza, contudo, vinha a Sobral  todas as vezes em que me encontrava de férias, ficando hospedado na casa do Sr. Aurélio Ponte.

No início da década de 70, Sobral tinha, basicamente, dois locais onde a sua juventude divertia-se, acompanhada, na maioria das vezes, por seus pais.

Tínhamos o Restaurante O Chicão, no Início da atual Rua Oriano Mendes, que possuía uma boite familiar, e para onde ia a maioria daqueles que queriam se divertir aos sábados.

Na Sexta-feira, dançava-se no Restaurante Entre-Rios, que pertencia ao saudoso "Pintinho" e ficava perto da Ponte da Tubiba. Ambos os locais eram muito agradáveis.

Muita gente passava as férias na Serra da Meruoca, neste tempo ainda bastante frondosa, mas já   notava-se, aqui ou acolá, o crime cometido por alguns inconscientes, que a desmatavam, para fazerem plantações de café.

Sobral era muito tranquila, inexistindo a violência.

Haviam as tertúlias nas casas de família, isto durante o período de férias e os rapazes e moças comportavam-se dignamente.

Durante a Páscoa tínhamos a derrubada do Judas, na Praça do Bosque.

Final de ano íamos à famosa festa do Derby Clube Sobralense, dia 31 de dezembro. O clube ficava superlotado e tínha-se de usar paletó para entrar no clube. Do início, às 22 horas, até meia-noite, ouvia-se e dançava-se músicas da época, ou antigas. Meia-noite em ponto,  o crepitar de fogos anunciava mais um ano vindouro, cheio de esperança; cantava-se o Hino Nacional e, após isto, começava o Carnaval, que ia até 5 ou 6 horas da manhã.

 

 

 

 

SOBRAL DE MINHA MATURIDADE(1990-2005)

 

      Após residir 22 anos distante de meu Torrão Natal, minha querida Sobral, para cá retornei em janeiro de 1990 com a finalidade de lecionar no Colégio Geo-Studio, que aqui se instalara naquele ano.

     Encontrei uma Sobral muito motificada, sobre a qual buscarei tecer alguns comentários.

     Muita coisa mudara, algumas, infelizmente, para pior. O Carnaval de Clubes, com exceção do "Bal Masquê", praticamente acabara- a população preferia, como ainda hoje, viajar para Camocim ou Parnaíba; o Bloco dos Sujos ainda trazia- como hoje- alegria ao carnaval; na área da política, Sobral estagnara por completo; na área da educação  o Colégio Sobralense, a U.V.A- por falta de verbas- e o Colégio Estadual Dom José Tupinambá da Frota deixavam, no início de 1990, muito a desejar.

     Porém, logo as coisas começaram a melhorar: o Colégio Sobralense passou a ser dirigido pelo Geo- Studio e, apesar do excessivo amor ao dinheiro demonstrado por seus donos, ávidos de lucro, melhorou bastante. A Universidade Estadual Vale do Acaraú deu um passo gigantesco quando o Prof. José Teodoro Soares e o Prof. Evaristo Linhares Lima assumiram, respectivamente, a Reitoria e a Vice-Reitoria e, em parceria com o Governo do Estado do Ceará, começaram a  trabalhar no soerguimento da Instituição. A UVA é hoje reconhecida além das fronteiras do Ceará, deixando de ser a Universidade amadora que foi um dia - não por causa de sua direção, que foi exemplarmente  exercida pelo Cônego Sadoc de Araújo, mas sim, por falta de verbas- para tornar-se um centro de estudos profissional. Foram promovidos inúmeros concursos, que muito melhoraram o desempenho do corpo docente; cursos foram criados: Geografia, Matemática, Física, Química, Biologia, Administração, Direito e Medicina(os dois últimos em parceria com a Universidade Federal do Ceará), entre outros.

Na política, após o troca-troca diário de Prefeitos, Sobral melhorou quando assumiu a Prefeitura o então Deputado Cid Ferreira Gomes: foram promovidos concursos e moralizada a administração.

Em termos de industrialização, instalaram-se algumas fábricas na cidade, sendo a Grendene- de sapatos- a maior delas.

O Museu foi reformulado com a ajuda da UVA e de Órgãos Governamentais da Alemanha e o Solar dos Figueiredo, que encontrei caindo aos pedaços em 1990, foi reconstruído, sendo obedecidas as suas características originais, e transformado na Casa de Cultura de Sobral.

    Contudo, a violência, como em todo o Brasil, aumentou muito.        Surgiram problemar de drogas e outras mazelas graves.

A cidade foi asfaltada de forma incorreta, asfaltando-se até mesmo travessas pequenas- o que é desnecessário. Tal fato em muito contribuiu para que a média de temperatura aumentasse: já não sentimos, hoje em dia, à noite,  o "friozinho" que fazia outrora.

     Com relação às diversões noturnas, as serestas, as românticas tertúlias, as festas elegantes nos Clubes Sociais cederam lugar, infelizmente, aos "badalos" dos inferninhos, às bandas horrorosas de nomes imcompreensíveis, bandas estas, quase todas, mercenárias e alienantes, que só fazem apologia de drogas, crimes e violência, os motéis de prazeres sujos e passageiros, e a outras mil mazelas impublicáveis.

     Gangs se formaram, contribuindo, assim, para o aumento da criminalidade.

     As Igrejas, outrora aos domingos cheias de pessoas em busca de fé, se mostram vazias.

     Concluindo: se ocorreram mudanças positivas, igualmente outra  mudanças vieram para pior, a nosso ver. Devemos compreender, porém, que Sobral faz parte de um País que agoniza: o Brasil. E, em assim sendo, as coisas não poderiam se passar de forma diferente por aqui, visto que estamos inseridos neste contexto social dramático.   

· A ACADEMIA SOBRALENSE DE LETRAS

 

      Escreveu Marcos da Cruz  em sua coluna semanal DAQUI E...DACOLÁ, publicada no jornal O Noroeste do dia 22 de janeiro de 2000: " Fundada a 3 de maio de 1922 por um grupo de eminentes sabralenses, amantes das Letras, dentre os quais o Juiz Municipal e eloquente orador, Dr. José Clodoveu de Arruda Coelho e mais os sócios a seguir: 1.Pe. Leopoldo Pinheiro Fernandes; 2. Dr. Cláudio Nogueira; 3. Dr. Lauro Meneses; 4. Jornalista Craveiro Filho; 5. Pe. Fortunato Alves Linhares; 6. Prof. Paulo Aragão; 7. Dr. Benjamim Hortêncio; 8. Dr. Atualpa Barbosa de Lima; 9. Dr. Luiz Viana; 10. Dr. Ruy de Almeida Monte; 11. Antônio Oriano Mendes.

        Foi o seu primeiro Presidente o Pe. Leopoldo Fernandes, e a primeira reunião foi na residência do Dr. Cláudio Nogueira à Rua Senador Paula, hoje Avenida Dom José.

        Atualmente a Academia Sobralense tem os seguintes titulares para as suas quarenta cadeiras:

Evaristo Linhares Lima(1); José Ferreira Portela Neto(2); José Ribamar Coelho(3); Francisco Jerônimo Torres(4); Francisco Sampaio Sales(5); Maria Dias Ibiapina(6); Ataliba Araújo Moura(7); Raimundo Nonato Arcanjo(8); Almino Rocha Filho(9); Pe. Jairo Linhares Ponte(10); José Maria Soares(11); Pe. João Mendes Lira(12); José Gerardo Frota Parente(13) (vaga); Francisco de Assis Vasconcelos Arruda (14); Cônego Francisco Sadoc de Araújo(15); Maria das Graças Teixeira Pontes(16); João Edson Andrade(17); João Ribeiro Ramos(18); Dr. Vicente Abdias Fernandes(19); José Euclides Ferreira Gomes Júnior(vaga)(20); João Alves Teixeira(21); Mons. Sabino Guimarães Loiola(22); Dr. Francisco Antônio Tomaz Ribeiro Ramos(23); Expedito Gerardo de Vasconcelos(24); Dr. José Teodoro Soares (25) ; Maria Leilah Cabral Araújo Monte Coelho(26); Tereza Maria Ribeiro Ramos Fonteles(27); Maurício Mamede Moreira(28)(vaga); Gizela Nunes da Costa(29); Gerardo Rodrigues Albuquerque(30); Cônego Joviniano Loiola Sampaio(31)(vaga); Dom Walfrido Teixeira Vieira(32); Edson Luis Rodrigues de Almeida(33); Francisco José Soares(34); Raimundo Aristides Ribeiro(35); Raimundo Rodrigues Pinto(36); Mons. Tibúrcio Gonçalves de Paula(37); Francisco Santamaria Mont'Alverne Parente(38); Dr. Thomaz Corrêa Aragão(39)(vaga); Pe. José Linhares Ponte(40)."

 

BIOGRAFIA RESUMIDA DE ALGUNS ACADÊMICOS

 

(1) Evaristo Linhares Lima, filho de Cícero Ribeiro Lima e de Ana Linhares Figueiredo.

Cursou Filosofia no Seminário de Fortaleza; bacharelou-se em Direito e é licenciado em Letras Clássicas.

Possui os seguintes Títulos de Pós-Graduação: Especialista em Educação para a América Latina; Universidade de Brasília; DEA em Sociologia, Universidade René Descartes-Paris V- Sorbonne-Paris-França.

Foi Professor Titular da Universidade do Estado do Ceará, Professor do Liceu e do Colégio Estadual Justiniano de Serpa; Coordenador do Departamento de Ciências da Universidade do Estado do Ceará e assumiu outros importantes cargos no Estado. Centro de pesquisas Educacionais da Universidade de São Paulo. Tese de Mestrado/ UNB(Universidade de Brasília)-1976.

Escreveu inúmeros artigos em revistas especializadas na área de educação.

O Professor Evaristo é hoje Vice-Reitor da Universidade Vale do Acaraú-UVA, sediada na cidade de Sobral-Ceará. É Presidente da Academia Sobralense de Estudos e Letras.

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(2)José Ferreira Portela Neto nasceu em Sobral em 2 de abril de 1932, filho de Romão Ferreira da Ponte e de Maria Amélia da Ponte. Foi funcionário do Banco do Nordeste do Brasil(1958) e do Banco do Brasil S.A (1958 a 1985). Atualmente é professor concursado da Universidade Estadual Vale do Acaraú.

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(3) José Ribamar Coelho nasceu  em Sobral a 9 de janeiro de 1934, sendo filho de José Antenor Coelho e de Mariana Júlia. Funcionário aposentado do INSS, é empresário do setor gráfico, sendo sócio da Tipografia Lux Ltda.

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(5) Francisco Sampaio Sales nasceu na Meruoca filho de Gabriel Francisco de Sales e Maria Sampaio Sales. É  Professor Universitário e Engenheiro Operacional, além de radialista. Durante muitos anos fez o programa radiofônico Ao Cair da Tarde, de grande audiência na zona Noroeste do Estado, dedicado à Música Popular Brasileira.Atualmente desempenha importantes funções da Universidade Vale do Acaraú.

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(12) Padre João Mendes Lira nasceu em Sobral no dia  23 de janeiro de 1925. Fez seus primeiros estudos na Escola Elvira, nome de uma senhora que viera do Amazonas. Estudou, em seguida, com o Professor Luis Felipe. Segundo palavras do próprio Pe. Lira : "Elvira era uma professora muito dedicada e em sua escola haviam três classes: além da Prfessora Elvira tinha Dona Benvinda e o Sr. Luis Felipe.

Depois de frequentar a Escola Superior do Sr. Luis Felipe, recebi o "Diploma" para frequentar a Escola Modêlo do sr. Pintinho.

Assim me preparei para o Exame de Admissão. Depois fui aprovado no Seminário Diocesano, onde me formei..."

Padre Lira foi durante muitos anos Professor do Colégio Sobralense.  Homem culto, simples e querido, publicou diversas obras, entre as quais podemos citar:  Subsídios para a História Eclesiástica e Política do Ceará,  Sítios Arqueológicos Encontrados na Região centro-Norte do Ceará, e vários outras publicações que muito contribuíram para o aprimoramento cultural do povo sobralense.

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(14) Francisco de Assis V. Arruda, natural de Sobral (CE), nascido a 18 de novembro de 1948, filho de Francisco Linhares Arruda e de Maria de Jesus Vasconcelos Arruda. Engenheiro Agrônomo, formado pela Faculdade de Agronomia do Nordeste, em Areia - PB, em 1975.

     Em 1982, concluiu o urso de Mestrado em Nutrição Animal, pela Faculdade de Agronomia do Ceará. Ainda neste mesmo ano foi eleito  vereador do Município de Sobral, pelo Partido Democrático Social (PDS), com 1.200 votos, sendo o terceiro mais votado, ocupando posteriormente a vice-presidência no período de 1984-1986.

     Em 1985, assume a Chefia Geral do Centro Nacional de Pesquisa de Caprinos (Embrapa-Caprinos), sediado em Sobral (CE), permanecendo no cargo até 1988. Representou o Ministério da Agricultura em Santiago-Chile, numa Reunião da FAO, para o Desenvolvimento da Caprinocultura dos Países da América do Sul. Posteriormente, em 1977, representou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, nos Estados Unidos, na Reunião do SMALL RUMINANT COLABORATIVE PROGRAM, convênio que vinha administrando através do Centro Nacional de Pesquisa de Caprinos. No mesmo ano foi convidado pela Universidade de Oklahoma-USA, para proferir palestra sobre Desenvolvimento da Caprinocultura no Brasil. Em 1989, foi liberado pela EMBRAPA para realizar o Curso de Doutorado na Escuela Técnica Superior de Ingenieros Agrónomos da Uniersidad Politécnica da Madrid, España, defendendo tese em 1993,.

     Membro da Academia Sobralense de Estudos e Letras, cadeira nº 14, que tem por patrono Justiniano de Serpa.

     Como estudioso em Genealogia, vem desenvolvendo pesquisa na área desde 1970, com as principais famílias da Ribeira do Acaraú. Publicando seu primeiro trabalho em 1980 sobre a Genealogia dos Arrudas, com 150 páginas. Em seguida, publicou a segunda edição ampliada e melhorada sobre o título de GENEALOGIA SOBRALENSE - OS ARRUDAS, editado pela IOCE, com 360 páginas. Em 1993, publica o segundo volume da Coleção "GENEALOGIA SOBRALENSE - OS GOMES PARENTE". TOMO I, II e III impressos pela IOCE. Em 1998, publica o quarto volume OS FERREIRA DA PONTE - TOMO I e em preparo os tomos I, II e III dos Ferreira da Ponte.

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(16) Cônego. Francisco Sadoc de Araújo, nasceu em Sobral a 17 de dezembro de 1931, filho de Galdino Orlando de Araújo e Rita Albuquerque de Araújo.
Concluiu os estudos secundários no Seminário de Sobral, o curso de Filosofia no Seminário de Fortaleza e o bacharelado e mestrado em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Foi ordenado sacerdote na Basílica de São Paulo, em Roma, a 25 de fevereiro de 1956.
Ao retornar ao Brasil, passou a residir no Seminário de Sobral como professor e, depois, como reitor. Foi o fundador e primeiro reitor da Universidade Estadual Valre do Acaraú- UVA
Residiu em Olinda, Pernambuco, durante cinco anos, quando dirigiu o Instituto de Filosofia e Teologia da Arquidiocese de Olinda e Recife e exerceu o oficio de capelão na ilha de Fernando de Noronha.
Nomeado postulador da causa de canonização do Padre Ibiapina, tem-se dedicado ao trabalho de acompanhar o processo junto ao Vaticano.
Desde 1996, reside em Sobral exercendo a função de pároco da Paroquia do Cristo Ressuscitado.

Genealogista  e profundo entendedor do assunto, Padre Sadoc- como é chamado carinhosamente- publicou, entre outros livros; Cronologia Sobralense- 5 volumes(1974-1990); A Ciência Criadora(1976); História da Culura Sobralense(1978); Estudos Ibiapanos(1979); História Religiosa da Meruoca(1979); Ceará: Homens e Livros(1981); Traços Biográficos de Dom José Tupinambá da Frota(1982); Dicionário Biográfico de Sacerdotes Sobralenses(1985); História Religiosa de Guaraciaba do Norte(1988) e Padre Ibiapina, Peregrino da Caridade- entre outros.

É, também, membro da Academia Cearense de Estudos e Letras, Sócio do Instituto do Ceará, do Instituto Genealógico Brasileiro e do Colégio Brasileiro de Genealogia.


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 (25) José Teodoro Soares é  natural de Reriutaba- Ceará, onde nasceu a 28 de dezembro de 1940. Filho de Agrípio Teodoro Soares e de Maria Palmira Soares., é casado com a Dr.a Maria Norma Maia Soares.

     Bacharel em Direito e Filosofia, Licenciado em Ciências Políticas pelo Instituto de Estudos Poliíticos da Universidade de Paris(1968), e em Ciências Sociais pelo Instituto Católico de Paris no mesmo ano;, Mestre em Administração Pública pelo Instituto Internacional de Administração Pública de Paris(1970).

 É Reitor da Universidade Estadual Vale do Acaraú, Vice-Presidente do Conselho de Educação do Ceará, Professor Adjunto da Universidade Federal do Ceará e Membro da Academia Cearense de Ciências Sociais.

          Foi Professor Adjunto da Fundação Universidade Federal do Piauí, Chefe de Gabinete do Reitor da UFPI, Assessor de Planejamento do Projeto Rondon do Ministério do Interior, Subchefe de Gabinete do Ministério da Educação e Cultura, Membro do Conselho Nacional do Serviço Social do MEC, Representante do Ministério da Educação e Cultura junto ao Conselho Curador da U.F.C., Reitor da Universidade Regional do Cariri, Presidente do Conselho de Reitores do Ceará(CRUC).

     Tem uma produção literária refletida em 15 livros editados e vários artigos publicados em Jornais do Brasil e no exterior.(Transcrito do Jornal O Noroeste de 18/03/2000 por ocasião da outorga do troféu Mandacaru ao ilustre homenageado, ocasião em que fizeram também juz à citada comenda os senhores Dom Aldo Paggotto (Bispo de Sobral); Ciro Ferreira Gomes, ex-Governador do Ceará e político de renome nacional e Sérgio Ricardo de Oliveira, Empresário e fundador do Noroeste ).

       Apóstolo da Educação, revolucionou a Educação Superior Cearense, mormente a da Zona Noroeste do estado. Pode ser considerado insubstituível em sua área de atuação.

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(39) Thomaz Corrêa Aragão nasceu em Ipu-Ce a 16/08/1910, sendo seus pais o Cel. Auton Aragão e Da. Adalgisa Correia Aragão.

     Iniciou o seu Curso de Humanidades no Colégio Cearense do Sagrado Coração, em Fortaleza-Ce, em 1924, terminando-o em 1929. Concluído referido curso, o Dr. Thomaz seguiu para a cidade do Rio de Janeiro, onde concluiu o Curso de Medicina .

     Veio, então, residir em Sobral, onde montou moderno consultório.

Dr. Thomaz faleceu em idade avançada, tendo, antes, dado enorme contribuição para a Medicina Mundial, ao identificar  e estudar o agente patogênico transmissor da grave moléstia conhecida por Calazar, transmitida aos humanos por  cães doentes.

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(40) Padre José Linhares Ponte  nasceu em Sobral  a 21/10/1930, sendo filho de Francisco Jacinto Ferreira da Ponte e de Maria Amália Linhares.

Estudou no Seminário de Sobral e depois foi para o Seminário Maior de Fortaleza, onde concluiu os Cursos de Filosofia e Teologia. Foi Reitor do Seminário Diocesano de Sobral e possui especialização em Psicologia Profunda, pela Universidade de Munique, Alemanha Ocidental.

De volta ao Brasil, assumiu a direção do tradicional Colégio Sobralense, onde exerceu com tal zêlo a administração, que o Colégio Sobralense chegou a ser considerado um dos melhores Colégios de todo o Estado do Ceará, ao lado do Colégio Militar de Fortaleza  e  do Colégio Cearense, ambos estes situados na Capital Alencarina.

De 1970 a 2003 assumiu a Direção da Santa Casa de Misericórdia de Sobral, transformando-a, também, em um Hospital Modêlo, tendo sido, este nosocômio, considerado a melhor de todas as Santas Casas do Brasil.

Graças a sua credibilidade e probidade, Padre Zé  conseguiu trazer para Sobral o Hospital do Coração, único do gênero não apenas no Estado, mas também na região Nordeste.

Eleito Deputado Federal por diversos quadriênios, quando a população chegou a transformá-lo no mais votado do Ceará, Padre José Linhares Ponte honrou e honra a Terra que lhe serviu de berço e na qual caminhou seus primeiros passos.

Figura ímpar, a história lhe reservará papel prepoderante tanto na área de Educação, quanto na de Saúde, para desconsolo de seus injustos e insensíveis perseguidores políticos.  

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LISTA ALFABÉTICA DE BACHARÉIS, MÉDICOS, ENGENHEIROS E SACERDOTES SOBRALENSES

(ATÉ 1950)

      Segundo Alberto Amaral em Para a História de Sobral, "Um jornal de Aracaty, no principio da República, estampou uma lista de todos os aracatyenses formados, proclamando a glória de ser, no interior do Ceará, "a cidade que contava maior número de filhos ilustres".

      Indireta resposta lhe deu, em 1892, "A Ordem", de José Vicente, publicando relação dos sobralenses formados, em número bastante superior, com o que reinvidicou para Sobral o primeiro lugar.

      (...)A presente lista, concluída em outubro de 1950, embora restrita aos Bacharéis, Médicos, Engenheiros e Sacerdotes, tem por fim patentear que Sobral continua detendo a primazia."

      Segue portanto, abaixo, a relação de Bacharéis, Médicos, Engenheiros e Sacerdotes sobralenses, com o respectivo ano de formatura, o que certamente constitui-se em excelente fonte de consulta.

I - BACHARÉIS

Acacio Aragão de Souza Pinto;Adolpho Pompeu de Arruda; Alberto Magno da Rocha(1892); Alfredo Severino Braga Duarte(1883); Alfredo Tacito da Rocha Pagé(1893); Alvaro Ottoni do Amaral(1897); Antenor Franca Cavalcante; Antonio Adolpho Coelho de Arruda(1885); Antonio Eliseu Hollanda Cavalcante(1886); Antonio Firmo Figueira de Saboia(1853); Antonio Frederico de Andrade(1874); Antonio Frutuoso Frota Filho(1928); Antonio Ibiapina(1879); Antonio Joaquim Rodrigues Junior(1857); Antonio José Leal; Antonio de Paula Pessoa Figueiredo; Antonio Plutarcho Rodrigues Lima(1881); Antonio Regino do Amaral Filho(1894); Antonio Sabino do Monte(1870); Bento Fernandes Barros(1853); Carlos de Paula Pessoa(1919); Custodio Celso de Saboya e Silva; Diogo Parente Xerez(1915); Domingos Gonçalves Cearense(1870); Domingos José Pinto Braga; Domingos Olympio Braga Cavalcante(1873); Edgard Catunda Gondim; Edgard Miranda de Paula Pessoa; Edson Pimentel Severino Duarte(1922); Ernesto Miranda Saboya de Albuquerque(1930); Esmerino Gomes Parente(1855); Eugenio Marinho de Saboya e Silva; Filipe Bandeira de Mello; Francisco Cicero Coelho de Arruda(1891); Francisco Domingues da Silva(1835); Francisco Furtado de Mendonça; Francisco Gomes Parente(1867); Francisco Gomes Parente Sobrinho; Francisco Moacyr de Saboya Santos; Francisco de Oliveira Memoria(1889); Francisco Ponte; Francisco Pothier Rodrigues Lima(1874); Francisco Prado; Francisco Rodolpho do Amaral(1908); Francisco Severino Duarte(1888); Francisco Urbano da Silva Ribeiro(1853); Galdino de Arruda Gondim; Galdino Catunda Gondim; Henrique Domingues da Silva; Ignacio Ferreira de Almeida Magalhães(1866); Jeronymo Macario Figueira de Mello(1851); Jeronimo Martiniano Figueira de Mello(1832); Jeronymo da Silva Frota(1892); Jeronymo de Xerez(1889); João Adolpho Ribeiro da Silva(1868); João Baptista de Vasconcellos(1939); João Baptista Figueira Lima; João de Albuquerque Rodrigues(1862); João Capistrano Bandeira de Mello(1833); João Carlos Pereira Ibiapina(1837); João Domingues da Silva(1836); João Edmundo de Oliveira Gondim; João Evangelista da Frota Vasconcellos(1889); João Evangelista da Silva Frota; João Filipe da Cunha Bandeira de Mello(1852); João Ferreira de Almeida Guimarães(1869); João Figueira Linhares; João Firmino de Hollanda Cavalcante(1867); João Julio de Almeida Monte(1885); João Lima Rodrigues(1890); João Miranda de Paula Pessoa; João Paulo Barbosa Lima; João Pedro da Cunha Bandeira de Mello(1879); João Peregrino Viriato de Medeiros; João Thomé da Silva Junior(1864); Joaquim Frota Vasconcellos(1893); Joaquim Gondim de Albuquerque Lins(1926); Joaquim Miranda de Paula Pessoa(1889); Jorge Pessoa Mendes(1941); José Alfredo Coelho de Arruda; José Antonio Pereira Ibiapina(padre)(1832); José Archanjo Figueira de Mello Castro(1842); José Austregesilo Rodrigues Lima(1863); José Barreto de Araujo(1939); José Camillo Linhares de Albuquerque(1886); José Candido da Silva Franca(1864); José Clodoveu de Arruda Coelho(1908); José Daltro Barreto(1940); José Deusdedit Mendes(1936); José Furtado de Mendonça(1869); José Gerardo Frota Parente; José Gomes da Frota(1866); José Gonçalves de Moura(1858); José Getúlio da Frota Pessoa(1905); José Gonçalves Viriato de Medeiros; José Julio de Albuquerque Barros(1861); José Maria da Cruz Andrade(1940); José Maria Mont'Alverne(1933); José Miramar Ponte; José Moreira da Rocha(1890); José Olavo Rodrigues Frota(1920); José Potyguara da Silva; José Saboya de Albuquerque(1891); José Sylvestre Monte Coelho; José Thomé da Silva(1865); José Wilson de Vasconcellos; José Xrez(1887); Julio Santa Cruz Oliveira; Justiniano Raymundo da Silva Freire(1881); Justino Domingues da Silva(Padre)(1849); Justino Lopes Freire; Juvencio Alves Ribeiro da Silva(1856); Ladislau Acrisio de Almeida Fortuna(1858); Leocadio Andrade Pessoa(1850); Levino Pinto Brandão(1861); Lucrecia Pinho; Luiz Antonio Vieira Lima; Luiz Gonzaga Coelho de Arruda(1900); Luiz Lopes Teixeira Moura Junior(1850);Mozart Catunda Gondim; Pedro Alvaro Rodrigues de Albuquerque(1883); Pedro Araujo Madeira; Pedro Gomes da Frota(1883); Raymundo Edson Pimentel Duarte; Raymundo Furtado de Albuquerque Cavalcante(1859); Raymundo Justiniano Freire; Raymundo Leopoldo Coelho de Arruda; Raymundo Monte Coelho; Raymundo Orestes de Aguiar; Rufino Furtado de Mendonça; Tancredo Halley de Alcantara(1938); Teophilo Fidelis de Paula(1891); Theotonio Santa Cruz Oliveira; Thomaz Antonio de Paula Pessoa(1858); Thomaz Miranda de Paula Pessoa(1894); Thomaz de Paula Pessoa Rodrigues(1892); Trajano Viriato de Medeiros(1863); Vicente Alves de Paula Pessoa(1850); Vicente Alves Rodrigues de Albuquerque(1869); Vicente Coelho de Arruda; Vicente de Arruda Gondim; Vicente Cesario Ferreira Gomes(1868); Vicente Ferreira de Arruda Coelho(1914); Vicente Liberalino de Albuquerque; Virgilio Augusto de Moraes(1867).

 

II - MÉDICOS

 

Adalberto Rodrigues de Albuquerque; Agenor Gomes da Frota(1939); Alberto Saboya Viriato de Medeiros; Antonio Custodio de Azevedo; Antonio Domingues da Silva; Antonio Guarany Mont'Alverne(1935); Antonio Ibiapina Filho(1930); Antonio Francisco Rodrigues de Albuquerque; Antonio Mont'Alverne Ferreira Gomes(1938); Antonio Raymundo Gomes da Frota; Cesario Ferreira Gomes; Edson Lima; Ernesto Vicente Saboya de Albuquerque; Euclydes Pontes; Francisco Alves Pontes(1842); Francisco Donizetti Gondim(1923); Francisco de Paula Pessoa Figueiredo(1862); Francisco Peregrino Viriato de Medeiros(1872); Francisco de Paula Rodrigues; Genserico Aragão de Souza Pinto; Heitor da Silva Frota; Helvecio Monte Coelho; Jarbas Ibiapina(1936); João Marinho de Andrade(1883); João Pedro Figueira de Saboya(1884); José Alcebiades da Silva Frota; José Antonio de Figueiredo Rodrigues(1898); José Augusto Gomes Angelim; José Barbosa de Paula Pessoa; José Mendes Mont'Alverne(1940); José Onofre Muniz Ribeiro(1887); José de Paula Pessoa Mendes; José Pessoa Rodrigues dos Santos; José Pessoa Mendes(1936); José Nilson Ferreira Gomes; José Ribeiro Gomes da Frota; Julio Guimarães Filho(1932); Leopoldo Viriato Figueira de Saboya(1912); Luiz Vianna(1918); Lucio Mendes Carneiro da Frota; Manoel Joaquim da Rocha Frota; Manoel Marinho de Andrade(1906); Massillon Saboya de Albuquerque(1912); Olavo Rangel Parente; Oswaldo Fernandes; Ruy de Almeida Monte(1911); Sergio Saboya; Vandick Ferreira da Ponte(1933); Vicente Candido Figueira de Saboya(Visconde de Saboya)(1858).

 

III - ENGENHEIROS

 

Alberto José Moreira da Rocha; Alzir Barreto Araujo(1940); Antonio Adeodato Mont'Alverne(1940); Antonio Freire de Vasconcellos; Antonio Gonçalves da Justa Araujo; Areodino Santos; Aristides Barreto Neto(1938); Caetano Saboya de Albuquerque Figueiredo(1934); Carlos Perdigão da Silva Monte;  Domingos Sergio Saboya e Silva; Edmundo de Almeida Monte(1898); Fabio Marinho Figueira de Saboya; Felinto Alcino Braga Cavalcanti(1885); Francisco Rodrigues de Almeida(1922); Francisco Saboya de Albuquerque; Gerardo Rodrigues de Albuquerque(1938); Gilberto Rangel Mendes; Gladstone Rodrigues Severino Duarte; Humberto Rodrigues de Andrade(1915); Humberto Saboya de Albuquerque(1901); Jarbas Cavalcante de Aragão(1925); Jayme Viriato Figueira de Saboya; Jeronymo Furtado de Mendonça; João Aymbiré Mendes; João Ernesto Viriato de Medeiros; João Pompeu da Silva Magalhães; João Thomé de Saboya e Silva(1891); José Albuquerque Figueiredo(1925); José Antonio de Paula Pessoa Figueiredo; José Avelino Portella(1940); José Figueira Saboya de Albuquerque; José Figueiredo de Paula Pessoa; José Pessoa de Andrade; José Saboya; Josias Ferreira Gomes;  Julio de Saboya e Silva; Leopoldo Jorge Moreira da Rocha;  Lister Ibiapina Parente; Luiz Saboya de Albuquerque; Luiz Marinho de Andrade; Luiz Sylvestre Gomes Coelho; Manoel do Nascimento Alves Linhares(1867); Martinho Braga; Octavio de Paula Rodrigues(1897); Odorico Rodrigues de Almeida; Onofre Muniz Gomes de Lima(General); Osir Pinho Marinho de Andrade(1937); Paulo de Almeida Sanford(1922); Paulo Saboya Bandeira de Mello; Pompeu Ferreira da Ponte(1883); Raymundo Furtado da Frota; Raymundo Pimentel Ferreira Gomes(1922); Raymundo de Souza Raposo(1863); Ruy Monte Soares(1940); Trajano Saboya Viriato de Medeiros(1886); Trajano Viriato de Medeiros Filho; Tobias do Monte Coelho; Wicar Parente de Paula Pessoa(General).

SACERDOTES SOBRALENSES

 

 Antonio Alves de Carvalho(1927); Antonio Claudino Pessoa; Antonio Cordeiro Soares; Antonio da Silva Fialho(1839); Antonio de Souza Neves; Antonio de Castro e Silva; Antonio de Lira Pessoa de Maria(Mons.)(1875); Antonio Ferreira de Paula(1871); Antonio Gonçalves da Cunha Linhares; Antonio Ivan de Carvalho; Antonio Lopes de Araujo(Mons.)(1879); Antonio Manoel Diniz Pereira(1843); Antonio Regino Carneiro; Bernardino de Oliveira Memória; Diogo José de Souza Lima(Mons.)(1852); Domingos da Cunha Linhares; Domingos Barreto de Araujo(1933); Domingos de Paiva Dias; Domingos Rodrigues Vasconcellos(1931); Elisio Nogueira da Motta; Fortunato Alves Linhares(Mons.)(1892); Francisco Candido de Vasconcellos(1894); Francisco Cavalcanti de Albuquerque; Francisco de Paula Menezes; Francisco Eudes Fernandes; Francisco Gonçalves Ferreira Magalhães; Francisco Hildebrando Gomes Angelim(Mons.); Francisco Linhares; Francisco Lopes Freire; Francisco Olyntho Leitão; Gonçalo Ignacio de Loyola Albuquerque Mello Mororó; Herculano Bernardino Gomes Ferreira; Ignacio Americo Bezerra; Ignacio Nogueira Magalhães; Jeronymo Thomé da Silva(Arcebispo Primaz)(1872); João Alves de Maria; João Augusto da Frota; João Augusto de Lima(Dr.); João Baptista Pereira(1933); João de Lira Pessoa de Maria(1887); João França Mello(1931); João Gualberto Ribeiro Pessoa; João José de Castro(1872); João José Mendes de Mello; João Rodrigues Alves de Mendonça; João Scaligero Augusto Maravalho(1869); João Teophilo Soares; Joaquim Arnobio de Andrade(1938); Joaquim de Salles; Joaquim Manoel de Jesus(Dr.); José Alpheu Lopes de Araujo(1884); José Aloysio Pinto(1929); José Antonio de Maria Ibiapina(Dr.)(1853); José Bemvindo de Vasconcellos(1871); José Bezerra Coutinho; José Edson Frota Mendes(1942); José Ferreira da Ponte(Mons.)(1871);  José Gentil da Frota; José Gerardo Ferreira Gomes; José Gomes Ferreira Torres; José Ignacio Mendes Parente(1942); José Leorne Menescal(Dr.)(1874); José Lourenço da Costa Aguiar(Dom)(1870); José Osmar Carneiro; José Sabino Lopes de Alcantara; José Tupynambá da Frota(Dom)(1905); Justino Domingues da Silva(Dr.)(1846); Luiz Martins dos Santos Araujo; Luiz Mendes Frota(1942); Luiz de Carvalho Rocha(Mons.)(1908); Justino Furtado de Mendonça; Mamede Antonio de Lima; Manoel da Cunha Linhares; Manoel Francisco da Frota(Mons.)(1861); Manoel França Mello(1892); Manoel Henriques; Marcos Lucio Frota Carneiro; Miguel Francisco da Frota; Miguel Francisco Mendes de Vasconcellos(1812); Miguel Lopes Freire; Miguel Lopes Madeira Uchoa; Miguel Mendes(1812); Pedro Cavalcanti Rocha(1881); Pedro Emiliano da Frota Pessoa(Dr.); Philomeno do Monte Coelho(Mons.)(1881); Primenio Freire das Virgens(1875); Sabino de Lima Feijão(1931); Sabino Guimarães Loyola(1935); Salviano Pinto Brandão(1867);Thomaz Pompeu de Souza Brasil(Dr.)(1841).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

· ALGUNS ALUNOS DA TURMA DE 1968 DO COLÉGIO MILITAR DE FORTALEZA

 

      O Jornal CORREIO DO CEARÁ publicou no dia 23 de fevereiro de 1968, a relação dos aprovados no exame de seleção para o C.M.F e que estudaram no CURSO BÁSICO DE  MATEMÁTICA, dirigido pelo Cel. Felizardo Mendes e que funcionava, na época, na Avenida Santos Dumont, no 1111, em Fortaleza.

      "Alfredo Turbay Neto; Fernando Antonio Figueiredo Mendes; Heliomar Rocha Leitão; Winston de Paulo Bastos Maia; Roberto Ribeiro Costa Lima; Creto Augusto Vidal; Adonias Melo de Cordeiro; José Erialdo Albuquerque Junior; Ronaldo Cabral Nogueira; Edvânio Almeida Lima; Francisco Gentil Tavares Meireles; José Ademar Gondim Vasconcelos; Paulo de Mello Machado Filho; Roney Sergio Marinho de Moura; Pedro Luiz Cortezi Botelho; Ludwig Pinto Kleinberg; Wellington Barros de Oliveira Moura; Germano José Mendes Martins; Victor Samuel Cavalcante da Ponte(1); Júlio Cesar Pimentel de Oliveira; Gladstone Campos Costa; Cesar Fontenelle Catrib; Luiz Emanuel Abrantes Pequeno; Sérgio Ricardo Coelho Ximenes; Oto Ossean de Brito; Cláudio Porto Silveira; Marcus Vinicius Coutinho da Silva; José Nairton Quezado Cavalcante(Neno)(2); Marcelo Farias Maciel; Wilson de Souza Sales Filho; Francisco Carlos Teixeira Cabral; Glauber Ponte Proença; Carlos Alberto Mendes Forte; Ruy Davi de Goes; Margarino Nascimento Souza e J. Jairo Araujo Santana."

      Fizeram parte dessa mesma turma que ingressou no Colégio Militar em 1968, embora não tenham feito o Curso do Cel. Felizardo: Edgar Albuquerque Neto; Dorian Sampaio Filho; Daniel Caetano de Figueiredo; Paulo Sérgio Teixeira Mendes de Carvalho; Daniel Fidélis Viana de Barcellos; Francisco José Passos Mota;  Aniano Bezerra da Silva Costa Neto; Fernando José Lopes Castro Alves; Antônio Alberto Rocha Aguiar, Aluísio Sérgio Novais Eleutério (Sérgio Novais)(3) e Pedro Luiz Cortezi Botelho, entre outros.

 

(1)Victor Samuel(Vituel), nascido em Sobral a  25 de julho de 1955. Filho do conceituado comerciante Aurélio Cavalcante da Ponte(Casa Samuel) e de Maria do Socorro C. da Ponte; Foi companheiro de internato do autor dessas linhas no Colégio Militar de Fortaleza(1969-1971). Fez concurso para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar, localizada em Barbacena-M.G, onde estudou durante três anos; em seguida, concluiu o curso de Formação de Oficiais da Marinha Mercante no CIAGA(Centro de Instruções Almirante Graça Aranha), no Rio de Janeiro. Atualmente, exerce importante função no Governo do Estado do Ceará.

 

(2)Neno, articulista da Coluna É... do Jornal Diário do Nordeste; é irmão do também Colunista Lúcio Brasileiro.

 

(3)Sérgio Novais. Formado em Engenharia Química pela U.F.C,  foi eleito vereador por Fortaleza(Partido Socialista Brasileiro-P.S.B) e em 1998 elegeu-se Deputado Federal pelo Ceará(também pelo P.S.B).

Parlamentar atuante e íntegro, caracteriza-se por manter-se sempre ao lado dos oprimidos e mais fracos, além de assumir uma postura nacionalista.

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

·TURMA DE 1972 DO COLÉGIO NAVAL

 

 

Segue abaixo a relação dos alunos que passaram no Concurso para o Colégio Naval no ano de 1972, por ordem de classificação. A relação foi publicada no D. O . U  no 19, de 12 de maio de 1972.

 

Francisco Roberto Portella Deiana; Francisco Pais; José  Fernandes Del Angelo; Jacinto Fernandez Otero; Luiz Alexandre Marques Peixoto; Jorge Mauro Fiorito; Armando Alonso Filho; Marcelo de Lyra Filho; Álvaro Maurício Bertho dos Santos; Almir Ribeiro Guimarães Junior; Dilermando Ribeiro Lima; Heraldo Simião da Silva; Sérgio Más Souza Braga; Lauriston de Mendonça Furtado; Rogério Almeida Manso da Costa Reis; Paolo Stanziola Neto; Antonio Pedro Kasakewitch Souza; José Ribamar Freitas da Motta; Rogério do Amaral Gil; Luiz Miguel Régula; Roberto Oliveira Pinto de Almeida; Carlos Renato Seabra de Almeida; Roberto Carvalho de Medeiros; Pierre Matias da Silva; Antonio Paulo de Souza Carelli; Plínio Soares Junior; Luiz Fernando da Silva Costa; Palmiro Ferreira da Costa; Álvaro Lima Martins Bahiense; Carlos Eduardo Videira; Egilson Azevedo Pontes; Mauro Scharth Gomes; Edson da Silva Siqueira; Cid Pereira Santos; Ibrahim Ribeiro Dantas Neto; Marcelo Garcia Vaz; Mário Luiz Alves de Lima; Alexandre Antônio Barreto de Miranda; Alexandre José Barreto de Mattos; Renato Braslavski Leite; Wagner Santos de Almeida; Edson José Ferreira Araújo; Luiz Felipe de Paula Perestrello de Menezes; Mauro Joaquim da Costa Braga; Jorge Luiz da Silva Lasperg; Ivan Nascimento Auzier; Luiz Alberto Branquinho Gonçalves; Ailton Bispo dos Santos; Roberto Carvalho Costa; José Dias de Araujo Machado; Jorge Marques de Menezes; Osmar Pedro da Cunha; Francinet Antunes dos Santos; Jair Leal Señorans; Luiz Antonio Torres dos Santos; Hamilton de Carvalho Burd; Gilson Carneiro da Costa; Henrique Stankiewicz Machado; Wilfredo Carlos Santos Junior; Sérgio Ominelli de Souza; Carlos Alberto Pêgas Ferreira; Júlio Andrey Facure Neves; Lander Loureiro da Silva; Faustino Ferlin; Erivaldo Edson Carvalho de Almeida; Nuno Guilherme da Paixão Rangel; Franklin de Oliveira Gonçalves; Jorge Cascardo Amarante; João Carlos Langone; Paulo Sérgio Espinosa da Silva; Érico Pontes Damasceno; Antonio Carlos Nascimento Motta; Francisco Antonio Cardoso Garcia; Paulo Cesar Hardoim; Ary Cavalieri Brando Júnior; Wilson Carlos Esteves Leite; Sonilon Vieira Leite; José Maria Leite de Araújo Castro; Marcos Nunes de Miranda; Richard Harold Geraldo Asch; Mario Jorge Fernandes Pires; Carlos Alberto Guerra; Waldemiro Soares de Andrade; Paulo Roberto da Silva Xavier; Fernando Antonio Machado Mureb; Sérgio Lindeberg Chaves; Juarez Alves Junior; José Antonio Nogueira; Rodolfo Henrique de Saboia  ; José Augusto da Costa Oliveira; Moisés Hora Santos; Dejair da Silva Trindade; Antonio Pascoal Fernandes Mitrano; Rubens da Igreja Ferreira; Sérgio Ricardo Ferreira; Carlos Alberto Ferreira da Rocha; Genivaldo Berto da Silva; José Carlos Martinho Alves; Sérgio da Silveira Miranda; Sérgio Deluiggi; Frederico Ayres Pereira Corrêa da Silva; Luiz Carlos de Carvalho Roth; Rui Campos Ribeiro; Marcio de Souza Campos; Ricardo José Machado Rodrigues; Murilo Moreira Barros; José Carlos Quaresma Filho; Reinaldo Cesar Monteiro de Barros Bezerra; Jorge Chater Youssef Arous; Carlos Guilherme Mayer; Nelsley Figueiredo Torezani; Oswaldo Guilherme Schroeter; Carlos Eduardo Junqueira; Bahime Velasques Keijock; Marco Andrade Brasil de Matos; Clovis Loureiro Lima; Durval Geraldo Ribeiro Alves; João Luiz Viellas de Farias; Paulo Vinicius Correia Rodrigues Junior; Cosme José Alves; Wilson Luiz Vieira Villela; Tocandira Carreira Benaion; Francisco Gonçalves Pereira Neto; Sidnei Conceição Menezes; Luiz Augusto Lima Vieira da Rocha; José Helvécio Moraes de Rezende; Floriano Saad Mazini; Adelmo Bandeira de Mello Abreu; Dílton Domingos Gomes dos Santos; Reinaldo Biangolino Perlingeiro; Rubens de Carvalho Rodrigues; Paulo Bodnar; Ariovaldo Carreiro de Mello; Antonio Roberto de Oliveira; Abdon Baptista de Paula Filho; Carlos Alberto Marques; Álvaro de Castro Neto; Francisco Eduardo Neves Novellino;  Paulo Roberto Ferreira Horta; Roberto Vieira Ferreira Horta;  Marcelo Lima Arruda; Fernando Sérgio Paranhos Marçal; Carlos Sartori Ferreira; Alexandre Veloso; Waldecir Loureiro dos Santos; Claudio Iorio Ferraz; Carlos Roberto da Silva; Odair Fernandes Aguiar Filho; Orlando Couto Júnior; Daniel Fidelis Viana de Barcellos; Jorge Ribeiro Junior; Francisco Doege Esteves; Fabio Bittencourt Xavier dos Santos; Luiz Antonio Carvalho; Jefferson Simões Santana; José Fernão Von Teschenhausen Eberlin; Marcus Vinicius de Almeida Malvar; Jorge Luiz Machado; Samy Mustapha; Mauricio Cézar Lourenço Leite; Marcus Segond Carvalho Cruz; Alípio Cezar Zambão da Silva; Cézar Teixeira Castello Branco; Carlos Magalhães Trajano; Marcelo de Camargo Fernandes; Itamar Mosso da Silva; Daniel Caetano de Figueiredo;  José Carlos Maia de Oliveira; José Guido de Castro Pacheco; Pedro Luiz Cortezi Botelho; Francisco José Passos Mota; Roberto Pereira Terra; Eduardo Henrique Ferreira França; Carlos Augusto Fonsêca; Cezar de Alvarenga Jacoby; Helcio Augusto Lopes da Silva; Arnaldo Luiz Ramos Vasconcelos; Sylvio Gustavo Chaves Chilingue; Wanderley Nunes; Antonio Joaquim Gonçalves Moreira; Marcos Antônio de Barros; Sérgio Luiz Coutinho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

· TURMA DE 1974 DA ESCOLA NAVAL

(TURMA HUMAITÁ)

 

ESPADIM - 74

Diretor da Escola Naval

Contra-Almirante - Paulo de Bonoso Duarte Pinto

Vice-Diretor da Escola Naval

Capitão-de-Mar-e-Guerra- Paulo Freire

Comandante do Corpo de Aspirantes

Capitão-de-Fragata - Gothardo de Miranda e Silva

 

Segue abaixo a relação por ordem de classificação dos Aspirantes no início do Primeiro Ano da Escola Naval.

 

Integrantes da Turma Humaitá: Abdon Baptista de Paula Filho; Francisco Roberto Portella Deiana; Francisco Pais; Juarez Alves Júnior; Plínio Soares Junior; Odair Fernandes Aguiar Filho; Marcelo de Lyra Filho; Francinet Antunes dos Santos; Cláudio Lirange Zanatta; Wilfredo Carlos Santos Júnior; José Ribamar Freitas da Motta; Lander Loureiro da Silva; Orlando Couto Júnior; Edson da Silva Siqueira; Sérgio Deluiggi; Sérgio Luiz Coutinho; Jorge Cascardo Amarante; Jorge Marques de Menezes; Pierre Matias da Silva; Carlos Alberto Ferreira da Rocha; Antonio Pedro Kasakewitch Souza; Dilermando Ribeiro Lima; Paolo Stanziola Neto; Alexandre Antonio Barreto de Miranda; Jair Leal Senorans; Francisco Eduardo Neves Novellino; Carlos Alberto Guerra; Almir Ribeiro Guimarães Júnior; Jacinto Fernandez Otero; Marcelo Garcia Vaz; Armando Alonso Filho; Luiz Antônio Torres dos Santos; Roberto Carvalho de Medeiros; Roberto Pereira Terra; Ailton Bispo dos Santos; Luiz Carlos de Carvalho Roth; Alexandre José Barreto de Mattos; Frederico Ayres Pereira Correa da Silva; Álvaro de Castro Neto; José Fernandes Del Angelo; Murilo Moreira Barros; Palmiro Ferreira da Costa; Luiz Miguel Regula; Paulo Roberto da Silva Xavier; Roberto Oliveira Pinto de Almeida; Nelsley Figueiredo Torezani; Luiz F. de Paula Perestrello de Menezes; Hamilton de Carvalho Burd; Ruy Campos Ribeiro; Cézar de Alvarenga Jacoby; Francisco Gonçalves Pereira Neto; Franklin de Oliveira Gonçalves; Cosme José Alves; José Maria Leite de Araújo Castro; Paulo Vinícius Correia Rodrigues Júnior; Sidnei Conceição Menezes; Jeferson Simões Santana; Erivaldo Edson Carvalho de Almeida; Francisco José Passos Mota; Carlos Alberto Pegas Ferreira; José Carlos Maia de Oliveira; José Dias de Araújo Machado; Genivaldo Berto da Silva; Antônio Paulo de Souza Carelli; José Helvécio Moraes de Rezende; José Carlos Quaresma Filho; José Guido de Castro Pacheco; Edson José Ferreira Araújo; Antônio Roberto de Oliveira; Rubens de Carvalho Rodrigues; Maurício César Lourenço Leite; Roberto Carvalho Costa; Antônio Pascoal Fernandes Mitrano; Lauriston de Mendonça Furtado; Ivan Nascimento Auzier; João Astor Mendonça Lisboa; Wagner Santos de Almeida; Sérgio Ricardo Ferreira; Wanderley Nunes; Edmilson Sant'Ana Correa da Costa Lara; Luiz Alexandre Marques Peixoto; Gustavo Silveira Carvalho de Souza; João Luiz Viellas de Farias; Carlos Alberto Marques; Francisco Nunes de Azevedo; Mauro Scharth Gomes; Gilson Carneiro da Costa; Floriano Saad Mazini; Rubens da Igreja Ferreira; Sidney Cordeiro de Araújo; Osmar Pedro da Cunha; Frederico José Cavalcanti de  O . e Silva; Cid Pereira Santos; Nilton Sebastião Mello de Figueiredo; Wilson Luiz Vieira Villella; Oswaldo Guilherme Schroeter; Carlos Renato Seabra de Almeida; Alípio César Zambão da Silva; Omar Amílcar Temer Júnior; Ary Cavalieri Brandão Júnior; Henrique Stankiewicz Machado; José Augusto da Costa Oliveira; Laécio Barbosa Ramos; Sonilon Vieira Leite; Jorge Chater Youssef Arous, Jorge Mauro Fiorito; Cláudio Iorio Ferraz; Heraldo Simião da Silva; Fernando Sérgio Paranhos Marçal; Ruy Fernandes Torres; Fernando Antônio Machado Mureb; Daniel Caetano de Figueiredo; José Fernão von Teschenhausen Eberlin; Ibrahim Ribeiro Dantas Neto; Clóvis Loureiro Lima; Marcus Segond Carvalho Cruz; Fernando da Motta Souto; Sylvio Gustavo Chaves Chilingue; Luiz Augusto de Oliveira; Daniel Fidelis Viana de Barcellos; Rogério Passos Caetano da Silva; Márcio Souza Albuquerque; Marco Andrade Brasil de Matos; Henrique Isensee de Barros; Ricardo Costa Pina; Paulo Bodnar; José Airton dos Santos; Pedro Paulo Gouvea de Magalhães; Álvaro Lima Martins Bahiense; Ricardo Luiz de Sá; Nilo Alberto Monteiro Carvalho; Carlos Guilherme Mayer; Marcus Vinicius de Almeida Malvar; Rodolfo Henrique de Saboia; Marcos Nunes de Miranda; Luiz Antônio Cavalcanti; Waldemiro Soares de Andrade; Bahime Velasques Keijock; Adolfo Barros da Silva Júnior; Carmine Amato Neto; Marco Antônio Moreira de Vasconcellos; Enito Sales Morais Filho; Richard Harold Geraldo Asch; Antônio Carlos Nascimento Motta; Alexandre José Costa de Almeida; Paulo Ricardo Ckless Silva; Nilter Uchoa Vasconcelos; Sérgio Maya de Azevedo; Luis Antônio Marques Pateira; Renato Braslavski Leite; Reinaldo César Monteiro de Barros Bezerra; Luiz Augusto Lima Vieira da Rocha; Márcio de Souza Campos; Sérgio Lindeberg Chaves; Carlos Magalhães Trajano; Alan Gomes Omar; José Carlos Martinho Alves; João Carlos Langone; Carlos Augusto da Costa Ferreira; Osmar Rossato, Antônio Fernando Monteiro Dias (até aqui os que vieram do Colégio Naval, turma de 1972). E mais: Sílvio de Souza Aguiar Carvalho; Sérgio Esteves Krug; Walter Galluf; Paulo Cézar de Quadros Küster; Fernando Gomes Ferreira Lima; Gilberto Gabriel Eid Salomi; João Luiz Carvalho de Queiroz Ferreira; Sérgio Teixeira Pinto; Luiz Fernando Sampaio Fernandes; Newton Rodrigues Lima; Francisco Arilo Cordeiro Gondim; Manuel Costa Neto; Fernando César da Silva Motta; Edgard Cândido de Oliveira Neto; Ângelo de Oliveira Filho; Clébio de Souza Medeiros; Levindo José Garcia Neto; Ivan Pereira de Souza; Fernando Antônio Rosa Sindeaux; Paulo Figueiredo Andrade de Oliveira Filho; Alberto de Oliveira Júnior; José Roberto Alves Fernandez; Francisco Arlindo Lima Moura; Klaus Rolf Zeidler; José Eduardo Gonçalves Ferreirinha; Liseo Zampronio; Lucas de Campos Costa; Wanderley Dull; Pedro Heleno de Almeida Duarte; José Carlos Pereira; José Dalton Carvalho; Francisco Heráclio Maia do Carmo; Paulo Sérgio de Oliveira Listo; Sérgio Martinho de Ribeiro Brandão; Paulo Viegas Fernandes; Edlander Santos; Cláudio Ferreira Moreira; Franklin Ajuricaba de Freitas; Roberto Miguez Ferreira; Helston Pereira de Mello; Maurício Kiwielewicz; Paulo Fontes da Rocha Vianna; Francisco José Umgemer Taborda; Ricardo Antônio Amaral; Carlos Alberto Tormento; Altevir Costa Machado; Roberto Bastos Rangel; Salvador Ghelfi Raza; Luiz Gonzaga Lima; Alaor Moacyr Dall Antônia Júnior; Gilson Batista de Oliveira; Brasil Lourenço Pinto Filho; Luiz Otavio Guidi de Ornellas; Tarcísio Alves de Oliveira; Jair Xavier da Silva Júnior; Carlos Henrique Gomes; Antônio Bertino Nogueira Filho; Augusto Cézar Castro Moniz de Aragão Júnior; Fernando Luiz Silva Nogueira; Paulo Roberto Caminha Costa; Jakob Henrique Husch; José Américo Ferreira; Davi Santiago de Macedo; Hiran Nestor Silva; José Otávio Dias Lima; Antônio Augusto Seabra Batista; Ruy de Freitas Quintão; Gilberto Carlos Pedroso; José Ferraz de Oliveira; Ivan Cardim da Silva; José Eduardo de Franca Arruda; Ricardo Carlos Von Montfort; Sérgio Ribeiro Magalhães; Sérgio Thadeu Pereira de Souza; Sérgio Fernandes Cima; Carlos Marcello Ramos e Silva; Marco Antônio Delduca dos Reis; Lauro Matias de Souza Filho; Cícero da Silva Santos; Aristeu de Moraes Rego; Jorge Luiz Noel Kronemberger; Geraldo Lopes da Cruz Filho; Eduardo Eurico Ivan da Motta; Wellington de Oliveira Cunha; José Luiz Simões Medeiros; Fernando Antônio da Cunha; Wilson Luiz de Lima Neves; Dioscoro de Souza Gomes Filho; Carlos Alberto Cardoso de Almeida; Francisco Humberto Pinheiro Landim; Édson Douglas de Souza Leony; Jorge Silas Lopes Domingues; José Ribeiro de Vasconcellos Filho; Jorge Augusto Baltazar de Lara; Sérgio Fernando Veríssimo de Mattos; Getúlio Mello Pessoa; Elian José do Nascimento; Thomas Carl Behrens; Ewerson Madeira Correa; Jorge Antônio Ferreira dos Santos; Eduardo Cícero da Silva Tergolina; Marco Antônio da Rocha Suzarte; Luiz Carlos Vinhas da Silva; Francisco Filgueiras Sampaio; Júlio César de Almeida Carvalho; Cleber Ribeiro Afonso; Demostenes da Silva Reis; José Augusto Lopes; Luiz Carlos Ferreira de Assis; José Roberto Alves Coutinho; Lúcio Francisco Arruda; Aquiles Mendes da Silva; Paulo César Gonçalves Henriques; John Antony Pimento Moreno; Álvaro Ernesto Testa Rivera; Roberto Antônio Solis Palma(esses três últimos naturais do Panamá).      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TURMA DE ENGENHARIA CIVIL (CONCLUDENTES EM DEZ. DE 1982 PELA UNIVERSIDADE DE FORTALEZA)

 

Alan Arrais Sydrião de Alencar; Alda Maria Pequeno Costa; Alexandre Carlos de Abreu Camilo; Américo Aragão Alves; Amílcar Mamede Filho; Ângela de Sá Cavalcante Torres; Antônio Augusto de Sales; Antônio Braga Ximenes; Antônio Gilberto Mendes Barroso; Antônio Iran Costa Magalhães; Celina Maria Romcy; César Romero Teixeira; Cícero José Alves Caçula; Cláudia Jerusa Gadelha Moreira; Daniel Caetano de Figueiredo; Eduardo Henrique de Lima Braga; Fernando Antônio Martinez Rodriguez; Francisco Afrânio Ponte Aragão; Francisco Almir Lopes da Luz; Francisco de Freitas Justo Junior; Francisco Edir Carneiro;  Francisco Gilvan Moura Ribeiro; Francisco Marcelo Ribeiro Taumaturgo; Francisco Régis Campelo Dantas; Gerardo Oliveira de Almeida; Gilberto Cabral Vila-Nova;Gilberto Sousa Saboia; Gotardo Sales Gonçalves Junior; Guilherme Leite Mapurunga; Hercílio Teixeira; João Bosco Pimenta; João Castelo Branco de Araújo Filho; João Umberto de Paula Cavalcante; Jorge Luiz Maia de Oliveira; José Airton Carneiro Cardoso; José Aloísio Andrade Lima; José Arthur de Carvalho Junior; José Fábio Gomes Oliveira; José Luzardo Teixeira; José Marconi Landim Leite; José Moésio Sousa Magalhães; José Ribamar Parente; José Sávio Cunha; José Valdir Barreto Rodrigues; Lília Freire Araújo Evaristo; Luiz França Barreto Junior; Manuelito Cavalcante Junior; Maria Albani Jovino; Maria Bernadette Frota Amora; Maria Carlenise Paiva de Alencar; Maria de Fátima Maia de Sousa; Maria do Socorro Marques Rodrigues; Maria Dulcilene Mourão; Maria Lyraneide Bezerra; Maria Socorro Ximenes Martins; Marcondes Junior Andrade Maia; Maurício Batista Pinho; Maurício Miranda Cabral; Newton Fernandes Silva Filho; Núbia de Oliveira Matos; Patrícia Eugênia de Gouveia C. Magalhães; Pedro Wilton Clares; Raimundo Wagner Luna; Ricardo Miranda Pinto; Robson Gonçalves Fontenelle; Rosa Gattorno Silva Ramos; Rui de Paula Barbosa; Sérgio de Alencar Araripe Rocha; Suely Beserra de Castro; Tereza Mônica Elpídio de Carvalho e Tiago Otacílio de Alfeu Junior.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

· ABREVIATURAS

 

p.        pai

f.         filho

n.        neto

2n.      bisneto

3n.      trineto

4n.     quarto neto, tetraneto.

5n.     quinto neto, pentaneto            

6n.     sexto neto, hexaneto

7n.     sétimo neto, heptaneto

8n.      oitavo neto, octaneto

9n.      nono neto, nonaneto

fal.     faleceu , falecido(a).

n.       nasceu, nascido(a).  

c.c.    casou, casou - se  com.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

· AS SETE IRMÃS

 

      Pode-se afirmar que grande parte das famílias sobralenses descende das Sete Irmãs.

      Brites de Vasconcelos que foi trineta do nobre holandês Arnaud de Holanda e de sua mulher Brites Mendes de Gois e Vasconcelos, casou-se com Francisco Vaz Carrasco e deste casamento nasceu Manuel Vaz Carrasco que casou-se em Goiana com Luzia de Sousa, aproximadamente em 1705.

      Manuel Vaz Carrasco ficou viúvo e mudou-se para a  Ribeira do Acarau, casando-se em segundas núpcias  e faleceu em Granja, local onde se acham sepultados ele e a sua segunda esposa.

      Manuel Vaz Carrasco é conhecido como o Pai das Sete Irmãs e dele descendem várias famílias em Sobral, Santana do Acaraú, Palma, Santa Quitéria, Granja, Ipu,Tamboril e outras cidades. Casou-se Manuel Vaz Carrasco duas vezes, conforme já vimos.

      Do seu primeiro matrimônio  nasceram : Manuel Vaz da Silva, Maria de Gois de Silva e Sebastiana de Vasconcelos.

      Ao falecer a sua primeira esposa, Manuel Vaz Carrasco casou-se com Maria Madalena de Sá e Oliveira, que era viúva e filha de Nicácio  de Aguiar de Oliveira, de origem espanhola, e de sua mulher  Madalena de Sá.

      Deste segundo casamento nasceram: Nicácio de Aguiar de Oliveira(Neto), Maria Madalena de Sá e Oliveira(filha), Inês Madeira de Vasconcelos, Rosa de Sá e Oliveira, Brites de Vasconcelos(neta), Sebastiana de Sá e Oliveira e Ana Maria de Vasconcelos. Na realidade seriam oito irmãs, e não sete, de acordo com o que escreveu o genealogista Jarbas Cavalcante de Aragão em seu livro " Os Ximenes de Aragão no Ceará ".

      Em sua excelente Obra intitulada CRONOLOGIA SOBRALENSE, vol. 1, pág. 32, Pe. Francisco Sadoc de Araújo escreve:  "A família Carrasco é de bom sangue  e possui brazão de armas do século XVII, sinal de nobreza e alta linhagem. As bases genéticas de grande parte  da população branca da Ribeira do Acaraú, através dos Carrasco, tem ligação direta com a nobreza da Holanda, Portugal e Espanha. Quais sete colinas romanas, foram as Sete Irmãs o terreno fecundo em que se assentaram os alicerces sanguíneos da civilização nobre e cristã desta pequena porção da gleba cearense."

      Realmente, se analisarmos melhor a afirmação acima, podemos concluir o quanto Pe. Sadoc foi feliz ao fazê-la.

      De Maria Madalena de Sá (3a das Sete Irmãs) descendem os Ferreira da Ponte pois Maria Madalena casou-se com Francisco Ferreira da Ponte, falecido a 1o de novembro de 1758 com 61 anos de idade e que era filho  do primeiro matrimônio de Gonçalo Ferreira da Ponte(Cachaço) com Maria de Barros Coutinho.

      De Inês Madeira de Vasconcelos(4a das irmãs), descendem os Saboia, os Linhares e os Figueira de Melo (ramo sobralense da família).

      De Rosa de Sá e Oliveira (5a das Sete Irmãs) provêm os Xerez, haja vista que Rosa foi casada com o Capitão José de Xerez da Furna Uchoa.

      De Brites de Vasconcelos(6a das Sete Irmãs), falecida em 1814 com 90 anos de idade e que foi casada com José de Araújo Costa a 31/07/1747, descendem os Gomes Parente pois sua filha Francisca de Araújo Costa casou-se a 24/11/1777 com o Capitão Inácio Gomes Parente, nascido em Lamego, Portugal, no ano de 1742 e falecido em Sobral a 12/04/1838.

     De Ana Maria de Vasconcelos, que casou com Miguel do Prado Leão a  01/11/1753, descende a família  Prado de Sobral e Granja.

      Como se pode constatar facilmente, a maioria dos sobralenses descende da Sete Irmãs e tiveram, portanto, um ancestral comum.

      Existem outras famílias tradicionais de Sobral que, por outro lado, não descendem diretamente das Sete Irmãs, como é o caso dos Paula Pessoa cujo patriarca veio de Portugal e casou-se com uma Pinto de Mesquita, cujas origens estão em Santa Quitéria; os Figueiredo, que descendem do pernambucano José Antônio de Figueiredo e que foi casado com Antonia Geracina, filha do Senador Paula e outras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O ENTRELAÇAMENTO DOS SABOIA COM OUTRAS FAMÍLIAS

Aqui, citamos alguns exemplos de casamentos entre os membros da família Saboia e de outras familias; evidentemente, não incluímos todos aqueles que se ligaram aos Saboia.

 

 

· AS FAMÍLIAS SABOIA E MONTE

 

      A família Saboia  entrelaça - se com a família Monte através do matrimônio de Joaquina Inácia Figueira de Mello , filha de Jerônimo José Figueira de Mello e de Maria do Livramento Vasconcelos do Monte com o Cel. José Balthasar Augeri de Saboia (Cel. José Saboia), realizado a 23 de novembro de 1824.

      A família Saboia une - se, ainda, com a família Monte  através do casamento de  Ana Clara de Saboia e Silva , filha de Custodio José Correia  da Silva e de Maria Carolina de Saboia  com Miguel  Francisco do Monte, filho de Manoel José do Monte e de Isabel Maria da Conceição. (Conforme o livro CRONOLOGIA SOBRALENSE, pág. 321, vol. 2, do Pe. Francisco Sadoc de Araújo.).O casamento de Miguel Francisco e Ana Clara realizou - se a 10 de fevereiro de 1839 em Sobral. Miguel Francisco do Monte n. em Sobral a 1o de Janeiro de 1812 e era filho natural de Manoel José do Monte Araújo e de Isabel Maria da Conceição. Isabel Maria da Conceição (Isabel Onça) teve os seguintes filhos: da união com Manoel José do Monte Araújo, filho de Antonio Manoel da Conceição e de Ana Ferreira do Monte: João José do Monte , c.c. Rosa da Silva Travassos e Miguel Francisco do Monte, c.c. Ana Clara; da união com Joaquim José de Almeida houve: Joaquim de Almeida Monte, c.c. Agripina do Monte, Francisco de Almeida Monte, Maria de Almeida ,c.c. Silvério Lopes Galvino; Raimunda de Almeida, fal. inupta e Rufina de Almeida, professora, inupta.

· AS FAMÍLIAS SABOIA E FROTA

 

      Unem - se essas duas famílias através do casamento de Ana Benvinda Figueira de Saboia (Naninha), n. em Sobral a 11 de fevereiro de 1839 e fal. em 1925, filha do Cel. José Saboia, com José Tomé da Silva 2o, n. em Sobral a 19 de julho de 1841, filho do Comendador João Tomé da Silva, natural de Acaraú e de Maria da Penha Frota. O Comendador João Tomé era filho de Tomé de Souza e Silva, n. na ilha de São Tomé, Portugal e fal. a 8 de abril de 1837 e de Joaquina Maria Pereira da Silva, fal. a 19 de julho de 1838.

      João Tomé veio para Sobral  e tornou - se comerciante, foi vereador presidente da Câmara Municipal de 1868 a 1869 e também juiz da irmandade do SS. Sacramento de 1841 a 1842, tendo doado o sino grande da matriz, hoje Sé de Sobral  em 1853.( Conforme Padre Gentil in Os Frotas ).

      Também através do casamento de Joaquina Emilia Tomé da Silva, irmã de José Tomé da Silva 2o, anteriormente citado, com Domingos Deocleciano de Albuquerque , filho de Deocleciano Ernesto de Albuquerque Mello e de Carolina Sancha de Saboia, casamento este realizado a 10 de janeiro de 1874, unem-se as duas famílias. Domingos Deocleciano era negociante em Sobral e  irmão de Ernesto Deocleciano de Albuquerque, de Francisco Tertuliano de Albuquerque e de Euclides de Albuquerque, citados nesse livro.

      Mais recentemente, tem-se o casamento de Luis Marcelo Palhano de Saboia, irmão do Padre José Palhano de Saboia, com Maria do Carmo Frota, filha de Francisco Radier da Frota e de Julieta de Almeida Cialdine.

      Temos, ainda, o casamento de Simão Barbosa de Paula Pessoa, filho do Dr. João Barbosa de Paula Pessoa e de Francisca Saboia Ximenes Aragão, com Maria Celeste Frota, filha de Francisco Frota Menezes e de Alméria Gomes Parente, que forma mais um elo a unir as duas famílias.

      Acerca da família FROTA, ainda, podemos destacar o parentesco existente entre Dom José Tupinambá (Bispo Conde de Sobral), Dr. José Teodoro Soares (Reitor da Universidade Estadual Vale do Acaraú e verdadeiro Apóstolo da Educação no Ceará), Deputada Patrícia Saboia Ferreira Gomes, Cônego Francisco Sadoc de Araújo (Escritor e Genealogista), Prof. Tarcísio Praciano Pereira, José Gentil da Frota Pessoa (célebre Escritor), Plínio Pompeu Neto (Plininho), José Frota Carneiro (Dedés), Manuel Frota Carneiro (Manés), Padre João Batista Frota, João Tomé de Saboia e Silva (ex-Presidente do Ceará no quadriênio de 1916 a 1920), Hermenegildo Sousa Neto (Hermé), Cid Saboia de Carvalho(brilhante Advogado e ex-Senador da República), Aurélio Cavalcante da Ponte , Raimundo Deocleciano da Frota (Deoclécio, Comerciante), Dr. João Conrado C. da Ponte, Victor Samuel Cavalcante da Ponte (Vituel, amigo de infância do Autor), César Barreto (Engenheiro Civil e ex-Deputado Estadual pelo Ceará), Desembargador João Byron Figueiredo Frota, Sandra Gentil (ex-proprietária do restaurante Sandra's em Fortaleza), José Aguiar Frota (Empresário conceituado no ramo da Construção Civil em Sobral), Ceres Mont'Alverne, General Sílvio Frota (ex-Ministro do Exército), Expedito Vasconcelos, Dr. Gerardo Cristino, Dr. Vicente Cristino e muitos outros cujos nomes infelizmente não podem ser aqui citados devido a exigüidade de espaço.

       A ilustre família FROTA, que tem em Inácio Gomes da Frota, nascido por volta de 1780,  o seu patriarca é, também, uma das mais tradicionais famílias nordestinas.

       O estudioso Pe. José da Frota Gentil escreveu em sua célebre obra OS FROTAS (Rio de Janeiro, 1967, 879 págs.) acerca de Inácio Gomes da Frota:

     " A sua posteridade é enorme.

     A tradição atribue o fato  à benção de Frei Vidal da Penha, dada à sua esposa Ana Joaquina Uchôa de Vasconcelos. Pregava  o santo missionário em Sant'Ana, quando, chamando a menina para perto do púlpito, lhe disse: "Minha filha, vamos ensinar este povo que é muito ignorante". E começou a fazer-lhe muitas perguntas de catecismo a que Ana Joaquina respondeu com toda a correção. "Está bem, minha filha. Deus te abençoará e serás mãe de um grande povo".

-          E a "praga pegou", dizia ela brincando. Foi mãe de 20 filhos, dos quais 13 casados deixaram cerca de 10.000 descendentes".

     Os FROTAS, família digna e composta de verdadeiros paladinos em todas as áreas do conhecimento  humano - religiosos, educadores, médicos, engenheiros, advogados, comerciantes, e, por que não, soldados -, de caráter forte, pacatos e honestos por formação, bem fazem juz à máxima de Horácio que afirma : FORTES CREANTUR FORTIBUS ET BONIS( É dos fortes e bons que nascem os fortes).

    

· AS FAMÍLIAS SABOIA E PAULA PESSOA

 

      A família Saboia une-se à família Paula Pessoa através do casamento  realizado a 22 de novembro de 1890 de Francisca Saboia Ximenes Aragão , n. a 17 de novembro de 1870 e fal. a 21 de março de 1937, filha de Francisca Cândida Saboia e de Manoel Cornélio Ximenes Aragão, com João Barbosa de Paula Pessoa, n. a 24 de novembro de 1868 e fal. a 26 de dezembro de 1915, filho do Senador Vicente Alves de Paula Pessoa e de sua 2a mulher Ana Barbosa de Paula Pessoa. O Senador Vicente Alves de Paula Pessoa n. em Sobral a 29 de março de 1828 e era filho do Senador Francisco de Paula Pessoa e de Francisca Carolina Alves.

      Unem-se , ainda, as duas famílias através do casamento de Antônia Ernestina Saboia de Albuquerque, filha do Cel. Ernesto Deocleciano de Albuquerque com o Dr. Antônio de Paula Pessoa de Figueiredo, filho de José Antônio de Figueiredo e de Antônia Geracina Paula Pessoa Figueiredo, que era filha do Senador Paula e, portanto, irmã do Dr. Vicente Alves, anteriormente citado.

      O Senador Francisco de Paula Pessoa, natural de Granja, filho do português Capitão-Mor Tomaz Antonio Pessoa de Andrade e de Francisca de Brito Pessoa de Andrade, casou-se com Francisca Maria Carolina, nascida a 15 de março de 1807 em Santa Quitéria, filha única do Cel. Vicente Alves da Fonsêca, nascido em Quixeramobim, e de Antônia Geracina Isabel de Mesquita. Essa Antônia Geracina Isabel  de Mesquita, n. em novembro de 1774 na povoação de Santa Quitéria e era filha única de Antônio Pinto de Mesquita, nascido em Jacurutu em 1736 e que foi casado com Dona Luiza Teresa de Jesus Colaço, natural de Itamaracá, Capitania de Pernambuco. Antônio Pinto de Mesquita exerceu os postos de Capitão das Ordenanças e foi ainda Capitão-Mor e Presidente do Senado da Câmara da antiga Vila Distinta e Real de Sobral, onde faleceu, tendo sido filho do Sargento-Mor João Pinto de Mesquita. João Pinto de Mesquita era português e chegou ao Brasil em companhia de um irmão, Manoel Santiago Pinto, indo residir nas terras que adquirira por sesmaria no rio Jacurutu, hoje Jacurutu-Velho, que fica no minicípio de Santa Quitéria, e, à época, não era muito distante da povoação do Riacho dos Guimarães, hoje cidade de Groaíras. O Sargento-Mor João Pinto de Mesquita casou-se em 1726 com Dona Tereza Rodrigues de Oliveira,  filha do Capitão Luiz de Oliveira Magalhães, natural de Sergipe d ‘El Rei , e de Dona Isabel Rodrigues Magalhães, natural do Rio Grande do Norte e irmã do Capitão-Mor  Antônio Rodrigues Magalhães, dono de muitas fazendas de criação, entre as quais a Fazenda Caiçara, hoje cidade de Sobral.

      Também através do casamento de Maria da Soledade Miranda Pessoa (Sinhá Saboia), filha de Francisco de Paula Pessoa Filho e de Pudenciana Joaquina da Costa Miranda com o Dr. José Saboia de Albuquerque, irmão de Antonia Ernestina, estão entrelaçadas as famílias Saboia e Paula Pessoa.

      Temos ainda, em época mais recente, o casamento celebrado entre Maria Lúcia Coelho Saboia, filha do Dr. Carlos Ernesto Saboia de Albuquerque, com Luis Carlos Carneiro de Paula Pessoa, filho de Vicente Barbosa de Paula Pessoa, mais um dos laços a unirem as duas distintas famílias sobralenses.

    Observamos que  todos os integrantes da Família Paula Pessoa que descendem do Senador Paula, tiveram suas origens na vizinha e irmã cidade de Santa Quitéria, uma vez que fazem parte da Família Pinto de Mesquita.

 

· AS FAMÍLIAS SABOIA E LINHARES

 

      São duas famílias irmãs.

      Inês Madeira de Vasconcelos, uma das sete irmãs, no caso, a 4.a  irmã, casou - se a 31 de julho de 1758, em segundas núpcias,  com o Capitão - Mor Antonio Alves Linhares, nascido no Rio Grande do Norte e que era filho de Dionísio Alves Linhares e Rufina Gomes de Sá. Deste casal procedem a família Linhares e, pelo lado materno, a família Saboia. Dona Inez teve uma filha de nome Inês Madeira de Vasconcelos Linhares, nascida a 30 de junho de 1763, que casou-se com Manoel Ferreira da Costa, e foram os pais de D.a  Maria do Livramento Vasconcelos, casada com o Capitão Jeronymo José Figueira de Mello, natural de Pernambuco, filho de Inácio José Figueira de Melo e Ana Francisca de Mendonça. Jeronymo José e Maria do Livramento Vasconcelos foram os  pais de D.a  Joaquina Inácia Figueira de Melo, nascida em Sobral a 26 de maio de 1803 e  que casou-se na Capela do Rosário de Sobral em 1824 com José Balthasar Augeri de Saboia, o Cel. José Saboia. Assim, todos os descendentes do Cel. José Saboia são, também, membros da família Linhares.

      Acerca da relação existente entre as famílias Saboia e Linhares, escreveu Jarbas Cavalcante de Aragão em seu livro COLONIZAÇÃO DO NORDESTE- OS XIMENES DE ARAGÃO NO CEARÁ , à página 99 : "INÊS MADEIRA DE VASCONCELOS, outra das oito filhas de MANUEL VAZ CARRASCO, casou-se mais ou menos em 1740, em primeiras núpcias, com o Capitão LUÍS GONÇALVES DE MATOS, natural do Recife, e de quem teve uma filha do mesmo nome, que foi mãe de D.a MARIA DO LIVRAMENTO casada com o Capitão JERÔNIMO JOSÉ FIGUEIRA DE MELO. Deste casamento nasceram, entre outros, o Conselheiro JERÔNIMO MARTINIANO FIGUEIRA DE MELO, a 19 de abril de 1809 e D.a JOAQUINA FIGUEIRA DE MELO, em 1803, na cidade de Sobral. Esta casou-se , a 23 de novembro de 1824, com o Coronel JOSÉ SABOIA, nascido em Aracatí, em 1800, e foram os pais de FRANCISCA CAROLINA FIGUEIRA DE SABOIA  que, casando-se, a 28 de janeiro de 1865, com ERNESTO DEOCLECIANO DE ALBUQUERQUE, se tornou genitora do Dr. JOSÉ SABOIA DE ALBUQUERQUE.

      Em segundas núpcias, casou-se a 31 de julho de 1758, com o Sargento-mor ANTÔNIO ALVES LINHARES  que, tendo vindo, entre os anos de 1740 e 1745, do Rio Grande do Norte, onde nasceu em 1725, se fixou na Ribeira do Acaraú.

      Ambos faleceram em Sobral; ele, a 9 de outubro de 1785 e ela, a 3 de agosto de 1802.

      Nessas condições, verifica-se que, através da filha do primeiro casamento de INÊS MADEIRA DE VASCONCELOS, o primeiro SABOIA que chegou a Sobral(Cel. José Saboia) ligou-se aos CARRASCOS.

      (...)Com relação ao segundo matrimônio, é notório que dele procede toda a família LINHARES, ligada, assim, pelo sangue, aos XIMENES DE ARAGÃO."

    Ainda sobre a Família Linhares, nos escreveu  Mário Linhares, das Academias Carioca e Cearense de Letras, no Livro Os Linhares, hoje totalmente esgotado, visto que publicado no Rio de Janeiro em 1954: "  A Família Linhares é de origem portuguesa. O principal ponto de procedência de toda a família no Brasil , foi o português Capitão-Mor Dionísio Álvares Linhares , natural de Santa Marinha de Linhares, Concelho do Couro, comarca de Valença, Arcebispado de Braga, que casou com Rufina Gomes de Sánatural do Rio Grande do Norte, onde foram moradores e grandes proprietários. Irmã dessa Rufina Gomes de Sá era Maria Gomes de Sá, mulher de Vitoriano Gomes da Frota, português, pais de Felipe Gomes da Frota, que casou, a 11 de agosto de 1771, com sua prima Maria Josefa de Jesus, filha do Capitão-Mor Domingos da Cunha Linhares e Dionísia Álvares Linhares e que foram fundadores da família "Frota", no Ceará, e deixaram grande e ilustre descendência.

    Parece que os pais de Dionísio emigraram para  para o nosso país no último quartel do século 17. O certo  é que o coronel Félix da Cunha Linhares, seu primo, aparece, ao mesmo tempo, em 1690, localizando-se na Ribeira do Acaraú....

    ....Dionísio viveu, pois, no começo do século 18.

    Era cavalheiro da Ordem de Cristo e, por todos, considerado de muito boa nobreza, consoante se vê do Livro das Miscelâneas da Ouvidoria Geral de Pernambuco.

    Do seu casamento teve,- além do Padre Dionísio da Cunha e Araújo, cura da missão de Gaijurú, no Rio Grande do Norte, em 1742- os dois seguintes filhos: Antônio Álvares Linhares e Dionísia Álvares Linhares..." e prossegue o autor: "O sargento-mór Antônio Álvares Linhares nasceu em 1725, no Rio Grande do Norte e faleceu a 9 de outubro de 1785, em Sobral. Era  cavalheiro da Ordem de Cristo.

    Veio para a Ribeira do Acaraú, em companhia de seu cunhado Domingos da Cunha Linhares , entre os anos de 1740 a 1745. Aí casou-se, a 31 de julho de 1758, com Inez Madeira de Vasconcelos, que era viúva do Capitão Luís Gonçalves de Matos..."

        Entre os inúmeros descendentes de Inez, estão o Vice-Reitor da Universidade Estadual Vale do Acaraú, Prof. Evaristo Linhares Lima,  n. a 26/10/1923 , bem como o autor dessas linhas.

      Diz-nos ainda Mario Linhares em seu livro "...O cognome antigo era "Álvares", como se encontra em todos os documentos e não "Alves", simplificação posterior adotada pelos filhos de Antônio Álvares Linhares, que foram os seguintes: Diogo Alves Linhares, Inez Madeira de Vasconcelos Linhares, Antônia Maria do Espírito Santo Linhares, José Alves Linhares e Francisco Antônio Alves Linhares"

 

· AS FAMÍLIAS SABOIA E MENDES

 

      Essas duas famílias estão entrelaçadas através do casamento de Regina Saboia Ximenes Aragão, n. a 30 de novembro de 1863, filha de Francisca Candida Saboia e de Manoel Cornélio Ximenes Aragão com Antônio Enéas Pereira Mendes, n. a 17 de agosto de 1856 em Santana e que era filho de Antonio Mendes Pereira de Vasconcelos e de Maria Rosalina Mendes. O casamento  de Regina e Antônio Enéas foi realizado a 19 de outubro de 1882. Também a união de Emiliana Viriato de Saboia, filha de Antonia Adélia Figueira de Saboia e de José Viriato Figueira de Saboia , com Antônio Oriano Mendes, realizado a 9 de junho de 1911, fortalece os laços familiares entre as duas famílias.

      Também reforçam os vínculos entre as duas famílias o casamento de Anna Aragão de Paula Pessoa, filha do Dr. João Barbosa de Paula Pessoa e de Francisca Saboia Ximenes Aragão com José Piragibe Mendes, filho de Manuel Felizardo Pereira Mendes e de Maria Cândida Mendes da Rocha.

 

 

· AS FAMÍLIAS SABOIA E XIMENES DE ARAGÃO

 

      As famílias Saboia e Ximenes de Aragão unem-se através do casamento de Francisca Cândida de Saboia e Silva, filha de Maria Carolina de Saboia e Silva e de Custódio José Correia da Silva, com Manoel Cornélio Ximenes  Aragão, filho de Anacleto Francisco Ximenes de Aragão e de Justa Maria Benvinda da Glória, realizado a 15 de maio de 1858.

 

· AS FAMÍLIAS SABOIA E MAGALHÃES

      As famílias Saboia e Magalhães unem-se através do casamento de Jacyntha Viriato de Saboia, n. em 1866, filha do Cel. José Carlos Figueira de Saboia  e de Emiliana Viriato de Medeiros, com o Dr. João Pompeu de Sousa Magalhães, n. em Santa Quitéria a lo de abril de 1863 e falecido em Fortaleza a 12 de março de 1933, filho do Capitão Tomás Pompeu de Sousa Magalhães e de Maria Cesarina. Tomás Pompeu de Sousa Magalhães era filho de José Antonio de Mesquita Magalhães e de Maria Joaquina de Sousa, tendo se casado com a dita Maria Cesarina Ferreira da Costa, filha de Cesário Ferreira da Costa e de sua primeira mulher Maria Viriato de Medeiros.

 

· AS FAMÍLIAS SABOIA E VIRIATO DE MEDEIROS

 

      Os Saboia estão unidos aos Viriato de Medeiros através do casamento de José Carlos Figueira de Saboia , filho do Cel. José Saboia e de Joaquina Inácia Figueira de Mello, com Emiliana Viriato de Medeiros, filha de Antonio Viriato de Medeiros e de sua 2a esposa Maria Jerônima  Figueira de Mello, realizado em Sobral a 20 de janeiro de 1850.

      Uma das irmãs de José Carlos de Saboia, de nome Candida Figueira de Saboia, casou-se a 9 de janeiro de 1860 com o Desembargador Trajano Viriato de Medeiros, irmão de Emiliana, anteriormente citada.

 

· AS FAMÍLIAS SABOIA E SANFORD

 

      As famílias Saboia e Sanford entrelaçam-se pelo casamento de Judith Barbosa de Paula Pessoa, filha de Francisca Saboia Ximenes de Aragão e do Dr. João Barbosa de Paula Pessoa, com Paulo de Almeida Sanford, ex-prefeito de Sobral, filho de John Rorshore Sanford e de Minerva de Almeida Monte, realizado a 10 de fevereiro de 1926.

      Também através do casamento de Filadelfa Mendes Parente (Parentinha), nascida a 10/05/1907 e que era neta de Francisca  Saboia Ximenes de Aragão, com Eduardo de Almeida Sanford, irmão de Paulo de Almeida Sanford, unem-se as duas distintas famílias sobralenses.

 

· AS FAMÍLIAS SABOIA E BANDEIRA DE MELO

 

      Através do matrimônio  realizado a 7 de maio de 1854 de Antonio Firmo Figueira de Saboia , filho do Cel. José Saboia e de Joaquina Inácia Figueira de Melo com  Maria do Livramento Bandeira de Melo, filha do Cel. João Pedro da Cunha Bandeira de Melo e de Francisca das Chagas  de Melo, estão unidas as duas famílias.

 

· AS FAMÍLIAS SABOIA E FIGUEIRA DE MELO

 

      Os descendentes do Cel José Saboia, filho de Vicente Maria Carlos de Saboia, são todos eles membros também da família Figueira de Melo, pois a esposa do Cel. José Saboia, Joaquina Inácia Figueira de Melo, era filha do Capitão Jerônimo José Figueira de Melo, natural de Pernambuco, e de Maria do Livramento Vasconcelos. Joaquina Inácia era irmã de Ana Figueira de Melo, que por sua vez foi casada com José de Xerez Linhares, sendo este casal os pais de Maria Tomázia, a "libertadora".

 

· AS FAMÍLIAS SABOIA E GOMES PARENTE

 

      Unem-se essas duas tradicionais famílias através do casamento  de Diogo Gomes Parente(3o do nome), n. em Sobral a 22/09/1880 e fal. a 26/08/1935, filho de Diogo Gomes Parente (2o do nome) e de sua segunda esposa Filadelfa Franca Parente, com Cesalpina Aragão Mendes, n. a 13/05/1887, filha de Antônio Enéas Pereira Mendes e de Regina Saboia Ximenes Aragão.

      Também através do casamento de Francisca Aragão de Paula Pessoa(filha do Cel. João Barbosa de Paula Pessoa e de Francisca Saboia Ximenes Aragão) com Ildefonso de Holanda Cavalcante, legítimo e honrado membro da família Gomes Parente, reforçam-se os laços  entre as duas famílias.

      Sobre a Família Gomes Parente, escreveu Fco. de Assis Vasconcelos Arruda, estudioso da genealogia das famílias pioneiras  que povoaram Sobral e a Ribeira do Rio Acaraú; Assis Arruda escreveu na Introdução de seu livro Genealogia Sobralense - Os Gomes Parente- Volume II : (...) “OS GOMES PARENTE”, faz parte da série dos quatro primeiros que serão dedicados às famílias descendentes das sete irmãs, filhas do grande patriarca da Ribeira do Acarajú, MANOEL VAZ CARRASCO.

     Ressalvamos que este estudo está sendo possível graças ao laborioso trabalho realizado pelo historiador sobralense Cônego Sadoc de Araújo, sobre a CRONOLOGIA SOBRALENSE, já no seu quinto volume. Era desejo deste escritor, conforme me disse, fazer um trabalho que servisse de alicerce, e que abrisse caminho como uma máquina niveladora àqueles que pretendem se enveredar por este importante Capítulo de nossa história.

     A família Gomes Parente, como a maioria das famílias no Nordeste do Brasil, tem sua origem lusitana, provavelmente miscigenada com o sangue judaico, como quase toda população portuguesa, principalmente aqueles que buscaram refúdio em outras plagas, muitas das vezes fugindo da Inquisição do Santo Ofício. Sabe-se que o povo judaico convivia com os portugueses desde a fundação de Portugal e intensificando-se após a perseguição realizada pela Inquisição da Espanha em meados do século XV. Acolhidos pelo Rei D. Afonso V de Portugal e acatados por todos os lusitâneos. Portugueses e Judeus conviveram amigavelmente por várias décadas, até o estabelecimento do Santo Ofício em Portugal, razão por que os que não concordavam em aceitar a religião Cristã, fugiram para as ilhas do arquipélago dos Açores e outros países. Daí a dificuldade de uma verdadeira separação de sangue, quando se trata de origem luso-espanhola.

     O patriarca, assunto deste livro, Capitão JOSÉ INÁCIO GOMES PARENTE, segundo o Cônego Francisco Sadoc de Araújo, "viajava de navio e ao atracar às terras do Brasil, fugiu, não mais voltando à embarcação". Refugiando-se como muitos outros que assim ingressaram no Brasil, em fazendas afastadas, vilas e povoações, vivendo do criar e da agricultura. Era filho de bispado de Lamego, Portugal. Casou-se a 24 de novembro de 1777, no Sítio Santo Antônio, na serra da Meruoca, com FRANCISCA DE ARAÚJO COSTA, filha do português José Araújo Costa, natural de Santa Lucrécia do bispado de Braga, e de sua mulher D. BRITES DE VASCONCELOS, de Goiana, 6ª das Sete Irmãs, filha de Manoel Vaz Carrasco e de sua segunda mulher Maria Madalena Sá e Oliveira, viúva de Francisco Bezerra de Meneses e filha de Nicácio Aguiar de Oliveira e de Madalena de Sá.

     A família GOMES PARENTE se entrelaçou, pelo casamento aos mais diversos troncos genealógicos da Ribeira do Acaraú, destacando-se entre os quais as famílias: Ferreira Gomes, Ribeiro da Silva, Ferreira da Ponte, Linhares, Arruda, Domingues da Silva, Frota, Holanda Cavalcante, Pio Machado, Souza Neves, Moreira da Rocha, Franca Cavalcanti, Rangel, Morais, Borges, Medonça Furtado, Saboyas, Almeida Monte, e outras tantas também de relevância no Estado. Numa Predominância de sangue perpetuaram o seu nome com honradez. Exemplo de dignidade e coragem do homem do sertão no desafiar os campos bravios castigados pelo sol inclemente...

     Segundo o Dr. Paulo Sanford, então responsável pelo Posto Experimental de Criação de Sobral (P.E.C.), num artigo publicado em 1941, em o "Centenário", com o título de "Ligeiros Traços Sobre a Pecuária de Sobral" que "Sobral desde o seus primeiros dias, a pecuária foi sempre indústria florescente e aqui sempre residiram grandes fazendeiros e boiadeiros - Os Paula Pessoa, Os Rodrigues, Os Albuquerques, Os Gomes Parente, etc - foram grandes criadores e ainda o são hoje, proprietários de enormes latifúndios, onde seus rebanhos de contavam por milhares de cabeças". Continua o artigo dizendo que "entre as eras de 1900 a 1913, o Norte do Ceará exportou muitos milhares de cabeça de gado vacum para os Estados do Pará e Amazonas e o Município de Sobral, nessa exportação, sempre figurou com um coeficiente elevado. No ano de 1900, só o criador José Inácio Gomes Parente, vendeu ao Cel. Vicente Adeodato Carneiro, 600 vacas paridas, ao preço de $60000 cada uma, vacas essas que foram enviadas para os campos do baixo Amazonas por intermédio da firma Antônio de Albuquerque & Cia., de Belém".

     Dizia ainda o artigo que "Os primeiros introdutores do gado Zebu neste município, foram os irmãos FRANCISCO ALVES PARENTE e JOSÉ INÁCIO ALVES PARENTE que, em 1918, trouxeram para a sua fazenda "Pé de Serra" o primeiro reprodutor macho da espécie".

     Foi dentro desta economia que a família formou seus grandes filhos que se espalharam por todo o país mostrando o valor de sua luta na conquista do solo ainda virgem da Ribeira do Acaraú.

     Desta forma, passo este trabalho a esta família, essencialmente política, desde os seus mais longíquos ascentes no Brasil aos mais recentes nomes de nossa história pública como: O Cel. Virgílio de Morais Fernandes Távora, ex-Deputado Federal, ex-Senador, ex-Ministro de Estado e Governador por duas vezes, o qual na oportunidade rendemos nossa mais sincera e merecida homenagem, por tudo que representou para a família, para a Zona Norte, para o Estado do Ceará e para a Pátria, durante toda sua vida de homem público, e aos mais recentes prefeitos de Sobral Dr. José Euclides Ferreira Gomes e José Parente Prado. Aos atuais Deputados Estaduais com o assento na Câmara Cid Ferreira Gomes e Ricardo Parente Prado Júnior. Ao Ex-Ministro da Marinha Almirante Henrique Rodrigues Saboya. Ao Deputado Federal Pe. José Linhares Ponte e ao atual prefeito de Sobral Dr. Cid Ferreira Gomes, bem o Ex-Ministro da Fazenda Dr. Ciro Ferreira Gomes que com tanto brilhantismo vem representando esta ilustre família no cenário nacional e internacional. "

 

 

· AS FAMÍLIAS SABOIA E ARRUDA

 

          O casamento de Francisco Amaury Paula Pessoa, filho de Vicente Barbosa de Paula Pessoa, com Maria Neice Arruda, filha de José Maria Arruda Coelho, é um dos vínculos que entrelaçam as duas famílias.

Outro vínculo que pode ser citado é aquele proveniente do casamento de Amélia Monte , filha de José Clementino do Monte, com João Júlio Gomes Parente, filho de Ana Joaquina Ferreira de Arruda e de José Gomes Parente.

          Sobre as origens da família Arruda, Francisco de Vasconcelos Arruda escreveu em seu livro Os Arrudas :                       " Historicamente a família Arruda tem suas raízes em Portugal onde teve grande destaque, principalmente no que diz respeito à arquitetura. São inúmeros os monumentos e obras que, de uma maneira ou de outra, se ligam aos Arrudas. Em Évora, o Aqueduto do Prata, com nove quilômetros de extensão, destaca-se como um dos mais característicos monumentos arquitetônicas de que é dotado, foi construído por D. João III, de 1531 a 1538, “com a cooperação eficaz dos abastados Arrudas”, assim como rezam os registros de sua construção.

E em Lisboa um de seus mais famosos monumentos, a “Torre de Belém”, erguida na foz do “Tejo” para perpetuar a epopéia das navegações lusitanas, teve, como Arquiteto, Francisco de Arruda. Outras obras como a Fortaleza de Moçambique, Poços de Enxobregas, Santarém, Almeirim e Muge, estão vinculadas a outros arquitetos como: Diogo de Arruda, Pedro de Arruda e João de Arruda.

     Fora de arquitetura, encontramos um Arruda, estudioso em assuntos genealógicos, que viveu na ilha de São Miguel dos Açores, com o nome de João de Arruda Botelho e Câmara, sendo mais conhecido com a alcunha de "morgado João de Arruda". Nasceu em Ponta Delgada, Arquipélago dos Açores, em 1774 e faleceu na mesma Ilha, no ano de 1845. Escreveu os seguintes livros: "Instituição Vinculares de muitas famílias de São Miguel" e "Índices dos livros de Registro da Câmara Municipal de Ponta Delgada".

     No clero, destaca-se um Arruda com o nome de Frei Jácome de Arruda, da Ordem Franciscana. Exerceu o cargo de Porteiro-Mor do Convento de São Francisco de Lisboa. Porém, em virtude de um conflito religioso, com o seu Provincial Frei Francisco Noé, o Cardeal Dom Henrique o desterrou para Mosteiro. Faleceu em 1587, com 80 anos de idade.

     Na medicina, encontra-se o Dr. Manoel Monteiro Velho Arruda, que também se interesou pelos assuntos relativos à história. Nasceu a 05/12/1873, na Vila do Porto da Ilha de Santa Maria dos Açores. Publicou vários trabalhos históricos na Revista "História de Lisboa". No ano de 1932 levou ao público uma Coletânea de documentos relativos ao descobrimento e povoamento do Açores.

     Nas ciências biológicas encontramos Francisco de Arruda Furtado - Biologista e Investigador Científico. Nasceu em Ponta Delgada a 17/09/1854, tendo falecido no mesmo lugar a 21/06/1887. Era possuidor de uma sólida e vasta cultura científica, tendo publicado os seguintes trabalhos: Zoologia (Mutacologia) - Indagação sobre a complicação das maxilas de alguns Hélias - em 1880; A propósito da distribuição dos Moluscos Terrestres nos Açores, em 1831; Notas Psicológicas e Etnológicas sobre o Povo Português; Estudos Arroenológicos e o Homem e o Macaco, em 1886.

     O Município de Arruda é um dos mais antigos do país, tendo recebido o seu primeiro foral em 1160 e um novo em 1517, doado por D. Manoel. O seu primeiro Barão foi Bernardo Ramires Esquivel, tendo recebido o baronato a 17/12/1801. O terceiro Barão de Arruda foi Bartolomeu de Camboa e Liz, que não tinha nenhum grau de parentesco com o primeiro e segundo Barões de Arruda. Nasceu a 10/10/1778 e faleceu a 26/03/1870. Era filho do Capitão-Mor de Arruda, ligado ao Santo Ofício. Foi Par do Reino, por carta de 01/09/1834. Foi ainda Cavalheiro Fidalgo da Casa Real e cavalheiro de Cristo.

     Vimos que, a maioria desses ilustres portugueses, acima citados, tiveram a bucólica e tranqüila Ilha de São Miguel dos Açores como seus berços de origem. O mesmo ocorre com AMARO JOSÉ DE ARRUDA, objetivo deste livro, que aportou as nossas terras no descambar do Século XVIII. Filho de Pedro de Viveiros e se sua mulher Dona Francisca dos Anjos. O moço português contraiu núpcias com Dona Maria da Conceição, natural de Mamanguape, Paraíba; filha do Capitão José Ferreira da Costa e de sua mulher D. Maria Colaça.

     Os recém-casados deslocaram-se de Mamanguape para o lugar "OITICARÁ". Lá se instalaram numa fazenda de plantar e criar, às margens do rio Contendas. As terras da Fazenda pertenciam aos domínios da antiga Fidelíssima Vila de Januária, hoje Sobral. Atualmente pertencem à jurisdição política do Município de Massapê - berço dos Arrudas cearenses. Depois adquiriram o "sítio Barra" encravado no planalto da Beruoca, hoje denominada "Meruoca".

     Porém foi em "Oiticará" que o casal plantou as raízes verdejantes da sua fecunda prole. Foi lá que seus filhos viram a luz da vida e assistiram o desenrolar de suas existências. O Patriarca lá veio a falecer, no dia 22 de maio de 1832.

     Os descendentes do moço lusitano se radicaram pelos sertões, serras e praias da terras de "mares bravios", foram à Amazônia, durante a febre doirada da extração da borracha e se espalharam por todo o Brasil.

     A contribuição da prole do moço açoriano foi e continua sendo muito valiosa em relação à terra alencarina. Seus descendentes se projetam principalmente na indústria e comércio, não deixando de ter participação em outras atividades, desde a literatura às pesquisas biológicas.

     No entanto, os Arrudas do Ceará, não só descendem de Amaro José de Arruda. Um outro moço açoriano, chamado José Francisco de Arruda, aportou às terras cearenses e radicou-se ao sopé do planalto d'Aratanha, na então povoado de Pacatuba da Comarca de Maranguape - Gleba privilegiada pelo acariciante encanto ecológico que se desprende da serra verdejante que a circunda. Acreditamos que este outro moço açoriano, seja parente bem próximo de Amaro José de Arruda, pois ambos são naturais da mesma Ilha de São Miguel e trazem o sobrenome Arruda no final do nome. José Francisco de Arruda veio já casado em companhia de seus três filhos: Francisco Arruda, Maria Arruda e João José de Arruda.

     Um dos filhos de José Francisco de Arruda, João José de Arruda, tornou-se abastado proprietário, na região de Pacatuba. casou-se com sua aistinta Senhora, Dona Maria José da Conceição, natural de Cauípe, na ribeira cearense do Ceará. Do casamento nasceram os seguintes filhos: Rita Francisca de Arruda, Pedro José de Arruda, Maria de Arruda, Izabel Maria de Arruda, Santilha Maria de Arruda, Manoel José de Arruda, Vicente José de Arruda, Antônio José de Arruda, Francisco José de Arruda e Luiz José de Arruda.

     Destes dez filhos, apenas temos notícias da descendência de Dona Rita Francisca de Arruda que nasceu na localidade de Suipê, próximo à cidade de São Gonçalo do Amarante. Casou-se com Valdivino Bandeira de Oliveira, natural do Rio Grande do Norte, da localidade de Pilar. Do casamento nasceram os seguintes filhos: Crisanto José de Arruda, Clarinda de Arruda, João José de Arruda, Santilha Maria de Arruda, Manoel José de Arruda, Dionísio José de Arruda, Maria Cristina de Arruda, Raimundo José de Arruda, Vicente José de Arruda, José Francisco de Arruda e Francisco José de Arruda. "

 

 

· AS FAMÍLIAS SABOIA E RODRIGUES

 

      O casamento de Deocleciano Saboia de Albuquerque com Francisca Rodrigues de Albuquerque une essas duas família, e desse casamento nasceu o Ministro da Marinha Henrique Saboia (vide).

 

· AS FAMÍLIAS SABOIA E FERREIRA GOMES

 

      Unem-se as duas famílias através do casamento de Patrícia Lúcia Mendes Saboia, filha de José Saboia Neto, neta, portanto, do Dr. Plínio Pompeu de Saboia Maglhães, com Ciro Ferreira Gomes, político de renome nacional, filho do Dr. José Euclides Ferreira Gomes Júnior, este também político de renome e probo e que foi Prefeito de Sobral.

      O Dr. José Euclides  n. a 29/03/1918. Advogado e  Professor Universitário, casou-se com Maria José Santos, nascida em São Paulo a 30/07/1928 e geraram: Ciro Ferreira Gomes, ao qual me reporto posteriormente; Lúcio Ferreira Gomes, Engenheiro Civil e casado com Maria Antonieta Martins;  Cid Ferreira Gomes *, n. a 27/04/1963, Engenheiro Civil formado pela U.F.C. e  atual Prefeito de Sobral, casado com Andrea Reis; foi eleito Prefeito em 1996 e reconduzido ao mesmo cargo com esmagadora maioria  de votos em 2001. Teve com Andrea um filho de nome Rodrigo; Lia Ferreira Gomes, Médica, casada com Einart Jácome da Paz e Ivo Ferreira Gomes, n. a 13/12/1969, Advogado, solteiro.

      A família Ferreira Gomes é uma das mais tradicionais famílias de políticos do nosso Estado. O pai do Dr. José Euclides Júnior, de igual nome, nascido em Sobral a 31/01/1876, foi Deputado Classista eleito em 1936 à Assembléia Legislativa; foi ainda, Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Sobral;  Por sua vez, o pai de José Euclides, de nome José Ferreira Gomes, casado a 30/07/1872 , foi também Prefeito de Sobral e Chefe Político do Partido Conservador.

 

 

 

 **  Cid Ferreira Gomes -  nasceu em Sobral, a 27/04/1963, local onde realizou seus estudos de primeiro e segundo graus. Concluiu curso superior de Engenharia Civil na Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza, onde tornou-se presidente do Centro Acadêmico.              Ingressou na política em 1990, em campanha para deputado estadual, eleito em dois mandatos consecutivos, sendo que no segundo mandato, elegeu-se Presidente da Assembléia Legislativa do Ceará, com 32 anos, sendo o presidente mais jovem da história da Assembléia Legislativa Estadual.
     Cid Gomes, por seu destaque como presidente da Assembléia Cearense, participou da Conferência Nacional de Assembléias Legislativas dos Estados Unidos (1996), e do Encontro de Integração de Jovens Políticos da América latina e da Europa, realizado pela Fundação Konrad Adenauer Stiftung(1996).
    Com o forte desejo de contribuir com o crescimento de sua terra natal, disputou o cargo de Prefeito Municipal, sendo eleito com uma votação recorde de mais de 64% dos votos do eleitorado. Como prefeito, desenvolve um plano de ações inédito, que está dando a Sobral o Rumo Certo do Progresso.
Sua performance administrativa o credenciou à eleição de melhor prefeito do Ceará nos anos 97/98/99.
    Foi reeleito em 2000, novamente com mais de 60% dos votos, confirmando assim a confiança dos sobralenses em sua administração.
Cid Gomes é pai de Rodrigo, de 04 anos

 

 

· AS FAMÍLIAS SABOIA E AGUIAR

 

      Através do casamento de Ernesto Saboia de Figueiredo , filho do Dr. Antônio de Paula Pessoa de Figueiredo e de Antônia Ernestina Saboia de Figueiredo com Albetiza Aguiar, filha de Joaquim Aguiar e de Maria de Sousa Aguiar, estão unidas as duas famílias.

 

· AS FAMÍLIAS SABOIA E FIGUEIREDO

 

      Unem-se as duas famílias através do casamento de Antônia Ernestina Saboia de Albuquerque (Totonha), filha do Cel Ernesto Deocleciano de Albuquerque , com o Dr. Antônio de Paula Pessoa de Figueiredo, este filho do Dr. José Antônio de Figueiredo, natural do Cabo, Pernambuco . Pelo que sabe o  Autor, José Antônio foi o primeiro membro da família Figueiredo a chegar em Sobral e constituir família, tendo se casado com Antônia Geracina de Paula Pessoa, filha do Senador Paula. Acerca de José Antônio de Figueiredo, podemos ler no livro DICIONÁRIO BIOGRÁFICO DE PERNAMBUCANOS  ILUSTRES, cujo autor F.A. Pereira da Costa, escreve à página 527:

      "José Antonio de Figueiredo : Nasceu na villa do Cabo a 15 de Dezembro de 1823, e foram seus paes Antonio José de Figueiredo e D. Rosa Maria da Conceição Figueiredo.

      José Antonio começou os seus estudos preparatorios na cidade do Recife, e revelando logo o elevado talento de que era dotado conseguiu optimos  resultados; matriculou-se na Academia Juridica de Olinda, e depois de um brilhante tirocinio de 5 annos, recebeu a 22 de Outubro de 1845 o gráo de bacharel em sciencias juridicas e sociaes.

      (...) Em 1849 tomou assento na Assembléa Provincial, na qualidade de supplente, e foi tão heroica e grandiosa a attitude que manteve, elle só e Mendes da Cunha, em luta constante com a maioria conservadora, ainda exaltada dos seus triumphos sobre os infelizes liberaes que haviam ousado erguer o grito da revolta, que, ás glorias e os louros colhidos na tribuna da Assembléa, conquistou amigos, sympathias e geral consideração. <Moço, sem compromissos politicos, sem fortuna, dotado de talento, quando podia ambicionar um brilhante futuro alistando-se nas phalanges de Cezar, preferiu a milicia pompeana, já destroçada e vencida>.

      (...)Se o Dr. José Antonio de Figueiredo conquistou na camara dos deputados os fóros de parlamentar distincto pela attitude brilhante e honrosa que manteve, não menos se distinguiu como lente, como publicista e como advogado.

      (...)Lente da Faculdade, o Dr. Figueiredo regeu as cadeiras de Direito Natural e Direito Romano e a de Direito Publico e Constitucional, e nomeado lente cathedratico por Decreto de 4 de Setembro de 1858, a 13 de Outubro tomou posse da sua cadeira de Direito Natural e de Direito Publico. Condecorado em 1874 com a commenda da Rosa por seus serviços e antiguidade no magisterio, os seus discipulos apressaram-se em offerecer-lhe a respectiva venera, mas elle agradeceu-lhes reconhecidamente, dizendo que não aceitava a condecoração que o governo lhe conferira.

      (...)O Dr. José Antonio de Figueiredo falleceu a 18 de Abril de 1876. O partido liberal de Pernambuco, que o tinha como vice-presidente de seu directorio, a imprensa, e os seus amigos e discipulos, pagaram o merecido tributo ao talento, ao merito, a probidade e aos serviços do illustre morto, de uma maneira honrosa e condigna."

 

· AS FAMÍLIAS SABOIA E BARRETO

 

      Os Saboia unem-se aos Barreto através do casamento de Simone Maria Paula Pessoa, filha de Simão Barbosa de Paula Pessoa e de Maria Celeste Frota, com o Prof. José Maximino Barreto Lima, n. a 15 de julho de 1932, filho do empresário Francisco Chagas Barreto e de Dona Sinhá Barreto. Simone Maria é neta de Francisca Saboia Ximenes Aragão.

      Também através do matrimônio de Elsie Saboia Mont’Alverne, fillha de Pudenciana Saboia Alverne (Nasinha) e de José Maria Mont’Alverne,  neta portanto do Dr. José Saboia de Albuquerque, com o comerciante Martônio Barreto Lima, natural de Crateús, estão entrelaçadas as duas famílias.

       Sobre a família Barreto faço a transcrição de trechos da publicação " Francisco das Chagas Barreto Lima- Maria Cesarina Lopes Barreto: Ligeiros Traços Biográficos e Suas Bodas de Ouro (1912-1962)", homenagem da Firma F. Chagas Barreto & Cia. Ltda, ao seu digno criador, feita por ocasião da Bodas de Ouro do digno casal, publicação esta que me foi gentilmente cedida pelo Prof. Maximino Barreto( Mr. Barreto), acima  citado:

          "Francisco das Chagas Barreto, nasceu no dia 18 de Maio de 1887, na Vila Príncipe Imperial (Crateús) outrora pertencente ao Estado do Piauí.(....) Foram seu pais Joaquim de Souza Lima e Porcina Augusta Barreto.

           (...) É o quinto filho do casal; são seus irmãos o Jornalista Deolino Barreto Lima, Joaquim Barreto Lima, Maximino Barreto Lima e Joana Barreto Lima (já falecidos) e Maria Barreto Lima, Leonor Barreto Lima e Manoel Barreto Lima.

          (...)Aos 9 anos de idade veio para Sobral em companhia de sua avó Mariana Augusta Barreto, tendo feito a cavalo esta longa viagem vez que não existia ainda a Estrada de Ferro de Sobral, que só no ano de 1912 chegou a cidade de Crateús.

          (...)Em Fevereiro de 1900 empregou-se na Fábrica de Tecidos de Sobral, de propriedade da firma Ernesto & Ribeiro, ganhando quatrocentos reis por dia.

           (...)No ano de 1912 contraiu casamento com a Senhorita Maria Cesarina Lopes, filha de Cesario Lopes Freire e Vicencia Teixeira Lopes, descendente aquele do Português Vicente Lopes Freire casado que foi com uma filha de Antonio Rodrigues Magalhães que no ano de 1753 fez doação de cem braças de terra ao Patrimônio de N. S. da Conceição onde se acha edificada nossa Catedral(Sobral).

          (...)De seu casamento teve os seguintes filhos: General Flamarion Barreto, casado com Neusa Lopes Barreto, nascido em 1912; Margarida Barreto, casada com Antonio Amancio Correia Lima nascida em 1914; Coronel Luciano Tebano Barreto Lima, casado com Yolanda Coelho Barreto, nascido em 1918; Porcina Barreto casada com José Valeriano Dias de Carvalho, nascida em 1919 (pais do ex-Prefeito de Sobral Dr. Ricardo Barreto Dias); Cesário Barreto Lima (ex- Prefeito de Sobral) casado com Tamar Pierre Barreto nascido em 1920; Maria Alice Barreto, casada com José Adonias Alves, nascida em 1922; Maria do Socorro Barreto, casada com Francisco Moreira do Nascimento, nascida em 1930 e o Professor de Línguas José Maximino Barreto Lima, casado com Simone de Paula Pessoa Barreto, nascido em 1932.

          (...)Eis ai em ligeiros traços a vida cheia de triunfos do menino pobre nascido nas margens do Rio das Piranhas como outrora se chamava, transformado em opulento comerciante."

 

 

AS FAMÍLIAS SABOIA E FERREIRA DA PONTE

 

       Estas duas famílias enterlaçam-se através do casamento de  Ernesto Sabóia de Figueiredo Junior com Márcia Ponte Pinheiro,  n. a 04/03/ 1962 em Fortaleza, filha de Geraldo Climério Pinheiro e de Dulce Maria  Ponte.

Devemos considerar, ainda, que todos os descendentes do Cel José Saboia, além de pertencerem à família Linhares, também pertencem à família Ferreira da Ponte, ou seja, são "meriquitas".

        Vejamos porque:  Gonçalo Ferreira da Ponte casou-se três vezes e, com Maria da Conceição do Monte gerou, entre outros, o Capitão-Mor Manoel José do Monte que, teve duas esposas. Com Luiza da Costa Maciel, nascida em Jaguaribe, geraram, entre outros, o Tenente Manoel Ferreira da Costa que casou-se com  Inês Madeira de Vasconcelos Linhares e tiveram, entre outros filhos, Maria do Livramento Vasconcelos . Esta casou-se com o Capitão Jerônimo José Figueira de Melo, nascido em Pernambuco e foram os pais de Joaquina Inácia , que casou-se com o Cel. José Saboia na Igreja do Rosário.

     Assis Arruda, genealogista sobralense, assim se referiu à família Ferreira da Ponte em seu livro os Ferreira da Ponte:

"  o estudo que estamos realizando, surge de uma necessidade de se dar continuidade aos trabalhos anteriores desenvolvidos por outros sobralenses que dedicaram parte de suas vidas à história de nossa colonização.

Inicialmente, pretendíamos apenas escrever sobre a família ARRUDA no Estado do Ceará mas, à medida que adentrávamos no emaranhado de informações, sentimo-nos responsáveis ou cúmplices de poder e não fazer, o que deveria ser feito.

Algumas vezes pensei em abandonar esta árdua tarefa, mas diante deste rico manancial de informações que se encontram disponíveis no Arquivo Público de Sobral, achei-me na responsabilidade de assim assumir esse compromisso. Era como fechar os olhos para o implacável tempo avassalador, ver o estado daqueles documentos a desfazer-se em nossas mãos sentir que outros estudiosos não iriam ter a mesma oportunidade de folheá-los, e muito menos às pessoas nonagenárias com quem estive conversando. Diante destes fatos, sensibilizei-me, pois amanhã seria tarde para alguém percorrer os mesmos caminhos. Com este sentimento, estamos escrevendo a GENEALOGIA SOBRALENSE, uma coletânea sobre as principais famílias da Ribeira do Aracajú, e, como não poderia deixar de ser, comecei pela minha OS ARRUDAS (VOL. III) e posteriormente OS GOMES PARENTE (VOL.II) e agora, entrego à Comunidade Sobralense e a todos os estudiosos sobre assunto, OS FERREIRA DA PONTE (VOL.IV), talvez, estejam perguntando sobre o volume I da coletânea. Este está sendo reservado para contarmos sobre o ROTEIROS DAS SETE IRMÃS, início de nossa história genealógica, e fonte das principais famílias da Ribeira do Aracajú, berço de grandes vultos da história política do Brasil.

A genealogia nos empolga e nos faz mergulhar no passado, como quebra cabeça, nos distrai na busca incansável dos dados que nos faltam para desfecho e plenitude do trabalho. Pretendo ainda atualizar a genealogia da FAMÍLIA LINHARES, escrita por meu parente o poeta e historiador, Mário Linhares, bem como OS FROTAS, do Pe. Gentil da Frota. Caso o destino não me favoreça esta ventura, faço aqui um apelo aos genealogistas do futuro que o faça e ampliem estes conhecimentos, pois necessitamos fundamentar nossa vida na coragem e determinação dos nossos antepassados legado maior que deixaram para o porvir.

Não tenho a pretensão de ir buscar em nossos antepassados a nobreza heráldica, embora haja fidalguia nos modos vivendis de algumas famílias Ribeirinhas. A Fina educação fundamentada no berço de algumas famílias, é mais uma das fortes características desta gente que soube preservar valores dos bravos colonizadores que aqui aportaram. Mas, temos sã consciência, que em nosso sangue também corre a resistência dos nativos, do caboclo, e muito vivamente do português sefardita que buscara em nossa Ribeira a água e o calor abrasador da região.

Mais uma vez, ressalvamos que este este estudo está sendo possível graças ao laborioso trabalho daqueles que nos antecederam, e primordialmente o trabalho do historiador sobralense Cônego Sadoc de Araújo, que vem escrevendo a CRONOLOGIA SOBRALENSE, já no seu quinto volume, e motivando a todos que se vêm dedicando a este ramo antropológico da história da Ribeiro do Aracajú, a continuar pesquisando mesmo diante dos percalços que normalmente costumam surgir no labor deste estudo.

Assim, como as outras famílias da região OS FERREIRA DA PONTE, tem origem lusitana, provavelmente miscigenada com o sangue judaico, com quase toda população portuguesa, principalmente aqueles que buscaram refúgio em outras plagas. Muitas das vezes fugindo da inquisição do Santo Ofício. Sabe-se que o povo judaico convivia com os portugueses desde a fundação de Portugal e intensificando-se após a perseguição realizada pela Inquisição da Espanha em meados do século XV. Acolhidos pelo rei D. Afonso V de Portugal e acatados por todos os lusitâneos. Portugueses e Judeus conviveram amigavelmente por várias décadas, até o estabelecimento do Santo Ofício em Portugal, razão por que os que não concordavam em aceitar a religião cristã, fugiam para as ilhas do arquipélago do Açores e outro países. Daí a dificuldade de uma verdadeira separação de sangue, quando se trata de origem luso-espanhola.

O Patriarca, assunto deste livro, Cap. GONÇALO FERREIRA DA PONTE, segundo o Cônego Sadoc de Araújo, nascera na freguesia da Boa Vista do Recife, no ano de 1679, filho de Cosme de Freitas Pereira e de Joana de Barros Rego Coutinho. O motivo que levou Gonçalo a emigrar do Recife para o Ceará não é bem conhecido. O genealogista Soares Bulcão, conforme anotação manuscrita deixada em caderno guardado no arquivos do Instituto Histórico do Ceará, supõe que o motivo foi acompanhar o seu filho padre José para a Missão Velha, vindo depois para o Vale do Acaraú. Outra razão alegada é que veio diretamente para este Vale, quando recebeu a alegre notícia de que seu primogênito Francisco havia deixado Minas e já se encontrava, na companhia de dois filhos bastardos, na região do rio Acaraú. Ambas as hipóteses são prováveis, e talvez, simultâneas.

No Vale do Acaraú, este grande patriarca, prosperou economicamente, chegando ao posto de coronel de milícias e fixou residência no sítio Santa Úrsula, sobra a serra da Meruoca, imediações da chácara do cunhado José de Xerez Uchoa. Aí, Faleceu a 23 de junho de 1762, aos 65 anos de idade, deixando como legado maior esta grande e conceituada família, que vem prosperando em todas as atividades sócio-política em todo País.

Gostaríamos, no entanto de lembrar as palavras do padre Sadoc, na sua apresentação: "Não há livro de genealogia que seja perfeito e completo, pois aborda matéria inesgotável e sempre sujeita a novos enriquecimentos. Rastam sempre vazios a preencher com os resultados de pesquisas posteriores. Neste assunto, quem desejar obra acabada, nunca conseguirá fazê-lo. Estudo genealógico é trabalho de muitas gerações".

Neste sentido, quero ressaltar que este trabalho é um projeto a ser aperfeiçoado através do tempo. A família poderá muito contribuir pela atualização e correção de falhas. Somos sempre gratos àqueles que assim o fazem. É humanamente impossível, dentro do espaço de tempo em que nos propomos a escrever esta genealogia, entrar em contato com todos os membros de uma família, portanto, restando-nos pedir nossas desculpas pelas falhas e incorreções que porventura venham ocorrer ao longo deste trabalho.

Aproveitar este lançamento para agradecer a todos que vêm entendendo nosso ideal de tentar colaborar com a história através da genealogia, bem como de poder ampliar os laços familiares e o amor por nossa Terra e nossa Gente."

 

 

 

 

 

 

 

· AS   ORIGENS DA FAMÍLIA SABOIA

        

      Gabriel Augeri e sua esposa Magdalena Boccardo    eram naturais da Freguesia de Santos Cosme e Damião, do Arcebispado de Turim, Reino de Piemonte, Itália, e vieram para Aracati em princípios do século XVIII.

      Ainda na Itália lhes nasceu um filho a quem deram o nome de Joseph Balthasar Augeri , tendo este se casado com Dona  Jacinta Maria d`Assumpção - filha do Coronel Cláudio de Souza Brito -  a 24 de novembro de 1760, na capela de Sant`Ana, filial da matriz de Russas do Jaguaribe.

      Começando pelos descendentes de Joseph Balthasar, o sobrenome Augeri foi substituído pelo de Saboia, patronímico da região de onde procediam os Augeri. Joseph Balthasar e Dona Jacinta Maria tiveram três filhos : Luiz Carlos de Saboia , que casou com Dona Inácia Maria de Saboia,  Vicente Maria Carlos de Saboia que casou com Dona Maria Clara e o Padre Carlos Manoel de Saboia.

      Sobre  Dona  Maria   Clara, esposa de Vicente Maria, sabe-se que seus genitores  foram  José de Castro  Silva  , natural  da Ilha de São Miguel e Dona  Ana Clara da Silva, natural de Itamaracá em Pernambuco, casados a 27 de maio de 1748. Foram irmãos de Dona Maria Clara: José de Castro Silva,  segundo deste nome e que foi Capitão-Mor; Antonio José de Castro e Silva, Capitão-Mor de Fortaleza, fal. a 31 de agosto de 1817; João de Castro e Silva , Capitão-Mor de Aracati , n. a 14 de maio de 1751 e fal. em 1825; Padre Vicente Ferreira de Castro Silva, que foi paroco de Cascavel; Padre Joaquim José de Castro e Silva; o capitão de ordenanças  Francisco Xavier de Castro e Silva; Manoel de Castro e Silva; Dona Ana Clara da Silva, que foi casada com o negociante Venancio Ferreira e  Dona Teresa de Jesus Maria , casada com o negociante Major José Antônio da Silva.

      Dona Maria Clara, esposa de Vicente Maria Carlos de Saboia, era tia do Major João Facundo, que foi assassinado em Fortaleza por motivos políticos.

      Acerca do major  Facundo, escreveu o célebre historiador   Barão de Studart, também membro da família Castro e Silva, em sua importante obra  DICCIONARIO BIO-BIBLIOGRAPHICO CEARENSE , pág. 460 , vol. 1, de 1910.    "  João Facundo de Castro Menezes - Foi a Influência política mais legítima e real , que teve a Província do Ceará. Nasceu em Aracaty  a 12 de julho de 1787, sendo seus paes o Capitão - Mor José de Castro e  Silva 2o e Dona Joanna Maria Bezerra . Neto pelo lado paterno de José de Castro e Silva  1o, n. a 20 de setembro de  1709 e de Dona Anna Clara da Silva. Bisneto pelo lado paterno de Manoel Dias da Ponte , n. a 10 de agosto de 1679 e casado a 22 de abril de 1722 com Dona Maria Lopes , naturaes  um  e outro da Ilha de S. Miguel , freguezia do Apostolo S. Pedro da Ribeira Secca ...".    

      Em 1958 a Revista do Instituto do Ceará publicou um trabalho que fora escrito pelo Barão de Studart nos idos de 1883 sob o título  A Familia Castro . Nesse artigo o autor nos escreve que  " A família Castro , uma das mais antigas que conta a Província do Ceará , figura na política do País desde tempos coloniais.

      Antes que aos quatro ventos se espalhasse a nova da emancipação do Império , para a qual tanto trabalhou , ela já era  conhecida e acatados os seus membros ; antes que de Pernambuco passassem ao Ceará as idéias de que se arvoraram paladinos entre nós : Tristão Gonçalves , José Pereira Filgueiras e Padre Gonçalo Inácio d ‘Albuquerque , vulgo Mororó , já de há muito os Castros eram apontados nesta parte dos domínios portugueses .

       O Capitão - Mor José de Castro e Silva 2o (...) teve os seguintes irmãos (...)  Da Maria Clara da Conceição Saboia , casada com o farmacêutico Vicente Maria Carlos de Saboia : os quais , espalhando - se pela Província , constituíram outras tantas famílias . ( ... )Dona Ana Clara da Silva  ( esposa de José de Castro e Silva 1o ) era filha de Antonio Silva da Cruz , natural da Freguesia do Espírito Santo , em Lisboa , e de Dona Teresa Maria José , natural de Itamaracá e viúva de José Ferreira Colaço .

      Teresa Maria José tivera os seguintes filhos de seu primeiro casamento : Luis Ferreira da Soledade Catunda , casado com D. Bárbara Barbosa Cordeiro , natural do Rio Grande do Norte , tronco dos Catundas , Pompeus e Paulas Pessoas ..."

        Mais adiante , ainda nesse trabalho , o Barão de Studart volta a falar do Major Facundo e nos escreve acerca do assassinato do mesmo: " Bala assassina desfechada às 7 ½ horas da noite de 8 de dezembro (de 1841)liberou os conservadores de poderoso adversário e roubou aos liberais seu chefe prestimoso.(...) O ilustre cearense , pode dizer - se , suicidara - se: como a César  não lhe faltaram avisos de que sua vida corria enormíssimo perigo , (...) mas tais eram os sentimentos que em sua alma aninhavam - se , que nunca se arreceou de ser vítima do bacamarte assassino por motivo político , por ódio partidário.

      Disto temos prova em carta sua.

      Um dia , era festa do Espírito Santo , a família Castro reunia - se no Meireles , em casa de Manuel Lourenço, residência hoje do Capitão José da Fonseca, e Facundo para lá se dirige pelo caminho que fica à direita do Palácio Episcopal : os assassinos emboscaram - se neste ponto, mas frustra - se o plano tenebroso, porque a vítima voltara por caminho diferente, pela beira mar ; noutra ocasião acha - se ele em casa do Capitão - Mor Barbosa onde foi o Hotel das Quatro Nações, e hoje reside a família Salgado. Os assassinos, postados na Praça Carolina, bem em frente à atual Assembléia, retiram dentre feixes de capim as espingardas carregadas, fazem por vezes pontaria para as janelas do sobrado, que lhes fora designado, mas, ainda desta feita, frustra - se o assassinato por não ter havido ocasião propícia à perpretação do horrendo crime.

      À 8, porém, de dezembro, tinha execução o tenaz e deliberado propósito e em hora infeliz realizavam - se as previsões e os temores dos amigos e dos parentes do infeliz cidadão. (...) A rua mais bela da  capital do Ceará, antiga rua da Palma, aquela onde se acha situada a casa que o viu cair ferido mortalmente, honra - se hoje com o nome do exímio liberal."     

      Vê - se , assim, que os Saboia podem ser considerados , a partir dos descendentes de Vicente Maria, que casou - se com Dona Maria Clara da Conceição, descendente legítima dos Castro e Silva, membros , também , dessa não menos ilustre família.

      Alberto Amaral, em seu livro intitulado Para a História de Sobral    R.J, l951,diz-nos que " ... Do Aracati apenas dois Saboias demandaram a zona ocidental da Província, o Coronel José Saboia (filho de Vicente Maria Carlos de Saboia), que fixou residência em Sobral, e Luiz Carlos de Saboia, filho de José Baltasar, que veio morar na Independência, àquela época denominada " Pelo Sinal " , onde adquiriu grandes propriedades e constituiu família, casando-se com Dona Inacia Maria da Conceição, sendo o tronco dos Saboias de Independência e Crateús e de quem descende o conhecido chefe político  José Pires de Saboia - o senhor Pires - residente na Independência, e o Dr. José Pires de Saboia Filho, diretor dos " Diários Associados"  no Maranhão ..."

      De onde se conclui  que os Saboia de Sobral e os de Crateús descendem de um mesmo tronco , sendo assim membros da mesma família.

      No livro Ceará Colonial - Datas e Factos para a  História do Ceará o Barão de Studart escreveu à página 351:

      "20 de Junho de 1780 - Creação da freguezia do Aracaty, desmembrada da de S. Bernardo das Russas.

      No mesmo livro, encontramos à página 359:

      " 4 de Novembro de 1780 - Os vereadores de Aracaty mandam demarcar terreno para um edificio, que sirva de camara e cadeia, correndo-se  uma linha da esquina das casas do Dr. José Balthazar Augery para a esquina da Rua das Flores e ficando ella entre as cazas do Tenente-Coronel Manoel Rodrigues e capitão Antonio Nunes.

      Foi arrematante da obra o Tenente Francisco Barboza de Menezes".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OS DESCENDENTES  DE JOSEPH BALTHASAR E JACYNTHA MARIA

 

      Joseph Balthasar Augeri, natural da freguesia de Santos Cosme e Damião do Arcebispado de Formi, Piemonte, Itália, casou-se a 24 de novembro de 1760 com  Da Jacyntha Maria D’Assumpção, natural da freguesia de Russas de Jaguaribe, filha de Cláudio de Sousa Brito , natural da Bahia e de Francisca Nunes, natural de Jaguaribe. O Dr. Joseph Augeri estabeleceu no Aracati uma fazenda de criar e plantar num sítio, que ficou conhecido pelo nome SACCO DO MEDICO.

      Joseph Balthasar Augeri  e  Jacyntha Maria D’Assumpção tiveram:

f01.  Luiz Carlos de Saboia -Capítulo I

f02.  Padre  Carlos Manoel de Saboia- Capítulo II

f03.  Vicente Maria Carlos de Saboia - Capítulo III

 

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CAPÍTULO I

 

 

f01. Luiz Carlos de Saboia - Cirurgião licenciado, fal. a 1o de julho de 1823. Casou - se com Da Inácia Maria e fixou residência em Independência, onde constituiu família, sendo o tronco dos Saboia de Independência e de Crateús. Pais de :

 

 

n01. Padre Domingos Carlos de Saboia -  Parte I

n02. Benedita Maria de Saboia  Parte II

n03. Maria da Conceição de Saboia - Parte III

 

PARTE I

 

n01. Domingos Carlos de Saboia - Padre,  n. no Aracati a 2 de junho de 1804 e fez o curso de  Latim com o Pe. Gonçalo Mororó. Ordenado em Pernambuco aos 22 anos , ao voltar ao Ceará foi nomeado coadjutor do Vigário de Aquiraz, com residência em Cascavel.

Ao ser instalada a vila de Cascavel a 17 de outubro de 1833, a Câmara Municipal o nomeou Promotor Público. Foi  Vigário Colado da freguesia de Cascavel por ato de 11 de abril de 1834 do Conselho do Governo da Província e começou a exercer suas funções a 7 de outubro do mesmo ano;  foi, ainda,  Deputado Provincial nos biênios de 1838 a 1841, 1846 a 1847 e Deputado Geral na Legislatura de 1848 a 1851.

O Pe. Domingos Carlos de Saboia fal. em Cascavel a 24 de junho de 1862. Padre Domingos deixou filhos.

Segundo nos informou o Dr. Carlos Ernesto Saboia, estudioso e conhecedor da família Saboia como poucos, Raquel de Queiroz escreveu em uma crônica intitulada " Os Padres" dizendo ser descendente do "padre Carlos Saboia ", o que foi confirmado pelo Autor dessas linhas por ocasião da visita que a ilustre escritora fez à Universidade Estadual Vale do Acaraú quando por esta foi homenageada, em setembro de 1995, com honrarias e a inauguração do Bosque Rachel de Queiroz, durante a gestão do Magnífico Reitor José Teodoro Soares.

O Jornal Unitário publicou, em data que não conseguimos apurar: "o padre Domingos Carlos de Saboia foi vigário de Cascavel. Era natural do Aracati. Homem corpulento e de modos estouvados, foi chefe do Partido Liberal daquele pequeno município, lutando com fascínoras que cometiam toda sorte de crimes políticos, sendo que o chefe deles, delegado de polícia potentado Joaquim José Pereira, acabou num punhal, de que se fizera digno pelas suas atrocidades. Saboia deixou filhos."

Com certeza "um destes filhos " foi o Dr Carlos Gérson de Saboia, abaixo citado, e que foi bisavô da ilustre escritora Rachel de Queiroz.

2n 01.Domingos Carlos Gérson de Saboia, n. a .... e casou-se três vezes. Segundo o Barão de Studart, "....com uma filha do Maj. João Severiano Ribeiro, com uma filha do cirurgião Francisco José de Mattos e com uma sua sobrinha que era filha do Major Trajano Antunes de Alencar".

      Foi Promotor Público em Aracati-Ce, Fortaleza e Baturité; foi, ainda, Deputado à Assembléia Provincial de 1864 a 1869.  Gilberto Carlos Gerson teve os seguinte filhos:

3n01. Gilberto Ribeiro de Saboia, n. em Fortaleza a 09/08/1865 e fal. em Santos a 12/07/1930; filho do anterior com Maria Severiano Ribeiro( filha do Major João Severiano Ribeiro). Formou-se Bacharel em Recife e foi nomeado Promotor em Lavras; foi, ainda, Juíz de Direito em várias comarcas do Ceará, foi fundador e Diretor da Faculdade de Direito do Amazonas, para onde se transferiu em 1899. Casou-se em Lavras, Ceará, com Josefa Augusto Lima (Zefinha), filha do Major Ildefonso Correia Lima e de Fideralina Augusto Lima( nascida na então Vila de São Vicente Férrer das Lavras, aos 24/08/1832 e falecida aos 16/01/1919, filha de Isabel Rita de São José e do Major João Carlos Augusto, que foi Deputado Provincial).

Gilberto e Josefa(Zefinha) tiveram os seguintes filhos:

4n01. Domingos Carlos Gérson de Saboia, n. no Sítio Tatu, município de Lavras de Mangabeira-Ce, em 22/04/1888. Formou-se em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, em 1913. Foi Professor Catedrático da Faculdade de Medicina do Paraná, regenciando a Cadeira de Dermatologia. Casou-se em Curitiba-Pr, com Stael Rabello de Loyola, a 06/08/1919, e tiveram:

5n01. Maria de Lourdes de Saboia, Bacharel em Direito e advogada no Rio de Janeiro;

4n02. Maria Luiza de Saboia, n. no Sítio Tatu a 29/12/1890. Foi a primeira mulher a se formar em Direito no Estado do Amazonas, onde bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, a 05/12/1917, foi, ainda, a primeira mulher cearense a graduar-se em Direito; fal. em Manaus a  24/04/1970;

4n03. José Maria de Saboia, n. a 09/11/1894. Bacharelou-se em Direito no Estado do Amazonas;

4n04. Maria Joana Fideralina Teresa de Saboia (Sinhá), n. no Sítio Tatu a 09/10/1894 e fal. em São Paulo a 06/09/1977.  Formou-se em Odontologia em Manaus a 29/01/1916; foi professora primária e de francês na Capital do Estado do Amazonas, onde também militou ativamente na Advocacia. Foi a primeira mulher a se formar em Odontologia no Estado do Amazonas, bem como também a primeira mulher cearense a diplomar-se nessa profissão.

 Casou-se com Manoel de Oliveira Campos, aos 30/01/1926, e tiveram:

 5n02. Pedro Paulo de Saboia Campos;

 5n03. Manoel Domingos de Saboia Campos;

 5n04. José Geraldo de Saboia Campos;

 5n05. Maria Luiza de Saboia Campos;

 5n06. Maria Tereza de Saboia Campos;

 5n07. Josefa Augusto de Saboia Campos;

4n05. Agesilau, falecido;

4n06. Ildefonso, falecido;

4n07. Mário, falecido;

3n02. Francisco Gerson Ribeiro de Saboia, também neto do Major João Severiano Ribeiro. Segundo o Barão de Studart, "..foi redator-gerente d'O Aracaty, jornal publicado na cidade desse nome a 25/03/1890 e substituído em setembro de 1909 pelo Correio da Semana ;

3n03. Maria Luiza (Alencar) Saboia, avó da escritora Rachel de Queiroz; filha de Domingos Carlos Gerson de Saboia com Amélia Matos(filha de Francisco José Matos e de Florinda Alencar). Casou-se com .... e tiveram:

4n08. Clotilde Franklin, descendente da Família Alencar, casou-se com Daniel de Queirós, que foi Juiz de Direito em Quixadá-Ce e faleceu em 1948. Tiveram:

5n08. Roberto de Queirós, já falecido;

5n09. Flávio de Queirós, já falecido;

5n10. Luciano de Queirós, já falecido;

5n11. Rachel de Queirós, n. em Fortaleza a 17/11/1910, c.c. o poeta Auto da Cruz Oliveira, em 1932,  com quem teve uma filha:

6n01. Clotilde, n. em 1933 e fal. em 1935;

Rachel de Queirós separou-se do marido em 1939 e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a viver maritalmente com o Médico Oyama de Macedo, até o falecimento deste em 1982;

5n12. Maria Luiza de Queirós, a caçula, nascida em 1926;  

  

 

 

 

 

 

 

 

PARTE II

 

n02. Benedita Maria de Saboia c.c. o Major José Marcos de Castro e  Silva, fal. a 24 de abril de 1867. José Marcos foi Deputado Provincial em 1848, Tabelião Público e Escrivão do Crime na Vila de Cascavel e Oficial do Registro da Comarca. Tiveram:

2n02. Raimundo Teodorico  de Castro e Silva