INTRODUÇÃO
" Árvores seculares cobrem a região. Cedros, aroeiras, pau d'arco, freijó, pau branco, oiticicas, carnaubeiras, sabiás, umburanas, arapiracas, pereiros e muitas outras madeiras de lei formavam o rico tesouro de uma flora exuberante, quase despercebida hoje, protegendo o solo com a frescura de suas sombras, entre as quais vagueavam inúmeros representantes da nossa fauna, como sejam, onças, gatos maracajás, raposas, guaxinis, capivaras, pacas, veados, caititus, macacos, cotias, e um sem número de aves de toda espécie como emas, seriemas, sericóias, papagaios, jacús, maracanãs, araras, jandaias, periquitos, jaçanãs, etc, além de variados tipos de pássaros de lindas e variadas cores, como sejam cupidos, graúnas, corrupiões, canários, cabeças vermelhas ou galos de campina, sanhassús, bem-te-vís, pintassilgos, etc."
(Dom José Tupinambá da Frota in História de Sobral)
"A Nação compõe-se dos mortos que a fundaram e dos vivos que a mantêm" - Ernesto Renan
"Depois dos pais que recebem o nosso primeiro grito, o solo pátrio recebe os nossos primeiros passos" - Manuel de Macedo
DEDICO ESSE TARABALHO
· a Deus , o Criador , que deu-me o dom maior: o dom da Vida;
· a Caetano Saboia de Albuquerque Figueiredo , meu querido pai e amigo insubstituível, que me ensinou o amor às letras e aos números , à verdade e à justiça ;
· à Ana Frieda e Caetano Neto , meus filhos queridos e motivadores de minha existência ;
· à Maria Veralúcia , minha dileta e dedicada esposa ;
· à minha mãe Maria Luiza;
· às minhas irmãs Sara e Nazira;
· a Ernesto Saboia de Figueiredo , Maria Figueiredo Mendes (Ia)(i.m) , Antonina Figueiredo Frota (Nena)(i.m) e José de Albuquerque Figueiredo (Zèquinha)(i.m), meus tios;
· a Antônio de Paula Pessoa de Figueiredo(i.m) e Antônia Ernestina Saboia de Figueiredo (Totonha)(i.m), meus avós paternos;
· a Fernando Antônio Figueiredo Mendes e Francisco José Passos Mota, companheiros de infância e de vida militar ;
· a José Teodoro Soares e Maria Norma Maia Soares;
· a Evaristo Linhares Lima e Maria Nilsa Brígido Linhares;
· A Dom José Tupinambá da Frota(i.m);
· a Guiomar Saboia, que cedeu-me gentilmente muitas das informações acerca dos Saboia que tiveram suas origens em Crateús-Ce;
· ao Dr. Carlos Ernesto Saboia de Albuquerque, José Alberto Dias Lopes(Zé Alberto), Domingos Gérson de Saboia Amorim e Maria Julia Palhano de Saboia , por importantes informações cedidas ao autor, as quais contribuíaram para o aprimoramento desse trabalho;
· a todos os meus parentes e amigos;
· a todos aqueles que me prestaram muitas das informações contidas nesse livro;
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· OS MENINOS" IMPERADORES "DE SOBRAL
O historiador Alberto Amaral escreveu em sua excelente obra Para a História de Sobral, hoje rarissimamente encontrada :
"É de 1918 o último "Imperador", extinguindo-se uma tradição que em Sobral provinha da primeira metade do século passado.
Consistia na escolha anual, por sorteio, de um menino que presidia simbolicamente as festividades do Divino Espírito Santo.
Esta escolha, firmada no critério de recair sobre uma criança cujos pais se credenciavam à consideração dos paroquianos, excluia por outro lado a possibilidade de contemplar mais de um filho do mesmo casal.
No primeiro dia da novena de junho consagrada ao Divino Espírito Santo, tinha lugar na Matriz a entronização do "Imperador", que, cingindo à testa sua famosa coroa, empunhava garbosamente o cetro.
Era assim paramentado que ele, concluída a cerimônia na Igreja, voltava em cortejo à casa paterna, dando início às danças, que em alguns casos se repetiam todas as noite do período novenal.
No dia seguinte ao da derrradeira novena, domingo do Espírito Santo, após a missa, realizava-se o sorteio do "Imperador" para o ano seguinte.
(...) A relação nominal dos "Imperadores", de 1847 a 1918, que abaixo transcrevo, foi gentilmente enviada a meu pedido por S. Exa Revma. D. José Tupinambá da Frota.(...).
Relação dos meninos "Imperadores" e dos seus pais, a contar do ano em que chegou à freguesia de Sobral o Vigário Francisco Jorge de Sousa.
1847 - Rufino, filho do Cel. Rufino Furtado de Mendonça.
1848 - José, filho do Maj. Miguel Francisco do Monte.
1849 - Francisco, filho do Maj. Joaquim Lopes dos Santos.
1850 - Estevão, filho do Capitão Cesário Ferreira da Costa.
1851 - João, filho do Major João Antonio Cavalcante.
1852 - não houve.
1853 - João, filho do Cel. João Thomé da Silva.
1854 - Vicente, filho do Major Sancho Ferreira Gomes.
1855 - não houve.
1856 - Joaquim, filho do Cel. Joaquim Lourenço Franca.
1857 - Emílio, filho do Major Manoel Francisco de Morais.
1858 - José, filho do Capitão Galdino Alves Cavalcante.
1859 -Alfredo, filho do Capitão Manoel Marinho Lopes de Andrade.
1860 - Petronilho, filho do Major Trajano José Cavalcante.
1861 - João, filho do Major Frederico Rodrigues Pimentel.
1862 - Candido, filho do Comendador João Mendes da Rocha.
1863 - João, filho do Dr. João Felipe Bandeira de Melo.
1864 - não houve.
1865 - Diogo, filho do Cel. Diogo Gomes Parente.
1866 - Thomaz, filho do Dr. Vicente Alves de Paula Pessoa.
1867 - Felinto, filho do Capitão Antonio Raymundo Cavalcante.
1868 -Pedro, filho do Coronel José Gomes Rodrigues de Albuquerque.
1869 - Vicente, filho do Major Vicente Severino Duarte.
1870 - Cesario, filho do Capitão Cesario Ferreira Gomes.
1871 - Vicente, filho do Coronel Francisco Alves da Fonseca.
1872 - Francisco, filho do Conselheiro Antonio Joaquim Rodrigues Junior.
1873 - João, filho do do Ten. Cel. Antonio Regino do Amaral.
1874 - Antonio, filho do Major João Ferreira da Rocha Frota.
1975 - Joaquim, filho do Major Joaquim Rodrigues de Albuquerque.
1876 - José, filho do Capitão Jacinto Tercio de Oliveira Gondim.
1877 - Julio, filho do Coronel Francisco de Albuquerque Rodrigues.
1878 - José, filho do Major Joaquim da Frota Vasconcellos.
1879 - João, filho do Major Antonio Rangel do Nascimento.
1880 - Francisco, filho do Coronel João Evangelista da Frota.
1881 - Fenelon, filho do Capitão Manoel Saboia de Castro.
1882 - Raimundo, filho do Ten. Cel. João Felipe Frota.
1883 - João, filho do Maj. Manoel Felizardo Pereira Mendes.
1884 - Eurico, filho do Dr. João Francisco do Monte.
1885 - José, filho do Cel. José Figueira de Saboia e Silva.
1886 - José, filho do Sr. Manoel Arthur da Frota.
1887 - Luiz, filho do Sr. José Silvestre Gomes Coelho.
1888 - Alexandre, filho do Sr. Alexandre Mendes.
1889 - Antenor, filho do Sr. José Vicente Franca Cavalcante.
1890 - Alarico, filho do Cel. Antonio Mont’Alverne.
1891 - Alfredo, filho do Dr. Alfredo Marinho de Andrade.
1892 - Sergio, filho do Sr. Adolfo Saboia.
1893 - Não houve.
1894 - Massillon, filho do Cel. Ernesto Deocleciano de Albuquerque.
1895 - Oscar, filho do Sr. José Porfirio de Paula.
1896 - Não houve.
1897 - Manoel , filho do Sr. Vicente Adeodato Carneiro.
1898 - Cesario, filho do Dr. Vicente Cesario Ferreira Gomes.
1899 - Oscar, filho do Sr. Frederico Bessa .
1900 - Pedro, filho do Cel. José Ignacio Parente.
1901 - Francisco, filho do Dr. João Julio de Almeida Monte.
1902 - José, filho do Coronel José Candido de Souza Carvalho.
1903 - José, filho do Sr. Francisco de Paula Pessoa.
1904 - Francisco, filho do Sr. Ernesto Esperidião Saboia de Albuquerque.
1905 - Thomaz , filho do Sr. Cesario Pompeu Magalhães.
1906 - Antonio, filho do Sr. Antonio Frutuoso Frota.
1907 - Caetano, filho do Dr. Antonio de Paula Pessoa de Figueiredo.
1908 - Edson, filho do Sr. Henrique Severino Duarte.
1909 - Nilo, filho do Sr. Domingos Deocleciano de Albuquerque.
1910 - Antonio, filho do Sr. Francisco Rodrigues dos Santos.
1911 - Ernesto, filho do Dr. José Saboia de Albuquerque.
1912 - Ernesto, filho do Cel Vicente Saboia de Albuquerque.
1913 - Manoel, filho do Sr. Antonio Rodrigues dos Santos.
1914 - João, filho do Sr. Francisco Petronilho Gomes Coelho.
1915 - Humberto, filho do Sr. John Sanford.
1916 - José, filho do Sr. Francisco Porfírio da Ponte.
1917 - José, filho do Sr. Oswaldo Rangel Parente.
1918 – Danilo, filho do Sr. Joaquim da Silveira Borges.
(Conforme Alberto Amaral in Para a História de Sobral, R.J, 1951.)
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· AS FAMÍLIAS SABOIA E FIGUEIREDO
Unem-se as duas famílias através do casamento de Antônia Ernestina Saboia de Albuquerque (D.a Totonha)(Tn58), filha do Cel Ernesto Deocleciano de Albuquerque , com o Dr. Antônio de Paula Pessoa de Figueiredo, este filho do Dr. José Antônio de Figueiredo, natural do Cabo, Pernambuco . Pelo que sabe o Autor, José Antônio foi o primeiro membro da família Figueiredo a chegar em Sobral, tendo se casado com Antônia Geracina de Paula Pessoa, filha do Senador Paula. Acerca de José Antônio de Figueiredo, podemos ler no livro DICIONÁRIO BIOGRÁFICO DE PERNAMBUCANOS ILUSTRES, cujo autor F.A. Pereira da Costa, escreve à página 527:
"José Antonio de Figueiredo : Nasceu na villa do Cabo a 15 de Dezembro de 1823, e foram seus paes Antonio José de Figueiredo e D. Rosa Maria da Conceição Figueiredo.
José Antonio começou os seus estudos preparatorios na cidade do Recife, e revelando logo o elevado talento de que era dotado conseguiu optimos resultados; matriculou-se na Academia Juridica de Olinda, e depois de um brilhante tirocinio de 5 annos, recebeu a 22 de Outubro de 1845 o gráo de bacharel em sciencias juridicas e sociaes.
(...) Em 1849 tomou assento na Assembléa Provincial, na qualidade de supplente, e foi tão heroica e grandiosa a attitude que manteve, elle só e Mendes da Cunha, em luta constante com a maioria conservadora, ainda exaltada dos seus triumphos sobre os infelizes liberaes que haviam ousado erguer o grito da revolta, que, ás glorias e os louros colhidos na tribuna da Assembléa, conquistou amigos, sympathias e geral consideração. <Moço, sem compromissos politicos, sem fortuna, dotado de talento, quando podia ambicionar um brilhante futuro alistando-se nas phalanges de Cezar, preferiu a milicia pompeana, já destroçada e vencida>.
(...)Se o Dr. José Antonio de Figueiredo conquistou na camara dos deputados os fóros de parlamentar distincto pela attitude brilhante e honrosa que manteve, não menos se distinguiu como lente, como publicista e como advogado.
(...)Lente da Faculdade, o Dr. Figueiredo regeu as cadeiras de Direito Natural e Direito Romano e a de Direito Publico e Constitucional, e nomeado lente cathedratico por Decreto de 4 de Setembro de 1858, a 13 de Outubro tomou posse da sua cadeira de Direito Natural e de Direito Publico. Condecorado em 1874 com a commenda da Rosa por seus serviços e antiguidade no magisterio, os seus discipulos apressaram-se em offerecer-lhe a respectiva venera, mas elle agradeceu-lhes reconhecidamente, dizendo que não aceitava a condecoração que o governo lhe conferira.
(...)O Dr. José Antonio de Figueiredo falleceu a 18 de Abril de 1876. O partido liberal de Pernambuco, que o tinha como vice-presidente de seu directorio, a imprensa, e os seus amigos e discipulos, pagaram o merecido tributo ao talento, ao merito, a probidade e aos serviços do illustre morto, de uma maneira honrosa e condigna."
· ABREVIATURAS
P. Pai
F. Filho
N. Neto
Bn. Bisneto
Tn. Trineto
Qn. Tetraneto
Pn. Pentaneto
Sn. Hexaneto
7n. Heptaneto
8n. Octaneto
9n. Nonaneto
fal. faleceu , falecido(a).
n. nasceu, nascido(a).
c.c. casou, casou - se com.
· AS ORIGENS DA FAMÍLIA SABOIA
Gabriel Augeri e sua esposa Magdalena Boccardo eram naturais da Freguesia de Santos Cosme e Damião, do Arcebispado de Turim, Reino de Piemonte, Itália, e vieram para Aracati em princípios do século XVIII.
Ainda na Itália lhes nasceu um filho a quem deram o nome de Joseph Balthasar Augeri , tendo este se casado com Dona Jacinta Maria d`Assumpção - filha do Coronel Cláudio de Souza Brito - a 24 de novembro de 1760, na capela de Sant`Ana, filial da matriz de Russas do Jaguaribe.
Começando pelos descendentes de Joseph Balthasar, o sobrenome Augeri foi substituído pelo de Saboia, patronímico da região de onde procediam os Augeri. Joseph Balthasar e Dona Jacinta Maria tiveram três filhos : Luiz Carlos de Saboia , que casou com Dona Inácia Maria de Saboia, Vicente Maria Carlos de Saboia que casou com Dona Maria Clara e o Padre Carlos Manoel de Saboia.
Sobre Dona Maria Clara, esposa de Vicente Maria, sabe-se que seus genitores foram José de Castro Silva , natural da Ilha de São Miguel e Dona Anna Clara da Silva, natural de Itamaracá em Pernambuco, casados a 27 de maio de 1748. Foram irmãos de Dona Maria Clara: José de Castro Silva, segundo deste nome e que foi Capitão-Mor; Antonio José de Castro e Silva, Capitão-Mor de Fortaleza, fal. a 31 de agosto de 1817; João de Castro e Silva , Capitão-Mor de Aracati , n. a 14 de maio de 1751 e fal. em 1825; Padre Vicente Ferreira de Castro Silva, que foi paroco de Cascavel; Padre Joaquim José de Castro e Silva; o capitão de ordenanças Francisco Xavier de Castro e Silva; Manoel de Castro e Silva; Dona Ana Clara da Silva, que foi casada com o negociante Venancio Ferreira e Dona Teresa de Jesus Maria , casada com o negociante Major José Antônio da Silva.
Dona Maria Clara, esposa de Vicente Maria Carlos de Saboia, era tia do Major João Facundo, que foi assassinado em Fortaleza por motivos políticos.
Acerca do major Facundo, escreveu o célebre Barão de Studart, também membro da família Castro e Silva, em sua famosa obra DICCIONARIO BIO-BIBLIOGRAPHICO CEARENSE , pág. 460 , vol. 1, de 1910. " João Facundo de Castro Menezes - Foi a Influência política mais legítima e real , que teve a Província do Ceará. Nasceu em Aracaty a 12 de julho de 1787, sendo seus paes o Capitão - Mor José de Castro e Silva 2o e Dona Joanna Maria Bezerra . Neto pelo lado paterno de José de Castro e Silva 1o, n. a 20 de setembro de 1709 e de Dona Anna Clara da Silva. Bisneto pelo lado paterno de Manoel Dias da Ponte , n. a 10 de agosto de 1679 e casado a 22 de abril de 1722 com Dona Maria Lopes , naturaes um e outro da Ilha de S. Miguel , freguezia do Apostolo S. Pedro da Ribeira Secca ...". Em 1958 a Revista do Instituto do Ceará publicou um trabalho que fora escrito pelo Barão de Studart nos idos de 1883 sob o título A Familia Castro . Nesse artigo o autor nos escreve que " A família Castro , uma das mais antigas que conta a Província do Ceará , figura na política do País desde tempos coloniais.
Antes que aos quatro ventos se espalhasse a nova da emancipação do Império , para a qual tanto trabalhou , ela já era conhecida e acatados os seus membros ; antes que de Pernambuco passassem ao Ceará as idéias de que se arvoraram paladinos entre nós : Tristão Gonçalves , José Pereira Filgueiras e Padre Gonçalo Inácio d ‘Albuquerque , vulgo Mororó , já de há muito os Castros eram apontados nesta parte dos domínios portugueses .
O Capitão - Mor José de Castro e Silva 2o (...) teve os seguintes irmãos (...) Da Maria Clara da Conceição Saboia , casada com o farmacêutico Vicente Maria Carlos de Saboia : os quais , espalhando - se pela Província , constituíram outras tantas famílias . ( ... )Dona Anna Clara da Silva ( esposa de José de Castro e Silva 1o ) era filha de Antonio Silva da Cruz , natural da Freguesia do Espírito Santo , em Lisboa , e de Dona Teresa Maria José , natural de Itamaracá e viúva de José Ferreira Colaço .
Teresa Maria José tivera os seguintes filhos de seu primeiro casamento : Luis Ferreira da Soledade Catunda , casado com D. Bárbara Barbosa Cordeiro , natural do Rio Grande do Norte , tronco dos Catundas , Pompeus e Paulas Pessoas ..."
Mais adiante , ainda nesse trabalho , o autor volta a falar do Major Facundo e nos escreve acerca do assassinato do mesmo: " Bala assassina desfechada às 7 ½ horas da noite de 8 de dezembro liberou os conservadores de poderoso adversário e roubou aos liberais seu chefe prestimoso.(...) O ilustre cearense , pode dizer - se , suicidara - se: como a César não lhe faltaram avisos de que sua vida corria enormíssimo perigo , (...) mas tais eram os sentimentos que em sua alma aninhavam - se , que nunca se arreceou de ser vítima do bacamarte assassino por motivo político , por ódio partidário.
Disto temos prova em carta sua.
Um dia , era festa do Espírito Santo , a família Castro reunia - se no Meireles , em casa de Manuel Lourenço, residência hoje do Capitão José da Fonseca, e Facundo para lá se dirige pelo caminho que fica à direita do Palácio Episcopal : os assassinos emboscaram - se neste ponto, mas frustra - se o plano tenebroso, porque a vítima voltara por caminho diferente, pela beira mar ; noutra ocasião acha - se ele em casa do Capitão - Mor Barbosa onde foi o Hotel das Quatro Nações, e hoje reside a família Salgado. Os assassinos, postados na Praça Carolina, bem em frente à atual Assembléia, retiram dentre feixes de capim as espingardas carregadas, fazem por vezes pontaria para as janelas do sobrado, que lhes fora designado, mas, ainda desta feita, frustra - se o assassinato por não ter havido ocasião propícia à perpretação do horrendo crime.
À 8, porém, de dezembro, tinha execução o tenaz e deliberado propósito e em hora infeliz realizavam - se as previsões e os temores dos amigos e dos parentes do infeliz cidadão. (...) A rua mais bela da capital do Ceará, antiga rua da Palma, aquela onde se acha situada a casa que o viu cair ferido mortalmente, honra - se hoje com o nome do exímio liberal."
Vê - se , assim, que os Saboia podem ser considerados , a partir dos descendentes de Vicente Maria, que casou - se com Dona Maria Clara da Conceição, Castro e Silva legítima, membros , também , dessa não menos ilustre família.
Alberto Amaral, em seu livro intitulado Para a História de Sobral R.J, l951,diz-nos que " ... Do Aracati apenas dois Saboias demandaram a zona ocidental da Província, o Coronel José Saboia (filho de Vicente Maria Carlos de Saboia), que fixou residência em Sobral, e Luiz Carlos de Saboia, filho de José Baltasar, que veio morar na Independência, àquela época denominada " Pelo Sinal " , onde adquiriu grandes propriedades e constituiu família, casando-se com Dona Inacia Maria da Conceição, sendo o tronco dos Saboias de Independência e Crateús e de quem descende o conhecido chefe político José Pires de Saboia - o senhor Pires - residente na Independência, e o Dr. José Pires de Saboia Filho, diretor dos " Diários Associados" no Maranhão ..."
De onde se conclui que os Saboia de Sobral e os de Crateús descendem de um mesmo tronco , sendo assim membros da mesma família.
No livro Ceará Colonial - Datas e Factos para a História do Ceará o Barão de Studart escreveu à página 351:
"20 de Junho de 1780 - Creação da freguezia do Aracaty, desmembrada da de S. Bernardo das Russas.
No mesmo livro, encontramos à página 359:
" 4 de Novembro de 1780 - Os vereadores de Aracaty mandam demarcar terreno para um edificio, que sirva de camara e cadeia, correndo-se uma linha da esquina das casas do Dr. José Balthazar Augery para a esquina da Rua das Flores e ficando ella entre as cazas do Tenente-Coronel Manoel Rodrigues e capitão Antonio Nunes.
Foi arrematante da obra o Tenente Francisco Barboza de Menezes".
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OS DESCENDENTES DE JOSEPH BALTHASAR E JACYNTA MARIA
Joseph Balthasar Augeri, natural da freguesia de Santos Cosme e Damião do Arcebispado de Formi, Piemonte, Itália, casou-se a 24 de novembro de 1760 com Da Jacyntha Maria D’Assumpção, natural da freguesia de Russas de Jaguaribe, filha de Cláudio de Sousa Brito , natural da Bahia e de Francisca Nunes, natural de Jaguaribe. O Dr. Joseph Augeri estabeleceu no Aracati uma fazenda de criar e plantar num sítio, que ficou conhecido pelo nome SACCO DO MEDICO.
Joseph Balthasar Augeri e Jacyntha Maria D’Assumpção tiveram(entre outros):
F03. Vicente Maria Carlos de Saboia - Farmacêutico, c.c. Maria Clara da Conceição, filha do Capitão- Mor José de Castro e Silva 1o, n. a 20 de novembro de 1709 na Ilha de São Miguel e de Anna Clara da Silva, natural de Itamaracá. Vicente Maria e Maria Clara casaram - se a 1o de junho de 1796 na Capela de Aracati. Vicente Maria fal. em 1838.
Acerca de Maria Clara encontramos à pág. 37 do livro OS BEZERRA DE MENEZES, dos autores Dr. Eduardo de Castro Bezerra Neto, Dr. Vinicius Barros Leal e Gen. Raimundo Teles Pinheiro:
" BN18 - Maria Clara de Jesus, conforme consta nos assentamentos de batizado dos filhos; Maria Clara da Conceição, segundo o Barão de Studart. Casou no Aracati a 1o de junho de 1796 com o farmacêutico, boticário na linguagem da época, Vicente Maria Carlos de Saboya, filho de José Baltazar Augeri e Jacintha Maria. Maria Clara de Jesus faleceu no Aracati a 21 de junho de 1838, com a idade de 70 anos. Havia nascido, portanto, em 1768."
Acerca de Vicente Maria encontramos à página 399 do livro Datas e Factos para a História do Ceará no Século XVII de autoria do Barão de Studart e escrito em 1894: " 2 de agosto de 1791 - Carta de approvação de boticario passada em favor de Vicente Maria de Saboia, filho do Dr. José Balthazar Augeri e natural do Aracaty."
Todos os filhos de Vicente Maria e de Maria Clara nasceram em Aracati e ali se casaram, com exceção do Cel. José Saboia, que se casou em Sobral.
Vicente Maria e Maria Clara foram os pais de(entre outros) :
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N04. José Saboia (Coronel José Saboia ) - n. em Aracati a 17 de julho de 1800 e fal. em Sobral no ano de 1870. Casou - se a 23 de novembro de 1824, na Capela do Rosário, em Sobral, com Joaquina Ignacia Figueira de Mello , n. em Sobral a 26 de maio de 1803 e fal. em março de 1873, filha de Jeronymo José Figueira de Mello , natural de Pernambuco e de Maria do Livramento Vasconcelos do Monte. Maria do Livramento Vasconcelos do Monte, casada com o Cap. Jeronimo José a 22 de novembro de 1797, era filha de Inês Madeira de Vasconcelos Linhares, que foi casada com Manoel Ferreira da Costa a 12 de setembro de 1780.Inês Madeira de Vasconcelos era filha de Ignez Madeira de Vasconcelos, 4a das Sete Irmãs e que foi casada em 2as núpcias com Antonio Álvares Linhares a 31 de julho de 1758.Ignez Madeira era filha de Manoel Vaz Carrasco e de Maria Magdalena de Sá, sua 2a esposa. Manoel Vaz Carrasco era filho de Francisco Vaz Carrasco que foi casado com Brites de Vasconcelos. Francisco Vaz Carrasco era filho de Manoel Vaz Vizeu e de Maria da Rocha.
Segundo Alberto Amaral, "O Cel. José Saboia militava na política ao lado do Senador Francisco de Paula Pessoa, ao qual, porém, passou a fazer oposição em virtude do Senador ter negado apoio à candidatura de um genro do Cel. José Saboia, eleito, apesar disso, Deputado Geral.(...) De 1841 a 1842 presidente da Câmara Municipal, o Cel. José Saboia assumiu em 1847 o cargo de Juiz Municipal de Sobral. Falecendo a 1o de agosto de 1870, durante quarenta anos o Cel. José Saboia, Oficial da Guarda Nacional, Oficial da Imperial Ordem da Rosa, magistrado, homem de sólidos recursos, desempenhou papel preponderante na vida social, política e econômica de Sobral. (...) Todos os filhos de Vicente Maria Carlos de Saboia e de Maria Clara da Conceição , nasceram no Aracati e ali se casaram, com exceção do Cel. José Saboia, que casou em Sobral ". Por ato do Presidente Alencar, o Cel. José Saboia foi nomeado Juiz Municipal da Vila de Sobral a 26 de junho de 1835. O Cel. José Saboia e Joaquina Inacia tiveram (entre outros):
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Bn28. Francisca Carolina Figueira de Saboia (Chiquinha), n. a 19 de setembro de 1843 e fal. em 16 de janeiro de 1933, c.c. o Cel. Ernesto Deocleciano de Albuquerque (Bn54), seu primo, filho de Deocleciano Ernesto de Albuquerque Mello e de Carolina Sancha de Saboia. Casaram - se a 28 de janeiro de 1865. Tiveram (entre outros...):
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Tn58. Antonia Ernestina Saboia de Albuquerque (Totonha) . Nasceu a 13 de julho de 1876 e fal. em Sobral em 1953. Casou-se a 24 de outubro de 1899 com o Dr. Antônio de Paula Pessoa de Figueiredo, n. em Recife a 25/06/1870 e fal. em Sobral a 27 de agosto de 1948, filho do Dr. José Antônio de Figueiredo, natural do Cabo, Pernambuco, e de Antônia Geracina de Paula Pessoa, filha do Senador Paula. O Dr. Antonio de Figueiredo foi Juíz de Direito de Sobral e durante muitos anos foi Gerente Técnico da Fábrica de Tecidos de Sobral, cargo que deixou por motivos de saúde. Tiveram:
Qn190. Caetano Saboia de Albuquerque Figueiredo , n. em Sobral a 13 de abril de 1902 e fal. na mesma cidade a 9 de janeiro de 1968. Foi Cel. Engenheiro do Exército Brasileiro e acerca do mesmo escreveu Mons. Vicente Martins em seu livro Homens e Vultos de Sobral, pág. 95, 2a edição, UFC, 1989: "Capitão Caetano Saboia de Albuquerque Figueiredo - Filho do Dr. Antonio de Paula Pessoa de Figueiredo e D. Antonia Ernestina Saboia de Albuquerque Figueiredo, nasceu em Sobral a 13 de abril de 1902.
São seus avós pelo lado paterno: Dr. José Antonio de Figueiredo e D. Antonia Geracina Paula Pessoa de Figueiredo, e pelo lado materno: Ernesto Deocleciano de Albuquerque e D. Francisca Saboia de Albuquerque.
Fez os estudos primários em sua terra natal, com João Barbosa de Paula Pessoa; o curso de Humanidades no Colégio Cearense em Fortaleza, em 1914, e no Colégio Marista da Bahia, onde concluiu.
A 1o de janeiro de 1922 matriculou-se na Escola Militar de Realengo, no Rio de Janeiro. Dias depois, rebentando a revolução, foi preso no Rio e desligado para Itajubá, onde era comandante o Capitão Luiz Silvestre. De volta ao Rio, respondeu conselho de guerra, sendo excluído do Exército.
Matriculou-se então na Escola de Engenharia de Ouro Preto e depois transferiu-se para a de Belo Horizonte. Estando a cursar o 5o ano, foi chamado pela revolução de 1930 e comissionado no posto de 2o Tenente, a 8 de novembro de 1930, por decreto no 19.395.
Esteve dois meses na Coluna Prestes e depois como Delegado Militar em Brasópolis, fazenda do Dr. Venceslau Braz(Presidente da República).
Terminada a revolução que vitoriosa levou à Presidencia da República o Dr. Getúlio Vargas, foi continuar os estudos no Rio, onde concluiu o curso de Engenheiro Militar, pelo regulamento de 1929.
A sua promoção a 1o Tenente data de 20 de abril de 1934, e a de Capitão de 2 de outubro de 1934.
Conta tempo dobrado: Revolução de São Paulo - 12 de julho a 3 de outubro de 1932 e 18 anos de serviço militar.
É casado com D. Jucelina Antunes e é irmão do Dr. José de Albuquerque Figueiredo, Engenheiro Civil."
Em sua vida militar Caetano Figueiredo foi contemporâneo de Luis Carlos Prestes, Juarez Távora, Siqueira Campos e Eduardo Gomes, entre outros, que mais tarde se destacariam na vida política do Brasil.
Caetano casou-se com Jucelina Antunes (Celina), filho do Cel. Julio Andrade e de Áurea Antunes, natural de Pedra Azul, Minas Gerais e desse casamento não houve sucessão. Desquitou-se e constituiu família com Maria Luiza Ferreira (Maria Luiza de Paula Mendes Vasconcelos), nascida a 13 de fevereiro de 1937 e natural de Sobral.Tiveram:
Pn321. Sara de Albuquerque Figueiredo (Sarinha), n. em Sobral a 22 de setembro de 1953. Casou-se nessa cidade em 1967 com José de Sousa Saboia (Pn126), filho do Dr. Fábio Marinho Figueira de Saboia e de Maria de Lourdes Sousa.Tiveram:
Sn368. Danielli Figueiredo Saboia, n. em Sobral a 24 de outubro de 1968 e concluiu o Curso de Letras-Licenciatura Plena pela Universidade Estadual Vale do Acaraú(UVA), em Sobral-Ce. Casou-se a 26/09/1997 com Juvencio Segundo do Prado, n. a 26/12/1969, filho de Antonio Ximenes do Prado e de Teresinha de Jesus Ripardo do Prado. Juvencio é formado em História-Licenciatura Plena, também pela UVA, e possui Curso de Especialização em Teoria e Metodologia da História. Residem em Forquilha, Ceará;
Sara desquitou-se e casou em Fortaleza com Lourival Gadelha Júnior, Contador, nascido a 17 de outubro de 1945, filho de Lourival Gadelha Lima e de Carmélia Gadelha, natural de Fortaleza. Tiveram:
Sn369. Rodrigo Figueiredo Gadelha. É estudante do Colégio Farias Brito, em Fortaleza;
Pn322. Daniel Caetano de Figueiredo (O Autor). Engenheiro Civil, n. em Sobral na Praça Duque de Caxias , conhecida atualmente como Praça do Bosque, a 18 de julho de 1955. Cursou o Primário na Escola Dr. João Ribeiro Ramos, em Sobral. Falecendo seu pai a 9 de janeiro de 1968, transferiu-se para Fortaleza, indo residir com sua tia Maria Figueiredo e ingressou no Colégio Militar de Fortaleza, turma de 1968. Prestou em 1971 concurso para o Colégio Naval , em Angra dos Reis, Estado do Rio , onde estudou durante o biênio 1972/73 e depois, aprovado com boas notas , foi em 1974 para a Escola Naval, na Ilha de Villegaignon, cidade do Rio de Janeiro, onde cursou o 2o ano. Retornou ao Ceará em 1977 e ingressou em 1978 no curso de Engenharia Civil da Universidade de Fortaleza(UNIFOR), tendo concluído o mesmo em 1982. De volta ao Rio em 1986, morou algum tempo na residência de Frieda Saboia de Albuquerque e depois retornou em 1989 para Fortaleza e no ano de 1990 voltou para Sobral, sua terra natal. Em 1994 foi aprovado em concurso público promovido pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), sendo Reitor desta o Prof. José Teodoro Soares. A Banca Examinadora foi composta pelos Doutores em Matemática Guilherme Ellery, João Marques e Ubirany. Está vinculado ao Departamento de Matemática e em setembro de 1999 concluiu o Curso de Especialização em Ensino de Matemática, promovido pela UVA. Casou-se em Forquilha a 7 de novembro de 1991 com Maria Veralucia Carneiro (Verinha), natural de Intans, Distrito de Morrinhos, n. a 18 de dezembro de 1955, filha de Miguel Deroci Carneiro (filho de Raimundo Gervásio Carneiro, nascido em 1878 e de Ana Adelaide de Vasconcelos; neto de Joaquim Frederico Carneiro, nascido em 1845 e que foi casado com Maria do Carmo Carneiro) e de Maria Geralda Pinto Carneiro. Maria Veralucia é prima legítima do Poeta, Jornalista e Radialista Antônio Pinto Carneiro, casado com Liduina, que foram testemunhas do casamento do Autor. Tiveram:
Sn370. Ana Frieda Carneiro Saboia de Figueiredo, n. a 9 de janeiro de 1993 na Santa Casa de Misericórdia de Sobral, sendo a equipe que a assistiu formada pelos médicos Luis D’Assenção Morais de Aquino Junior (Obstetra), Vicente Cristino Menezes Neto (Anestesista) e Francisco Plácido Nogueira Arcanjo (Pediatra). Estudante do Colégio Sobralense;
Sn371. Caetano Saboia de Albuquerque Figueiredo Neto, n. na Santa Casa de Misericórdia de Sobral a 13 de dezembro de 1996, sendo a equipe que o assistiu composta pelos médicos Luis Aquino, Vicente Cristino e Pedro Olivar Sousa Magalhães (Pediatra). Estudante do Colégio Sobralense;
Pn323. Nazira de Albuquerque Figueiredo (Zizi) , n. em Sobral a 27 de março de 1957. Estudou em Recife, Pernambuco, onde conheceu seu futuro esposo e com este se casou em Fortaleza. Casou-se em 1as núpcias com Antonio de Sousa Cavalcanti, Médico Anestesista, natural de Campina Grande no Estado da Paraíba, nascido a 2 de novembro de 1956 e formado pela FESP de Recife. Tiveram:
Sn372. Barbara Figueiredo Cavalcanti (Babí), n. em Pernambuco a 7 de novembro de 1978. Foi estudante do Colégio Geo em Caruarú, Pernambuco. Atualmente é Acadêmica de Direito;
Sn373. Samí Figueiredo Cavalcanti, nascido e falecido em 1979;
Nazira desquitou-se e constituiu família com Francisco Capibaribe Filho, natural de Fortaleza e irmão do Jornalista Capibaribe Neto, do Jornal Diário do Nordeste.
Nazira e Francisco Capibaribe tiveram:
Sn374. Ravache de Albuquerque Figueiredo, n. em Fortaleza a 30 de outubro de 1984;
Caetano Figueiredo e Raimunda Sampaio Pessoa tiveram:
Pn324. Fernando Jorge Pessoa da Silva, n. em Sobral a 5 de maio de 1952, c.c. Lucy e residem em Fortaleza. Tiveram:
Sn375. Francisco Edson Pessoa da Silva;
Sn376. Marco Aurélio Pessoa da Silva;
Sn377. Luis Edmo Pessoa da Silva;
Sn378. Maria Lenilce Pessoa da Silva;
Sn379. Daniel Pessoa da Silva;
Sn380. Ismael Pessoa da Silva;
Qn191. Antonina Saboia de Albuquerque Figueiredo (Nena), n. a 17 de outubro de 1904 em Sobral e casou-se a 4 de janeiro de 1922 com o Dr. José Olavo Rodrigues Frota, n. em Sobral a 17 de fevereiro de 1896, filho de Estanislau Lúcio Carneiro da Frota e de Ana Joaquina Rodrigues. O Dr. José Olavo foi Promotor de Justiça em Sobral(1921), Juiz Municipal de Coreaú(1922) e de Santana do Acaraú(1925) e depois Juiz de Direito de Crateús, tendo sido, ainda, interventor de Crateús em 1945. Faleceram ambos em Fortaleza, onde residiam. Tiveram:
Pn325. Silvio Geraldo Figueiredo Frota, n. em Sobral a 21 de abril de 1925 e fal em Fortaleza em 1994. Cirurgião Dentista formado em 1947, residiu longo tempo em Crateús. Casou com Rosa Virgínia Veras. Tiveram:
Sn381. João Olavo Veras Frota, Médico formado pela Universidade Federal do Ceará;
Sn382. Sílvio Ernesto Veras Frota, n. em Crateús, Ceará, a 05 de maio de 1961. Bacharel em Direito e empresário atuante no ramo imobiliário, foi eleito Vereador pela cidade de Fortaleza em 1996 (mandato 1997/2000) pelo Partido PMN. É também dono de farmácias na Capital cearense;
Sn383. Goethe Veras Frota, Advogado;
Pn326. Antônio Figueiredo Frota. Médico, casou-se com Sebastiana Sales Bezerra (Mimi) e tiveram:
Sn384. Gêngis Bezerra Frota;
Sn385. Gênvis Bezerra Frota;
Antônio Figueiredo Frota e Raimunda Sampaio Pessoa, filha de Francisco Sampaio Pessoa e de Maria Severina da Costa, tiveram:
Sn386. Pedro Ângelo Sampaio Pessoa, n. a 08/09/1949;
Pn327. João Byron de Figueiredo Frota. Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Ceará. Foi Juiz de Direito em Ipu e depois em Fortaleza. Atualmente é Desembargador e reside em Fortaleza. Casou-se com Rita Enoy Machado Vale e tiveram:
Sn387. Danielle Maria Vale Frota, Médica formada pela Universidade Federal do Ceará;
Sn388. Isabelle Maria Vale Frota, acadêmica de Direito;
Sn389. José Olavo de Rodrigues Frota Neto, cursa Direito em Fortaleza;
Pn328. Dora;
Pn329. Maria;
Pn330. Francisca;
As três últimas faleceram crianças.
Qn192. José Saboia de Albuquerque Figueiredo (Zèquinha). Engenheiro Civil formado nos Estados Unidos da América, c. em 1927 em Alagoa Grande *, Paraiba, com Maria da Conceição Chaves da Silva, natural daquele Estado. Sobre a cidade de Alagoa Grande, encontramos em Monografia de Alagoa Grande - Paraíba 1976, cuja autora Maria Thereza Chaves Alves, escreve: "Aspectos Históricos - O Município de Alagoa Grande teve origem nas terras designadas por Sertão do Paó, nas quais teriam habitado indígenas carirís, encontrados no local, ainda no início do século XVIII.
O vocábulo Paó significa no idioma Tupí, "nesga de terra que sobe", e referia-se ao aspecto peninsular do território, quando em época de enchentes da Lagoa, liga-se ao Rio Mamanguape.
As primeiras casas e fazendas instalaram-se às margens da Lagoa do Paó a atual Lagoa Grande que daria nome ao Município.
O núcleo viu o início de sua colonização entre 1719 e 1767 quando Domingos da Rocha, o Alferes Isidoro Pereira Jardim, Martinho Gomes, Agostinho de Jesus e outros, obtiveram concessões de terra, iniciando plantios de cana-de-açúcar, nas baixadas e vales, enquanto nas encostas semeou-se o algodão.
Pertenceu o Sertão do Paó anteriormente a Mamanguape, passando a constituir o distrito de Areia, pela Lei no 05 de 9 de julho de 1847, nessa época já povoada, com a denominação de Lagoa Grande.
O Monge Carmelita Frei Alberto Santa Júlia Cabral, criou a Paróquia local, sob a invocação de Nossa Senhora da Boa Viagem por ordem do Bispado de Olinda e Lei provincial no 38 de 01.10.1861.
Foi elevada à categoria de Vila com o nome de Alagoa Grande em 1864, passando a Município em outubro do mesmo ano.
(...)A Lei estadual no 286, de 27 de março de 1908, concedeu foros de Cidade à sede do Minicípio, tendo sido seu primeiro Prefeito o Cel. Joaquim Pereira de Miranda Henriques."
Maria Thereza Chaves Alves, autora da monografia citada, é mãe de Geraldo Guttenberg Chaves Alves, proprietário do Restaurante O Arrumadinho, que fica em Sobral e marido de Flor de Lis Pinheiro Alves.
José e Maria da Conceição tiveram:
Pn331. Maria de Lourdes Silva Figueiredo (Lourdinha), cc Diogo Soares Araújo, alto funcionário do Banco do Nordeste e irmão do advogado Rafael Araújo, marido de Neli.Tiveram:
Sn390. Maria Cristina Figueiredo Araújo, formada em Engenharia Química pela Universidade Federal do Ceará, c.c. José Sarto Mamede Aguiar, irmão do Professor Universitário e Engenheiro Civil Newton Mamede. Tiveram:
7n255. Mara Araújo Aguiar;
7n256. Luiz Gustavo Araújo Aguiar;
7n257. Bruno Araújo Aguiar;
Sn391.José Eduardo Figueiredo Araújo (Duda). Engenheiro Civil formado pela Universidade Federal do Ceará, c.c. Fernanda Saboia e tiveram:
7n258. Isabela Figueiredo;
7n259. José Eduardo Figueiredo Araújo Filho;
Sn392. Maria Paula Figueiredo Araújo, c.c. o Arquiteto e Professor Universitário José Paulo Narciso da Rocha, natural do Piauí. Paulo Narciso foi professor do Autor na Universidade de Fortaleza em 1979. Tiveram:
7n260. Breno Araújo da Rocha;
7n261. Biatriz Araújo da Rocha;
Pn332. Ruth Silva Figueiredo. Inupta;
Pn333. Paulo Silva Figueiredo, Bancário. Pai de :
Sn393. José de Albuquerque Figueiredo Neto, Médico Cardiologista residente no Maranhão;
Sn394. Virgínia Figueiredo, Médica em São Paulo;
Sn395. Paulo Henrique Figueiredo;
Qn193. Ernesto Saboia de Figueiredo , n. em Sobral a 20 de maio de 1917. Foi aluno do Colégio Militar do Ceará, atual Colégio Militar de Fortaleza, em 1937 e em 1938 entrou na Escola Militar de Realengo onde concluiu o segundo ano na Arma de Cavalaria. Foram seus companheiros de turma, entre outros, o ex-Ministro Mario Andreazza, Mauro Borges e José Maria Pinto Duarte, este falecido na campanha da FEB na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Funcionário do Banco do Brasil, onde atingiu, por merecimento, cargos elevados, casou-se com Albetiza Aguiar, natural de Massapê, filha de Joaquim Aguiar e de Maria de Sousa Aguiar, a 27 de fevereiro de 1943. Tiveram:
Pn334. Maria Inês Aguiar de Figueiredo (Marinês). Formou-se em Direito pela U.F.C e casou-se com o Cel. da Aeronáutica Osório Medeiros Cavalcante, n. em Pacatuba-CE, pai de Lara e falecido em Fortaleza no ano de 1997. Não houve sucessão. O Cel. Osório Cavalcante foi Diretor da Infraero. Maria Inês é poetisa e autora do livro O POETA E A PONTE;
Pn335. Sandra Maria Aguiar de Figueiredo. Formada em Ciências Contábeis pela U.F.C e Professora Universitária com Mestrado pertencente aos quadros da Universidade de Fortaleza(Unifor), c.c. Raimundo Porfírio Sampaio Neto (Zêzê), Médico Oncologista residente em Fortaleza e com cursos nos Estados Unidos da América.Tiveram:
Sn396. Cynthia Figueiredo Sampaio. Odontóloga formada pela U.F.C;
Sn397. Clarissa Figueiredo Sampaio, Arquiteta formada pela U.F.C;
Sn398. Márcio Figueiredo Sampaio, Acadêmico do Curso de Processamento de Dados;
Sn399. Cristina Figueiredo Sampaio, casou-se a 19/5/93 com Fernando, filho de Fernando Antonio Mendes Façanha. Tiveram:
7n262. Fernando Façanha Neto;
7n263. Arthur Façanha;
Sn400. Fernando Figueiredo Sampaio, empresário da Construção Civil em Fortaleza;
Pn336. Joyce Maria Aguiar de Figueiredo. Escritora e Jornalista, autora dos livros A Costela de Adão e Inimigas Íntimas, casou-se com Carlos Augusto Ancillon Cavalcanti, Oficial da Aeronáutica, natural do Maranhão. Carlos Ancillon foi Adido Militar da Aeronáutica em Washington. Tiveram:
Sn401. Sabine Figueiredo Cavalcante, c.c. Wagner Barros, em Fortaleza, a 26/12/86;
Sn402. Camile Figueiredo Cavalcante;
Pn337. Antonio de Figueiredo Neto (Toni). Nasceu a 17 de maio de 1950. Engenheiro Civil formado pela Universidade Federal do Ceará , estudou no Colégio Militar de Fortaleza, turma de ..... Foi Secretário de Transporte de Fortaleza na gestão do Prefeito Ciro Ferreira Gomes. Atualmente trabalha nas obras do Porto de Pecém .Casou-se a 27/5/77 em Fortaleza com Isabel Pinheiro(Bel), filha de Manoel Décio Pinheiro. Tiveram:
Sn403. Ernesto Saboia de Figueiredo Neto, n. a 1o de abril de 1979. Acadêmico de Engenharia Civil em Fortaleza;
Sn404. Felipe Pinheiro de Figueiredo, n. a 25 de fevereiro de 1982;
Sn405. Guilherme Pinheiro de Figueiredo,n. a 1o de dezembro de .....;
Pn338. Ernesto Saboia de Figueiredo Junior (Ernestinho). Formado em Administração de Empresas, é também Analista de Sistemas. Foi diretor do Serproce e Secretário de Administração do governo Tasso Jereissati (1995/1998). Em 1999 foi nomeado para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará (TCM). Casou-se a 29/10/83 em Fortaleza com Márcia Pinheiro, filha de Geraldo Climério Pinheiro. Sem descendentes;
Pn339. Silvana Maria Aguiar de Figueiredo. Formada em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará, é também Professora Universitária vinculada à Universidade Estadual Vale do Acaraú. Possui Mestrado em Psicologia pela Fundação Getúlio Vargas. Casou-se com Hélio e tiveram:
Sn406. Pamela;
Sn407. Hélio Filho;
Qn194. Maria Saboia de Figueiredo (Ia). Nasceu em Sobral em 1920 e faleceu em Fortaleza em julho de 1997. Casou-se a 21 de novembro de 1940 com Manuel Felizardo de Paula Pessoa Mendes (Pn456), Oficial do Exército da Arma de Infantaria, Professor de Matemática do Colégio Militar de Fortaleza, natural de Sobral, filho de José Piragibe Mendes e de Ana de Paula Pessoa Mendes. Tiveram:
Pn340. José Piragibe Figueiredo Mendes (Pira), nasceu a 25 de janeiro de 1942. Engenheiro Civil formado pela Universidade Federal do Ceará no ano de 1967, trabalhou inicialmente na SAAGEC(atual Cagece); trabalhou ainda no Banco do Nordeste do Brasil (B.N.B) em Fortaleza, exercendo as funções de Analista de Projetos, Analista Financeiro e Assessor da Presidência, cargo no qual se aposentou em 04/02/1999, durante a nefasta presidência de Byron Queiroz que tantos males e injustiças trouxe aos funcionários do antigo e conceituado Banco. Casou-se com Ana Maria Jereissati Ary, e residem em Fortaleza. Tiveram:
Sn408. Celina Ary Mendes, n. em Fortaleza em 25/06/1969 e cc. Giles Garcia, na França, onde atualmente faz Curso de Mestrado em Psicologia na cidade de Bordeaux. Tiveram:
7n- Joaquim , nascido em junho de 2002;
Sn409. Rachel Ary Mendes, n. 19/03/1974 em Fortaleza. Atualmente faz Mestrado na França;
Pn341. Paulo César Figueiredo Mendes , n. em Fortaleza em 1953. Estudou no Colégio Cristo Rei e depois cursou o Colégio Militar de Fortaleza, turma de 1966. Engenheiro Mecânico formado pe Universidade Federal do Ceará, é atualmente funcionário concursado da Petrobrás. Casou-se com Ana Dias e tiveram:
Sn410. João Paulo Dias Mendes;
Sn411. Diego José Dias Mendes;
Sn412. Gustavo César Dias Mendes;
Pn342. Fernando Antônio Figueiredo Mendes , n. em Fortaleza a 25 de janeiro de 1955. Estudou no Colégio Cristo Rei e depois ingressou no Colégio Militar de Fortaleza, turma de 1968, a mesma do autor . Concluiu o curso da Academia Militar das Agulhas Negras em Resende, Rio de Janeiro, no ano de 1978, sendo declarado Oficial do Exército Brasileiro. Pertence à arma de Artilharia e atualmente é Tenente-Coronel no Rio Grande do Sul. Casou-se nesse Estado com Sônia Maria Chagas Thones, natural de Santiago, R.S. Tiveram:
Sn413. Daniela Thones Mendes, n. a 22 de março de 1981. É acadêmica de Medicina da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul;
Sn414. Fernanda Thones Mendes, n. a 2 de julho de 1982. É acadêmica de Psicologia da Universidade Católica de Pelotas;
Sn415. Clarissa Thones Mendes, n. a 20 de dezembro de 1984.
Todas nascidas no Rio Grande do Sul;
Pn343. Emanuel Felizardo Figueiredo Mendes , n. em Fortaleza a 5 de dezembro de 1959. Estudou no Externato Cristo Rei de 1967 a 1971 e depois,de 1972 a 1977, no Colégio Militar de Fortaleza. Fez o 3o científico no Colégio Cearense Sagrado Coração em 1978. Passou no vestibular em julho de 1979 e concluiu o curso de Engenharia Mecânica pela Universidade de Fortaleza(Unifor) em agosto de 1984. Casou-se com Viviane Sousa e tiveram:
Sn416. Vitor Sousa Mendes;
Sn417. Igor Sousa Mendes, gêmeo do primeiro. Ambos nascidos em Fortaleza;
Qn195. Raimundo, fal. quando criança;
Qn196. Ernesto, fal. quando criança;
Qn197. Francisca, fal. quando criança;
Qn198. Francisco, fal. quando criança;