DANIEL CAETANO DE FIGUEIREDO
A Familia
Saboia
(ESBOÇO DE GENEALOGIA)
1760-2007
" Árvores seculares cobrem a
região. Cedros, aroeiras, pau d'arco, freijó, pau branco, oiticicas, carnaubeiras,
sabiás, umburanas, arapiracas, pereiros e muitas outras madeiras de lei
formavam o rico tesouro de uma flora exuberante, quase despercebida hoje,
protegendo o solo com a frescura de suas sombras, entre as quais vagueavam
inúmeros representantes da nossa fauna, como sejam, onças, gatos maracajás,
raposas, guaxinis, capivaras, pacas, veados, caititus, macacos, cotias, e um
sem número de aves de toda espécie como emas, seriemas, sericóias, papagaios,
jacús, maracanãs, araras, jandaias, periquitos, jaçanãs, etc, além de variados
tipos de pássaros de lindas e variadas cores, como sejam cupidos, graúnas,
corrupiões, canários, cabeças vermelhas ou galos de campina, sanhassús,
bem-te-vís, pintassilgos, etc."
(Dom
José Tupinambá da Frota in História de Sobral)
"A Nação compõe-se dos mortos que a
fundaram e dos vivos que a mantêm" - (Ernesto
Renan)
"Depois dos pais que recebem o
nosso primeiro grito, o solo pátrio recebe os nossos primeiros passos" - (Manuel de Macedo)
"Escreva sobre tua aldeia e
descreverás o mundo" - (Tchecov)
"Pensar que o homem nasceu sem uma
história dentro de si próprio é uma doença. É absolutamente anormal, porque o
homem não nasceu da noite para o dia. Nasceu num contexto histórico específico,
com qualidades históricas específicas e, portanto, só é completo quando tem
relações com essas coisas. Se um indivíduo cresce sem ligação com o passado, é
como se tivesse nascido sem olhos nem ouvidos e tentasse perceber o mundo
exterior com exatidão. É o mesmo que mutilá-lo."
CarlJung
A
Excelência do amor fraternal
Cântico dos degraus, de Davi
133 OH! quão bom e
quão
suave é que os
irmãos
vivam em união.
2 É como o óleo
precioso sobre a
cabeça, que
desce sobre a barba, a
barba de Arão, e
que desce à orla
das suas vestes.
3 Como o orvalho
de Hermom, e
como o que desce
sobre os montes
de Sião, porque
ali o SENHOR
ordena a bênção
e a vida para
sempre .
............
O
Evangelho segundo Mateus
Genealogia de Jesus Cristo
1 LIVRO da
geração de Jesus
Cristo, filho de
Davi, filho de
Abraão.
2 Abraão gerou a
Isaque; e
Isaque gerou a
Jacó; e Jacó gerou a
Judá e seus
irmãos;
3 E Judá gerou,
de Tamar, a
Perez e a Zerá;
e Perez gerou a
Esrom; e Esrom
gerou a Arão;
4 E Arão gerou a
Aminadabe; e
Aminadabe gerou
a Naasssom; e
Naassom gerou a
Salmon;
5 E Salmom
gerou, de Raabe, a
Boaz; e Boaz
gerou de Rute a
Obede; e Obede
gerou a Jessé;
6 E Jessé gerou
ao rei Davi, e o
rei Davi gerou a
Salomão da que
foi mulher de
Urias.
7 E Salomão
gerou a Roboão; e
Roboão gerou a
Abias; e Abias
Gerou a Asa;
8 E Asa gerou a
Josafá; e Josafá
gerou a Jorão; e
Jorão gerou a
Uzias;
9 E Uzias gerou
a Jotão; e Jotão
gerou a Acaz; e
Acaz gerou a
Ezequias;
10 E Ezequias
gerou a Manassés;
e Manassés gerou
a Amom; e
Amom gerou a
Josias;
11 E Josias
gerou a Jeconias e a
seus irmãos na
deportação para
Babilônia.
12 E, depois da
deportação para
a Babilônia,
Jeconias gerou a Sala-
tiel; e Salatiel
gerou a Zorobabel;
13 E Zorobabel
gerou a Abiúde;
e Abiúde gerou a
Eliaquim; e
Eliaquim gerou a
Azor;
14 e Azor gerou
a Sadoque; e
Sadoque gerou a
Aquim; e Aquim
Gerou a Eliúde;
15 E Eliúde
gerou a Eleázar; e
Eleázar gerou a
Matã; e Matã
gerou a Jacó;
16 E Jacó gerou
a José, marido
de Maria, da
qual nasceu JESUS,
que se chama
Cristo.
17 De sorte que
todas as gera-
ções , desde
Abraão até Davi, são
catorze
gerações; e desde Davi até
a deportação para a Babilônia,
catorze
gerações; e desde a depor-
tação para a
Babilônia até Cristo,
catorze
gerações;
...............
Provérbios
24. Melhor é
morar só num canto
de telhado do
que com a mulher
briguenta numa
casa ampla.
.....................
PREFÁCIO
Esta publicação é fruto de vinte anos de pesquisa.
Ao chegar no Rio de Janeiro em 1972, quando ingressei no Colégio
Naval(situado na cidade de Angra dos Reis), encontrei-me com várias pessoas que
possuíam o sobrenome SABOIA ou SABOYA, que na realidade é
a mesma família. Depois de alguma conversa, inevitavelmente acabávamos
chegando a algum vínculo de parentesco.
Percebí que quase todas possuíam suas origens em Sobral, o que levou-me
a crer que, apesar de espalhada por este imenso País, a família SABOIA deveria ser única, e por isto os
seus membros teriam um ancestral comum;
o que me fez despertar o interesse em iniciar o Trabalho que ora dou por
concluído.
Em 1986, em mesas de bares conversando com amigos ou parentes, no Rio de
Janeiro, dei início ao meu Trabalho:
comecei por rabiscar uma folha de
papel, que depois se transformaram em duas, e com o passar do tempo e para a
minha satisfação, eis que agora a
quantidade de folhas já se apresenta mais volumosa. Assim, nesses vinte anos
fui acumulando folhas e mais folhas, e, quando notei, possuia folhas
suficientes em número para chegar a uma conclusão, e, se possível, publicá-las.
Organizei-as em um caderno e em 1997 comecei a digita-las em um computador, nos
meus tempos de folga como Professor do então Colégio Geo-Sobralense.
Durante todo esse tempo, freqüentei bibliotecas - principalmente a da
Universidade Estadual Vale do Acaraú -, lí e relí livros e documentos, fui à
cartórios, igrejas, passei noites insônes. Nada mais fiz, contudo, do que
procurar encaixar dados, nomes de pessoas, datas de nascimento, falecimento
e casamento, da forma mais correta possível,
buscando sempre e acima de tudo a verdade histórica, na qual procurei
fundamentar essas linhas. Visitei
pessoas e com elas conversei; encontrei pessoas e a elas pedí informações,
muitas das quais importantes.
A espinha dorsal do livro que ora termino só foi possível ser delineada
a partir dos cinco volumes da CRONOLOGIA
SOBRALENSE, do emérito historiador Cônego Francisco Sadoc de Araújo. Não
fossem citados livros, esse trabalho nada mais seria que um acumulado de folhas
dispersas.
Suprimi alguns detalhes, é bem verdade. O que, convenhamos, foi
opção do Autor. Visei com isto
evitar o constrangimento dos descendentes daqueles que poderiam ser,
certamente, injustamente maculados. Mesmo porque o objetivo de nosso trabalho
não é este. Muitos já repousam em seus
leitos eternos e não é boa norma perturbar-lhes o sono; além do mais seria
antiético detratar os que já se foram, pois a estes não é dado o direito
elementar de defesa. Aliás, para que citarmos certos fatos que nada
acrescentariam aos nossos propósitos, se estes fazem parte das fraquezas do ser
humano? Os antigos já afirmavam que errare humanum est. Louvemos e
preservemos a Ética, pois.
É importante frisarmos que esse trabalho certamente deve possuir algumas
imperfeições - mesmo porque a Genealogia não é uma Ciência Exata, a exemplo da
Matemática ou da Física -, imperfeições estas as quais de antemão compreendo,
aceito e assumo; além do mais o Autor
não é Genealogista, muito menos Historiador- considero-me um
principiante em tão nobre e profundo assunto, a Genealogia-, assunto esse que é
por demais complexo. Mas tenho certeza de que, em sua maior parte, esse
trabalho apresenta-se correto.
Aproveito a oportunidade para publicar algumas poesias de autoria de meu
querido e saudoso pai, Cel. Caetano Figueiredo- que jamais as publicou
certamente por excesso de simplicidade e
modéstia-, mas que sempre procurou dar o melhor de sí para os filhos, no caso estudo e educação moral adequada, contribuindo
assim para que o Autor se considere, hoje, um homem feliz.
Agradeço antecipadamente as críticas construtivas que receberei, pois
assim poderei aprimorar, no futuro, o meu trabalho.
Enfim, fiz o que pude. Quem puder, que o faça melhor.
DEDICO ESSE LIVRO
· a Deus , o
Criador - Supremo Arquiteto do Universo- , que guiou, dirigiu e orientou as minhas mãos na elaboração deste singelo
trabalho;
· a Caetano Saboia de Albuquerque Figueiredo , meu querido pai e
amigo insubstituível, que ensinou-me o
amor às letras e aos números , à verdade
e à justiça ;
· à Ana Frieda e Caetano
Neto , meus filhos queridos - eu diria a razão de meu viver e motivadores de minha existência ;
· para minhas irmãs Sara e Nazira ;
· a Ernesto Saboia de Figueiredo , Maria Figueiredo Mendes
(Ia)(i.m) , Antonina Figueiredo Frota (Nena)(i.m) e José Albuquerque de Figueiredo (Zéquinha)(i.m), meus tios;
· a Antônio de Paula Pessoa de Figueiredo(i.m) e Antônia Ernestina
Saboia de Figueiredo (Totonha)(i.m), meus avós paternos;
· ao Coronel do Exército Fernando Antônio Figueiredo Mendes(Jipe 42) e
ao Capitão-de-Mar-e-Guerra Francisco José Passos Mota(Cidedé), companheiros de
infância e de vida militar; ao Médico
Manoel Souza de Sabóia, meu companheiro e amigo desde os idos de 1965;
· ao Magnífico Reitor da U.V.A
José Teodoro Soares, Apóstolo da Educação , e Maria Norma Maia Soares;
· ao Vice- Reitor da U.V.A
Evaristo Linhares Lima e Maria
Nilsa Brígido Linhares;
· A Dom José Tupinambá da Frota(i.m), pela obra gigantesca que fez
por nosso Torrão Natal- Sobral;
· a Guiomar Sabóia, Gonçalo Américo Sabóia e ao Prof. Francisco das Chagas Saboia, que
cederam-me gentilmente ricas informações acerca dos Saboia que tiveram suas
origens em Crateús e Independência, no Ceará;
· aos : Almirante Julio Saboya de Araújo Jorge, Ministro da Marinha Henrique Saboia(i.m), Dr.
Carlos Ernesto Saboia de Albuquerque(i.m.), José Alberto Dias Lopes(Zealberto),
Profa. Belarmina Saboia, Domingos Gérson de Saboia Amorim , Prof. Fernando
Antônio Saboia Leitão, Profa. Lygia Maria Maurity Saboia, Teresa Maria Frota
Haguette(i.m); Maurício Mascarenhas Sanford;
Maria Julia Palhano de Saboia (i.m), Cláudia Saboya Graça de
Figueiredo, Raquel Saboia Rinaldi de
Carvalho, Antonio Carlos Amaral Saboia(Tom Saboia), Médica Milena Rodrigues
Coelho, Roberto Ferreira Saboya de Albuquerque, Paulo Silva Figueiredo,
Lourdinha Figueiredo, Ricardo Saboya de Albuquerque, Maestro José Wilson
Brasil, Nemo Saboya de Albuquerque e
Laura Kupac Saboya de Albuquerque pelas importantes informações cedidas ao
autor, as quais muito contribuíram para
o aprimoramento desse trabalho;
· a Evaristo Linhares Lima Filho, Rosilene Aguiar Bezerrra e
Evaristo Linhares Lima Neto;
· a todos aqueles que me prestaram importantes informações contidas
nesse livro e de cujos nomes infelizmente não me recordo;
· ainda
para:
ex-Ministro da Marinha Henrique Saboia(i.m); Rosemarie Neves Saboia;
Prof. Francisco Nazareno Oliveira; Herbene Feijão Oliveira; Prof. José Maximino Barreto (Mr.
Barreto)(i.m); Simone Paula Pessoa Barreto; Doremberg Sá ; Dr. Pedro
Olivar Sousa Magalhães; Coronel Manoel
Felizardo de Paula Pessoa Mendes(i.m); José Piragibe Figueiredo Mendes(Pira);
Paulo César Figueiredo Mendes; Emanuel Felizardo Figueiredo Mendes;
Vice-Almirante Júlio Saboia de Araújo Jorge;
Dr. José Figueira Saboia de Albuquerque (Figueirinha)(i.m); Frieda
Saboia de Albuquerque(i.m); Lygia Saboia Castello Branco; Juiz de Direito José Olavo Rodrigues
Frota(i.m); Desembargador João Byron Figueiredo Frota; Silvio Geraldo Figueiredo
Frota(i.m); Antônio Figueiredo Frota; José Figueiredo de Paula Pessoa (Zé
Figueiredo)(i.m); Professora Maria Laís Souza de Paula Pessoa; Sérgio Ricardo
de Oliveira; Cláudia Beatriz de Oliveira; Luis Carlos Souza de Paula Pessoa;
Prof.a Miriam Maia Goersch(i.m); Aurineide Vieira Martins; Prof.
Antonio Ilton Martins; Prof. Francisco Wellington Ximenes de Menezes;
Prof. Edson Andrade; Albetiza Aguiar
Figueiredo; Ernesto Saboia de Figueiredo Jr.; Antônio Figueiredo Neto (Toni );
Maria Inês Figueiredo; Sandra Figueiredo; Silvana Figueiredo; Joyce Figueiredo;
José Borges de Almeida Monte (Zé Monte); Dr. Massillon Saboia de
Albuquerque(i.m); Leonor Coelho Saboia
de Albuquerque; Maria Lúcia Coelho Saboia(i.m); Rogério Coelho Saboia de
Albuquerque; Leonardo Coelho Saboia de Albuquerque; Ernesto Deocleciano Coelho
Saboia; José Carlos Coelho Saboia(i.m); Massillon Coelho Saboia de Albuquerque;
Lucilia Coelho Saboia; Robert Collraine Barclay; Leonor Coelho Saboia(Leonorzinha); Diogo
Araújo; Lourdes Figueiredo Araújo(Lourdinha); Eduardo Figueiredo Araújo;
Cristina Figueiredo Araújo; Paula Figueiredo Araújo; Carlos Alberto Mendes
Forte; Dr. Luis D’Assenção Moraes de Aquino Jr.; Prof. Rômulo Carlos de Aguiar;
Prof. Joaquim Mariano Neto; Areolina Lima Aguiar (Areó); Prof. Modesto Siebra
Coelho; Aurélio Cavalcante da Ponte; Maria do Socorro Ponte; Victor Samuel
Cavalcante da Ponte; Dr. João Conrado Cavalcante da Ponte; José Cavalcante da
Ponte (Zèzinho); Aurélio Cavalcante da Ponte Filho (Aurelinho); Sávio Cavalcante
da Ponte (Savinho) e irmãos; Engenheiro Francisco Figueiredo de
Paula Pessoa(Kiko),; Prof. Ms. Petrônio Emanuel Timbó Braga; Prof. Petrônio
Pinheiro(P.P); José Francisco do Nascimento ( Zé Piru ); Fábio Marinho Figueira
de Saboia(i.m); Maria de Lourdes Sousa Saboia(i.m); Dr. Manoel Marinho Sousa de Saboia ; Gilberto de
Sousa Saboia; José de Sousa Saboia(Zèzinho); Artur de Sousa Saboia; Marlene de
Sousa Saboia; Francisco Chucha Sousa Saboia; Raimunda Nonata de Sousa Saboia; Maria de Fátima Sousa Saboia; Dr.
Plinio Pompeu de Saboia Magalhães(i.m); Maria da Soledade Saboia
(Mariinha)(i.m); José Saboia Neto(i.m) , Moacir Mendes Saboia
(Moca); Plinio Pompeu de Saboia Magalhães Neto (Plininho); Patricia Lúcia
Saboia Ferreira Gomes; Gilberto Saboia Pompeu(i.m); Carlos Henrique Saboia
Pompeu; Ildefonso de Holanda Cavalcante(i.m); Arnaud Cavalcante; João Barbosa
de Paula Pessoa Cavalcante e irmãos; Prof. Almino Rocha Filho; Carlos Janes;
Pudenciana Saboia Alverne (Nasinha)(i.m); Glória Giovana Saboia Mont’Alverne
Girão; Hilton Girão(i.m); Marta Saboia; Gilberto Napoleão Parente e Silva;
Elsie Saboia Barreto; Martônio Barreto Lima(i.m); Dr. Paulo César Saboia
Mont'Alverne; Roberto Vieira dos Santos; Charles Chan; Dr. Carlos Eduardo Tomé
de Saboia(i.m); Jenni Araújo(i.m); Paulo Araújo Saboia; Ligia Saboia; Arlinda
Saboia; José da Costa Monte; Carmita Saboia de Albuquerque Fiúza(i.m); Dulce
Marcondes Ferraz; Francisco Fiuza; ex-Prefeito de Sobral José Euclides Ferreira
Gomes Junior(i.m); ex- Governador e Ministro de Estado Ciro Ferreira Gomes;
Prefeito Cid Ferreira Gomes; Ivo Ferreira Gomes; Víviam Trajano; Cesário
Barreto Lima(i.m); Joaquim Barreto Lima(i.m); Ricardo Barreto Dias; ex-Prefeito
de Sobral; ex-Prefeito de Sobral Jerônimo Medeiros Prado(i.m); Marcos da Cruz;
Dr. Vicente Cristino de Menezes Neto; José Maria Linhares; Analdira Linhares;
Luciano Linhares; Haroldo Linhares; Sérgio Linhares; José Fabião Vasconcelos
Neto; Klaus Dieter; Gilbert Dieter; Paulo Graco; Sônia Saboia; Cícero (Beth
Lanches); Prof. Francisco Rodrigues da Silva; Prof. Carlos Humberto de Sousa
Andrade( Prof. Pepe)(i.m); Prof. Francisco Sampaio Sales; Prof. Delano Klinger
Alves de Sousa; Prof. José Veras Gomes (Zeka); Prof. Adenilson Arcanjo de
Moura; Prof. José Emilson Lima Saraiva; Prof. José Hamilton Máximo de Almeida;
Prof. José Stálio Rodrigues dos Santos; Prof. Marcus Fábio Lima
Ferreira(Bonet); Prof. Arry Rocha de Oliveira(i.m); Ary Rocha de Oliveira;Prof.
Eduardo Mesquita; Totonha(UVA); Maria Lúcia de Oliveira Arruda; Liduíno Sá; Da
Lineda Fialho; motorista Facilita -da UVA; Felipe (Bar); Tadeu Alves Medeiros;
Prof. Francisco Luciano Feijão; Liduína Feijão; Prof. Dimas Morais; Prof
Carpinelli; Prof. José Dimas de Carvalho Muniz; Prof. Franco Feitosa; Profa.
Valéria ;Profa. Miriam Maia Goerch; Rodolfo Basílio; Edwar Paulino Dias; José
Osmar de Albuquerque Filho; Raimundo Deocleciano Frota (Deoclécio); Néris
Frota; Prof. Edgar de Albuquerque Neto; Profa. Nitinha; Profa. Neusita Tabosa;
Benedito Lopes(Bené); Prof. Luis Carlos
de Mesquita e demais professores do Colégio Sobralense; Almirante Paulo Bonoso
Duarte Pinto(i.m); Almirante Heitor Alves Barreira Júnior; Almirante (FN) Paulo
Frederico Soriano Dobbin; Comandante Augusto César da Silva Figueira(i.m);
Prof. Ednardo Silveira; Prof. Gabriel
(Biel); Maria Inês Pires de Saboia(i.m); Padre Domingos Gusmão de Saboia;
Lourival Gadelha Jr.; Prof. Marco
Aurélio de Patrício Ribeiro; Cel. Adyr da Silva Sampaio; Cel. José Nunes de
Melo(i.m); Cel. Carlos Alfredo Teixeira Mendes de Carvalho; Prof. José Amorim
de Sousa; Dr. João Ribeiro Ramos(i.m); Dr. Francisco Antonio Tomás Ribeiro
Ramos; Profa. Teresa Ramos Fonteles(Tia Teka); Dr. Afrânio Fonteles; Dr. Aloísio Ribeiro da Ponte; Dr. Vicente
Abdias Fernandes; Dr. Jurandir Pontes Carvalho Filho; Dr. Domingos Barros de
Melo Neto; Dr. Francisco Plácido Nogueira Arcanjo; Francisco Pais; Luis Augusto
Lima Vieira da Rocha; Carlos Augusto Seabra Baptista; Raimundo Nonato Pimentel
Gomes(i.m); Jacira Pimentel; José Mário Pimentel Gomes; Ebe Pimentel Luz; Valdenísio
Luz; José Euclides Pimentel Gomes; Tonico Figueiredo(i.m); Dr. Pessoa(Chefe do
Hemoce/Sobral); Irismar Peter; Elizabeth
Andrade (Tia Bethu); Hindenburg
Aguiar; João Maia; João Sales (Bar Antárctica)(i.m); Ronaldo Leite; Vileimar
Carneiro; Moacir Feijão; Chagas, do Exército- Ordenança e companheiro de luta
revolucionária de meu pai Caetano Figueiredo; Prof. Benedito Aguiar; Prof.
Manoelito Peixoto(i.m); Margarida Damasceno Peixoto; Jerônimo Edgardo Damasceno
Peixoto; Maria Edgardina Damasceno Peixoto
e irmãos; Enfermeiro Inácio(i.m); motorista Cita; motorista Bibiu(i.m);
Raimundo Sales(Dico)(i.m); Paulo do Dico(i.m.); Vicente Saboia de Albuquerque
Filho(i.m); Anastácia ( Uva); José Arteiro Quinto( Dr. Pirrita); Seu Zèquinha
Martins(i.m); Jocely Dantas Filho; Dr. Ewerton Mendes Mont’Alverne(i.m); Dr.
José Mendes Mont’Alverne(i.m); Pe. João Mendes Lira (Padre Lira)(i.m.); Pe.
José Linhares(Padre Zé); Pe. Osvaldo
Chaves; Dr. Manoel Nobre; José Silvestre Cavalcante Coelho( Dr. Zèquinha
Silvestre)(i.m); Alcides Andrade(Alcides Bôto)(i.m); Miguel Deroci
Carneiro(i.m) e família; Francisco Antonio Andrade; Régis Ferreira Gomes(Régis
Khan)(i.m); Eng. José Gerardo Arruda; Profa. Agnes Barbosa Peter; Rômulo Carlos
de Aguiar; Profa. Ana Angélica Mendes Albuquerque; Profa. Célia Maria Gomes
Bezerra; Geovana Maria Fonteles Sampaio; Profa. Maria do Carmo Cândido de
Sousa; Maria do Socorro da Ponte Feijão; Profa. Maria de Fátima Ponte Ribeiro;
Profa. Melina Ponte Ximenes; Profa. Maria Goretti Tavares Pereira Felipe;
Profa. Germana Maria Cândido; Profa. Maria Neyly de Queiroz Ponte; Profa. Rosa
Virginia do Vale Lima; Profa. Vanderly Gomes Ximenes; Profa. Sandra Maria
Donato; Profa. Benedita Muniz Gomes; Profa. Sandra Maria Cândido; Profa. Suelane Gadelha; Sgt.(P.M) Waumirtes; Sd(P.M.) Acácio;
Profa.
Ene Mendes de Medeiros; Profa. Ana Cristina Gomes de Sousa; Profa. Marly Costa
Farias; Profa. Maria do Carmo Cunha de Carvalho; Profa. Maria da Paz Rodrigues
Veras(Paizinha); Profa. Juvenisia Maria Brandão Mendes(Tia Jujú); Profa. Lilian
de Castro Neves; Profa. Joanita Rodrigues Albuquerque; Profa. Edna de Oliveira
Frota; Prof. Giovanni Barros Gama; Dr.
Tomáz Correa Aragão(i.m); Profa. Minerva Sanford; Prof. Joahannes Peter Van Ool
(Prof. Pedro); Pe. José Palhano de Saboia(i.m);
Prof. Antonio de Saboia Barros(i.m);Maria de Lourdes Saboia; Marcos da
Cruz; Libia Saboia; Ariosto(UVA)(i.m); Antonio Luiz Saboia Alcanfôr; Gonçalo
Saboia Roberto; Mara; Antônio de Saboia Roberto; Antônio Ivamar Saboia dos
Reis; José Vieira Pires de Saboia(Sr. Pires)(i.m) e filhos; Jôiro Gomes da
Silva; Liduíno Sá; Prof. Salmito Campos(UVA); Prof. Tupinambá Linhares e
Alaíde; Profa. Eliete(Colégio Estadual); Prof. Carlos Eduardo Mesquita; Pe.
Martins de Medeiros; Solange Moura Netto; Capitão-de-Mar-e-Guerra
(E.N)Francisco Roberto Portella Deiana; Dr. João Barbosa Pires de Paula
Pessoa;Joab Aragão; Helena Mara; Joãozinho Feitosa; Caetano Thyene; Solange
Saboia; Germano Leôncio; Maurício
Mascarenhas Sanford
· meus companheiros das turmas do Colégio Dr. Ribeiro
Ramos(1965/67), Colégio Militar de Fortaleza (l968/1971 ), Colégio Naval ( l972
/1973), Escola Naval (l974/1976) e Engenharia Civil ( Unifor , l978/1982 ) ;
· os Oficiais e Praças do Exército e da Marinha
com os quais tive a honra de
servir à nossa Pátria;
· minhas queridas Professoras do Curso Primário da Escola Dr. João
Ribeiro Ramos : Da. Carolina Cavalcante, Da.
Luana Rangel Borges e Da. Arminda, a quem muito devo do pouco que hoje em dia sei ;
· os que se foram desta vida e hoje em dia nos inspiram o
sentimento profundo da saudade;
· os estudiosos e genealogistas Cônego Francisco Sadoc de Araújo,
Assis Arruda, Barão de Studart(i.m), Mário Linhares(i.m), Monsenhor Fortunato
Alves Linhares(i.m), Zaqueu de Almeida Braga, Ismar de Melo Torres, Mons.
Vicente Martins(i.m) e muitos outros cujos trabalhos foram fundamentais para a
conclusão desse livro;
· Finalmente , dedico esse livro a todos os estudiosos do assunto,
aos bem intencionados e a VOCÊ, que o lê agora.
· AS PRIMEIRAS
VILAS DO CEARÁ
1.a Aquirás - 25 de janeiro
de 1700.
2.a Fortaleza- 13 de abril de
1726.
3.a Icó - 04 de maio de 1738.
4.a Aracati - 10 de fevereiro
de 1748.
5.a Monte Novo - 14 de abril
de 1764.
6.a Crato - 29 de junho de
1764.
7.a Sobral - 05 de Julho de
1773.
8.a Granja - 27 de junho de
1776.
9.a Quixeramobim - 13 de
junho de 1789.
*Dados da História da Província do
Ceará.(Conforme Ismar de Melo Torres, in GENEAGRAFIA E HISTÓRICO DE CRATEÚS.)
· NOMES ANTIGOS
DE ALGUMAS CIDADES DO CEARÁ
Acaraú – Porto dos Barcos do Acaraú,
Barra do Acaraú, Oficinas, Acaracu.
Alcântaras - Sítio São José, São José
dos Alcântaras.
Barbalha- Salamanca, Cetama.
Bela Cruz- Alto da Genuveva, Santa Cruz.
Brejo- Brejo de Anapurus.
Capistrano - Riachão, Capistrano de
Abreu.
Carnaubal – Carnaubal dos Estorgios.
Chaval- Ibuaçu.
Cariré- Lagoa do Mato.
Coreaú- Várzea Grande, Palma.
Crateús- Piranhas, Príncipe Imperial.
Crato- Missão do Miranda, Aldeia do
Brejo, Vila Real do Crato.
Granja- Macaboqueira.
Ibiapina- São Pedro de Ibiapina.
Iguatú - Telha.
Ipu- Vila Nova do Ipu Grande.
Irauçuba- Cacimba do Meio.
Itapagé- Riacho do Fogo, São Francisco
de Uruburetama.
Itapipoca- Imperatriz.
Jaguaretama – Riacho do Sangue, Frade.
Lavras de Mangabeira- Mangabeira,
Lavras,São Vicente Ferrer, São Gonçalo das Lavras.
Limoeiro do Norte - Limoeiro.
Marco- Marco, São Manoel de Marco.
Martinópole- Córrego da Angica.
Massapê- Massapê, Serra Verde.
Milagres- Povoação Nossa Sra. dos Milagres, Vila dos Milagres.
Mombaça- Maria Pereira.
Moraújo - Pedrinhas.
Morrinhos- Alto das Flores, Morrinho
Alto das Flores.
Nova Russas- Curtume.
Palmácia- Arraial das Palmeiras,
Palmácea.
Paracuru - Alto Alegre do Parazinho.
Pentecostes- Barra da Conceição.
Reriutaba- Santa Cruz, Santa Cruz do
Norte.
Russas - Russas, São Bernardo do
Governador, São Bernardo de Russas.
Saboeiro- Santa Cruz, Caracará(Carcará).
Santana do Acarau- Olho d’Água, Curral
Velho, Licânia, Santana.
Santa Quitéria- fazenda Cascavel.
São Benedito- São Benedito da Ibiapaba.
São Gonçalo do Amarante- Anacetaba.
Sobral- Caiçara, Vila Distinta e Real de
Sobral, Fidelíssima Cidade Januária do
Acaraú.
Tauá - São José do Príncipe, São João do
Príncipe dos Inhamuns
Tianguá- Chapadinha, Barrocão.
Ubajara- Jacaré.
Uruburetama- Sítio Arraial, Vila de São
João de Uruburetama, Arraial.
Viçosa- Vila Viçosa Real,Ibiapaba,
Viçosa do Ceará.
*Conforme o Pe. e Historiador João
Mendes Lira, em SUBSÍDIOS PARA A
HISTÓRIA ECLESIÁSTICA E POLÍTICA DO CEARÁ, 1984, Rio de Janeiro.
Acrescentamos, ainda:
Jucás - Vila de São Mateus.
Boa Viagem - Povoação de Cavalo Morto.
Independência - Pelo Sinal.
Groaíras - Riacho dos Guimarães.
Barroquinha - Paço Imperial.
Paracurú - Vila de Alto Alegre.
Apuiarés - Jacú.
Caucaia - Soure.
Meruoca - Beruoca.
Massapê - Vila Verdade.
*A maioria destas últimas informações
foram transmitidas ao Autor pelo Prof. Universitário Almino Rocha Filho.
· NOMES
ATUAIS DE ANTIGAS RUAS E PRAÇAS DE SOBRAL
Rua Domingos Olímpio - R. Marquês de Herval, Rua da Aurora, R.
Desembargador Moreira da Rocha.
Rua Cel. Ernesto Deocleciano - Rua Nova
do Rosário, Rua do Campelo.
Av. Dr. Guarany - Rua da Cruz das Almas,
Boulevard Dom Pedro II.
Av. Dom José - Rua da Vitória, Rua Senador Paula.
Rua Diogo Gomes - Rua dos Cocos.
Rua Pe. Fialho - Rua Nossa Senhora do
Bom Parto, Rua Santo Antônio.
Praça Senador Figueira - Praça da
Fortaleza, Praça Dr. João Tomé.
Praça Dr. José Saboia - Praça Barão do
Rio Branco, Praça do Mercado, Praça da Coluna da Hora.
Rua Oriano Mendes - Rua do Oriente.
Rua Deolindo Barreto - Rua Maestro José
Pedro.
Rua Conselheiro Rodrigues Júnior - Rua
da Gangorra.
Rua Cel. José Saboia - Rua Velha do
Rosário.
Praça Samuel Gomes da Ponte - Praça João
Pessoa.
Rua Cel Joaquim Ribeiro - Rua do Cisco,
Rua da Palma.
R. Conselheiro José Júlio - Rua Augusta,
Rua Jacinto Tercio Gondim.
Rua das Dores - Rua do Rio.
Rua do Menino Deus - Rua Grande, Rua da
Penha, Rua do Negócio.
Praça da Várzea - Rua Campina da Jurema.
Praça Duque de Caxias - Praça
Imperial, conhecida comoPraça do Siebra, Praça do Bosque.
Praça Professor Arruda - Praça da Boa
Vista, Pracinha do Amor.
Praça General Tibúrcio - Praça da
Meruoca.
· OS
MENINOS" IMPERADORES "DE SOBRAL
O historiador Alberto Amaral escreveu em sua excelente obra Para
a História de Sobral, hoje rarissimamente encontrada :
"É de 1918 o último "Imperador", extinguindo-se uma
tradição que em Sobral provinha da primeira metade do século passado.
Consistia na escolha anual, por sorteio,
de um menino que presidia simbolicamente as festividades do Divino Espírito
Santo.
Esta escolha, firmada no critério de recair sobre uma criança cujos pais
se credenciavam à consideração dos paroquianos, excluia por outro lado a
possibilidade de contemplar mais de um
filho do mesmo casal.
No primeiro dia da novena de junho consagrada ao Divino Espírito Santo,
tinha lugar na Matriz a entronização do “Imperador”, que, cingindo à testa sua
famosa coroa, empunhava garbosamente o cetro.
Era assim paramentado que ele, concluída a cerimônia na Igreja, voltava
em cortejo à casa paterna, dando início às danças, que em alguns casos se
repetiam todas as noite do período novenal.
No dia seguinte ao da derrradeira novena, domingo do Espírito Santo,
após a missa, realizava-se o sorteio do “Imperador” para o ano seguinte.
(...) A relação nominal dos
“Imperadores”, de 1847 a 1918, que abaixo transcrevo, foi gentilmente enviada a
meu pedido por S. Exa Revma.
D. José Tupinambá da Frota.(...).
Relação dos meninos “Imperadores” e dos seus pais, a
contar do ano em que chegou à freguesia
de Sobral o Vigário Francisco Jorge de Sousa.
1847 - Rufino, filho
do Cel. Rufino Furtado de Mendonça.
1848 - José, filho do Maj. Miguel Francisco do Monte.
1849 - Francisco, filho do Maj. Joaquim Lopes dos Santos.
1850 - Estevão, filho do Capitão Cesário Ferreira da Costa.
1851 - João, filho do Major João Antonio Cavalcante.
1852 - não houve.
1853 - João, filho do Cel. João Thomé da Silva.
1854 - Vicente, filho do Major Sancho Ferreira Gomes.
1855 - não houve.
1856 - Joaquim, filho do Cel. Joaquim Lourenço Franca.
1857 - Emílio, filho do Major Manoel Francisco de Morais.
1858 - José, filho do Capitão Galdino
Alves Cavalcante.
1859 -Alfredo, filho do Capitão Manoel
Marinho Lopes de Andrade.
1860 - Petronilho, filho do Major
Trajano José Cavalcante.
1861 - João, filho do Major Frederico Rodrigues Pimentel.
1862 - Candido, filho do Comendador João
Mendes da Rocha.
1863 - João, filho do Dr. João
Felipe Bandeira de Melo.
1864 - não houve.
1865 - Diogo, filho do Cel. Diogo Gomes Parente.
1866 - Thomaz, filho do Dr. Vicente
Alves de Paula Pessoa.
1867 - Felinto, filho do Capitão Antonio
Raymundo Cavalcante.
1868 -Pedro, filho do Coronel José Gomes
Rodrigues de Albuquerque.
1869 - Vicente, filho do Major Vicente
Severino Duarte.
1870 - Cesario, filho do Capitão Cesario Ferreira Gomes.
1871 - Vicente, filho do Coronel
Francisco Alves da Fonseca.
1872 - Francisco, filho do Conselheiro
Antonio Joaquim Rodrigues Junior.
1873 - João, filho do do Ten. Cel. Antonio Regino do Amaral.
1874 - Antonio, filho do Major João
Ferreira da Rocha Frota.
1975 - Joaquim, filho do Major Joaquim
Rodrigues de Albuquerque.
1876 - José, filho do Capitão Jacinto
Tercio de Oliveira Gondim.
1877 - Julio, filho do Coronel Francisco
de Albuquerque Rodrigues.
1878 - José, filho do Major Joaquim da Frota Vasconcellos.
1879 - João, filho do Major Antonio
Rangel do Nascimento.
1880 - Francisco, filho do Coronel João
Evangelista da Frota.
1881 - Fenelon, filho do Capitão Manoel Saboia de Castro.
1882 - Raimundo, filho do Ten. Cel. João Felipe Frota.
1883 - João, filho do Maj. Manoel
Felizardo Pereira Mendes.
1884 - Eurico, filho do Dr. João
Francisco do Monte.
1885 - José, filho do Cel. José Figueira de Saboia e Silva.
1886 - José, filho do Sr. Manoel Arthur da Frota.
1887 - Luiz, filho do Sr. José Silvestre Gomes Coelho.
1888 - Alexandre, filho do Sr. Alexandre Mendes.
1889 - Antenor, filho do Sr. José Vicente Franca Cavalcante.
1890 - Alarico, filho do Cel. Antonio
Mont’Alverne.
1891 - Alfredo, filho do Dr. Alfredo Marinho de Andrade.
1892 - Sergio, filho do Sr. Adolfo
Saboia.
1893 - Não houve.
1894 - Massillon, filho do Cel. Ernesto Deocleciano de Albuquerque.
1895 - Oscar, filho do Sr. José Porfirio
de Paula.
1896 - Não houve.
1897 - Manoel , filho do Sr. Vicente
Adeodato Carneiro.
1898 - Cesario, filho do Dr. Vicente
Cesario Ferreira Gomes.
1899 -
Oscar, filho do Sr. Frederico Bessa .
1900 - Pedro, filho do Cel. José
Ignacio Parente.
1901 - Francisco, filho do Dr. João
Julio de Almeida Monte.
1902 - José, filho do Coronel José
Candido de Souza Carvalho.
1903 - José, filho do Sr. Francisco de
Paula Pessoa.
1904 - Francisco, filho do Sr. Ernesto
Esperidião Saboia de Albuquerque.
1905 - Thomaz , filho do Sr. Cesario
Pompeu Magalhães.
1906 - Antonio, filho do Sr. Antonio
Frutuoso Frota.
1907 - Caetano, filho do Dr. Antonio de
Paula Pessoa de Figueiredo.
1908 - Edson, filho do Sr. Henrique Severino Duarte.
1909 - Nilo, filho do Sr. Domingos
Deocleciano de Albuquerque.
1910 - Antonio, filho do Sr. Francisco
Rodrigues dos Santos.
1911 - Ernesto, filho do Dr. José Saboia de Albuquerque.
1912 - Ernesto, filho do Cel Vicente
Saboia de Albuquerque.
1913 - Manoel, filho do Sr. Antonio
Rodrigues dos Santos.
1914 - João, filho do Sr. Francisco
Petronilho Gomes Coelho.
1915 - Humberto, filho do Sr. John
Sanford.
1916 - José, filho do Sr. Francisco
Porfírio da Ponte.
1917 - José, filho do Sr. Oswaldo Rangel Parente.
1918 – Danilo, filho do Sr. Joaquim da
Silveira Borges.
(Conforme Alberto Amaral in Para a História de Sobral, R.J,
1951.)
· BARÕES ANTIGOS
Barão de Aquiraz – Gonçalo Baptista
Vieira.
Barão de Aracati – José Pereira da
Graça.
Barão de Aratanha – José Francisco da
Silva Albano.
Barão de Canindé – Paulino Franklin do
Amaral.
Barão de Camocim – Geminiano Maia.
Barão do Crato – Bernardo Duarte
Brandão.
Barão de Ibiapina – Joaquim da Cunha
Freire.
Barão de Messejana – Antonio Candido
Antunes de Oliveira.
Barão de S. Leonardo – Leonardo Ferreira
Marques.
Barão de Sobral – José Júlio de
Albuquerque Barros.
Barão de Studart – Guilherme Studart.
Barão de Vasconcelos – Rodolpho Smith de
Vasconcelos.
· ORIGENS DA CIDADE DE
SOBRAL
Escreve Alberto Amaral em seu livro PARA
A HISTÓRIA DE SOBRAL:
"
DA CAIÇARA A SOBRAL
O Capitão Antonio Rodrigues Magalhães e sua mulher Quiteria Marques de
Jesus, além da fazenda do Macaco, onde moravam, possuiam na mesma Ribeira do
Acaraú , povoação da Caiçara, um "sitio" de 100 braças de terra em
quadro.
Perante o tabelião Roque Correia Marreyros, por escritura de 6 de
dezembro de 1756, fizeram doação do "sitio" para patrimônio de Nossa
Senhora da Conceição, orago da freguesia da Caiçara.
O documento indica as esquinas da antiga Capela como pontos de
referência para a demarcação da área doada. Uma das confrontações rumava da
esquina da sacristia à ribanceira do Acaraú.
Segundo uma outra indicação veiculada pela tradição oral, consta que a
atual rua do Portela é o logradouro mais antigo nas imediações, onde ficava a
casa da Fazenda Caiçara. Havia tambem uma lagôa - a única, aliás, nas
proximidades - "a lagôa da Fazenda" , assim chamada por fazer parte
da estância.
Caiçara, vocábulo indigena, quer dizer " cercado velho
".
Na humilde condição de povoado, sem embargo de seu acelerado
crescimento, permaneceu Caiçara até o ano de 1773.
A 5 de julho de 1773 ganhou fóros de Vila, em cumprimento da Carta Régia
de 22 de julho de 1776 expedida ao Governador de Pernambuco, Manoel da Cunha
Menezes.
Não havia especifica menção da
Caiçara nessa Ordem Real. Seu propósito era dar corretivo aos nômades
turbulentos que traziam em dasassossego a Capitania, "para que se
ajuntassem em povoações com mais de cinquenta fogos, repartindo-se entre êles
com justa proporção as terras adjacentes, sob pena dos refratários serem
considerados inimigos e como tais punidos severamente".
Demorou sete anos para que chegasse a vez da Caiçara tornar-se Vila.
Mereceu a incumbência de erigi-la o Ouvidor Geral e Corregedor da
Comarca do Ceará Grande, Dr. João da Costa Carneiro e Sá, que, congratulando-se
com os novos municipes, foi buscar do logar em que nascera, no concelho ou
distrito de Vizeu, ao norte de Portugal, o nome da vila recem-creada : SOBRAL,
ou melhor- "Vila Distinta e Real de Sobral".
Quando à septuagenária Vila foi outorgado o predicamento de Cidade, os
sobralenses experimentaram uma surpresa e uma decepção.
O presidente da provincia, José Martiniano de Alencar, estivera um mês
antes em Sobral para sufocar a rebelião deflagrada pelas forças que seguiram
para combater os balaios. Na noite de 11 de dezembro de 1840 o grupo sedicioso
capitaneado por Francisco Xavier Torres tentou a deposição do presidente, que
se hospedara na casa do Senador Francisco de Paula Pessoa, à rua da Vitória,
hoje Senador Paula. A hospitaleira mansão, a que o destino reservara honrosas
finalidades, pois veio a ser sede do Bispado de Sobral, e readaptada para
modelar educandário, o "Ginásio Sant'Ana", ficou ainda em nossa
história como "Residência do Govêrno do Ceará", tal qual precede a
assinatura do presidente Alencar na Ordem de 12 de dezembro de 1840, adiando as
eleições pelo tempo necessário à pacificação geral da Provincia.
Um dos seus primeiros atos, de regresso à capital, foi dar andamento à
lei elevando a vila à categoria de cidade, lei que tomou o no
229, de 12 de janeiro de 1841, com o seguinte texto:
"Art o 1o - Fica elevada à
categoria de Cidade a antiga vila de Sobral, com o titulo de - Fidelissima
Cidade Januária do Acaraú.
"Arto 2o - Revogam-se as
disposições em contrário."
Reconhecido embora à hospitalidade sobralense, o presidente provincial
José Martiniano de Alencar denunciava por outro lado com seu ato o intuito de
lisonjear a Familia Imperial, na pessoa da Princesa Januária, irmã de D. Pedro
II.
Os sobralenses, por seu turno, não lhe perdoaram a subalternidade, que
lhe viria arrebatar o nome batismal da cidade,
Ante a repulsa unânime da população sobralense, o artigo 2o
da referida lei apenas conseguiu subsistir por um ano.
Ao presidente Alencar sucedeu, na chefia do executivo provincial, o Dr.
José Joaquim Coelho, que, sancionando a lei n.244, de 25 de outubro de 1842,
devolveu à nossa Cidade o nome que pertencia à vila: " A cidade de
Januária se denominará doravante Cidade de Sobral."
Rio de Janeiro, 10 de maio de 1950.
"
(Desde
o advento da República)
Cel. José Ferreira
Gomes................................................1891/1892
Rosendo Augusto de
Siqueira........................................1892/1902
Dr. Alfredo Marinho de Andrade..................................1902/1904
Cel. José Ignacio Alves
Parente.....................................1904/1908
Cel. Frederico Gomes
Parente........................................1908/1912
Cel. José Candido Gomes
Parente..................................1912/1914
Francisco Porfirio da Ponte.....................................................1914
Cel. Frederico Gomes
Parente........................................1914/1916
Dr. José Jacome de
Oliveira...........................................1916/1920
Henrique Rodrigues de
Albuquerque.............................1920/1923
Antonio Mendes
Carneiro.......................................................1923
Ernesto Marinho de Albuquerque Andrade.................1924/1928
Monsenhor Fortunato Alves
Linhares.....................................1928
Dr. José Jacome de
Oliveira...........................................1928/1930
Arthur da Silveira
Borges...............................................1930/1932
Ten. Floriano
Machado............................................................1932
Dr. Paulo de Almeida
Sanford.................................................1932
Alpheu Ribeiro
Aboim............................................................1933
Dr. Leocadio de Araujo
Júnior.......................................1934/1935
Ataliba Daltro Barreto.............................................................1935
Vicente Antenor Ferreira
Gomes....................................1935/1944
Dr. João de Alencar
Mello..............................................1944/1945
Dr. Arnaud Ferreira Baltar.......................................................1945
Randal Pompeu de Saboya Magalhães .......................1945/1946
Dr. João de Alencar
Mello.......................................................1946
Dr. José Gerardo Frota
Parente................................................1947
Ataliba Daltro
Barreto....................................................1947/1948
Dr. Jacyntho Antunes Pereira da
Silva...........................1948/1951
Antonio Frota
Cavalcante...............................................1951/1955
Dr. Paulo de Almeida
Sanford........................................1955/1959
João Germano da Ponte
Neto......................................................
Pe. José Palhano de Saboia...........................................1959/1963
Cesário Barreto
Lima.....................................................1963/1967
Jerônimo Medeiros
Prado..............................................1967/1971
Joaquim Barreto
Lima(Quinca)......................................1971/1973
José Parente Prado..........................................................1973/1977
José Euclides Ferreira Gomes
Junior.............................1977/1982
Joaquim Barreto
Lima....................................................1983/1988
José Parente Prado..........................................................1989/1992
Francisco Ricardo Barreto
Dias......................................1993/1994
Aldenor Façanha
Junior..................................................1994/1996
Cid Ferreira
Gomes........................................................1997/2000
Cid Ferreira
Gomes........................................................2001/2004
Leônidas de Menezes
Cristino..........................................2004/
A família Saboia deu, assim,
quatro Prefeitos para a Cidade de Sobral.
SOBRAL DE MINHA INFÂNCIA
Nossa querida cidade sempre foi muito agradável e hospitaleira para os
seus habitantes nativos, ou mesmo para aqueles que a elegeram por morada. O
povo de Sobral é antes de tudo um povo amigo, pacato e ordeiro.
Quando menino, lembro-me de uma Sobral que possuia poucas ruas com asfalto,
diferente da cidade que encontramos hoje
em dia. Na década de 60 as ruas Cel. José Saboia, Ernesto Deocleciano, trechos
da Av. Dom José e uma ou duas travessas no centro da cidade, já possuiam
revestimento asfáltico, e eram as únicas ruas de Sobral com estas
características. Além delas, existia asfalto na pista que dá acesso à Serra da
Meruoca, assim mesmo até uma certa altura, ou seja, até antes do início da subida
da Serra. Como a chamada pista ficava distante do centro da cidade, após
os trilhos, quando alguém queria menosprezar alguém dizia: “Aquele ali? Ele não
vai nem prá pista...”
Sobral possuia três cinemas: Cine Alvorada, Cine Rangel - de bonita arquitetura
e que, infelizmente, não foi preservado- e Cine São João, sendo que os dois
primeiros eram os mais movimentados.
A diversão dos meninos de minha idade era jogar futebol nas praças,
tomar banho no Rio Acaraú e assistir ao cinema; brincar de espadas feitas de
madeira, ou de "esconde e esconde" era também muito apreciado. Minha
geração não teve a infelicidade de conviver com estes "agitos"
malfadados dos adolescentes de hoje, nem com a violência que atualmente faz
parte do cotidiano. Éramos amigos próximos uns dos outros, e a diferença de
classes sociais não era tão gritante como nos dias atuais, caracterizada pela
infame exclusão social, causa de quase todas as mazelas que nos atingem.
Não tínhamos, felizmente, contato algum com as drogas, estando esta
praga restrita aos marginais que muitas vezes iam fumá-la no morro do Alto do
Cristo. É verdade que pitar um cigarro(Continental, BB, Minister, Hollywood)
dava às mocinhas a falsa idéia de que estávamos amadurecendo, já quase
adolescentes, portanto mais ajuizados( em muitas das vezes, um ledo engano...).
Éramos bem servidos na área de educação, aliás, muito bem servidos.
Existiam boas escolas, destacando-se o Colégio Sobralense, de gloriosas
tradições e pelos bancos do qual passaram muitos dos filhos ilustres de Sobral;
tínhamos o Colégio Estadual, com um bom
nível de ensino e também o Colégio Dr.
Ribeiro Ramos, que ficava na Praça do Hotel Municipal e era denominado Escolas
Reunidas Dr. João Ribeiro Ramos; o Colégio Santana, de grande tradição, era
outra escola de destaque; tínhamos também o Patronato, que funcionava no mesmo
local de hoje e o Colégio Prof. Arruda, entre os que eu me recordo.
A Fábrica de Cimento passou a existir a partir dos meados da década de
60, e lembro-me bem de alguns Engenheiros e Técnicos estrangeiros que a vieram
montar.
A Fábrica de Tecidos, que desempenhou papel vital para o desenvolvimento
de Sobral e que foi fundada por Ernesto Deocleciano, citado neste trabalho,
ainda emitia seus suspiros de esperança: refiro-me ao apito da citada fábrica,
se não me engano por volta das 5 horas da manhã e depois às 17 horas.
O casario de Sobral era muito bonito, e embora continue a sê-lo, muitos
prédios foram criminosamente demolidos. Se tal fato não houvesse ocorrido,
ainda hoje poderíamos desfrutar do prazer de ver o velho casario de nossos
antepassados e mostrá-lo aos nossos filhos. O prédio do Cine Rangel era de uma
arquitetura fabulosa; o mesmo acontecia com a "casa dos leões", onde
residia a família do Dr. Fábio Saboia; subindo um pouco, e já atrás dos
Correios, podíamos encontrar várias casas muito bonitas com azulejos
portuguêses nas paredes; Infelizmente
estas construções foram destruídas pela ganância, pela insensibilidade e pela
ignorância peculiares àqueles que não possuem formação cultural adequada, o que
nos faz lembrar do perigo de " darmos pérolas aos porcos".
As festas de Carnaval eram memoráveis. Quando ainda menino, lembro-me de
dois blocos marcantes e que praticamente monopolizavam o carnaval sobralense:
refiro-me aos Contras e aos Abutres.Os que integraram estes blocos
eram mais velhos que os meninos de minha geração: devem ter hoje em dia idade
superior a 55 anos.
Outro fato que marcou minha infância e que me causava medo, era ver na
rua o carro preto que levava os mortos para o cemitério e que era chamado de
"funeral". Porém, mesmo o carro citado, apesar de lúgubre, trouxe-me
ensinamento importante e válido, qual seja o de pensar na brevidade desta
existência, evitar o mal e procurar fazer, se possível, apenas o bem.
Vizinho ao Cine Alvorada, de inesquecíveis matinês, ficava o Bar
Crepúsculo, de um lado, e, do outro, a Livraria Feira do Livro. Atravessando a
rua tínhamos a sempre tradicional Padaria Princesa do Norte e, quase vizinho a
esta, a lanchonete Serve Bem, que pertencia ao Sr. Bismarck e fazia
sanduíches(americano, principalmente) maravilhosos.
Andando na mesma calçada da Princesa do Norte, em direção ao Rio Acaraú,
encontrávamos o Bar Antárctica, do João Sales, mas a idade não nos permitia
freqüentá-lo, ainda. Onde hoje fica o Focus Studio, que revela fotografias, se
encontrava a mercearia do Dico, que era muito sortida, e lembro-me bem ainda de
como, quando criança, empezinhava o meu pai em busca de bombons.
As temporadas na Serra da Meruoca eram muito boas. Naqueles idos de 60,
a Serra ainda não fora devastada pelo desmatamento. Existiam muitos pássaros,
os cajueiros e as mangueiras eram frondosos e na serra ainda fazia bastante
frio, que começávamos a sentir logo quando a subíamos. Hoje em dia, a
perniciosidade característica da mente dos que só visam auferir lucros, de
preferência fáceis, conseguiu reduzir a vegetação da Serra da Meruoca a um
monte de arbustos. As árvores grandes e antigas, que o tempo levou anos e anos
para formar, foram em sua maioria derrubadas por pessoas irresponsáveis: chamam
a isto de "progresso".
SOBRAL DE MINHA MOCIDADE
A Sobral de minha mocidade pouco se
diferenciou da de minha infância. Estudei de 1968 a 1971 no Colégio Militar de
Fortaleza, contudo, vinha a Sobral todas
as vezes em que me encontrava de férias, ficando hospedado na casa do Sr.
Aurélio Ponte.
No início da década de 70, Sobral tinha,
basicamente, dois locais onde a sua juventude divertia-se, acompanhada, na
maioria das vezes, por seus pais.
Tínhamos o Restaurante O Chicão, no
Início da atual Rua Oriano Mendes, que possuía uma boite familiar, e para onde
ia a maioria daqueles que queriam se divertir aos sábados.
Na Sexta-feira, dançava-se no
Restaurante Entre-Rios, que pertencia ao saudoso "Pintinho" e ficava
perto da Ponte da Tubiba. Ambos os locais eram muito agradáveis.
Muita gente passava as férias na Serra
da Meruoca, neste tempo ainda bastante frondosa, mas já notava-se, aqui ou acolá, o crime cometido
por alguns inconscientes, que a desmatavam, para fazerem plantações de café.
Sobral era muito tranquila, inexistindo
a violência.
Realizavam-se as tertúlias nas casas de família, isto durante o período
de férias e os rapazes e moças comportavam-se dignamente.
Durante a Páscoa tínhamos a derrubada do
Judas, na Praça da Várzea, onde estava localizada a casa do ex-Deputado Chico
Figueiredo, já falecido. Na mesma praça já existia o Bar do Enoque, que
funciona no mesmo local ainda hoje em dia.
Final de ano íamos à famosa festa do
Derby Clube Sobralense, dia 31 de dezembro. O clube ficava superlotado e
tínha-se de usar paletó para entrar no mesmo. Do início, às 22 horas, até
meia-noite, ouvia-se e dançava-se músicas da época, ou antigas. Meia-noite em ponto, o crepitar de fogos anunciava mais um ano
vindouro, cheio de esperança; cantava-se o Hino Nacional e, após isto, começava
o Carnaval, que ia até 5 ou 6 horas da manhã.
SOBRAL DE MINHA MATURIDADE(1990-2007)
Após residir 22 anos distante de meu Torrão Natal, minha querida Sobral,
para cá retornei em janeiro de 1990 com a finalidade de lecionar no Colégio
Geo-Studio, que aqui se instalara naquele ano.
Encontrei uma Sobral muito motificada, sobre a qual buscarei tecer
alguns comentários.
Muita coisa mudara, algumas,
infelizmente, para pior. O Carnaval de Clubes, com exceção do "Bal
Masquê", praticamente acabara- a população preferia, como ainda hoje,
viajar para Camocim ou Parnaíba; o Bloco dos Sujos ainda trazia- como hoje-
alegria ao carnaval; na área da política, Sobral estagnara por completo; na
área da educação o Colégio Sobralense, a
U.V.A- por falta de verbas- e o Colégio Estadual Dom José Tupinambá da Frota
deixavam, no início de 1990, muito a desejar.
Porém, logo as coisas começaram a melhorar: o Colégio Sobralense passou
a ser dirigido pelo Geo- Studio e, apesar do excessivo amor ao dinheiro
demonstrado por seus donos, ávidos de lucro, melhorou bastante. A Universidade
Estadual Vale do Acaraú deu um passo gigantesco quando o Prof. José Teodoro
Soares e o Prof. Evaristo Linhares Lima assumiram, respectivamente, a Reitoria
e a Vice-Reitoria e, em parceria com o Governo do Estado do Ceará, começaram
a trabalhar no soerguimento da Instituição.
A UVA é hoje reconhecida além das fronteiras do Ceará, deixando de ser a
Universidade amadora que foi um dia - não por causa de sua direção, que foi
exemplarmente exercida pelo Cônego Sadoc
de Araújo, mas sim, por falta de verbas- para tornar-se um centro de estudos
profissional. Foram promovidos inúmeros concursos, que muito melhoraram o
desempenho do corpo docente; cursos foram criados: Geografia, Física, Química,
Biologia, Administração, Computação, Zootecnia, Direito e Medicina(os dois
últimos em parceria com a Universidade Federal do Ceará), entre outros.
Na política, após o troca-troca diário
de Prefeitos, Sobral melhorou quando assumiu a Prefeitura o então Deputado Cid
Ferreira Gomes: foram promovidos concursos e moralizada a administração.
Em termos de industrialização,
instalaram-se algumas fábricas na cidade, sendo a Grendene- de sapatos- a maior
delas.
O Museu foi reformado com a ajuda da UVA
e de Órgãos Governamentais da Alemanha e o Solar dos Figueiredo, que encontrei
caindo aos pedaços em 1990, foi reconstruído, sendo obedecidas as suas
características originais, e transformado na Casa de Cultura de Sobral.
Contudo, a violência, como em todo o Brasil, aumentou muito. Surgiram problemar de drogas e outras
mazelas graves.
A cidade foi asfaltada de forma
incorreta, asfaltando-se até mesmo travessas pequenas- o que é desnecessário.
Tal fato em muito contribuiu para que a média de temperatura aumentasse: já não
sentimos, hoje em dia, à noite, o
"friozinho" que fazia outrora.
Com relação às diversões noturnas, as serestas, as românticas tertúlias,
as festas elegantes nos Clubes Sociais cederam lugar, infelizmente, aos
"badalos" dos inferninhos, às bandas horrorosas de nomes
imcompreensíveis, bandas estas, quase todas, mercenárias e alienantes, que só
fazem apologia de drogas, crimes e violência, os motéis de prazeres sujos e
passageiros, e a outras mil mazelas impublicáveis.
Gangs se formaram, contribuindo, assim, para o aumento da criminalidade.
As Igrejas, outrora aos domingos cheias de pessoas em busca de fé, se
mostram vazias.
Concluindo: se ocorreram mudanças positivas, igualmente outra mudanças vieram para pior, a nosso ver.
Devemos compreender, porém, que Sobral faz parte de um País que agoniza: o
Brasil. E, em assim sendo, as coisas não poderiam se passar de forma diferente
por aqui, visto que estamos inseridos neste contexto social dramático.
· A ACADEMIA
SOBRALENSE DE LETRAS
Escreveu Marcos da Cruz em sua
coluna semanal DAQUI E...DACOLÁ,
publicada no jornal O Noroeste do dia 22 de janeiro de 2000: " Fundada a 3
de maio de 1922 por um grupo de eminentes sabralenses, amantes das Letras,
dentre os quais o Juiz Municipal e eloquente orador, Dr. José Clodoveu de
Arruda Coelho e mais os sócios a seguir: 1.Pe. Leopoldo Pinheiro Fernandes; 2.
Dr. Cláudio Nogueira; 3. Dr. Lauro
Meneses; 4. Jornalista Craveiro Filho; 5. Pe. Fortunato Alves Linhares; 6.
Prof. Paulo Aragão; 7. Dr. Benjamim Hortêncio; 8. Dr. Atualpa Barbosa de Lima;
9. Dr. Luiz Viana; 10. Dr. Ruy de Almeida Monte; 11. Antônio Oriano Mendes.
Foi o seu primeiro Presidente o Pe. Leopoldo Fernandes, e a primeira
reunião foi na residência do Dr. Cláudio Nogueira à Rua Senador Paula, hoje
Avenida Dom José.
Atualmente a Academia Sobralense tem os seguintes titulares para as suas
quarenta cadeiras:
Evaristo Linhares Lima(1); José Ferreira
Portela Neto(2); José Ribamar Coelho(3); Francisco Jerônimo Torres(4);
Francisco Sampaio Sales(5); Maria Dias Ibiapina(6); Ataliba Araújo Moura(7);
Raimundo Nonato Arcanjo(8); Almino Rocha Filho(9); Pe. Jairo Linhares
Ponte(10); José Maria Soares(11); Pe. João Mendes Lira(12); José Gerardo Frota
Parente(13) (vaga); Francisco de Assis Vasconcelos Arruda (14); Cônego
Francisco Sadoc de Araújo(15); Maria das Graças Teixeira Pontes(16); João Edson
Andrade(17); João Ribeiro Ramos(18); Dr. Vicente Abdias Fernandes(19); José
Euclides Ferreira Gomes Júnior(vaga)(20); João Alves Teixeira(21); Mons. Sabino
Guimarães Loiola(22); Dr. Francisco Antônio Tomaz Ribeiro Ramos(23); Expedito
Gerardo de Vasconcelos(24); Dr. José Teodoro Soares (25) ; Maria Leilah Cabral
Araújo Monte Coelho(26); Tereza Maria Ribeiro Ramos Fonteles(27); Maurício
Mamede Moreira(28)(vaga); Gizela Nunes da Costa(29); Gerardo Rodrigues
Albuquerque(30); Cônego Joviniano Loiola Sampaio(31)(vaga); Dom Walfrido
Teixeira Vieira(32); Edson Luis Rodrigues de Almeida(33); Francisco José
Soares(34); Raimundo Aristides Ribeiro(35); Raimundo Rodrigues Pinto(36); Mons.
Tibúrcio Gonçalves de Paula(37); Francisco Santamaria Mont'Alverne Parente(38);
Dr. Thomaz Corrêa Aragão(39)(vaga); Pe. José Linhares Ponte(40)."
BIOGRAFIA
RESUMIDA DE ALGUNS ACADÊMICOS
(1) Evaristo
Linhares Lima, filho de Cícero Ribeiro Lima e de Ana Linhares Figueiredo.
Cursou Filosofia no Seminário de
Fortaleza; bacharelou-se em Direito e é licenciado em Letras Clássicas.
Possui os seguintes Títulos de
Pós-Graduação: Especialista em Educação para a América Latina; Universidade de
Brasília; DEA em Sociologia, Universidade René Descartes-Paris V-
Sorbonne-Paris-França.
Foi Professor Titular da Universidade do
Estado do Ceará, Professor do Liceu e do Colégio Estadual Justiniano de Serpa;
Coordenador do Departamento de Ciências da Universidade do Estado do Ceará e
assumiu outros importantes cargos no Estado. Centro de pesquisas Educacionais
da Universidade de São Paulo. Tese de Mestrado/ UNB(Universidade de
Brasília)-1976.
Escreveu inúmeros artigos em revistas
especializadas na área de educação.
O Professor Evaristo é hoje Vice-Reitor
da Universidade Vale do Acaraú-UVA, sediada na cidade de Sobral-Ceará. É
Presidente da Academia Sobralense de Estudos e Letras.
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(2)José
Ferreira Portela Neto nasceu em Sobral em 2 de abril de 1932, filho de
Romão Ferreira da Ponte e de Maria Amélia da Ponte. Foi funcionário do Banco do
Nordeste do Brasil(1958) e do Banco do Brasil S.A (1958 a 1985). Atualmente é
professor concursado da Universidade Estadual Vale do Acaraú.
................................
(3) José
Ribamar Coelho nasceu em Sobral a 9
de janeiro de 1934, sendo filho de José Antenor Coelho e de Mariana Júlia.
Funcionário aposentado do INSS, é empresário do setor gráfico, sendo sócio da
Tipografia Lux Ltda.
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(5) Francisco
Sampaio Sales nasceu na Meruoca filho de Gabriel Francisco de Sales e Maria
Sampaio Sales. É Professor Universitário
e Engenheiro Operacional, além de radialista. Durante muitos anos fez o
programa radiofônico Ao Cair da Tarde, de grande audiência na zona Noroeste do
Estado, dedicado à Música Popular Brasileira.Atualmente desempenha importantes
funções da Universidade Vale do Acaraú.
................................
(12) Padre João Mendes Lira nasceu em Sobral no dia 23 de janeiro de 1925 e faleceu em 2005. Fez
seus primeiros estudos na Escola Elvira, nome de uma senhora que viera do
Amazonas. Estudou, em seguida, com o Professor Luis Felipe. Segundo palavras do
próprio Pe. Lira : "Elvira era uma professora muito dedicada e em sua
escola haviam três classes: além da Prfessora Elvira tinha Dona Benvinda e o
Sr. Luis Felipe.
Depois de frequentar a Escola Superior
do Sr. Luis Felipe, recebi o "Diploma" para frequentar a Escola
Modêlo do sr. Pintinho.
Assim me preparei para o Exame de
Admissão. Depois fui aprovado no Seminário Diocesano, onde me formei..."
Padre Lira foi durante muitos anos
Professor do Colégio Sobralense. Homem
culto, simples e querido, publicou diversas obras, entre as quais podemos
citar: Subsídios para a História Eclesiástica
e Política do Ceará, Sítios
Arqueológicos Encontrados na Região centro-Norte do Ceará, e vários outras
publicações que muito contribuíram para o aprimoramento cultural do povo
sobralense.
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(14) Francisco de Assis V. Arruda, natural de Sobral (CE), nascido a 18
de novembro de 1948, filho de Francisco Linhares Arruda e de Maria de Jesus
Vasconcelos Arruda. Engenheiro Agrônomo, formado pela Faculdade de Agronomia do
Nordeste, em Areia - PB, em 1975.
Em 1982, concluiu o urso de Mestrado em Nutrição Animal, pela Faculdade
de Agronomia do Ceará. Ainda neste mesmo ano foi eleito vereador do Município de Sobral, pelo Partido
Democrático Social (PDS), com 1.200 votos, sendo o terceiro mais votado,
ocupando posteriormente a vice-presidência no período de 1984-1986.
Em 1985, assume a Chefia Geral do Centro Nacional de Pesquisa de
Caprinos (Embrapa-Caprinos), sediado em Sobral (CE), permanecendo no cargo até
1988. Representou o Ministério da Agricultura em Santiago-Chile, numa Reunião
da FAO, para o Desenvolvimento da Caprinocultura dos Países da América do Sul.
Posteriormente, em 1977, representou a Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária, nos Estados Unidos, na Reunião do SMALL RUMINANT COLABORATIVE
PROGRAM, convênio que vinha administrando através do Centro Nacional de
Pesquisa de Caprinos. No mesmo ano foi convidado pela Universidade de
Oklahoma-USA, para proferir palestra sobre Desenvolvimento da Caprinocultura no
Brasil. Em 1989, foi liberado pela EMBRAPA para realizar o Curso de Doutorado
na Escuela Técnica Superior de Ingenieros Agrónomos da Uniersidad Politécnica
da Madrid, España, defendendo tese em 1993,.
Membro da Academia Sobralense de Estudos e Letras, cadeira nº 14, que
tem por patrono Justiniano de Serpa.
Como estudioso em Genealogia, vem desenvolvendo pesquisa na área desde
1970, com as principais famílias da Ribeira do Acaraú. Publicando seu primeiro
trabalho em 1980 sobre a Genealogia dos Arrudas, com 150 páginas. Em seguida,
publicou a segunda edição ampliada e melhorada sobre o título de GENEALOGIA
SOBRALENSE - OS ARRUDAS, editado pela IOCE, com 360 páginas. Em 1993, publica o
segundo volume da Coleção "GENEALOGIA SOBRALENSE - OS GOMES PARENTE".
TOMO I, II e III impressos pela IOCE. Em 1998, publica o quarto volume OS
FERREIRA DA PONTE - TOMO I e em preparo os tomos I, II e III dos Ferreira da
Ponte.
................................
(16) Cônego. Francisco Sadoc de Araújo, nasceu em Sobral a 17 de dezembro de
1931, filho de Galdino Orlando de Araújo e Rita Albuquerque de Araújo.
Concluiu os estudos secundários no Seminário de Sobral, o curso de Filosofia no
Seminário de Fortaleza e o bacharelado e mestrado em Teologia na Pontifícia
Universidade Gregoriana de Roma. Foi ordenado sacerdote na Basílica de São
Paulo, em Roma, a 25 de fevereiro de 1956.
Ao retornar ao Brasil, passou a residir no Seminário de Sobral como professor
e, depois, como reitor. Foi o fundador e primeiro reitor da Universidade
Estadual Valre do Acaraú- UVA
Residiu em Olinda, Pernambuco, durante cinco anos, quando dirigiu o Instituto
de Filosofia e Teologia da Arquidiocese de Olinda e Recife e exerceu o oficio
de capelão na ilha de Fernando de Noronha.
Nomeado postulador da causa de canonização do Padre Ibiapina, tem-se dedicado
ao trabalho de acompanhar o processo junto ao Vaticano.
Desde 1996, reside em Sobral exercendo a função de pároco da Paroquia do Cristo
Ressuscitado.
Genealogista e profundo entendedor do assunto, Padre
Sadoc- como é chamado carinhosamente- publicou, entre outros livros; Cronologia
Sobralense- 5 volumes(1974-1990); A Ciência Criadora(1976); História da Culura
Sobralense(1978); Estudos Ibiapanos(1979); História Religiosa da Meruoca(1979);
Ceará: Homens e Livros(1981); Traços Biográficos de Dom José Tupinambá da
Frota(1982); Dicionário Biográfico de Sacerdotes Sobralenses(1985); História
Religiosa de Guaraciaba do Norte(1988) e Padre Ibiapina, Peregrino da Caridade-
entre outros.
É, também, membro da Academia Cearense
de Estudos e Letras, Sócio do Instituto do Ceará, do Instituto Genealógico
Brasileiro e do Colégio Brasileiro de Genealogia.
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(25) José Teodoro Soares é natural de Reriutaba- Ceará, onde nasceu a 28
de dezembro de 1940. Filho de Agrípio Teodoro Soares e de Maria Palmira
Soares., é casado com a Dr.a Maria Norma Maia Soares.
Bacharel em Direito e Filosofia, Licenciado em Ciências Políticas pelo
Instituto de Estudos Poliíticos da Universidade de Paris(1968), e em Ciências
Sociais pelo Instituto Católico de Paris no mesmo ano;, Mestre em Administração
Pública pelo Instituto Internacional de Administração Pública de Paris(1970).
É
Reitor da Universidade Estadual Vale do Acaraú, Vice-Presidente do Conselho de
Educação do Ceará, Professor Adjunto da Universidade Federal do Ceará e Membro
da Academia Cearense de Ciências Sociais.
Foi Professor Adjunto da
Fundação Universidade Federal do Piauí, Chefe de Gabinete do Reitor da UFPI,
Assessor de Planejamento do Projeto Rondon do Ministério do Interior, Subchefe
de Gabinete do Ministério da Educação e Cultura, Membro do Conselho Nacional do
Serviço Social do MEC, Representante do Ministério da Educação e Cultura junto
ao Conselho Curador da U.F.C., Reitor da Universidade Regional do Cariri,
Presidente do Conselho de Reitores do Ceará(CRUC).
Tem uma produção literária refletida em 15 livros editados e vários
artigos publicados em Jornais do Brasil e no exterior.(Transcrito do Jornal O Noroeste de 18/03/2000 por ocasião da
outorga do troféu Mandacaru ao
ilustre homenageado, ocasião em que fizeram também juz à citada comenda os senhores
Dom Aldo Paggotto (Bispo de Sobral); Ciro Ferreira Gomes, ex-Governador do
Ceará e político de renome nacional e Sérgio Ricardo de Oliveira, Empresário e
fundador do Noroeste ).
Apóstolo da Educação, revolucionou a Educação Superior Cearense,
mormente a da Zona Noroeste do estado. Pode ser considerado insubstituível em
sua área de atuação.
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(39) Thomaz Corrêa Aragão nasceu em Ipu-Ce a 16/08/1910, sendo seus pais
o Cel. Auton Aragão e Da. Adalgisa Correia Aragão.
Iniciou o seu Curso de Humanidades no Colégio Cearense do Sagrado
Coração, em Fortaleza-Ce, em 1924, terminando-o em 1929. Concluído referido
curso, o Dr. Thomaz seguiu para a cidade do Rio de Janeiro, onde concluiu o
Curso de Medicina .
Veio, então, residir em Sobral, onde montou moderno consultório.
Dr. Thomaz faleceu em idade avançada,
tendo, antes, dado enorme contribuição para a Medicina Mundial, ao
identificar e estudar o agente
patogênico transmissor da grave moléstia conhecida por Calazar, transmitida aos
humanos por cães doentes.
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(40) Padre José Linhares Ponte
nasceu em Sobral a 21/10/1930,
sendo filho de Francisco Jacinto Ferreira da Ponte e de Maria Amália Linhares.
Estudou no Seminário de Sobral e depois
foi para o Seminário Maior de Fortaleza, onde concluiu os Cursos de Filosofia e
Teologia. Foi Reitor do Seminário Diocesano de Sobral e possui especialização
em Psicologia Profunda, pela Universidade de Munique, Alemanha Ocidental.
De volta ao Brasil, assumiu a direção do
tradicional Colégio Sobralense, onde exerceu com tal zêlo a administração, que
o Colégio Sobralense chegou a ser considerado um dos melhores Colégios de todo
o Estado do Ceará, ao lado do Colégio Militar de Fortaleza e do
Colégio Cearense, ambos estes situados na Capital Alencarina.
De 1970 a 2003 assumiu a Direção da
Santa Casa de Misericórdia de Sobral, transformando-a, também, em um Hospital
Modêlo, tendo sido, este nosocômio, considerado a melhor de todas as Santas
Casas do Brasil.
Graças a sua credibilidade e probidade,
Padre Zé conseguiu trazer para Sobral o
Hospital do Coração, único do gênero não apenas no Estado, mas também na região
Nordeste.
Eleito Deputado Federal por diversos
quadriênios, quando a população chegou a transformá-lo no mais votado do Ceará,
Padre José Linhares Ponte honrou e honra a Terra que lhe serviu de berço e na
qual caminhou seus primeiros passos.
Figura ímpar, a história lhe reservará
papel prepoderante tanto na área de Educação, quanto na de Saúde, para
desconsolo de seus injustos e insensíveis perseguidores políticos.
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LISTA ALFABÉTICA DE BACHARÉIS, MÉDICOS,
ENGENHEIROS E SACERDOTES SOBRALENSES
(ATÉ 1950)
Segundo Alberto Amaral em Para a
História de Sobral, "Um jornal de Aracaty, no principio da República,
estampou uma lista de todos os aracatyenses formados, proclamando a glória de
ser, no interior do Ceará, "a cidade que contava maior número de filhos
ilustres".
Indireta resposta lhe deu, em 1892,
"A Ordem", de José Vicente, publicando relação dos sobralenses
formados, em número bastante superior, com o que reinvidicou para Sobral o
primeiro lugar.
(...)A presente lista, concluída em outubro de 1950, embora restrita aos
Bacharéis, Médicos, Engenheiros e Sacerdotes, tem por fim patentear que Sobral
continua detendo a primazia."
Segue portanto, abaixo, a relação de Bacharéis, Médicos, Engenheiros e
Sacerdotes sobralenses, com o respectivo ano de formatura, o que certamente
constitui-se em excelente fonte de consulta.
I - BACHARÉIS
Acacio Aragão de Souza Pinto;Adolpho
Pompeu de Arruda; Alberto Magno da Rocha(1892); Alfredo Severino Braga
Duarte(1883); Alfredo Tacito da Rocha Pagé(1893); Alvaro Ottoni do
Amaral(1897); Antenor Franca Cavalcante; Antonio Adolpho Coelho de
Arruda(1885); Antonio Eliseu Hollanda Cavalcante(1886); Antonio Firmo Figueira de Saboia(1853);
Antonio Frederico de Andrade(1874); Antonio Frutuoso Frota Filho(1928); Antonio
Ibiapina(1879); Antonio Joaquim Rodrigues Junior(1857); Antonio José Leal;
Antonio de Paula Pessoa Figueiredo; Antonio Plutarcho Rodrigues Lima(1881);
Antonio Regino do Amaral Filho(1894); Antonio Sabino do Monte(1870); Bento
Fernandes Barros(1853); Carlos de Paula Pessoa(1919); Custodio Celso de Saboya e Silva;
Diogo Parente Xerez(1915); Domingos Gonçalves Cearense(1870); Domingos José
Pinto Braga; Domingos Olympio Braga Cavalcante(1873); Edgard Catunda Gondim;
Edgard Miranda de Paula Pessoa; Edson Pimentel Severino Duarte(1922); Ernesto
Miranda Saboya de Albuquerque(1930); Esmerino Gomes Parente(1855); Eugenio
Marinho de Saboya e Silva; Filipe Bandeira de Mello; Francisco Cicero
Coelho de Arruda(1891); Francisco Domingues da Silva(1835); Francisco Furtado
de Mendonça; Francisco Gomes Parente(1867); Francisco Gomes Parente Sobrinho; Francisco
Moacyr de Saboya Santos; Francisco de Oliveira Memoria(1889); Francisco
Ponte; Francisco Pothier Rodrigues Lima(1874); Francisco Prado; Francisco Rodolpho
do Amaral(1908); Francisco Severino Duarte(1888); Francisco Urbano da Silva
Ribeiro(1853); Galdino de Arruda Gondim; Galdino Catunda Gondim; Henrique
Domingues da Silva; Ignacio Ferreira de Almeida Magalhães(1866); Jeronymo
Macario Figueira de Mello(1851); Jeronimo Martiniano Figueira de Mello(1832);
Jeronymo da Silva Frota(1892); Jeronymo de Xerez(1889); João Adolpho Ribeiro da
Silva(1868); João Baptista de Vasconcellos(1939); João Baptista Figueira Lima;
João de Albuquerque Rodrigues(1862); João Capistrano Bandeira de Mello(1833);
João Carlos Pereira Ibiapina(1837); João Domingues da Silva(1836); João Edmundo
de Oliveira Gondim; João Evangelista da Frota Vasconcellos(1889); João
Evangelista da Silva Frota; João Filipe da Cunha Bandeira de Mello(1852); João
Ferreira de Almeida Guimarães(1869); João Figueira Linhares; João Firmino de
Hollanda Cavalcante(1867); João Julio de Almeida Monte(1885); João Lima
Rodrigues(1890); João Miranda de Paula Pessoa; João Paulo Barbosa Lima; João
Pedro da Cunha Bandeira de Mello(1879); João Peregrino Viriato de Medeiros;
João Thomé da Silva Junior(1864); Joaquim Frota Vasconcellos(1893); Joaquim
Gondim de Albuquerque Lins(1926); Joaquim Miranda de Paula Pessoa(1889); Jorge
Pessoa Mendes(1941); José Alfredo Coelho de Arruda; José Antonio Pereira
Ibiapina(padre)(1832); José Archanjo Figueira de Mello Castro(1842); José
Austregesilo Rodrigues Lima(1863); José Barreto de Araujo(1939); José Camillo
Linhares de Albuquerque(1886); José Candido da Silva Franca(1864); José Clodoveu
de Arruda Coelho(1908); José Daltro Barreto(1940); José Deusdedit Mendes(1936);
José Furtado de Mendonça(1869); José Gerardo Frota Parente; José Gomes da
Frota(1866); José Gonçalves de Moura(1858); José Getúlio da Frota Pessoa(1905);
José Gonçalves Viriato de Medeiros; José Julio de Albuquerque Barros(1861); José
Maria da Cruz Andrade(1940); José Maria Mont'Alverne(1933); José
Miramar Ponte; José Moreira da Rocha(1890); José Olavo Rodrigues Frota(1920);
José Potyguara da Silva; José Saboya de Albuquerque(1891);
José Sylvestre Monte Coelho; José Thomé da Silva(1865); José Wilson de
Vasconcellos; José Xrez(1887); Julio Santa Cruz Oliveira; Justiniano Raymundo
da Silva Freire(1881); Justino Domingues da Silva(Padre)(1849); Justino Lopes
Freire; Juvencio Alves Ribeiro da Silva(1856); Ladislau Acrisio de Almeida
Fortuna(1858); Leocadio Andrade Pessoa(1850); Levino Pinto Brandão(1861);
Lucrecia Pinho; Luiz Antonio Vieira Lima; Luiz Gonzaga Coelho de Arruda(1900);
Luiz Lopes Teixeira Moura Junior(1850);Mozart Catunda Gondim; Pedro Alvaro
Rodrigues de Albuquerque(1883); Pedro Araujo Madeira; Pedro Gomes da
Frota(1883); Raymundo Edson Pimentel Duarte; Raymundo Furtado de Albuquerque
Cavalcante(1859); Raymundo Justiniano Freire; Raymundo Leopoldo Coelho de
Arruda; Raymundo Monte Coelho; Raymundo Orestes de Aguiar; Rufino Furtado de
Mendonça; Tancredo Halley de Alcantara(1938); Teophilo Fidelis de Paula(1891);
Theotonio Santa Cruz Oliveira; Thomaz Antonio de Paula Pessoa(1858); Thomaz
Miranda de Paula Pessoa(1894); Thomaz de Paula Pessoa Rodrigues(1892); Trajano
Viriato de Medeiros(1863); Vicente Alves de Paula Pessoa(1850); Vicente Alves
Rodrigues de Albuquerque(1869); Vicente Coelho de Arruda; Vicente de Arruda
Gondim; Vicente Cesario Ferreira Gomes(1868); Vicente Ferreira de Arruda
Coelho(1914); Vicente Liberalino de Albuquerque; Virgilio Augusto de
Moraes(1867).
II - MÉDICOS
Adalberto Rodrigues de Albuquerque;
Agenor Gomes da Frota(1939); Alberto Saboya Viriato de Medeiros;
Antonio Custodio de Azevedo; Antonio Domingues da Silva; Antonio Guarany
Mont'Alverne(1935); Antonio Ibiapina Filho(1930); Antonio Francisco Rodrigues
de Albuquerque; Antonio Mont'Alverne Ferreira Gomes(1938); Antonio Raymundo
Gomes da Frota; Cesario Ferreira Gomes; Edson Lima; Ernesto Vicente Saboya de Albuquerque; Euclydes
Pontes; Francisco Alves Pontes(1842); Francisco Donizetti Gondim(1923);
Francisco de Paula Pessoa Figueiredo(1862); Francisco Peregrino Viriato de
Medeiros(1872); Francisco de Paula Rodrigues; Genserico Aragão de Souza Pinto; Heitor da
Silva Frota; Helvecio Monte Coelho; Jarbas Ibiapina(1936); João Marinho de Andrade(1883);
João
Pedro Figueira de Saboya(1884); José Alcebiades da Silva Frota; José
Antonio de Figueiredo Rodrigues(1898); José Augusto Gomes Angelim; José Barbosa de Paula Pessoa; José
Mendes Mont'Alverne(1940); José Onofre Muniz Ribeiro(1887); José de Paula
Pessoa Mendes; José Pessoa Rodrigues dos Santos; José Pessoa Mendes(1936); José
Nilson Ferreira Gomes; José Ribeiro Gomes da Frota; Julio Guimarães
Filho(1932); Leopoldo Viriato Figueira de
Saboya(1912); Luiz Vianna(1918); Lucio Mendes Carneiro da Frota; Manoel
Joaquim da Rocha Frota; Manoel Marinho de Andrade(1906); Massillon
Saboya de Albuquerque(1912);
Olavo Rangel Parente; Oswaldo Fernandes; Ruy de Almeida Monte(1911); Sergio
Saboya; Vandick Ferreira da Ponte(1933); Vicente Candido Figueira de
Saboya(Visconde de Saboya)(1858).
III - ENGENHEIROS
Alberto José Moreira da Rocha; Alzir
Barreto Araujo(1940); Antonio Adeodato Mont'Alverne(1940); Antonio Freire de
Vasconcellos; Antonio Gonçalves da Justa Araujo; Areodino Santos; Aristides
Barreto Neto(1938); Caetano Saboya de Albuquerque
Figueiredo(1934); Carlos Perdigão da Silva Monte; Domingos Sergio Saboya e Silva;
Edmundo de Almeida Monte(1898); Fabio Marinho Figueira de Saboya;
Felinto Alcino Braga Cavalcanti(1885); Francisco Rodrigues de Almeida(1922); Francisco
Saboya de Albuquerque; Gerardo Rodrigues de Albuquerque(1938); Gilberto
Rangel Mendes; Gladstone Rodrigues Severino Duarte; Humberto Rodrigues de
Andrade(1915); Humberto Saboya de Albuquerque(1901); Jarbas Cavalcante de
Aragão(1925); Jayme Viriato Figueira de Saboya; Jeronymo Furtado de Mendonça;
João Aymbiré Mendes; João Ernesto Viriato de Medeiros; João Pompeu da Silva
Magalhães; João Thomé de Saboya e Silva(1891);
José
Albuquerque Figueiredo(1925);
José Antonio de Paula Pessoa Figueiredo; José Avelino Portella(1940); José
Figueira Saboya de Albuquerque; José Figueiredo de Paula Pessoa; José
Pessoa de Andrade; José Saboya; Josias
Ferreira Gomes; Julio de Saboya e Silva;
Leopoldo Jorge Moreira da Rocha; Lister
Ibiapina Parente; Luiz Saboya de Albuquerque;
Luiz
Marinho de Andrade; Luiz Sylvestre Gomes Coelho; Manoel do Nascimento
Alves Linhares(1867); Martinho Braga; Octavio de Paula Rodrigues(1897); Odorico
Rodrigues de Almeida; Onofre Muniz Gomes de Lima(General); Osir Pinho Marinho de Andrade(1937); Paulo de
Almeida Sanford(1922); Paulo Saboya Bandeira de Mello;
Pompeu Ferreira da Ponte(1883); Raymundo Furtado da Frota; Raymundo Pimentel
Ferreira Gomes(1922); Raymundo de Souza Raposo(1863); Ruy Monte Soares(1940); Trajano
Saboya Viriato de Medeiros(1886); Trajano Viriato de Medeiros Filho;
Tobias do Monte Coelho; Wicar Parente de Paula Pessoa(General).
SACERDOTES SOBRALENSES
Antonio Alves de
Carvalho(1927); Antonio Claudino Pessoa; Antonio Cordeiro Soares; Antonio da
Silva Fialho(1839); Antonio de Souza Neves; Antonio de Castro e Silva; Antonio
de Lira Pessoa de Maria(Mons.)(1875); Antonio Ferreira de Paula(1871); Antonio
Gonçalves da Cunha Linhares; Antonio Ivan de Carvalho; Antonio Lopes de
Araujo(Mons.)(1879); Antonio Manoel Diniz Pereira(1843); Antonio Regino
Carneiro; Bernardino de Oliveira Memória; Diogo José de Souza
Lima(Mons.)(1852); Domingos da Cunha Linhares; Domingos Barreto de
Araujo(1933); Domingos de Paiva Dias; Domingos Rodrigues Vasconcellos(1931);
Elisio Nogueira da Motta; Fortunato Alves Linhares(Mons.)(1892); Francisco
Candido de Vasconcellos(1894); Francisco Cavalcanti de Albuquerque; Francisco
de Paula Menezes; Francisco Eudes Fernandes; Francisco Gonçalves Ferreira
Magalhães; Francisco Hildebrando Gomes Angelim(Mons.); Francisco Linhares;
Francisco Lopes Freire; Francisco Olyntho Leitão; Gonçalo Ignacio de Loyola
Albuquerque Mello Mororó; Herculano Bernardino Gomes Ferreira; Ignacio Americo
Bezerra; Ignacio Nogueira Magalhães; Jeronymo Thomé da Silva(Arcebispo
Primaz)(1872); João Alves de Maria; João Augusto da Frota; João Augusto de
Lima(Dr.); João Baptista Pereira(1933); João de Lira Pessoa de Maria(1887);
João França Mello(1931); João Gualberto Ribeiro Pessoa; João José de
Castro(1872); João José Mendes de Mello; João Rodrigues Alves de Mendonça; João
Scaligero Augusto Maravalho(1869); João Teophilo Soares; Joaquim Arnobio de
Andrade(1938); Joaquim de Salles; Joaquim Manoel de Jesus(Dr.); José Alpheu
Lopes de Araujo(1884); José Aloysio Pinto(1929); José Antonio de Maria
Ibiapina(Dr.)(1853); José Bemvindo de Vasconcellos(1871); José Bezerra
Coutinho; José Edson Frota Mendes(1942); José Ferreira da Ponte(Mons.)(1871); José Gentil da Frota; José Gerardo Ferreira
Gomes; José Gomes Ferreira Torres; José Ignacio Mendes Parente(1942); José
Leorne Menescal(Dr.)(1874); José Lourenço da Costa Aguiar(Dom)(1870); José
Osmar Carneiro; José Sabino Lopes de Alcantara; José Tupynambá da Frota(Dom)(1905);
Justino Domingues da Silva(Dr.)(1846); Luiz Martins dos Santos Araujo; Luiz
Mendes Frota(1942); Luiz de Carvalho Rocha(Mons.)(1908); Justino Furtado de
Mendonça; Mamede Antonio de Lima; Manoel da Cunha Linhares; Manoel Francisco da
Frota(Mons.)(1861); Manoel França Mello(1892); Manoel Henriques; Marcos Lucio
Frota Carneiro; Miguel Francisco da Frota; Miguel Francisco Mendes de
Vasconcellos(1812); Miguel Lopes Freire; Miguel Lopes Madeira Uchoa; Miguel
Mendes(1812); Pedro Cavalcanti Rocha(1881); Pedro Emiliano da Frota
Pessoa(Dr.); Philomeno do Monte Coelho(Mons.)(1881); Primenio Freire das
Virgens(1875); Sabino de Lima Feijão(1931); Sabino Guimarães Loyola(1935);
Salviano Pinto Brandão(1867);Thomaz Pompeu de Souza Brasil(Dr.)(1841).
· ALGUNS ALUNOS
DA TURMA DE 1968 DO COLÉGIO MILITAR DE FORTALEZA
O Jornal CORREIO DO CEARÁ
publicou no dia 23 de fevereiro de 1968, a relação dos aprovados no exame de
seleção para o C.M.F e que estudaram no CURSO
BÁSICO DE MATEMÁTICA, dirigido pelo
Cel. Felizardo Mendes, sobralense radicado em Fortaleza, e que funcionava, na
época, na Avenida Santos Dumont, no 1111, na Aldeota, local
onde depois funcionou o Paloma Lustres, ou seja, na esquina da Rua Antônio
Augusto co a citada Avenida Santos Dumont.
"Alfredo Turbay Neto; Fernando
Antonio Figueiredo Mendes; Heliomar Rocha Leitão; Winston de Paulo
Bastos Maia; Roberto Ribeiro Costa Lima; Creto Augusto Vidal; Adonias Melo de
Cordeiro; José Erialdo Albuquerque Junior; Ronaldo Cabral Nogueira; Edvânio Almeida
Lima; Francisco Gentil Tavares Meireles; José Ademar Gondim Vasconcelos; Paulo
de Mello Machado Filho; Roney Sergio Marinho de Moura; Pedro Luiz Cortezi
Botelho; Ludwig Pinto Kleinberg; Wellington Barros de Oliveira Moura; Germano
José Mendes Martins; Victor Samuel Cavalcante da Ponte(1); Júlio Cesar Pimentel
de Oliveira; Gladstone Campos Costa; Cesar Fontenelle Catrib; Luiz Emanuel
Abrantes Pequeno; Sérgio Ricardo Coelho Ximenes; Oto Ossean de Brito; Cláudio
Porto Silveira; Marcus Vinicius Coutinho da Silva; José Nairton Quezado
Cavalcante(Neno)(2); Marcelo Farias Maciel; Wilson de Souza Sales Filho;
Francisco Carlos Teixeira Cabral; Glauber Ponte Proença; Carlos Alberto Mendes Forte;
Ruy Davi de Goes; Margarino Nascimento Souza e J. Jairo Araujo Santana."
Fizeram parte dessa mesma turma que ingressou no Colégio Militar em
1968, embora não tenham feito o Curso do Cel. Felizardo: Edgar Albuquerque
Neto; Dorian Sampaio Filho; Daniel Caetano de Figueiredo; Paulo Sérgio Teixeira Mendes de
Carvalho; Daniel Fidélis Viana de Barcellos; Francisco José Passos Mota; Aniano Bezerra da Silva Costa Neto; Fernando
José Lopes Castro Alves; Antônio Alberto Rocha Aguiar, Aluísio Sérgio Novais
Eleutério (Sérgio Novais)(3) e Pedro Luiz Cortezi Botelho, entre outros.
(1)Victor Samuel(Vituel), nascido em
Sobral a 25 de julho de 1955. Filho do
conceituado comerciante Aurélio Cavalcante da Ponte(Casa Samuel) e de Maria do
Socorro C. da Ponte; Foi companheiro de internato do autor dessas linhas no Colégio
Militar de Fortaleza(1969-1971). Fez concurso para a Escola Preparatória de
Cadetes do Ar, localizada em Barbacena-M.G, onde estudou durante três anos; em
seguida, concluiu o curso de Formação de Oficiais da Marinha Mercante no
CIAGA(Centro de Instruções Almirante Graça Aranha), no Rio de Janeiro.
Atualmente, exerce importante função no Governo do Estado do Ceará.
(2)Neno, articulista da Coluna É... do Jornal Diário do
Nordeste; é irmão do também Colunista Lúcio Brasileiro.
(3)Sérgio
Novais. Formado em Engenharia Química pela U.F.C, foi eleito vereador por Fortaleza(Partido
Socialista Brasileiro-P.S.B) e em 1998 elegeu-se Deputado Federal pelo
Ceará(também pelo P.S.B).
Parlamentar atuante e íntegro,
caracteriza-se por manter-se sempre ao lado dos oprimidos e mais fracos, além
de assumir uma postura nacionalista.
·TURMA DE 1972 DO
COLÉGIO NAVAL
Segue abaixo a relação dos alunos que
passaram no Concurso para o Colégio Naval no ano de 1972, por ordem de
classificação. A relação foi publicada no D. O . U no 19, de 12 de maio de
1972.
Francisco Roberto Portella Deiana;
Francisco Pais; José Fernandes Del
Angelo; Jacinto Fernandez Otero; Luiz Alexandre Marques Peixoto; Jorge Mauro
Fiorito; Armando Alonso Filho; Marcelo de Lyra Filho; Álvaro Maurício Bertho
dos Santos; Almir Ribeiro Guimarães Junior; Dilermando Ribeiro Lima; Heraldo
Simião da Silva; Sérgio Más Souza Braga; Lauriston de Mendonça Furtado; Rogério
Almeida Manso da Costa Reis; Paolo Stanziola Neto; Antonio Pedro Kasakewitch
Souza; José Ribamar Freitas da Motta; Rogério do Amaral Gil; Luiz Miguel
Régula; Roberto Oliveira Pinto de Almeida; Carlos Renato Seabra de Almeida;
Roberto Carvalho de Medeiros; Pierre Matias da Silva; Antonio Paulo de Souza
Carelli; Plínio Soares Junior; Luiz Fernando da Silva Costa; Palmiro Ferreira
da Costa; Álvaro Lima Martins Bahiense; Carlos Eduardo Videira; Egilson Azevedo
Pontes; Mauro Scharth Gomes; Edson da Silva Siqueira; Cid Pereira Santos;
Ibrahim Ribeiro Dantas Neto; Marcelo Garcia Vaz; Mário Luiz Alves de Lima;
Alexandre Antônio Barreto de Miranda; Alexandre José Barreto de Mattos; Renato
Braslavski Leite; Wagner Santos de Almeida; Edson José Ferreira Araújo; Luiz
Felipe de Paula Perestrello de Menezes; Mauro Joaquim da Costa Braga; Jorge
Luiz da Silva Lasperg; Ivan Nascimento Auzier; Luiz Alberto Branquinho
Gonçalves; Ailton Bispo dos Santos; Roberto Carvalho Costa; José Dias de Araujo
Machado; Jorge Marques de Menezes; Osmar Pedro da Cunha; Francinet Antunes dos
Santos; Jair Leal Señorans; Luiz Antonio Torres dos Santos; Hamilton de
Carvalho Burd; Gilson Carneiro da Costa; Henrique Stankiewicz Machado; Wilfredo
Carlos Santos Junior; Sérgio Ominelli de Souza; Carlos Alberto Pêgas Ferreira;
Júlio Andrey Facure Neves; Lander Loureiro da Silva; Faustino Ferlin; Erivaldo
Edson Carvalho de Almeida; Nuno Guilherme da Paixão Rangel; Franklin de
Oliveira Gonçalves; Jorge Cascardo Amarante; João Carlos Langone; Paulo Sérgio
Espinosa da Silva; Érico Pontes Damasceno; Antonio Carlos Nascimento Motta;
Francisco Antonio Cardoso Garcia; Paulo Cesar Hardoim; Ary Cavalieri Brando
Júnior; Wilson Carlos Esteves Leite; Sonilon Vieira Leite; José Maria Leite de
Araújo Castro; Marcos Nunes de Miranda; Richard Harold Geraldo Asch; Mario
Jorge Fernandes Pires; Carlos Alberto Guerra; Waldemiro Soares de Andrade;
Paulo Roberto da Silva Xavier; Fernando Antonio Machado Mureb; Sérgio Lindeberg
Chaves; Juarez Alves Junior; José Antonio Nogueira; Rodolfo Henrique de Saboia ; José Augusto da Costa Oliveira; Moisés Hora
Santos; Dejair da Silva Trindade; Antonio Pascoal Fernandes Mitrano; Rubens da
Igreja Ferreira; Sérgio Ricardo Ferreira; Carlos Alberto Ferreira da Rocha;
Genivaldo Berto da Silva; José Carlos Martinho Alves; Sérgio da Silveira
Miranda; Sérgio Deluiggi; Frederico Ayres Pereira Corrêa da Silva; Luiz Carlos
de Carvalho Roth; Rui Campos Ribeiro; Marcio de Souza Campos; Ricardo José
Machado Rodrigues; Murilo Moreira Barros; José Carlos Quaresma Filho; Reinaldo
Cesar Monteiro de Barros Bezerra; Jorge Chater Youssef Arous; Carlos Guilherme
Mayer; Nelsley Figueiredo Torezani; Oswaldo Guilherme Schroeter; Carlos Eduardo
Junqueira; Bahime Velasques Keijock; Marco Andrade Brasil de Matos; Clovis
Loureiro Lima; Durval Geraldo Ribeiro Alves; João Luiz Viellas de Farias; Paulo
Vinicius Correia Rodrigues Junior; Cosme José Alves; Wilson Luiz Vieira
Villela; Tocandira Carreira Benaion; Francisco Gonçalves Pereira Neto; Sidnei
Conceição Menezes; Luiz Augusto Lima Vieira da Rocha; José Helvécio Moraes de
Rezende; Floriano Saad Mazini; Adelmo Bandeira de Mello Abreu; Dílton Domingos
Gomes dos Santos; Reinaldo Biangolino Perlingeiro; Rubens de Carvalho
Rodrigues; Paulo Bodnar; Ariovaldo Carreiro de Mello; Antonio Roberto de
Oliveira; Abdon Baptista de Paula Filho; Carlos Alberto Marques; Álvaro de
Castro Neto; Francisco Eduardo Neves Novellino;
Paulo Roberto Ferreira Horta; Roberto Vieira Ferreira Horta; Marcelo Lima Arruda; Fernando Sérgio Paranhos
Marçal; Carlos Sartori Ferreira; Alexandre Veloso; Waldecir Loureiro dos
Santos; Claudio Iorio Ferraz; Carlos Roberto da Silva; Odair Fernandes Aguiar
Filho; Orlando Couto Júnior; Daniel Fidelis Viana de Barcellos; Jorge Ribeiro
Junior; Francisco Doege Esteves; Fabio Bittencourt Xavier dos Santos; Luiz
Antonio Carvalho; Jefferson Simões Santana; José Fernão Von Teschenhausen
Eberlin; Marcus Vinicius de Almeida Malvar; Jorge Luiz Machado; Samy Mustapha;
Mauricio Cézar Lourenço Leite; Marcus Segond Carvalho Cruz; Alípio Cezar Zambão
da Silva; Cézar Teixeira Castello Branco; Carlos Magalhães Trajano; Marcelo de
Camargo Fernandes; Itamar Mosso da Silva; Daniel Caetano de Figueiredo; José Carlos Maia de Oliveira; José Guido de
Castro Pacheco; Pedro Luiz Cortezi Botelho; Francisco José Passos Mota; Roberto
Pereira Terra; Eduardo Henrique Ferreira França; Carlos Augusto Fonsêca; Cezar
de Alvarenga Jacoby; Helcio Augusto Lopes da Silva; Arnaldo Luiz Ramos
Vasconcelos; Sylvio Gustavo Chaves Chilingue; Wanderley Nunes; Antonio Joaquim
Gonçalves Moreira; Marcos Antônio de Barros; Sérgio Luiz Coutinho.
· TURMA DE 1974
DA ESCOLA NAVAL
(TURMA HUMAITÁ)
ESPADIM - 74
Diretor da Escola Naval
Contra-Almirante - Paulo de Bonoso Duarte Pinto
Vice-Diretor da Escola Naval
Capitão-de-Mar-e-Guerra- Paulo
Freire
Comandante do Corpo de Aspirantes
Capitão-de-Fragata - Gothardo
de Miranda e Silva
Segue abaixo a relação, por ordem de
classificação, dos Aspirantes no início do Primeiro Ano da Escola Naval.
Integrantes da Turma Humaitá: Abdon Baptista
de Paula Filho; Francisco Roberto Portella Deiana; Francisco Pais; Juarez Alves
Júnior; Plínio Soares Junior; Odair Fernandes Aguiar Filho; Marcelo de Lyra
Filho; Francinet Antunes dos Santos; Cláudio Lirange Zanatta; Wilfredo Carlos
Santos Júnior; José Ribamar Freitas da Motta; Lander Loureiro da Silva; Orlando
Couto Júnior; Edson da Silva Siqueira; Sérgio Deluiggi; Sérgio Luiz Coutinho;
Jorge Cascardo Amarante; Jorge Marques de Menezes; Pierre Matias da Silva;
Carlos Alberto Ferreira da Rocha; Antonio Pedro Kasakewitch Souza; Dilermando
Ribeiro Lima; Paolo Stanziola Neto; Alexandre Antonio Barreto de Miranda; Jair
Leal Senorans; Francisco Eduardo Neves Novellino; Carlos Alberto Guerra; Almir
Ribeiro Guimarães Júnior; Jacinto Fernandez Otero; Marcelo Garcia Vaz; Armando
Alonso Filho; Luiz Antônio Torres dos Santos; Roberto Carvalho de Medeiros;
Roberto Pereira Terra; Ailton Bispo dos Santos; Luiz Carlos de Carvalho Roth;
Alexandre José Barreto de Mattos; Frederico Ayres Pereira Correa da Silva;
Álvaro de Castro Neto; José Fernandes Del Angelo; Murilo Moreira Barros;
Palmiro Ferreira da Costa; Luiz Miguel Regula; Paulo Roberto da Silva Xavier;
Roberto Oliveira Pinto de Almeida; Nelsley Figueiredo Torezani; Luiz F. de
Paula Perestrello de Menezes; Hamilton de Carvalho Burd; Ruy Campos Ribeiro;
Cézar de Alvarenga Jacoby; Francisco Gonçalves Pereira Neto; Franklin de
Oliveira Gonçalves; Cosme José Alves; José Maria Leite de Araújo Castro; Paulo
Vinícius Correia Rodrigues Júnior; Sidnei Conceição Menezes; Jeferson Simões
Santana; Erivaldo Edson Carvalho de Almeida; Francisco José Passos Mota; Carlos
Alberto Pegas Ferreira; José Carlos Maia de Oliveira; José Dias de Araújo
Machado; Genivaldo Berto da Silva; Antônio Paulo de Souza Carelli; José
Helvécio Moraes de Rezende; José Carlos Quaresma Filho; José Guido de Castro
Pacheco; Edson José Ferreira Araújo; Antônio Roberto de Oliveira; Rubens de
Carvalho Rodrigues; Maurício César Lourenço Leite; Roberto Carvalho Costa;
Antônio Pascoal Fernandes Mitrano; Lauriston de Mendonça Furtado; Ivan
Nascimento Auzier; João Astor Mendonça Lisboa; Wagner Santos de Almeida; Sérgio
Ricardo Ferreira; Wanderley Nunes; Edmilson Sant'Ana Correa da Costa Lara; Luiz
Alexandre Marques Peixoto; Gustavo Silveira Carvalho de Souza; João Luiz
Viellas de Farias; Carlos Alberto Marques; Francisco Nunes de Azevedo; Mauro
Scharth Gomes; Gilson Carneiro da Costa; Floriano Saad Mazini; Rubens da Igreja
Ferreira; Sidney Cordeiro de Araújo; Osmar Pedro da Cunha; Frederico José
Cavalcanti de O . e Silva; Cid Pereira
Santos; Nilton Sebastião Mello de Figueiredo; Wilson Luiz Vieira Villella;
Oswaldo Guilherme Schroeter; Carlos Renato Seabra de Almeida; Alípio César
Zambão da Silva; Omar Amílcar Temer Júnior; Ary Cavalieri Brandão Júnior;
Henrique Stankiewicz Machado; José Augusto da Costa Oliveira; Laécio Barbosa
Ramos; Sonilon Vieira Leite; Jorge Chater Youssef Arous, Jorge Mauro Fiorito;
Cláudio Iorio Ferraz; Heraldo Simião da Silva; Fernando Sérgio Paranhos Marçal;
Ruy Fernandes Torres; Fernando Antônio Machado Mureb; Daniel Caetano de Figueiredo;
José Fernão von Teschenhausen Eberlin; Ibrahim Ribeiro Dantas Neto; Clóvis
Loureiro Lima; Marcus Segond Carvalho Cruz; Fernando da Motta Souto; Sylvio
Gustavo Chaves Chilingue; Luiz Augusto de Oliveira; Daniel Fidelis Viana de
Barcellos; Rogério Passos Caetano da Silva; Márcio Souza Albuquerque; Marco
Andrade Brasil de Matos; Henrique Isensee de Barros; Ricardo Costa Pina; Paulo
Bodnar; José Airton dos Santos; Pedro Paulo Gouvea de Magalhães; Álvaro Lima
Martins Bahiense; Ricardo Luiz de Sá; Nilo Alberto Monteiro Carvalho; Carlos
Guilherme Mayer; Marcus Vinicius de Almeida Malvar; Rodolfo Henrique de Saboia;
Marcos Nunes de Miranda; Luiz Antônio Cavalcanti; Waldemiro Soares de Andrade;
Bahime Velasques Keijock; Adolfo Barros da Silva Júnior; Carmine Amato Neto;
Marco Antônio Moreira de Vasconcellos; Enito Sales Morais Filho; Richard Harold
Geraldo Asch; Antônio Carlos Nascimento Motta; Alexandre José Costa de Almeida;
Paulo Ricardo Ckless Silva; Nilter Uchoa Vasconcelos; Sérgio Maya de Azevedo;
Luis Antônio Marques Pateira; Renato Braslavski Leite; Reinaldo César Monteiro
de Barros Bezerra; Luiz Augusto Lima Vieira da Rocha; Márcio de Souza Campos;
Sérgio Lindeberg Chaves; Carlos Magalhães Trajano; Alan Gomes Omar; José Carlos
Martinho Alves; João Carlos Langone; Carlos Augusto da Costa Ferreira; Osmar
Rossato, Antônio Fernando Monteiro Dias (até aqui os que vieram do Colégio
Naval, turma de 1972). E mais: Sílvio de Souza Aguiar Carvalho; Sérgio Esteves
Krug; Walter Galluf; Paulo Cézar de Quadros Küster; Fernando Gomes Ferreira
Lima; Gilberto Gabriel Eid Salomi; João Luiz Carvalho de Queiroz Ferreira;
Sérgio Teixeira Pinto; Luiz Fernando Sampaio Fernandes; Newton Rodrigues Lima;
Francisco Arilo Cordeiro Gondim; Manuel Costa Neto; Fernando César da Silva
Motta; Edgard Cândido de Oliveira Neto; Ângelo de Oliveira Filho; Clébio de
Souza Medeiros; Levindo José Garcia Neto; Ivan Pereira de Souza; Fernando
Antônio Rosa Sindeaux; Paulo Figueiredo Andrade de Oliveira Filho; Alberto de
Oliveira Júnior; José Roberto Alves Fernandez; Francisco Arlindo Lima Moura;
Klaus Rolf Zeidler; José Eduardo Gonçalves Ferreirinha; Liseo Zampronio; Lucas
de Campos Costa; Wanderley Dull; Pedro Heleno de Almeida Duarte; José Carlos
Pereira; José Dalton Carvalho; Francisco Heráclio Maia do Carmo; Paulo Sérgio
de Oliveira Listo; Sérgio Martinho de Ribeiro Brandão; Paulo Viegas Fernandes;
Edlander Santos; Cláudio Ferreira Moreira; Franklin Ajuricaba de Freitas;
Roberto Miguez Ferreira; Helston Pereira de Mello; Maurício Kiwielewicz; Paulo
Fontes da Rocha Vianna; Francisco José Umgemer Taborda; Ricardo Antônio Amaral;
Carlos Alberto Tormento; Altevir Costa Machado; Roberto Bastos Rangel; Salvador
Ghelfi Raza; Luiz Gonzaga Lima; Alaor Moacyr Dall Antônia Júnior; Gilson
Batista de Oliveira; Brasil Lourenço Pinto Filho; Luiz Otavio Guidi de
Ornellas; Tarcísio Alves de Oliveira; Jair Xavier da Silva Júnior; Carlos
Henrique Gomes; Antônio Bertino Nogueira Filho; Augusto Cézar Castro Moniz de
Aragão Júnior; Fernando Luiz Silva Nogueira; Paulo Roberto Caminha Costa; Jakob
Henrique Husch; José Américo Ferreira; Davi Santiago de Macedo; Hiran Nestor
Silva; José Otávio Dias Lima; Antônio Augusto Seabra Batista; Ruy de Freitas
Quintão; Gilberto Carlos Pedroso; José Ferraz de Oliveira; Ivan Cardim da
Silva; José Eduardo de Franca Arruda; Ricardo Carlos Von Montfort; Sérgio
Ribeiro Magalhães; Sérgio Thadeu Pereira de Souza; Sérgio Fernandes Cima;
Carlos Marcello Ramos e Silva; Marco Antônio Delduca dos Reis; Lauro Matias de
Souza Filho; Cícero da Silva Santos; Aristeu de Moraes Rego; Jorge Luiz Noel
Kronemberger; Geraldo Lopes da Cruz Filho; Eduardo Eurico Ivan da Motta;
Wellington de Oliveira Cunha; José Luiz Simões Medeiros; Fernando Antônio da
Cunha; Wilson Luiz de Lima Neves; Dioscoro de Souza Gomes Filho; Carlos Alberto
Cardoso de Almeida; Francisco Humberto Pinheiro Landim; Édson Douglas de Souza
Leony; Jorge Silas Lopes Domingues; José Ribeiro de Vasconcellos Filho; Jorge
Augusto Baltazar de Lara; Sérgio Fernando Veríssimo de Mattos; Getúlio Mello
Pessoa; Elian José do Nascimento; Thomas Carl Behrens; Ewerson Madeira Correa;
Jorge Antônio Ferreira dos Santos; Eduardo Cícero da Silva Tergolina; Marco
Antônio da Rocha Suzarte; Luiz Carlos Vinhas da Silva; Francisco Filgueiras
Sampaio; Júlio César de Almeida Carvalho; Cleber Ribeiro Afonso; Demostenes da
Silva Reis; José Augusto Lopes; Luiz Carlos Ferreira de Assis; José Roberto
Alves Coutinho; Lúcio Francisco Arruda; Aquiles Mendes da Silva; Paulo César
Gonçalves Henriques; John Antony Pimento Moreno; Álvaro Ernesto Testa Rivera;
Roberto Antônio Solis Palma(esses três últimos naturais do Panamá).
TURMA DE ENGENHARIA CIVIL (CONCLUDENTES
EM DEZ. DE 1982 PELA UNIVERSIDADE DE FORTALEZA)
Alan Arrais Sydrião de Alencar; Alda
Maria Pequeno Costa; Alexandre Carlos de Abreu Camilo; Américo Aragão Alves;
Amílcar Mamede Filho; Ângela de Sá Cavalcante Torres; Antônio Augusto de Sales;
Antônio Braga Ximenes; Antônio Gilberto Mendes Barroso; Antônio Iran Costa
Magalhães; Celina Maria Romcy; César Romero Teixeira; Cícero José Alves Caçula;
Cláudia Jerusa Gadelha Moreira; Daniel Caetano de Figueiredo;
Eduardo Henrique de Lima Braga; Fernando Antônio Martinez Rodriguez; Francisco
Afrânio Ponte Aragão; Francisco Almir Lopes da Luz; Francisco de Freitas Justo
Junior; Francisco Edir Carneiro;
Francisco Gilvan Moura Ribeiro; Francisco Marcelo Ribeiro Taumaturgo;
Francisco Régis Campelo Dantas; Gerardo Oliveira de Almeida; Gilberto Cabral
Vila-Nova;Gilberto Sousa Saboia; Gotardo Sales Gonçalves Junior;
Guilherme Leite Mapurunga; Hercílio Teixeira; João Bosco Pimenta; João
Castelo Branco de Araújo Filho; João Umberto de Paula Cavalcante; Jorge
Luiz Maia de Oliveira; José Airton Carneiro Cardoso; José Aloísio Andrade Lima;
José Arthur de Carvalho Junior; José Fábio Gomes Oliveira; José Luzardo
Teixeira; José Marconi Landim Leite; José Moésio Sousa Magalhães; José Ribamar
Parente; José Sávio Cunha; José Valdir Barreto Rodrigues; Lília Freire Araújo
Evaristo; Luiz França Barreto Junior; Manuelito Cavalcante Junior; Maria Albani
Jovino; Maria Bernadette Frota Amora; Maria Carlenise Paiva de Alencar; Maria
de Fátima Maia de Sousa; Maria do Socorro Marques Rodrigues; Maria Dulcilene
Mourão; Maria Lyraneide Bezerra; Maria Socorro Ximenes Martins; Marcondes
Junior Andrade Maia; Maurício Batista Pinho; Maurício Miranda Cabral; Newton
Fernandes Silva Filho; Núbia de Oliveira Matos; Patrícia Eugênia de Gouveia C.
Magalhães; Pedro Wilton Clares; Raimundo Wagner Luna; Ricardo Miranda Pinto;
Robson Gonçalves Fontenelle; Rosa Gattorno Silva Ramos; Rui de Paula Barbosa;
Sérgio de Alencar Araripe Rocha; Suely Beserra de Castro; Tereza Mônica Elpídio
de Carvalho e Tiago Otacílio de Alfeu Junior.
· ABREVIATURAS
p. pai
f. filho
n. neto
2n. bisneto
3n. trineto
4n. quarto neto, tetraneto.
5n. quinto neto, pentaneto
6n. sexto neto, hexaneto
7n. sétimo neto, heptaneto
8n. oitavo neto, octaneto
9n. nono neto, nonaneto
fal.
faleceu , falecido(a).
n.
nasceu, nascido(a).
c.c.
casou, casou - se com.
Pode-se afirmar que grande parte das famílias sobralenses descende das
Sete Irmãs.
Brites de Vasconcelos que foi trineta do nobre holandês
Arnaud de Holanda e de sua mulher Brites Mendes de Gois e Vasconcelos, casou-se
com Francisco
Vaz Carrasco e deste casamento nasceu Manuel Vaz Carrasco que casou-se em Goiana com Luzia
de Sousa, aproximadamente em 1705.
Manuel Vaz Carrasco ficou viúvo e mudou-se para a Ribeira do Acarau, casando-se em segundas
núpcias e faleceu em Granja, local onde
se acham sepultados ele e a sua segunda esposa.
Manuel Vaz Carrasco é conhecido como
o Pai
das Sete Irmãs e dele descendem várias famílias em Sobral, Santana do Acaraú,
Palma, Santa Quitéria, Granja, Ipu,Tamboril e outras cidades. Casou-se Manuel
Vaz Carrasco duas vezes, conforme já vimos.
Do seu primeiro matrimônio
nasceram : Manuel Vaz da Silva, Maria de Gois de Silva e Sebastiana de
Vasconcelos.
Ao falecer a sua primeira esposa, Manuel Vaz Carrasco casou-se com Maria
Madalena de Sá e Oliveira, que era viúva e filha de Nicácio de Aguiar de Oliveira, de origem espanhola, e
de sua mulher Madalena de Sá.
Deste segundo casamento nasceram: Nicácio de Aguiar de Oliveira(Neto),
Maria Madalena de Sá e Oliveira(Filha), Inês Madeira de Vasconcelos, Rosa de Sá
e Oliveira, Brites de Vasconcelos(Neta), Sebastiana de Sá e Oliveira e Ana
Maria de Vasconcelos. Na realidade seriam oito irmãs, e não sete, de acordo com
o que escreveu o genealogista Jarbas Cavalcante de Aragão em seu livro "
Os Ximenes de Aragão no Ceará ".
Em sua excelente Obra intitulada CRONOLOGIA SOBRALENSE, vol. 1, pág.
32, Pe. Francisco Sadoc de Araújo escreve:
"A família Carrasco é de bom sangue
e possui brazão de armas do século XVII, sinal de nobreza e alta
linhagem. As bases genéticas de grande parte
da população branca da Ribeira do Acaraú, através dos Carrasco, tem
ligação direta com a nobreza da Holanda, Portugal e Espanha. Quais sete colinas
romanas, foram as Sete Irmãs o terreno fecundo em que se assentaram os
alicerces sanguíneos da civilização nobre e cristã desta pequena porção da
gleba cearense."
Realmente, se analisarmos melhor a afirmação acima, podemos concluir o
quanto Pe. Sadoc foi feliz ao fazê-la.
De Maria Madalena de Sá (3a das Sete Irmãs) descendem
os Ferreira
da Ponte pois Maria Madalena
casou-se com Francisco Ferreira da Ponte, falecido a 1o de
novembro de 1758 com 61 anos de idade e que era filho do primeiro matrimônio de Gonçalo Ferreira da
Ponte(Cachaço) com Maria de Barros Coutinho.
De Inês Madeira de Vasconcelos(4a das irmãs),
descendem os Saboia, os Linhares e os Figueira de Melo (ramo
sobralense da família).
De Rosa de Sá e Oliveira (5a das Sete Irmãs) provêm os
Xerez,
haja vista que Rosa foi casada com o Capitão José de Xerez da Furna Uchoa.
De Brites de Vasconcelos(6a das Sete Irmãs), falecida
em 1814 com 90 anos de idade e que foi casada com José de Araújo Costa a
31/07/1747, descendem os Gomes Parente pois sua filha
Francisca de Araújo Costa casou-se a 24/11/1777 com o Capitão Inácio Gomes
Parente, nascido em Lamego, Portugal, no ano de 1742 e falecido em Sobral a
12/04/1838.
De Ana Maria de Vasconcelos, que casou com Miguel do Prado Leão a 01/11/1753, descende a família Prado de Sobral e Granja.
Como se pode constatar facilmente, a maioria dos sobralenses descende da
Sete Irmãs e tiveram, portanto, um ancestral comum.
Existem outras famílias tradicionais de Sobral que, por outro lado, não
descendem diretamente das Sete Irmãs, como é o caso dos Paula Pessoa cujo
patriarca veio de Portugal e casou-se com uma Pinto de Mesquita, cujas
origens estão em Santa Quitéria; os Figueiredo, que descendem do
pernambucano José Antônio de Figueiredo e que foi casado com Antonia Geracina,
filha do Senador Paula e outras.
O ENTRELAÇAMENTO DOS SABOIA COM OUTRAS
FAMÍLIAS
Aqui, citamos alguns exemplos de
casamentos entre os membros da família Saboia e de outras familias;
evidentemente, não incluímos todos aqueles que se ligaram aos Saboia.
· AS FAMÍLIAS
SABOIA E MONTE
A família Saboia entrelaça - se
com a família Monte através do matrimônio de Joaquina Inácia Figueira de Mello
, filha de Jerônimo José Figueira de Mello e de Maria do Livramento Vasconcelos
do Monte com o Cel. José Balthasar Augeri de Saboia (Cel. José Saboia), realizado a
23 de novembro de 1824.
A família Saboia une - se, ainda, com a família Monte através do casamento de Ana Clara de Saboia e Silva , filha de Custodio José
Correia da Silva e de Maria Carolina de
Saboia com Miguel Francisco do Monte, filho de
Manoel José do Monte e de Isabel Maria da Conceição. (Conforme o livro CRONOLOGIA SOBRALENSE, pág. 321, vol. 2,
do Pe. Francisco Sadoc de Araújo.).O casamento de Miguel Francisco e Ana Clara
realizou - se a 10 de fevereiro de 1839 em Sobral. Miguel Francisco do Monte n.
em Sobral a 1o de Janeiro de 1812 e era filho natural de
Manoel José do Monte Araújo e de Isabel Maria da Conceição. Isabel Maria da
Conceição (Isabel Onça) teve os seguintes filhos: da união com Manoel José
do Monte Araújo, filho de Antonio Manoel da Conceição e de Ana Ferreira do
Monte: João José do Monte , c.c. Rosa da Silva Travassos e Miguel Francisco do
Monte, c.c. Ana Clara; da união com Joaquim José de Almeida houve: Joaquim de
Almeida Monte, c.c. Agripina do Monte, Francisco de Almeida Monte, Maria de
Almeida ,c.c. Silvério Lopes Galvino; Raimunda de Almeida, fal. inupta e Rufina
de Almeida, professora, inupta.
· AS FAMÍLIAS
SABOIA E FROTA
Unem - se essas duas famílias através do casamento de Ana
Benvinda Figueira de Saboia
(Naninha), n. em Sobral a 11 de fevereiro de 1839 e fal. em 1925, filha do Cel.
José Saboia, com José Tomé da Silva 2o, n. em Sobral a 19 de
julho de 1841, filho do Comendador João Tomé da Silva, natural de Acaraú e de
Maria da Penha Frota. O Comendador João Tomé era filho de Tomé de Souza e
Silva, n. na ilha de São Tomé, Portugal e fal. a 8 de abril de 1837 e de
Joaquina Maria Pereira da Silva, fal. a 19 de julho de 1838.
João Tomé veio para Sobral e
tornou - se comerciante, foi vereador presidente da Câmara Municipal de 1868 a
1869 e também juiz da irmandade do SS. Sacramento de 1841 a 1842, tendo doado o
sino grande da matriz, hoje Sé de Sobral
em 1853.( Conforme Padre Gentil in Os Frotas ).
Também através do casamento de Joaquina Emilia Tomé da Silva, irmã
de José Tomé da Silva 2o, anteriormente citado, com Domingos
Deocleciano de Albuquerque , filho de Deocleciano Ernesto de
Albuquerque Mello e de Carolina Sancha de Saboia, casamento este realizado a 10
de janeiro de 1874, unem-se as duas famílias. Domingos Deocleciano era
negociante em Sobral e irmão de Ernesto
Deocleciano de Albuquerque, de Francisco Tertuliano de Albuquerque e de
Euclides de Albuquerque, citados nesse livro.
Mais recentemente, tem-se o casamento de Luis Marcelo Palhano de Saboia, irmão do Padre José Palhano
de Saboia, com Maria do Carmo Frota,
filha de Francisco Radier da Frota e de Julieta de Almeida Cialdine.
Temos, ainda, o casamento de Simão Barbosa de Paula Pessoa, filho
do Dr. João Barbosa de Paula Pessoa e de Francisca Saboia Ximenes Aragão, com Maria
Celeste Frota, filha de Francisco Frota Menezes e de Alméria Gomes
Parente, que forma mais um elo a unir as duas famílias.
Acerca da família FROTA,
ainda, podemos destacar o parentesco existente entre Dom José Tupinambá (Bispo
Conde de Sobral), Dr. José Teodoro Soares (Reitor da Universidade Estadual Vale
do Acaraú e verdadeiro Apóstolo da Educação no Ceará), Deputada Patrícia Saboia
Ferreira Gomes, Cônego Francisco Sadoc de Araújo (Escritor e Genealogista),
Prof. Tarcísio Praciano Pereira, José Gentil da Frota Pessoa (célebre
Escritor), Plínio Pompeu Neto (Plininho), José Frota Carneiro (Dedés), Manuel
Frota Carneiro (Manés), Padre João Batista Frota, João Tomé de Saboia e Silva
(ex-Presidente do Ceará no quadriênio de 1916 a 1920), Hermenegildo Sousa Neto
(Hermé), Cid Saboia de Carvalho(brilhante Advogado e ex-Senador da República),
Aurélio Cavalcante da Ponte , Raimundo Deocleciano da Frota (Deoclécio,
Comerciante), Dr. João Conrado C. da Ponte, Victor Samuel Cavalcante da Ponte
(Vituel, amigo de infância do Autor), César Barreto (Engenheiro Civil e ex-Deputado
Estadual pelo Ceará), Desembargador João Byron Figueiredo Frota, Sandra Gentil
(ex-proprietária do restaurante Sandra's em Fortaleza), José Aguiar Frota
(Empresário conceituado no ramo da Construção Civil em Sobral), Ceres
Mont'Alverne, General Sílvio Frota (ex-Ministro do Exército), Expedito
Vasconcelos, Dr. Gerardo Cristino, Dr. Vicente Cristino e muitos outros cujos
nomes infelizmente não podem ser aqui citados devido a exigüidade de espaço.
A ilustre família FROTA, que tem em Inácio Gomes da Frota, nascido por
volta de 1780, o seu patriarca é,
também, uma das mais tradicionais famílias nordestinas.
O estudioso Pe. José da Frota Gentil escreveu em sua célebre obra OS FROTAS
(Rio de Janeiro, 1967, 879 págs.) acerca de Inácio Gomes da Frota:
" A sua posteridade é enorme.
A tradição atribue o fato à
benção de Frei Vidal da Penha, dada à sua esposa Ana Joaquina Uchôa de
Vasconcelos. Pregava o santo missionário
em Sant'Ana, quando, chamando a menina para perto do púlpito, lhe disse:
"Minha filha, vamos ensinar este povo que é muito ignorante". E
começou a fazer-lhe muitas perguntas de catecismo a que Ana Joaquina respondeu
com toda a correção. "Está bem, minha filha. Deus te abençoará e serás mãe
de um grande povo".
-
E a "praga pegou", dizia ela brincando. Foi mãe
de 20 filhos, dos quais 13 casados deixaram cerca de 10.000 descendentes".
Os FROTAS, família digna e
composta de verdadeiros paladinos em todas as áreas do conhecimento humano - religiosos, educadores, médicos, engenheiros,
advogados, comerciantes, e, por que não, soldados -, de caráter forte, pacatos
e honestos por formação, bem fazem juz à máxima de Horácio que afirma : FORTES CREANTUR FORTIBUS ET BONIS( É dos
fortes e bons que nascem os fortes).
· AS FAMÍLIAS
SABOIA E PAULA PESSOA
A família Saboia une-se à família Paula Pessoa através do
casamento realizado a 22 de novembro de
1890 de Francisca Saboia Ximenes Aragão
, n. a 17 de novembro de 1870 e fal. a 21 de março de 1937, filha de
Francisca Cândida Saboia e de Manoel Cornélio Ximenes Aragão, com João
Barbosa de Paula Pessoa, n. a 24 de novembro de 1868 e fal. a 26 de
dezembro de 1915, filho do Senador Vicente Alves de Paula Pessoa e de sua 2a
mulher Ana Barbosa de Paula Pessoa. O Senador Vicente Alves de Paula Pessoa n.
em Sobral a 29 de março de 1828 e era filho do Senador Francisco de Paula
Pessoa e de Francisca Carolina Alves.
Unem-se , ainda, as duas famílias através do casamento de Antônia
Ernestina Saboia de Albuquerque, filha do Cel. Ernesto Deocleciano de
Albuquerque com o Dr. Antônio de Paula Pessoa de Figueiredo,
filho de José Antônio de Figueiredo e de Antônia Geracina Paula Pessoa
Figueiredo, que era filha do Senador Paula e, portanto, irmã do Dr. Vicente
Alves, anteriormente citado.
O Senador Francisco de Paula Pessoa, natural de Granja, filho do
português Capitão-Mor Tomaz Antonio Pessoa de Andrade e de Francisca de Brito
Pessoa de Andrade, casou-se com Francisca Maria Carolina, nascida a
15 de março de 1807 em Santa Quitéria, filha única do Cel. Vicente Alves da Fonsêca,
nascido em Quixeramobim, e de Antônia Geracina Isabel de Mesquita.
Essa Antônia Geracina Isabel de
Mesquita, n. em novembro de 1774 na povoação de Santa Quitéria e era filha
única de Antônio Pinto de Mesquita, nascido em Jacurutu em 1736 e que
foi casado com Dona Luiza Teresa de Jesus Colaço, natural de Itamaracá,
Capitania de Pernambuco. Antônio Pinto de Mesquita exerceu os postos de Capitão
das Ordenanças e foi ainda Capitão-Mor e Presidente do Senado da Câmara da
antiga Vila Distinta e Real de Sobral, onde faleceu, tendo sido filho do
Sargento-Mor João Pinto de Mesquita. João Pinto de Mesquita era português e
chegou ao Brasil em companhia de um irmão, Manoel Santiago Pinto, indo residir
nas terras que adquirira por sesmaria no rio Jacurutu, hoje Jacurutu-Velho, que
fica no minicípio de Santa Quitéria, e, à época, não era muito distante da
povoação do Riacho dos Guimarães, hoje cidade de Groaíras. O Sargento-Mor João
Pinto de Mesquita casou-se em 1726 com Dona Tereza Rodrigues de Oliveira, filha do Capitão Luiz de Oliveira Magalhães,
natural de Sergipe d ‘El Rei , e de Dona Isabel Rodrigues Magalhães, natural
do Rio Grande do Norte e irmã do Capitão-Mor Antônio Rodrigues Magalhães, dono de muitas fazendas de
criação, entre as quais a Fazenda Caiçara, hoje cidade de
Sobral.
Também através do casamento de Maria da Soledade Miranda Pessoa
(Sinhá Saboia), filha de Francisco de Paula Pessoa Filho e de Pudenciana
Joaquina da Costa Miranda com o Dr. José Saboia de Albuquerque, irmão de
Antonia Ernestina, estão entrelaçadas as famílias Saboia e Paula Pessoa.
Temos ainda, em época mais recente, o casamento celebrado entre Maria
Lúcia Coelho Saboia, filha do Dr. Carlos Ernesto Saboia de Albuquerque,
com Luis
Carlos Carneiro de Paula Pessoa, filho de Vicente Barbosa de Paula
Pessoa, mais um dos laços a unirem as duas distintas famílias sobralenses.
Observamos que todos os integrantes da Família Paula Pessoa
que descendem do Senador Paula, tiveram suas origens na vizinha e irmã cidade
de Santa Quitéria, uma vez que fazem parte da Família Pinto de Mesquita.
· AS FAMÍLIAS SABOIA E
LINHARES
São duas famílias irmãs.
Inês Madeira de Vasconcelos, uma das sete irmãs, no caso, a 4.a irmã, casou - se a 31 de julho de 1758, em
segundas núpcias, com o Capitão - Mor
Antonio Alves Linhares, nascido no Rio Grande do Norte e que era filho de
Dionísio Alves Linhares e Rufina Gomes de Sá. Deste casal procedem a família Linhares
e, pelo lado materno, a família Saboia. Dona Inez teve uma filha de
nome Inês Madeira de Vasconcelos Linhares, nascida a 30 de junho de 1763, que
casou-se com Manoel Ferreira da Costa, e foram os pais de D.a Maria do Livramento Vasconcelos, casada com o Capitão Jeronymo José Figueira de
Mello, natural de Pernambuco, filho de Inácio José Figueira de Melo e Ana
Francisca de Mendonça. Jeronymo José e Maria do Livramento Vasconcelos foram
os pais de D.a Joaquina Inácia Figueira de Melo,
nascida em Sobral a 26 de maio de 1803 e
que casou-se na Capela do Rosário de Sobral em 1824 com José Balthasar
Augeri de Saboia, o Cel. José Saboia. Assim, todos os
descendentes do Cel. José Saboia são, também, membros da família Linhares.
Acerca da relação existente entre as famílias Saboia e Linhares,
escreveu Jarbas Cavalcante de Aragão em seu livro COLONIZAÇÃO DO NORDESTE- OS XIMENES DE ARAGÃO NO CEARÁ , à página
99 : "INÊS MADEIRA DE VASCONCELOS,
outra das oito filhas de MANUEL VAZ CARRASCO, casou-se mais ou menos em
1740, em primeiras núpcias, com o Capitão LUÍS
GONÇALVES DE MATOS, natural do Recife, e de quem teve uma filha do mesmo
nome, que foi mãe de D.a MARIA
DO LIVRAMENTO casada com o Capitão JERÔNIMO
JOSÉ FIGUEIRA DE MELO. Deste
casamento nasceram, entre outros, o Conselheiro JERÔNIMO MARTINIANO FIGUEIRA DE MELO, a 19 de abril de 1809 e D.a
JOAQUINA FIGUEIRA DE MELO, em 1803,
na cidade de Sobral. Esta casou-se , a 23 de novembro de 1824, com o Coronel JOSÉ SABOIA, nascido em Aracatí, em
1800, e foram os pais de FRANCISCA
CAROLINA FIGUEIRA DE SABOIA que,
casando-se, a 28 de janeiro de 1865, com ERNESTO
DEOCLECIANO DE ALBUQUERQUE, se
tornou genitora do Dr. JOSÉ SABOIA DE
ALBUQUERQUE.
Em segundas núpcias, casou-se a 31 de julho de 1758, com o Sargento-mor ANTÔNIO ALVES LINHARES que, tendo vindo, entre os anos de 1740 e
1745, do Rio Grande do Norte, onde nasceu em 1725, se fixou na Ribeira do
Acaraú.
Ambos faleceram em Sobral; ele, a 9 de outubro de 1785 e ela, a 3 de
agosto de 1802.
Nessas condições, verifica-se que, através da filha do primeiro
casamento de INÊS MADEIRA DE VASCONCELOS,
o primeiro SABOIA que chegou a Sobral(Cel. José Saboia) ligou-se aos CARRASCOS.
(...)Com relação ao segundo matrimônio, é notório que dele procede toda
a família LINHARES, ligada, assim, pelo sangue, aos XIMENES DE ARAGÃO."
Ainda sobre a Família Linhares, nos escreveu Mário Linhares, das Academias Carioca e
Cearense de Letras, no Livro Os Linhares, hoje totalmente esgotado, visto que
publicado no Rio de Janeiro em 1954: "
A Família Linhares é de origem portuguesa. O principal ponto de
procedência de toda a família no Brasil , foi o português Capitão-Mor Dionísio
Álvares Linhares , natural de Santa Marinha de Linhares, Concelho do
Couro, comarca de Valença, Arcebispado de Braga, que casou com Rufina Gomes de
Sánatural do Rio Grande do Norte, onde foram moradores e grandes proprietários.
Irmã dessa Rufina Gomes de Sá era Maria Gomes de Sá, mulher de Vitoriano Gomes
da Frota, português, pais de Felipe Gomes da Frota, que casou, a 11 de agosto
de 1771, com sua prima Maria Josefa de Jesus, filha do Capitão-Mor Domingos da
Cunha Linhares e Dionísia Álvares Linhares e que foram fundadores da família
"Frota", no Ceará, e deixaram grande e ilustre descendência.
Parece que os pais de Dionísio emigraram para para o nosso país no último quartel do século
17. O certo é que o coronel Félix da
Cunha Linhares, seu primo, aparece, ao mesmo tempo, em 1690, localizando-se na
Ribeira do Acaraú....
....Dionísio viveu, pois, no começo do século 18.
Era cavalheiro da Ordem de Cristo e, por todos, considerado de muito boa
nobreza, consoante se vê do Livro das Miscelâneas da Ouvidoria Geral de
Pernambuco.
Do seu casamento teve,- além do Padre Dionísio da Cunha e Araújo, cura
da missão de Gaijurú, no Rio Grande do Norte, em 1742- os dois seguintes
filhos: Antônio Álvares Linhares e Dionísia Álvares Linhares..." e
prossegue o autor: "O sargento-mór Antônio Álvares Linhares nasceu em
1725, no Rio Grande do Norte e faleceu a 9 de outubro de 1785, em Sobral.
Era cavalheiro da Ordem de Cristo.
Veio para a Ribeira do Acaraú, em companhia de seu cunhado Domingos da
Cunha Linhares , entre os anos de 1740 a 1745. Aí casou-se, a 31 de julho de
1758, com Inez Madeira de Vasconcelos, que era viúva do Capitão Luís Gonçalves
de Matos..."
Entre os inúmeros descendentes de Inez, estão o Vice-Reitor da
Universidade Estadual Vale do Acaraú, Prof. Evaristo Linhares Lima, n. a 26/10/1923 , bem como o autor dessas
linhas.
Diz-nos ainda Mario Linhares em seu
livro "...O cognome antigo era "Álvares", como se encontra em
todos os documentos e não "Alves", simplificação posterior adotada
pelos filhos de Antônio Álvares Linhares, que foram os seguintes: Diogo Alves
Linhares, Inez Madeira de Vasconcelos Linhares, Antônia Maria do Espírito Santo
Linhares, José Alves Linhares e Francisco Antônio Alves Linhares"
· AS FAMÍLIAS SABOIA E
MENDES
Essas duas famílias estão entrelaçadas através do casamento de Regina
Saboia Ximenes Aragão, n. a 30 de novembro de 1863, filha de Francisca
Candida Saboia e de Manoel Cornélio Ximenes Aragão com Antônio Enéas Pereira Mendes, n. a 17 de agosto de 1856 em Santana e
que era filho de Antonio Mendes Pereira de Vasconcelos e de Maria Rosalina
Mendes. O casamento de Regina e Antônio
Enéas foi realizado a 19 de outubro de 1882. Também a união de Emiliana
Viriato de Saboia, filha de Antonia Adélia Figueira de Saboia e de José
Viriato Figueira de Saboia , com Antônio Oriano Mendes, realizado a 9
de junho de 1911, fortalece os laços familiares entre as duas famílias.
Ainda reforçam os vínculos entre as duas famílias o casamento de Ana
Aragão de Paula Pessoa, filha do Dr. João Barbosa de Paula Pessoa e de
Francisca Saboia Ximenes Aragão com José Piragibe Mendes, filho de Manuel Felizardo Pereira Mendes e de Maria
Cândida Mendes da Rocha.
· AS FAMÍLIAS
SABOIA E XIMENES DE ARAGÃO
As famílias Saboia e Ximenes de Aragão unem-se através
do casamento de Francisca Cândida de Saboia e Silva, filha de Maria Carolina de
Saboia e Silva e de Custódio José Correia da Silva, com Manoel Cornélio Ximenes
Aragão, filho de Anacleto Francisco Ximenes de Aragão e de Justa
Maria Benvinda da Glória, realizado a 15 de maio de 1858.
· AS FAMÍLIAS
SABOIA E MAGALHÃES
As famílias Saboia e Magalhães unem-se através do casamento de Jacinta Viriato de Saboia,
n. em 1866, filha do Cel. José Carlos Figueira de Saboia e de Emiliana Viriato de Medeiros, com o Dr. João
Pompeu de Sousa Magalhães, n. em Santa Quitéria a lo
de abril de 1863 e falecido em Fortaleza a 12 de março de 1933, filho do
Capitão Tomás Pompeu de Sousa Magalhães e de Maria Cesarina. Tomás Pompeu de
Sousa Magalhães era filho de José Antonio de Mesquita Magalhães e de Maria
Joaquina de Sousa, tendo se casado com a dita Maria Cesarina Ferreira da Costa,
filha de Cesário Ferreira da Costa e de sua primeira mulher Maria Viriato de
Medeiros.
· AS FAMÍLIAS
SABOIA E VIRIATO DE MEDEIROS
Os Saboia estão unidos aos Viriato de Medeiros através do
casamento de José Carlos Figueira de Saboia , filho do Cel. José Saboia e de
Joaquina Inácia Figueira de Mello, com Emiliana Viriato de Medeiros, filha
de Antonio Viriato de Medeiros e de sua 2a esposa Maria
Jerônima Figueira de Mello, realizado em
Sobral a 20 de janeiro de 1850.
Uma das irmãs de José Carlos de Saboia, de nome Candida Figueira de Saboia, casou-se a 9 de janeiro de
1860 com o Desembargador Trajano Viriato de Medeiros, irmão
de Emiliana, anteriormente citada.
· AS FAMÍLIAS
SABOIA E SANFORD
As famílias Saboia e Sanford entrelaçam-se pelo casamento de Judith
Barbosa de Paula Pessoa, filha de Francisca Saboia Ximenes de Aragão e
do Dr. João Barbosa de Paula Pessoa, com Paulo de Almeida Sanford,
ex-prefeito de Sobral, filho de John Rorshore Sanford e de Minerva de Almeida
Monte, realizado a 10 de fevereiro de 1926.
Também através do casamento de Filadelfa Mendes Parente
(Parentinha), nascida a 10/05/1907 e que era neta de Francisca Saboia Ximenes de Aragão, com Eduardo
de Almeida Sanford, irmão de Paulo de Almeida Sanford, unem-se as duas
distintas famílias sobralenses.
· AS FAMÍLIAS
SABOIA E BANDEIRA DE MELO
Através do matrimônio realizado a
7 de maio de 1854 de Antonio Firmo Figueira de Saboia , filho do Cel. José Saboia e de
Joaquina Inácia Figueira de Melo com Maria
do Livramento Bandeira de Melo, filha do Cel. João Pedro da Cunha
Bandeira de Melo e de Francisca das Chagas
de Melo, estão unidas as duas famílias.
Os descendentes do Cel José Saboia, filho de Vicente Maria Carlos de
Saboia, são todos eles membros também da família Figueira de Melo, pois a
esposa do Cel. José Saboia, Joaquina Inácia Figueira de Melo,
era filha do Capitão Jerônimo José Figueira de Melo, natural de Pernambuco, e
de Maria do Livramento Vasconcelos. Joaquina Inácia era irmã de Ana Figueira de
Melo, que por sua vez foi casada com José de Xerez Linhares, sendo este casal
os pais de Maria Tomázia, a "libertadora".
· AS FAMÍLIAS
SABOIA E GOMES PARENTE
Unem-se essas duas tradicionais famílias através do casamento de Diogo Gomes Parente(3o
do nome), n. em Sobral a 22/09/1880 e fal. a 26/08/1935, filho de Diogo Gomes
Parente (2o do nome) e de sua segunda esposa Filadelfa Franca
Parente, com Cesalpina Aragão Mendes, n. a 13/05/1887, filha de Antônio
Enéas Pereira Mendes e de Regina Saboia Ximenes Aragão.
Também através do casamento de Francisca Aragão de Paula Pessoa(filha
do Cel. João Barbosa de Paula Pessoa e de Francisca Saboia Ximenes Aragão) com Ildefonso
de Holanda Cavalcante, legítimo e honrado membro da família Gomes
Parente, reforçam-se os laços entre as
duas famílias.
Sobre a Família Gomes Parente, escreveu Fco. de Assis Vasconcelos
Arruda, estudioso da genealogia das famílias pioneiras que povoaram Sobral e a Ribeira do Rio
Acaraú; Assis Arruda escreveu na Introdução de seu livro Genealogia Sobralense - Os Gomes
Parente- Volume II : (...) “OS GOMES PARENTE”, faz parte da série
dos quatro primeiros que serão dedicados às famílias descendentes das sete
irmãs, filhas do grande patriarca da Ribeira do Acarajú, MANOEL VAZ CARRASCO.
Ressalvamos que este estudo está sendo possível graças ao laborioso
trabalho realizado pelo historiador sobralense Cônego Sadoc de Araújo, sobre a
CRONOLOGIA SOBRALENSE, já no seu quinto volume. Era desejo deste escritor,
conforme me disse, fazer um trabalho que servisse de alicerce, e que abrisse
caminho como uma máquina niveladora àqueles que pretendem se enveredar por este
importante Capítulo de nossa história.
A família Gomes Parente, como a
maioria das famílias no Nordeste do Brasil, tem sua origem lusitana,
provavelmente miscigenada com o sangue judaico, como quase toda população
portuguesa, principalmente aqueles que buscaram refúdio em outras plagas, muitas
das vezes fugindo da Inquisição do Santo Ofício. Sabe-se que o povo judaico
convivia com os portugueses desde a fundação de Portugal e intensificando-se
após a perseguição realizada pela Inquisição da Espanha em meados do século XV.
Acolhidos pelo Rei D. Afonso V de Portugal e acatados por todos os lusitâneos.
Portugueses e Judeus conviveram amigavelmente por várias décadas, até o
estabelecimento do Santo Ofício em Portugal, razão por que os que não
concordavam em aceitar a religião Cristã, fugiram para as ilhas do arquipélago
dos Açores e outros países. Daí a dificuldade de uma verdadeira separação de
sangue, quando se trata de origem luso-espanhola.
O patriarca, assunto deste livro, Capitão JOSÉ INÁCIO GOMES PARENTE,
segundo o Cônego Francisco Sadoc de Araújo, "viajava de navio e ao atracar
às terras do Brasil, fugiu, não mais voltando à embarcação". Refugiando-se
como muitos outros que assim ingressaram no Brasil, em fazendas afastadas,
vilas e povoações, vivendo do criar e da agricultura. Era filho de bispado de
Lamego, Portugal. Casou-se a 24 de novembro de 1777, no Sítio Santo Antônio, na
serra da Meruoca, com FRANCISCA DE ARAÚJO COSTA, filha do português José Araújo
Costa, natural de Santa Lucrécia do bispado de Braga, e de sua mulher D. BRITES
DE VASCONCELOS, de Goiana, 6ª das Sete Irmãs, filha de Manoel Vaz Carrasco e de
sua segunda mulher Maria Madalena Sá e Oliveira, viúva de Francisco Bezerra de
Meneses e filha de Nicácio Aguiar de Oliveira e de Madalena de Sá.
A família GOMES PARENTE se entrelaçou, pelo casamento aos mais diversos
troncos genealógicos da Ribeira do Acaraú, destacando-se entre os quais as
famílias: Ferreira Gomes, Ribeiro da Silva, Ferreira da Ponte, Linhares,
Arruda, Domingues da Silva, Frota, Holanda Cavalcante, Pio Machado, Souza
Neves, Moreira da Rocha, Franca Cavalcanti, Rangel, Morais, Borges, Medonça
Furtado, Saboyas, Almeida Monte, e outras tantas também de relevância no
Estado. Numa Predominância de sangue perpetuaram o seu nome com honradez.
Exemplo de dignidade e coragem do homem do sertão no desafiar os campos bravios
castigados pelo sol inclemente...
Segundo o Dr. Paulo Sanford, então responsável pelo Posto Experimental
de Criação de Sobral (P.E.C.), num artigo publicado em 1941, em o
"Centenário", com o título de "Ligeiros Traços Sobre a Pecuária
de Sobral" que "Sobral desde o seus primeiros dias, a pecuária foi
sempre indústria florescente e aqui sempre residiram grandes fazendeiros e
boiadeiros - Os Paula Pessoa, Os Rodrigues, Os Albuquerques, Os Gomes Parente,
etc - foram grandes criadores e ainda o são hoje, proprietários de enormes
latifúndios, onde seus rebanhos de contavam por milhares de cabeças".
Continua o artigo dizendo que "entre as eras de 1900 a 1913, o Norte do
Ceará exportou muitos milhares de cabeça de gado vacum para os Estados do Pará
e Amazonas e o Município de Sobral, nessa exportação, sempre figurou com um
coeficiente elevado. No ano de 1900, só o criador José Inácio Gomes Parente,
vendeu ao Cel. Vicente Adeodato Carneiro, 600 vacas paridas, ao preço de $60000
cada uma, vacas essas que foram enviadas para os campos do baixo Amazonas por
intermédio da firma Antônio de Albuquerque & Cia., de Belém".
Dizia ainda o artigo que "Os primeiros introdutores do gado Zebu
neste município, foram os irmãos FRANCISCO ALVES PARENTE e JOSÉ INÁCIO ALVES
PARENTE que, em 1918, trouxeram para a sua fazenda "Pé de Serra" o
primeiro reprodutor macho da espécie".
Foi dentro desta economia que a família formou seus grandes filhos que
se espalharam por todo o país mostrando o valor de sua luta na conquista do
solo ainda virgem da Ribeira do Acaraú.
Desta forma, passo este trabalho a esta família, essencialmente
política, desde os seus mais longíquos ascentes no Brasil aos mais recentes
nomes de nossa história pública como: O Cel. Virgílio de Morais Fernandes
Távora, ex-Deputado Federal, ex-Senador, ex-Ministro de Estado e Governador por
duas vezes, o qual na oportunidade rendemos nossa mais sincera e merecida
homenagem, por tudo que representou para a família, para a Zona Norte, para o
Estado do Ceará e para a Pátria, durante toda sua vida de homem público, e aos
mais recentes prefeitos de Sobral Dr. José Euclides Ferreira Gomes e José
Parente Prado. Aos atuais Deputados Estaduais com o assento na Câmara Cid
Ferreira Gomes e Ricardo Parente Prado Júnior. Ao Ex-Ministro da Marinha
Almirante Henrique Rodrigues Saboya. Ao Deputado Federal Pe. José Linhares
Ponte e ao atual prefeito de Sobral Dr. Cid Ferreira Gomes, bem o Ex-Ministro
da Fazenda Dr. Ciro Ferreira Gomes que com tanto brilhantismo vem representando
esta ilustre família no cenário nacional e internacional. "
· AS FAMÍLIAS
SABOIA E ARRUDA
O casamento de Francisco Amaury Paula Pessoa, filho
de Vicente Barbosa de Paula Pessoa, com Maria Neice Arruda, filha de José
Maria Arruda Coelho, é um dos vínculos que entrelaçam as duas famílias.
Outro vínculo que pode ser citado é
aquele proveniente do casamento de Amélia Monte , filha de José
Clementino do Monte, com João Júlio Gomes Parente, filho de
Ana Joaquina Ferreira de Arruda e de José Gomes Parente.
Sobre as origens da família Arruda, Francisco de Vasconcelos Arruda
escreveu em seu livro Os Arrudas
: "
Historicamente a família Arruda tem suas raízes em Portugal onde teve grande
destaque, principalmente no que diz respeito à arquitetura. São inúmeros os
monumentos e obras que, de uma maneira ou de outra, se ligam aos Arrudas. Em
Évora, o Aqueduto do Prata, com nove quilômetros de extensão, destaca-se como
um dos mais característicos monumentos arquitetônicas de que é dotado, foi
construído por D. João III, de 1531 a 1538, “com a cooperação eficaz dos
abastados Arrudas”, assim como rezam os registros de sua construção.
E em Lisboa um de seus mais famosos
monumentos, a “Torre de Belém”, erguida na foz do “Tejo” para perpetuar a
epopéia das navegações lusitanas, teve, como Arquiteto, Francisco de Arruda.
Outras obras como a Fortaleza de Moçambique, Poços de Enxobregas, Santarém,
Almeirim e Muge, estão vinculadas a outros arquitetos como: Diogo de Arruda,
Pedro de Arruda e João de Arruda.
Fora de arquitetura, encontramos um Arruda, estudioso em assuntos
genealógicos, que viveu na ilha de São Miguel dos Açores, com o nome de João de
Arruda Botelho e Câmara, sendo mais conhecido com a alcunha de "morgado
João de Arruda". Nasceu em Ponta Delgada, Arquipélago dos Açores, em 1774
e faleceu na mesma Ilha, no ano de 1845. Escreveu os seguintes livros:
"Instituição Vinculares de muitas famílias de São Miguel" e
"Índices dos livros de Registro da Câmara Municipal de Ponta
Delgada".
No clero, destaca-se um Arruda com o nome de Frei Jácome de Arruda, da
Ordem Franciscana. Exerceu o cargo de Porteiro-Mor do Convento de São Francisco
de Lisboa. Porém, em virtude de um conflito religioso, com o seu Provincial
Frei Francisco Noé, o Cardeal Dom Henrique o desterrou para Mosteiro. Faleceu
em 1587, com 80 anos de idade.
Na medicina, encontra-se o Dr. Manoel Monteiro Velho Arruda, que também
se interesou pelos assuntos relativos à história. Nasceu a 05/12/1873, na Vila
do Porto da Ilha de Santa Maria dos Açores. Publicou vários trabalhos
históricos na Revista "História de Lisboa". No ano de 1932 levou ao
público uma Coletânea de documentos relativos ao descobrimento e povoamento do
Açores.
Nas ciências biológicas encontramos Francisco de Arruda Furtado -
Biologista e Investigador Científico. Nasceu em Ponta Delgada a 17/09/1854,
tendo falecido no mesmo lugar a 21/06/1887. Era possuidor de uma sólida e vasta
cultura científica, tendo publicado os seguintes trabalhos: Zoologia
(Mutacologia) - Indagação sobre a complicação das maxilas de alguns Hélias - em
1880; A propósito da distribuição dos Moluscos Terrestres nos Açores, em 1831;
Notas Psicológicas e Etnológicas sobre o Povo Português; Estudos Arroenológicos
e o Homem e o Macaco, em 1886.
O Município de Arruda é um dos mais antigos do país, tendo recebido o
seu primeiro foral em 1160 e um novo em 1517, doado por D. Manoel. O seu
primeiro Barão foi Bernardo Ramires Esquivel, tendo recebido o baronato a
17/12/1801. O terceiro Barão de Arruda foi Bartolomeu de Camboa e Liz, que não
tinha nenhum grau de parentesco com o primeiro e segundo Barões de Arruda.
Nasceu a 10/10/1778 e faleceu a 26/03/1870. Era filho do Capitão-Mor de Arruda,
ligado ao Santo Ofício. Foi Par do Reino, por carta de 01/09/1834. Foi ainda
Cavalheiro Fidalgo da Casa Real e cavalheiro de Cristo.
Vimos que, a maioria desses ilustres portugueses, acima citados, tiveram
a bucólica e tranqüila Ilha de São Miguel dos Açores como seus berços de
origem. O mesmo ocorre com AMARO JOSÉ DE ARRUDA, objetivo deste livro, que
aportou as nossas terras no descambar do Século XVIII. Filho de Pedro de
Viveiros e se sua mulher Dona Francisca dos Anjos. O moço português contraiu
núpcias com Dona Maria da Conceição, natural de Mamanguape, Paraíba; filha do
Capitão José Ferreira da Costa e de sua mulher D. Maria Colaça.
Os recém-casados deslocaram-se de Mamanguape para o lugar
"OITICARÁ". Lá se instalaram numa fazenda de plantar e criar, às
margens do rio Contendas. As terras da Fazenda pertenciam aos domínios da
antiga Fidelíssima Vila de Januária, hoje Sobral. Atualmente pertencem à
jurisdição política do Município de Massapê - berço dos Arrudas cearenses.
Depois adquiriram o "sítio Barra" encravado no planalto da Beruoca,
hoje denominada "Meruoca".
Porém foi em "Oiticará" que o casal plantou as raízes
verdejantes da sua fecunda prole. Foi lá que seus filhos viram a luz da vida e
assistiram o desenrolar de suas existências. O Patriarca lá veio a falecer, no
dia 22 de maio de 1832.
Os descendentes do moço lusitano se radicaram pelos sertões, serras e
praias da terras de "mares bravios", foram à Amazônia, durante a
febre doirada da extração da borracha e se espalharam por todo o Brasil.
A contribuição da prole do moço açoriano foi e continua sendo muito
valiosa em relação à terra alencarina. Seus descendentes se projetam
principalmente na indústria e comércio, não deixando de ter participação em
outras atividades, desde a literatura às pesquisas biológicas.
No entanto, os Arrudas do Ceará, não só descendem de Amaro José de
Arruda. Um outro moço açoriano, chamado José Francisco de Arruda, aportou às
terras cearenses e radicou-se ao sopé do planalto d'Aratanha, na então povoado
de Pacatuba da Comarca de Maranguape - Gleba privilegiada pelo acariciante
encanto ecológico que se desprende da serra verdejante que a circunda.
Acreditamos que este outro moço açoriano, seja parente bem próximo de Amaro
José de Arruda, pois ambos são naturais da mesma Ilha de São Miguel e trazem o
sobrenome Arruda no final do nome. José Francisco de Arruda veio já casado em
companhia de seus três filhos: Francisco Arruda, Maria Arruda e João José de
Arruda.
Um dos filhos de José Francisco de Arruda,
João José de Arruda, tornou-se abastado proprietário, na região de Pacatuba.
casou-se com sua aistinta Senhora, Dona Maria José da Conceição, natural de
Cauípe, na ribeira cearense do Ceará. Do casamento nasceram os seguintes
filhos: Rita Francisca de Arruda, Pedro José de Arruda, Maria de Arruda, Izabel
Maria de Arruda, Santilha Maria de Arruda, Manoel José de Arruda, Vicente José
de Arruda, Antônio José de Arruda, Francisco José de Arruda e Luiz José de Arruda.
Destes dez filhos, apenas temos notícias da descendência de Dona Rita
Francisca de Arruda que nasceu na localidade de Suipê, próximo à cidade de São
Gonçalo do Amarante. Casou-se com Valdivino Bandeira de Oliveira, natural do
Rio Grande do Norte, da localidade de Pilar. Do casamento nasceram os seguintes
filhos: Crisanto José de Arruda, Clarinda de Arruda, João José de Arruda,
Santilha Maria de Arruda, Manoel José de Arruda, Dionísio José de Arruda, Maria
Cristina de Arruda, Raimundo José de Arruda, Vicente José de Arruda, José
Francisco de Arruda e Francisco José de Arruda. "
· AS FAMÍLIAS
SABOIA E RODRIGUES
O casamento de Deocleciano Saboia de Albuquerque
com Francisca
Rodrigues de Albuquerque une essas duas família, e desse casamento nasceu
o Ministro da Marinha Henrique Saboia.
· AS FAMÍLIAS
SABOIA E FERREIRA GOMES
Unem-se as duas famílias através do casamento de Patrícia Lúcia Mendes Saboia,
filha de José Saboia Neto, neta, portanto, do Dr. Plínio Pompeu de Saboia
Maglhães, com Ciro Ferreira Gomes, político de renome nacional, filho do Dr.
José Euclides Ferreira Gomes Júnior, este também político de renome e probo e
que foi Prefeito de Sobral.
O Dr. José Euclides n. a
29/03/1918. Advogado e Professor
Universitário, casou-se com Maria José Santos, nascida em São Paulo a
30/07/1928 e geraram: Ciro Ferreira Gomes, ao qual me reportarei; Lúcio
Ferreira Gomes, Engenheiro Civil e casado com Maria Antonieta Martins; Cid Ferreira Gomes *, n. a 27/04/1963,
Engenheiro Civil formado pela U.F.C. e
atual Prefeito de Sobral, que foi casado com Andrea Reis; foi eleito
Prefeito em 1996 e reconduzido ao mesmo cargo com esmagadora maioria de votos em 2001. Teve com Andrea um filho de
nome Rodrigo; Lia Ferreira Gomes, Médica, casada com Einart Jácome da Paz e Ivo
Ferreira Gomes, n. a 13/12/1969, Advogado, solteiro.
A família Ferreira Gomes é uma das mais tradicionais famílias de
políticos do nosso Estado. O pai do Dr. José Euclides Júnior, de igual nome,
nascido em Sobral a 31/01/1876, foi Deputado Classista eleito em 1936 à
Assembléia Legislativa; foi ainda, Vereador e Presidente da Câmara Municipal de
Sobral; Por sua vez, o pai de José
Euclides, de nome José Ferreira Gomes, casado a 30/07/1872 , foi também
Prefeito de Sobral e Chefe Político do Partido Conservador.
** Cid Ferreira Gomes - nasceu em Sobral, a 27/04/1963, local onde
realizou seus estudos de primeiro e segundo graus. Concluiu curso superior de
Engenharia Civil na Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza, onde
tornou-se presidente do Centro Acadêmico. Ingressou na política em 1990, em
campanha para deputado estadual, eleito em dois mandatos consecutivos, sendo
que no segundo mandato, elegeu-se Presidente da Assembléia Legislativa do
Ceará, com 32 anos, sendo o presidente mais jovem da história da Assembléia
Legislativa Estadual.
Cid Gomes, por seu destaque como
presidente da Assembléia Cearense, participou da Conferência Nacional de
Assembléias Legislativas dos Estados Unidos (1996), e do Encontro de Integração
de Jovens Políticos da América latina e da Europa, realizado pela Fundação
Konrad Adenauer Stiftung(1996).
Com o forte desejo de contribuir com
o crescimento de sua terra natal, disputou o cargo de Prefeito Municipal, sendo
eleito com uma votação recorde de mais de 64% dos votos do eleitorado. Como
prefeito, desenvolve um plano de ações inédito, que está dando a Sobral o Rumo
Certo do Progresso.
Sua performance administrativa o credenciou à eleição de melhor prefeito do
Ceará nos anos 97/98/99.
Foi reeleito em 2000, novamente com
mais de 60% dos votos, confirmando assim a confiança dos sobralenses em sua
administração.
Cid Gomes é pai de Rodrigo, de 04 anos
· AS FAMÍLIAS
SABOIA E AGUIAR
Através do casamento de Ernesto Saboia de Figueiredo , filho
do Dr. Antônio de Paula Pessoa de Figueiredo e de Antônia Ernestina Saboia de
Figueiredo com Albetiza Aguiar, filha de Joaquim Aguiar e de Maria de Sousa
Aguiar, estão unidas as duas famílias.
· AS FAMÍLIAS
SABOIA E FIGUEIREDO
Unem-se as duas famílias através do casamento de Antônia Ernestina Saboia de Albuquerque (Totonha),
filha do Cel Ernesto Deocleciano de Albuquerque , com o Dr. Antônio
de Paula Pessoa de Figueiredo, este filho do Dr. José Antônio de
Figueiredo, natural do Cabo, Pernambuco . Pelo que sabe o Autor, José Antônio foi o primeiro membro da
família Figueiredo a chegar em Sobral e constituir família, tendo se
casado com Antônia Geracina de Paula Pessoa, filha do Senador Paula. Acerca de
José Antônio de Figueiredo, podemos ler no livro DICIONÁRIO BIOGRÁFICO DE PERNAMBUCANOS
ILUSTRES, cujo autor F.A. Pereira da Costa, escreve à página 527:
"José Antonio de Figueiredo : Nasceu na villa do Cabo a 15 de
Dezembro de 1823, e foram seus paes Antonio José de Figueiredo e D. Rosa Maria
da Conceição Figueiredo.
José Antonio começou os seus estudos preparatorios na cidade do Recife,
e revelando logo o elevado talento de que era dotado conseguiu optimos resultados; matriculou-se na Academia
Juridica de Olinda, e depois de um brilhante tirocinio de 5 annos, recebeu a 22
de Outubro de 1845 o gráo de bacharel em sciencias juridicas e sociaes.
(...) Em 1849 tomou assento na Assembléa Provincial, na qualidade de
supplente, e foi tão heroica e grandiosa a attitude que manteve, elle só e
Mendes da Cunha, em luta constante com a maioria conservadora, ainda exaltada
dos seus triumphos sobre os infelizes liberaes que haviam ousado erguer o grito
da revolta, que, ás glorias e os louros colhidos na tribuna da Assembléa,
conquistou amigos, sympathias e geral consideração. <Moço, sem compromissos
politicos, sem fortuna, dotado de talento, quando podia ambicionar um brilhante
futuro alistando-se nas phalanges de Cezar, preferiu a milicia pompeana, já
destroçada e vencida>.
(...)Se o Dr. José Antonio de Figueiredo conquistou na camara dos
deputados os fóros de parlamentar distincto pela attitude brilhante e honrosa
que manteve, não menos se distinguiu como lente, como publicista e como
advogado.
(...)Lente da Faculdade, o Dr. Figueiredo regeu as cadeiras de Direito
Natural e Direito Romano e a de Direito Publico e Constitucional, e nomeado
lente cathedratico por Decreto de 4 de Setembro de 1858, a 13 de Outubro tomou
posse da sua cadeira de Direito Natural e de Direito Publico. Condecorado em
1874 com a commenda da Rosa por seus serviços e antiguidade no magisterio, os
seus discipulos apressaram-se em offerecer-lhe a respectiva venera, mas elle
agradeceu-lhes reconhecidamente, dizendo que não aceitava a condecoração que o
governo lhe conferira.
(...)O Dr. José Antonio de Figueiredo falleceu a 18 de Abril de 1876. O
partido liberal de Pernambuco, que o tinha como vice-presidente de seu
directorio, a imprensa, e os seus amigos e discipulos, pagaram o merecido
tributo ao talento, ao merito, a probidade e aos serviços do illustre morto, de
uma maneira honrosa e condigna."
· AS FAMÍLIAS
SABOIA E BARRETO
Os Saboia unem-se aos Barreto através do casamento de Simone
Maria Paula Pessoa, filha de
Simão Barbosa de Paula Pessoa e de Maria Celeste Frota, com o Prof. José
Maximino Barreto Lima, n. a 15 de julho de 1932, filho do empresário
Francisco Chagas Barreto e de Dona Sinhá Barreto. Simone Maria é neta de
Francisca Saboia Ximenes Aragão.
Também através do matrimônio de Elsie Saboia Mont’Alverne, filha de
Pudenciana Saboia Alverne (Nasinha) e de José Maria Mont’Alverne, neta portanto do Dr. José Saboia de
Albuquerque, com o comerciante Martônio Barreto Lima, natural de Crateús e já falecido, estão entrelaçadas as
duas famílias.
Sobre a família Barreto faço a transcrição de trechos da publicação
" Francisco das Chagas Barreto Lima-
Maria Cesarina Lopes Barreto: Ligeiros Traços Biográficos e Suas Bodas de Ouro
(1912-1962)", homenagem da Firma F. Chagas Barreto & Cia. Ltda, ao
seu digno criador, feita por ocasião da Bodas de Ouro do digno casal,
publicação esta que me foi gentilmente cedida pelo Prof. Maximino Barreto( Mr.
Barreto), acima citado:
"Francisco das Chagas
Barreto, nasceu no dia 18 de Maio de 1887, na Vila Príncipe Imperial (Crateús)
outrora pertencente ao Estado do Piauí.(....) Foram seu pais Joaquim de Souza
Lima e Porcina Augusta Barreto.
(...) É o quinto filho do casal; são
seus irmãos o Jornalista Deolino Barreto Lima, Joaquim Barreto Lima, Maximino
Barreto Lima e Joana Barreto Lima (já falecidos) e Maria Barreto Lima, Leonor
Barreto Lima e Manoel Barreto Lima.
(...)Aos 9 anos de idade veio para Sobral em companhia de sua avó
Mariana Augusta Barreto, tendo feito a cavalo esta longa viagem vez que não
existia ainda a Estrada de Ferro de Sobral, que só no ano de 1912 chegou a
cidade de Crateús.
(...)Em Fevereiro de 1900 empregou-se na Fábrica de Tecidos de Sobral,
de propriedade da firma Ernesto & Ribeiro, ganhando quatrocentos reis por
dia.
(...)No ano de 1912 contraiu
casamento com a Senhorita Maria Cesarina Lopes, filha de Cesario Lopes Freire e
Vicencia Teixeira Lopes, descendente aquele do Português Vicente Lopes Freire
casado que foi com uma filha de Antonio Rodrigues Magalhães que no ano de 1753
fez doação de cem braças de terra ao Patrimônio de N. S. da Conceição onde se
acha edificada nossa Catedral(Sobral).
(...)De seu casamento teve os seguintes filhos: General Flamarion
Barreto, casado com Neusa Lopes Barreto, nascido em 1912; Margarida Barreto,
casada com Antonio Amancio Correia Lima nascida em 1914; Coronel Luciano Tebano
Barreto Lima, casado com Yolanda Coelho Barreto, nascido em 1918; Porcina
Barreto casada com José Valeriano Dias de Carvalho, nascida em 1919 (pais do
ex-Prefeito de Sobral Dr. Ricardo Barreto Dias); Cesário Barreto Lima (ex-
Prefeito de Sobral) casado com Tamar Pierre Barreto nascido em 1920; Maria
Alice Barreto, casada com José Adonias Alves, nascida em 1922; Maria do Socorro
Barreto, casada com Francisco Moreira do Nascimento, nascida em 1930 e o
Professor de Línguas José Maximino Barreto Lima, casado com Simone de Paula
Pessoa Barreto, nascido em 1932.
(...)Eis ai em ligeiros traços a vida cheia de triunfos do menino pobre
nascido nas margens do Rio das Piranhas como outrora se chamava, transformado
em opulento comerciante."
AS FAMÍLIAS SABOIA E FERREIRA DA PONTE
Estas duas famílias enterlaçam-se através do casamento de Ernesto Sabóia de Figueiredo Junior
com Márcia Ponte Pinheiro, n. a 04/03/
1962 em Fortaleza, filha de Geraldo Climério Pinheiro e de Dulce Maria Ponte.
Devemos considerar, ainda, que todos os
descendentes do Cel José Saboia, além de pertencerem à família Linhares, também
pertencem à família Ferreira da Ponte, ou seja, são miriquitas.
Vejamos porque: Gonçalo Ferreira
da Ponte casou-se três vezes e, com Maria da Conceição do Monte gerou, entre
outros, o Capitão-Mor Manoel José do Monte que, teve duas esposas. Com Luiza da
Costa Maciel, nascida em Jaguaribe, geraram, entre outros, o Tenente Manoel
Ferreira da Costa que casou-se com Inês
Madeira de Vasconcelos Linhares e tiveram, entre outros filhos, Maria do
Livramento Vasconcelos . Esta casou-se com o Capitão Jerônimo José Figueira de
Melo, nascido em Pernambuco e foram os pais de Joaquina Inácia , que casou-se
com o Cel. José Saboia na Igreja do Rosário.
Assis Arruda, genealogista sobralense, assim se referiu à família
Ferreira da Ponte em seu livro os Ferreira da Ponte:
|
" o estudo que estamos realizando, surge de
uma necessidade de se dar continuidade aos trabalhos anteriores desenvolvidos
por outros sobralenses que dedicaram parte de suas vidas à história de nossa
colonização. Inicialmente, pretendíamos apenas escrever sobre a família
ARRUDA no Estado do Ceará mas, à medida que adentrávamos no emaranhado de
informações, sentimo-nos responsáveis ou cúmplices de poder e não fazer, o
que deveria ser feito. |
Algumas vezes pensei em abandonar esta árdua tarefa, mas diante
deste rico manancial de informações que se encontram disponíveis no Arquivo
Público de Sobral, achei-me na responsabilidade de assim assumir esse
compromisso. Era como fechar os olhos para o implacável tempo avassalador, ver
o estado daqueles documentos a desfazer-se em nossas mãos sentir que outros
estudiosos não iriam ter a mesma oportunidade de folheá-los, e muito menos às
pessoas nonagenárias com quem estive conversando. Diante destes fatos,
sensibilizei-me, pois amanhã seria tarde para alguém percorrer os mesmos
caminhos. Com este sentimento, estamos escrevendo a GENEALOGIA SOBRALENSE, uma
coletânea sobre as principais famílias da Ribeira do Aracajú, e, como não
poderia deixar de ser, comecei pela minha OS ARRUDAS (VOL. III) e
posteriormente OS GOMES PARENTE (VOL.II) e agora, entrego à Comunidade
Sobralense e a todos os estudiosos sobre assunto, OS FERREIRA DA PONTE
(VOL.IV), talvez, estejam perguntando sobre o volume I da coletânea. Este está
sendo reservado para contarmos sobre o ROTEIROS DAS SETE IRMÃS, início de nossa
história genealógica, e fonte das principais famílias da Ribeira do Aracajú,
berço de grandes vultos da história política do Brasil.
A genealogia nos empolga e nos faz mergulhar no passado, como quebra
cabeça, nos distrai na busca incansável dos dados que nos faltam para desfecho
e plenitude do trabalho. Pretendo ainda atualizar a genealogia da FAMÍLIA
LINHARES, escrita por meu parente o poeta e historiador, Mário Linhares, bem
como OS FROTAS, do Pe. Gentil da Frota. Caso o destino não me favoreça esta
ventura, faço aqui um apelo aos genealogistas do futuro que o faça e ampliem
estes conhecimentos, pois necessitamos fundamentar nossa vida na coragem e
determinação dos nossos antepassados legado maior que deixaram para o porvir.
Não tenho a pretensão de ir buscar em nossos antepassados a
nobreza heráldica, embora haja fidalguia nos modos vivendis de algumas famílias
Ribeirinhas. A Fina educação fundamentada no berço de algumas famílias, é mais
uma das fortes características desta gente que soube preservar valores dos
bravos colonizadores que aqui aportaram. Mas, temos sã consciência, que em
nosso sangue também corre a resistência dos nativos, do caboclo, e muito
vivamente do português sefardita que buscara em nossa Ribeira a água e o calor
abrasador da região.
Mais uma vez, ressalvamos que este este estudo está sendo possível
graças ao laborioso trabalho daqueles que nos antecederam, e primordialmente o
trabalho do historiador sobralense Cônego Sadoc de Araújo, que vem escrevendo a
CRONOLOGIA SOBRALENSE, já no seu quinto volume, e motivando a todos que se vêm
dedicando a este ramo antropológico da história da Ribeiro do Aracajú, a
continuar pesquisando mesmo diante dos percalços que normalmente costumam surgir
no labor deste estudo.
Assim, como as outras famílias da região OS FERREIRA DA PONTE, tem
origem lusitana, provavelmente miscigenada com o sangue judaico, com quase toda
população portuguesa, principalmente aqueles que buscaram refúgio em outras
plagas. Muitas das vezes fugindo da inquisição do Santo Ofício. Sabe-se que o
povo judaico convivia com os portugueses desde a fundação de Portugal e
intensificando-se após a perseguição realizada pela Inquisição da Espanha em
meados do século XV. Acolhidos pelo rei D. Afonso V de Portugal e acatados por
todos os lusitâneos. Portugueses e Judeus conviveram amigavelmente por várias
décadas, até o estabelecimento do Santo Ofício em Portugal, razão por que os
que não concordavam em aceitar a religião cristã, fugiam para as ilhas do
arquipélago do Açores e outro países. Daí a dificuldade de uma verdadeira
separação de sangue, quando se trata de origem luso-espanhola.
O Patriarca, assunto deste livro, Cap. GONÇALO FERREIRA DA PONTE,
segundo o Cônego Sadoc de Araújo, nascera na freguesia da Boa Vista do Recife,
no ano de 1679, filho de Cosme de Freitas Pereira e de Joana de Barros Rego
Coutinho. O motivo que levou Gonçalo a emigrar do Recife para o Ceará não é bem
conhecido. O genealogista Soares Bulcão, conforme anotação manuscrita deixada
em caderno guardado no arquivos do Instituto Histórico do Ceará, supõe que o
motivo foi acompanhar o seu filho padre José para a Missão Velha, vindo depois
para o Vale do Acaraú. Outra razão alegada é que veio diretamente para este Vale,
quando recebeu a alegre notícia de que seu primogênito Francisco havia deixado
Minas e já se encontrava, na companhia de dois filhos bastardos, na região do
rio Acaraú. Ambas as hipóteses são prováveis, e talvez, simultâneas.
No Vale do Acaraú, este grande patriarca, prosperou
economicamente, chegando ao posto de coronel de milícias e fixou residência no
sítio Santa Úrsula, sobra a serra da Meruoca, imediações da chácara do cunhado
José de Xerez Uchoa. Aí, Faleceu a 23 de junho de 1762, aos 65 anos de idade,
deixando como legado maior esta grande e conceituada família, que vem
prosperando em todas as atividades sócio-política em todo País.
Gostaríamos, no entanto de lembrar as palavras do padre Sadoc, na
sua apresentação: "Não há livro de genealogia que seja perfeito e
completo, pois aborda matéria inesgotável e sempre sujeita a novos
enriquecimentos. Rastam sempre vazios a preencher com os resultados de
pesquisas posteriores. Neste assunto, quem desejar obra acabada, nunca
conseguirá fazê-lo. Estudo genealógico é trabalho de muitas gerações".
Neste sentido, quero ressaltar que este trabalho é um projeto a
ser aperfeiçoado através do tempo. A família poderá muito contribuir pela
atualização e correção de falhas. Somos sempre gratos àqueles que assim o fazem.
É humanamente impossível, dentro do espaço de tempo em que nos propomos a
escrever esta genealogia, entrar em contato com todos os membros de uma
família, portanto, restando-nos pedir nossas desculpas pelas falhas e
incorreções que porventura venham ocorrer ao longo deste trabalho.
Aproveitar este lançamento para agradecer a todos que vêm
entendendo nosso ideal de tentar colaborar com a história através da
genealogia, bem como de poder ampliar os laços familiares e o amor por nossa
Terra e nossa Gente."
· AS ORIGENS DA FAMÍLIA SABOIA
Gabriel Augeri e sua esposa Magdalena
Boccardo eram naturais da
Freguesia de Santos Cosme e Damião, do Arcebispado de Turim, Reino de Piemonte,
Itália, e vieram para Aracati em princípios do século XVIII.
Ainda na Itália lhes nasceu um filho a quem deram o nome de Joseph
Balthasar Augeri , tendo este se casado com Dona Jacinta Maria d`Assumpção - filha do Coronel
Cláudio de Souza Brito - a 24 de
novembro de 1760, na capela de Sant`Ana, filial da matriz de Russas do
Jaguaribe.
Começando pelos descendentes de Joseph Balthasar, o sobrenome Augeri foi
substituído pelo de Saboia, patronímico da região de onde procediam os Augeri.
Joseph Balthasar e Dona Jacinta Maria tiveram três filhos : Luiz Carlos de Saboia ,
que casou com Dona Inácia Maria de Saboia,
Vicente Maria Carlos de Saboia que casou com Dona Maria Clara e
o Padre Carlos Manoel de Saboia.
Sobre Dona Maria
Clara, esposa de Vicente Maria, sabe-se que seus genitores foram José de
Castro Silva , natural
da Ilha de São Miguel e Dona Ana
Clara da Silva, natural de Itamaracá em Pernambuco, casados a 27 de
maio de 1748. Foram irmãos de Dona Maria Clara: José de Castro Silva, segundo deste nome e que foi Capitão-Mor;
Antonio José de Castro e Silva, Capitão-Mor de Fortaleza, fal. a 31 de agosto
de 1817; João de Castro e Silva , Capitão-Mor de Aracati , n. a 14 de maio de
1751 e fal. em 1825; Padre Vicente Ferreira de Castro Silva, que foi paroco de
Cascavel; Padre Joaquim José de Castro e Silva; o capitão de ordenanças Francisco Xavier de Castro e Silva; Manoel de
Castro e Silva; Dona Ana Clara da Silva, que foi casada com o negociante
Venancio Ferreira e Dona Teresa de Jesus
Maria , casada com o negociante Major José Antônio da Silva.
Dona Maria Clara, esposa de Vicente Maria Carlos de Saboia, era tia do
Major João Facundo, que foi assassinado em Fortaleza por motivos políticos.
Acerca do major Facundo, escreveu
o célebre historiador Barão
de Studart, também membro da família Castro e Silva, em sua importante
obra DICCIONARIO
BIO-BIBLIOGRAPHICO CEARENSE , pág. 460 , vol. 1, de 1910. "
João Facundo de Castro Menezes - Foi a Influência política mais
legítima e real , que teve a Província do Ceará. Nasceu em Aracaty a 12 de julho de 1787, sendo seus paes o
Capitão - Mor José de Castro e Silva 2o
e Dona Joanna Maria Bezerra . Neto pelo lado paterno de José de Castro e
Silva 1o, n. a 20 de
setembro de 1709 e de Dona Anna Clara da
Silva. Bisneto pelo lado paterno de Manoel Dias da Ponte , n. a 10 de agosto de
1679 e casado a 22 de abril de 1722 com Dona Maria Lopes , naturaes um e
outro da Ilha de S. Miguel , freguezia do Apostolo S. Pedro da Ribeira Secca
...".
Em 1958 a Revista do Instituto do Ceará publicou um trabalho que fora
escrito pelo Barão de Studart nos idos de 1883 sob o título A Familia Castro . Nesse artigo o
autor nos escreve que " A família
Castro , uma das mais antigas que conta a Província do Ceará , figura na
política do País desde tempos coloniais.
Antes que aos quatro ventos se espalhasse a nova da emancipação do
Império , para a qual tanto trabalhou , ela já era conhecida e acatados os seus membros ; antes
que de Pernambuco passassem ao Ceará as idéias de que se arvoraram paladinos
entre nós : Tristão Gonçalves , José
Pereira Filgueiras e Padre Gonçalo
Inácio d ‘Albuquerque , vulgo Mororó , já de há muito os Castros
eram apontados nesta parte dos domínios portugueses .
O Capitão - Mor José de Castro e Silva 2o
(...) teve os seguintes irmãos (...) Da Maria Clara da Conceição Saboia
, casada com o farmacêutico Vicente Maria Carlos de Saboia : os
quais , espalhando - se pela Província , constituíram outras tantas famílias .
( ... )Dona Ana Clara da Silva ( esposa
de José de Castro e Silva 1o ) era filha de Antonio Silva da
Cruz , natural da Freguesia do Espírito Santo , em Lisboa , e de Dona Teresa
Maria José , natural de Itamaracá e viúva de José Ferreira Colaço .
Teresa Maria José tivera os seguintes
filhos de seu primeiro casamento : Luis Ferreira da Soledade Catunda , casado
com D. Bárbara Barbosa Cordeiro , natural do Rio Grande do Norte , tronco dos Catundas
, Pompeus
e Paulas
Pessoas ..."
Mais adiante , ainda nesse trabalho , o
Barão de Studart volta a falar do Major Facundo e nos escreve acerca do
assassinato do mesmo: " Bala assassina desfechada às 7 ½ horas da noite de
8 de dezembro (de 1841)liberou os conservadores de poderoso adversário e roubou
aos liberais seu chefe prestimoso.(...) O ilustre cearense , pode dizer - se ,
suicidara - se: como a César não lhe
faltaram avisos de que sua vida corria enormíssimo perigo , (...) mas tais eram
os sentimentos que em sua alma aninhavam - se , que nunca se arreceou de ser
vítima do bacamarte assassino por motivo político , por ódio partidário.
Disto temos prova em carta sua.
Um dia , era festa do Espírito Santo , a
família Castro reunia - se no Meireles , em casa de Manuel Lourenço, residência
hoje do Capitão José da Fonseca, e Facundo para lá se dirige pelo caminho que
fica à direita do Palácio Episcopal : os assassinos emboscaram - se neste
ponto, mas frustra - se o plano tenebroso, porque a vítima voltara por caminho
diferente, pela beira mar ; noutra ocasião acha - se ele em casa do Capitão -
Mor Barbosa onde foi o Hotel das Quatro Nações, e hoje reside a família
Salgado. Os assassinos, postados na Praça Carolina, bem em frente à atual
Assembléia, retiram dentre feixes de capim as espingardas carregadas, fazem por
vezes pontaria para as janelas do sobrado, que lhes fora designado, mas, ainda
desta feita, frustra - se o assassinato por não ter havido ocasião propícia à
perpretação do horrendo crime.
À 8, porém, de dezembro, tinha execução o
tenaz e deliberado propósito e em hora infeliz realizavam - se as previsões e
os temores dos amigos e dos parentes do infeliz cidadão. (...) A rua mais bela
da capital do Ceará, antiga rua da
Palma, aquela onde se acha situada a casa que o viu cair ferido mortalmente,
honra - se hoje com o nome do exímio liberal."
Vê - se , assim, que os Saboia podem ser considerados , a partir dos
descendentes de Vicente Maria, que casou - se com Dona Maria Clara da
Conceição, descendente legítima dos Castro e Silva, membros , também , dessa não
menos ilustre família.
Alberto Amaral, em seu livro intitulado Para a História de Sobral
R.J, l951,diz-nos que " ... Do Aracati apenas dois Saboias
demandaram a zona ocidental da Província, o Coronel José Saboia (filho de
Vicente Maria Carlos de Saboia), que fixou residência em Sobral, e Luiz Carlos
de Saboia, filho de José Baltasar, que veio morar na Independência, àquela
época denominada " Pelo Sinal " , onde adquiriu grandes propriedades
e constituiu família, casando-se com Dona Inacia Maria da Conceição, sendo o
tronco dos Saboias de Independência e Crateús e de quem descende o conhecido
chefe político José Pires de Saboia - o
senhor Pires - residente na Independência, e o Dr. José Pires de Saboia Filho,
diretor dos " Diários Associados"
no Maranhão ..."
De onde se conclui que os Saboia
de Sobral e os de Crateús descendem de um mesmo tronco , sendo assim membros da
mesma família.
No livro Ceará Colonial - Datas e
Factos para a História do Ceará o
Barão de Studart escreveu à página 351:
"20 de Junho de 1780 - Creação da freguezia do Aracaty, desmembrada
da de S. Bernardo das Russas.
No mesmo livro, encontramos à página 359:
" 4 de Novembro de 1780 - Os vereadores de Aracaty mandam demarcar
terreno para um edificio, que sirva de camara e cadeia, correndo-se uma linha da esquina das casas do Dr. José
Balthazar Augery para a esquina da Rua das Flores e ficando ella entre
as cazas do Tenente-Coronel Manoel Rodrigues e capitão Antonio Nunes.
Foi arrematante da obra o Tenente Francisco Barboza de Menezes".
OS DESCENDENTES DE JOSEPH BALTHASAR E JACYNTHA MARIA
Joseph Balthasar Augeri, natural da freguesia de Santos Cosme e
Damião do Arcebispado de Formi, Piemonte, Itália, casou-se a 24 de novembro de
1760 com Da Jacyntha Maria D’Assumpção,
natural da freguesia de Russas de Jaguaribe, filha de Cláudio de Sousa Brito ,
natural da Bahia e de Francisca Nunes, natural de Jaguaribe. O Dr. Joseph
Augeri estabeleceu no Aracati uma fazenda de criar e plantar num sítio, que
ficou conhecido pelo nome SACCO DO MEDICO.
Joseph Balthasar Augeri e Jacyntha
Maria D’Assumpção tiveram:
f01. Luiz Carlos de Saboia -Capítulo I
f02. Padre Carlos
Manoel de Saboia- Capítulo II
f03. Vicente
Maria Carlos de Saboia - Capítulo III
x--x--x--x--x--x--x--x--x--x
CAPÍTULO I
f01. Luiz Carlos de Saboia - Cirurgião licenciado, fal. a 1o
de julho de 1823. Casou - se com Da Inácia Maria e fixou
residência em Independência, onde constituiu família, sendo o tronco dos Saboia
de Independência e de Crateús. Pais de :
n01. Padre Domingos Carlos de Saboia - Parte I
n02. Benedita Maria de Saboia Parte II
n03. Maria da Conceição de Saboia -
Parte III
PARTE I
n01. Domingos Carlos de Saboia -
Padre, n. no Aracati a 2 de junho de
1804 e fez o curso de Latim com o Pe.
Gonçalo Mororó. Ordenado em Pernambuco aos 22 anos , ao voltar ao Ceará foi
nomeado coadjutor do Vigário de Aquiraz, com residência em Cascavel.
Ao ser instalada
a vila de Cascavel a 17 de outubro de 1833, a Câmara Municipal o nomeou
Promotor Público. Foi Vigário Colado da
freguesia de Cascavel por ato de 11 de abril de 1834 do Conselho do Governo da
Província e começou a exercer suas funções a 7 de outubro do mesmo ano; foi, ainda,
Deputado Provincial nos biênios de 1838 a 1841, 1846 a 1847 e Deputado
Geral na Legislatura de 1848 a 1851.
O Pe. Domingos
Carlos de Saboia fal. em Cascavel a 24 de junho de 1862. Padre Domingos deixou
filhos.
Segundo nos
informou o Dr. Carlos Ernesto Saboia, estudioso e conhecedor da família Saboia
como poucos, Raquel de Queiroz escreveu em uma crônica intitulada " Os
Padres" dizendo ser descendente do "padre Carlos Saboia ", o que
foi confirmado pelo Autor dessas linhas por ocasião da visita que a ilustre
escritora fez à Universidade Estadual Vale do Acaraú quando por esta foi
homenageada, em setembro de 1995, com honrarias e a inauguração do Bosque Rachel de Queiroz, durante a
gestão do Magnífico Reitor José Teodoro Soares.
O Jornal Unitário publicou, em data que
não conseguimos apurar: "o padre Domingos Carlos de Saboia foi vigário de
Cascavel. Era natural do Aracati. Homem corpulento e de modos estouvados, foi
chefe do Partido Liberal daquele pequeno município, lutando com fascínoras que
cometiam toda sorte de crimes políticos, sendo que o chefe deles, delegado de
polícia potentado Joaquim José Pereira, acabou num punhal, de que se fizera
digno pelas suas atrocidades. Saboia deixou filhos."
Com certeza
"um destes filhos " foi o Dr Carlos Gérson de Saboia, abaixo citado,
e que foi bisavô da ilustre escritora Rachel de Queiroz.
2n
01.Domingos
Carlos Gérson de Saboia, n. a .... e casou-se três vezes. Segundo o
Barão de Studart, "....com uma filha do Maj. João Severiano Ribeiro, com
uma filha do cirurgião Francisco José de Mattos e com uma sua sobrinha que era
filha do Major Trajano Antunes de Alencar".
Foi Promotor Público em Aracati-Ce, Fortaleza e Baturité; foi, ainda,
Deputado à Assembléia Provincial de 1864 a 1869. Gilberto Carlos Gerson teve os seguinte
filhos:
3n01. Gilberto
Ribeiro de Saboia, n. em Fortaleza a 09/08/1865 e fal. em Santos a
12/07/1930; filho do anterior com Maria Severiano Ribeiro( filha do Major João
Severiano Ribeiro). Formou-se Bacharel em Recife e foi nomeado Promotor em
Lavras; foi, ainda, Juíz de Direito em várias comarcas do Ceará, foi fundador e
Diretor da Faculdade de Direito do Amazonas, para onde se transferiu em 1899.
Casou-se em Lavras, Ceará, com Josefa Augusto Lima (Zefinha), filha do Major
Ildefonso Correia Lima e de Fideralina Augusto Lima( nascida na então Vila de
São Vicente Férrer das Lavras, aos 24/08/1832 e falecida aos 16/01/1919, filha
de Isabel Rita de São José e do Major João Carlos Augusto, que foi Deputado
Provincial).
Gilberto e Josefa(Zefinha) tiveram os
seguintes filhos:
4n01. Domingos
Carlos Gérson de Saboia, n. no Sítio Tatu, município de Lavras de
Mangabeira-Ce, em 22/04/1888. Formou-se em Medicina pela Faculdade do Rio de
Janeiro, em 1913. Foi Professor Catedrático da Faculdade de Medicina do Paraná,
regenciando a Cadeira de Dermatologia. Casou-se em Curitiba-Pr, com Stael
Rabello de Loyola, a 06/08/1919, e tiveram:
5n01. Maria
de Lourdes de Saboia, Bacharel em Direito e advogada no Rio de Janeiro;
4n02. Maria
Luiza de Saboia, n. no Sítio Tatu a 29/12/1890. Foi a primeira mulher a
se formar em Direito no Estado do Amazonas, onde bacharelou-se em Ciências
Jurídicas e Sociais, a 05/12/1917, foi, ainda, a primeira mulher cearense a
graduar-se em Direito; fal. em Manaus a
24/04/1970;
4n03. José
Maria de Saboia, n. a 09/11/1894. Bacharelou-se em Direito no Estado do
Amazonas;
4n04. Maria
Joana Fideralina Teresa de Saboia (Sinhá), n. no Sítio Tatu a
09/10/1894 e fal. em São Paulo a 06/09/1977.
Formou-se em Odontologia em Manaus a 29/01/1916; foi professora primária
e de francês na Capital do Estado do Amazonas, onde também militou ativamente
na Advocacia. Foi a primeira mulher a se formar em Odontologia no Estado do
Amazonas, bem como também a primeira mulher cearense a diplomar-se nessa
profissão.
Casou-se com Manoel de Oliveira Campos, aos
30/01/1926, e tiveram:
5n02. Pedro Paulo de Saboia Campos;
5n03.
Manoel Domingos de Saboia Campos;
5n04.
José Geraldo de Saboia Campos;
5n05.
Maria Luiza de Saboia Campos;
5n06.
Maria Tereza de Saboia Campos;
5n07.
Josefa Augusto de Saboia Campos;
4n05. Agesilau,
falecido;
4n06. Ildefonso,
falecido;
4n07. Mário,
falecido;
3n02. Francisco
Gerson Ribeiro de Saboia, também neto do Major João Severiano Ribeiro.
Segundo o Barão de Studart, "..foi redator-gerente d'O Aracaty, jornal
publicado na cidade desse nome a 25/03/1890 e substituído em setembro de 1909
pelo Correio da Semana ;
3n03. Maria
Luiza Saboia, avó da escritora Rachel de Queiroz; filha de Domingos
Carlos Gerson de Saboia com Amélia Matos(filha de Francisco José Matos e de
Florinda Alencar). Casou-se com .... e tiveram:
4n08. Clotilde
Franklin, descendente da Família Alencar, casou-se com Daniel de
Queirós, que foi Juiz de Direito em Quixadá-Ce e faleceu em 1948. Tiveram:
5n08. Roberto
de Queirós, já falecido;
5n09. Flávio
de Queirós, já falecido;
5n10. Luciano
de Queirós, já falecido;
5n11. Rachel
de Queirós, n. em Fortaleza a 17/11/1910, c.c. o poeta Auto da Cruz
Oliveira, em 1932, com quem teve uma
filha:
6n01. Clotilde,
n. em 1933 e fal. em 1935;
Rachel de Queirós separou-se do marido
em 1939 e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a viver maritalmente com
o Médico Oyama de Macedo, até o falecimento deste em 1982;
5n12. Maria
Luiza de Queirós, a caçula, nascida em 1926;